Tive a honra de entrevistar o jornalista Frutuoso Chaves, ícone da imprensa paraibana. Uma oportunidade não só de ouvir histórias de bastidores, mas também de compreender como se constrói credibilidade ao longo dos anos. (Foto: Sérgio Ricardo)
Embora tenha nascido em
Pernambuco, Frutuoso chegou a Pilar com apenas seis meses de idade e sempre se
identificou com o município, que marcou sua infância e juventude.
Apesar de ter sido
homenageado como “cidadão pilarense” pela Câmara Municipal, recusou o título,
explicando que não se sentia no direito de aceitar, já que havia chegado à
cidade ainda bebê, considerando-se pilarense para todos os efeitos legais e
afetivos. Esse gesto revela sua humildade e apego à verdade histórica.
Eu narrei esses fatos no
folheto “Suaves saudades de Frutuoso Chaves”, autografado pelo homenageado em
evento da Secretaria de Cultura de Pilar, à frente, o distinto poeta Evanio
Teixeira, no sábado passado, 6 de março.
Foi a primeira obra
literária autografada não pelo autor, mas pelo personagem.
Ao lado de Gonzaga
Rodrigues, Frutuoso Chaves é considerado um dos mais longevos cronistas da
Paraíba, chegando aos 80 anos ainda ativo na escrita.
“E a pena mágica de Fábio
Mozart me fez tema de cordel. O coração quase explodiu.” - (Frutuoso Chaves)
“Minha admiração ao homenageado da noite, o jornalista e escritor Frutuoso Chaves, nosso querido “Tuta”. Celebrar sua trajetória é celebrar também a memória viva de Pilar, suas narrativas, suas inquietações intelectuais e sua dedicação à palavra escrita”. – (Lucimário Augusto)
“O cordel de Fábio Mozart é mais do que uma obra literária: é um gesto de carinho da cultura popular para com aquele que tanto contribuiu para a preservação da nossa identidade”. (Lucimário Augusto, escritor pilarense)
Entre versos, memórias e afetos,
a noite reafirmou que a literatura de raiz continua sendo uma das mais belas
formas de eternizar pessoas e histórias”. – (Idem)
“Você pode ver, não tem
mulher bonita petista. Só tem feia. Às vezes, acontece, eu estou no aeroporto e
alguém me xinga. Eu olho para a cara dela e penso: ‘Nossa, mãe, incomível!’ –
(Jair Bolsonaro no dia 7 de março de 2025, em Angra dos Reis)
“O cara que rejeita
mulher dizendo que é feia, todo ele é boiola” – (Ameba, o misógino)
Prefeito sabe fazer
média com as mulheres, mas providenciar mamografia para todas que é bom, nada!
Os machistas chatos
invadiram as redes sociais ontem, com mensagens hipócritas.
"O homem pode
atingir o infinito e conseguir o impossível! Se a mulher dele deixar…" –
(Gustavo Arruda)
Em 2013, Solange Maria
de Carvalho foi eleita, por duas vezes, uma das mulheres mais poderosas da
Paraíba. A cidadã é natural de Itabaiana do Norte, terra de mulher poderosa!
Jamais perca a
esperança de ser perdoado. A serpente foi amaldiçoada por Deus no Jardim do
Éden e depois salva por Noé, a pedido de Deus, no dilúvio.
"A Rádio
Constelação tá metendo o pau em mim, mas não é por trás não, é pela
frente", reclama vereador Gerson do Gesso, de Guarabira.
"Existem 2 tipos
de idiotas: os que emprestam e os que devolvem." - Humor sustentável
Em encontro social na
cidade de Pilar, encontrei vários leitores dos Tijolinhos. Sou devedor de vossas amabilidades. É pra isso que servem
as redes sociais, pra energizar o ego com as gentilezas dos amigos. E inimigos
a gente recomenda ao Cão Canjiquinha.
O poeta Marcus Alves esteve em Pilar, no lançamento do folheto sobre
Frutuoso Chaves. Nascido no distrito de Guarita, ele está no meu livro Artistas
de Itabaiana.
Estudando a história
dos meus parentes mais distantes, eis que me aparece um cabra por nome Manoel
Marinho, nascido na vila de Guarita, em Itabaiana, por volta de 1866. É parente
distante da minha família pelo lado materno. Esse rapaz era muito valente,
arruaceiro, chefe de cangaço.
Fez parte do bando de
Antonio Silvino com o apelido de Cocada. Foi o terror do vale do Paraíba e de
todo o Nordeste. Esse cangaceiro meu parente morreu numa briga feia na cidade
de Serrinha, atual Juripiranga, pertinho de Itabaiana.
"Que Deus abençoe os ateus, pois os
cristãos estão muito ocupados matando gente". (Dani Bah)
Dona Ester lembra: “políticos hoje elogiam as
mulheres, mas participaram do golpe contra a primeira mulher eleita Presidenta
do Brasil”.
Na lista dos oportunistas: Efraim Filho, Hugo Motta, Pedro Cunha Lima, Veneziano
Vital do Rêgo, Wilson Filho e Aguinaldo Ribeiro.
“Todos esses canalhas votaram no golpe contra Dilma em nome da família”. –
(Maria das Lágrimas Cardoso, Nenega)
“Vamos devagar que nem toda mulher é
maravilhosa” – (João Costa)
“Sou burra, ignorante, problemática, fútil, recalcada, infeliz sexualmente, pobre e sofredora. Pra que comemorar então? Vão tomar no retentor!” – (Neusa Sueli, rapper do Recife)
Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, 500 mulheres sofrem violência doméstica a cada hora no Brasil. Muitos desses violentadores parabenizaram as mulheres ontem.
Para lembrar: “Um dos primeiros atos do governo Bolsonaro foi atacar o Ministério da Mulher, conquista de muitos anos e que coordenava uma série de políticas e programas para as mulheres em todos os âmbitos. Foi uma sinalização do desmonte que ocorreria em cascata no Brasil inteiro acarretando o fechamento de outros organismos de mulheres pelo país afora”, (Ana Rocha, ex-secretária da Mulher no Rio)
Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira era o nome completo de Mietta Santiago, que foi a primeira mulher no país a exercer, plenamente, os seus direitos políticos: o de votar e o de ser votada.
A professora Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a votar no Brasil. De Mossoró, Rio Grande do Norte. Sem ser votada.
A intelectual e feminista Rose Marie Muraro lutava pela igualdade de direitos para as mulheres. Rose foi reconhecida em 2005 pelo governo federal como Patrona do Feminismo Brasileiro. Morreu em 21 de junho de 2014, no Rio, aos 83 anos.
Meu livro “Artistas de Itabaiana”, segunda edição, está no forno pra sair em abril. Quem quiser um exemplar, aproveite que a edição é limitada. Mande recado para mozartpe@gmail.com
Tijolinhos para a
videasta Elisandra Neves, de Bananeiras.
VERSO DO DIA
Deste jeito, (r)existimos
Com a força feminina
Que aqui se dissemina
Pelo tempo que fruímos
Pois aqui não desistimos
Desta luz que revigora
Desde cedo, até agora
Na mulher que é resistência
Nossa luta e permanência
Fortaleza que se aflora.
Graziela Barduco

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