Não sei mentir
10 MINUTOS NO CONFESSIONÁRIO –
258 https://www.radiodiariopb.com.br/nao-sei-mentir-10-minutos-no-confessionario-podcast-com-fabio-mozart-episodio-258/
Não sei mentir
10 MINUTOS NO CONFESSIONÁRIO –
258 https://www.radiodiariopb.com.br/nao-sei-mentir-10-minutos-no-confessionario-podcast-com-fabio-mozart-episodio-258/
A Editora Zé da Luz preparando lançamento do
folheto "Dicionário Vavá da Luz de Safadeza e Ideias Afins", do poeta
safado Fábio Mozart. O problema é arrumar local para a festa de lançamento.
Tempos difíceis para a imoralidade pública, honesta, sincera e decente.
Mais
de 45 milhões de brasileiros têm alguma deficiência. Os deficientes de caráter
não foram contabilizados.
"Eleitor
comprado ou ingênuo bota gente com moral apodrecida nos parlamentos e
prefeituras". (Rubens Nóbrega)
Tenha
paciência com os imbecis, eles também são filhos de Deus. "Bem aventurados
os pobres de espírito".
Cachaça
é reconhecida como produto exclusivo do Brasil. A cirrose hepática é patrimônio
da humanidade.
Madame
Preciosa acusa Ameba de estupro consentido. Ele rebateu as acusações, dizendo
que é incapaz de ofender uma perereca.
População
se divide entre enganados e desenganados. Embora os "desenganados" continuem sendo enganados.
"O que eu sei é que o futebol no Brasil é
uma imagem tosca com 50 tons de cinza sem escrúpulos." - Silas Correa
"Ao contrário do que os estúpidos
imaginam, poesia não é frescura, nem estado de espírito, nem opção." - (Anderson Jorge pelo Bluesky)
Em 2015, blogueiro de Itabaiana perguntou onde
estava Sabiniano Maia para autografar o livro "Itabaiana - Sua história,
suas memórias", relançado na ocasião. Com o gravador na mão, certamente
queria entrevistar o autor.
Sabiniano Maia morreu em 1994.
Só os bêbados e os loucos são felizes. Ninguém é feliz sem alterar o estado de consciência.
Deixemos
o estado de acomodação e a preguiça. Vamos plantar roça que tá chovendo.
Cantar no chuveiro diariamente pode ajudar a aumentar
a sua imunidade, baixar a pressão arterial, reduzir o estresse e melhorar o seu
humor. Porém, se cantar música ruim e desafinar, corre risco de pegar chulé.
De um inimigo do soneto: “A poesia clássica,
grega e latina, não era rimada. A Igreja Católica foi quem introduziu a rima e
a métrica e aprisionou a alma dos poetas.”
Tenho muitos nomes. Quando um se desgasta,
utilizo outro. Meu nome atual: Jalapa Quixaba de Aroeira. É a liberdade poética
nominal.
Chá de jalapa com quixaba, bom pra levantar
moral de velho, diz o poeta Gorrion da Rabeca.
Essa vida anda um chute no saco. Vou inventar
outra.
Não é fácil aceitar a crueldade do tempo e
perceber que temos um prazo curto de validade. Sinto bombas de efeito retardado
dentro de mim.
Sigamos em frente. O mundo gira e eu já nem
posso ficar bêbado.
Para curar o vício da cachaça: cinco gotas de
jurubeba do Pará na bebida.
“Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.” - Números 31:17-18
Pedofilia santa.
Jornalista Giovanni Meireles repercute notícias do portal da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. Somos gratos ao nobre Giovanni.
Em 3 de junho, a Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz prossegue com as comemorações do seu cinquentenário, desta vez em Pilar. Vamos participar de uma roda de conversa na Fundação Menino de Engenho, com os poetas Fábio Mozart, Thiago Alves e Chicco Mello.
O momento faz parte da XXVI Semana Cultural José Lins do Rego, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura de Pilar, sob o comando de Evanio Teixeira.
A Confraria de
Malagrida é um dos movimentos culturais mais simbólicos do centro
histórico de João Pessoa. Ligado ao famoso
Beco da Malagrida, nas imediações da antiga Faculdade de Direito, o projeto
reúne poesia, música, teatro, artes visuais, memória urbana e ativismo
cultural, tendo como principal articuladora a multiartista e produtora cultural
Ednamay Cirilo.
Desde os anos 2000, Ednamay transformou a
escadaria e o beco em um espaço permanente de ocupação artística e resistência
cultural.
A proposta sempre foi democratizar a arte,
levando saraus, encontros literários e manifestações populares para a rua,
aproximando artistas e público em um ambiente aberto e afetivo.
Hoje tem Alô Comunidade, programa
da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, com Fábio Mozart e Sérgio Ricardo, às 11
horas na Rádio Tabajara. https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/radio-fm
No Alô Comunidade deste sábado, entrevistaremos
o jovem ator e radialista Donny Barbosa, aluno de teatro do professor Bento
Júnior no Ceart.
“Barata voadora toca terror e é fichada pelos
Estados Unidos” é a manchete da próxima Rádio Barata no Ar.
Maria dos Anjos Barbosa é professora,
escritora, palestrante e orientadora de jovens. Ela participará do programa Alô
Comunidade semanalmente, com breves falas sobre família, sexo, sociedade,
ética e outros assuntos.
O radialista Sérgio Ricardo escreveu um artigo importante no seu portal DiarioPB sobre redes sociais e a responsabilidade das grandes plataformas digitais. “Não é coincidência que conteúdos violentos, extremistas ou carregados de ódio sejam constantemente impulsionados pelos algoritmos. As redes sociais descobriram que o choque, a revolta e a indignação mantêm as pessoas conectadas por mais tempo”.
Leia o artigo em https://diariopb.com.br/quando-nao-e-preciso-apelar-para-a-violencia-nas-redes-sociais/#google_vignette
Mandando nossos tijolinhos para
Ana Lúcia, de São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. Ela é leitora da
Toca do Leão e sua cidade comemora aniversário hoje.
VERSO DO DIA
No ano 91
O velho Fábio Mozart
Tomando mé de tubiba
No cabaré de Fafá
Com dois amigos diletos
Pedrinho e Nado Preá
Rádio Barata transmitiu ao vivo a
visita dos Três Patetas ao Pato Donald
RÁDIO BARATA NO AR – 564
FOTO MEMÓRIA -
O radialista de fundo de quintal, descrito assim por Jonas Borba em uma crônica:
“Fábio Mozart é aquele tipo de figura que
parece ter sido criado numa mesa de bar entre um repentista, um radialista e um
cronista de feira livre. Apresentador do irreverente “Rádio Barata no Ar”, ele
transforma microfone em arma de sátira popular, misturando humor nordestino,
comentários afiados e histórias que parecem mentira, mas em cidade pequena
sempre tem uma testemunha jurando que aconteceram.”
“Com seu
estilo debochado e voz de quem já animou até enterro, Fábio Mozart conduz o
programa como se estivesse pilotando um fusca sem freio descendo a
ladeira da cultura popular.”
“Cada
comentário vem carregado de ironia, improviso e aquela sabedoria típica de quem
conhece tanto os bastidores do rádio quanto as fofocas da esquina.”
“Se
existisse prêmio para ‘filósofo do absurdo cotidiano’, ele provavelmente
entregaria o troféu para si mesmo ao vivo no programa, e ainda entrevistaria o
troféu depois.”
“Esse Fábio
Mozart é muito ótimo demais. Melhor do que ele, só dois dele.” – (Tião Lucena)
“A Rádio
Barata no Ar vem empoderando fuleiros e pobres diabos e isso é um
comportamento que não podemos admitir enquanto sociedade”. – (Maciel Caju)
Hoje tem Rádio
Barata no Ar na Rádio DiarioPB, com Fábio Mozart e Sérgio Ricardo. Começa
às 10 horas. www.radiodiariopb.com.br
Se salada fosse boa tinha rodízio.
Rádio Barata é o programa de besteirol mais ouvido da rádio web do Brasil.
"Barata, porra, te amo, desgraçada!" (Bento
Filho)
Bruno
Farias disse que não vota em João Azevedo porque acha que ele é um velho a fim
de usar o Senado só para descansar da velhice. Pegou mal a fala desse Bruno,
desrespeitando os anciãos como este leão idoso.
Não troco
duzentos brunos farias por uma Luiza Erundina, no esplendor dos seus quase 90
anos de uma vida dedicada aos seus semelhantes.
A deputada
Erika Hilton foi tratada como “futura presidente da República”. O poder de
mobilização e a capacidade de argumentar dessa deputada levou à vitória da lei
que acaba com a escala 6x1.
CBF informou
que Neymar não participou do treino da CBF e foi encaminhado a
uma clínica para realização de exames. Escalaram um ex-atleta para a seleção.
A maioria
das pessoas do país gostaria de ter dois dias de folga na semana depois de
trabalhar cinco. Os deputados bolsonaristas são contra essa “mamata”. Eles trabalham
apenas três dias por semana.
"Humilhante
é se tornar deputado ensinando na internet depilação intima", disse Erika
Hilton. Quem é o deputado depilador?
É o
deputado Artur Fernandes, do PL do Ceará, conhecido por fazer tutorial de como
depilar o ânus nas redes sociais.
Todos os
deputados da Paraíba votaram a favor do fim da escala 6x1. Ninguém é doido pra
votar contra os interesses do povão em véspera de eleição.
Alguns,
como o deputado Cabo Gilberto, votaram com grande amargura no coração
conservador de alguém que já foi pobre e hoje joga no time dos ricos.
“O PL passou
toda a discussão do fim da escala 6x1 espalhando medo, atacando trabalhadores e
tentando atrasar a pauta. Defenderam jornadas de até 52h e adiamento de 10
anos. Apesar deles, avançamos e garantimos o fim da 6x1 em 60 dias.” – (Rick
Azevedo)
Você aí de
Itabaiana, dá uma moral pro autor aqui e compra meu livro “Artistas de
Itabaiana”, segunda edição. Meu e-mail: mozartpe@gmail.com
Samara Martins
é candidata a Presidenta da República pela Unidade Popular (UP). Ela defende
aumento de 100% do salário mínimo e congelamento dos preços dos alimentos.
Alguém já
ouviu falar de Samara Martins? Ela é dentista do SUS em Minas Gerais, militante
da Frente Negra Revolucionária e também defende a nacionalização do sistema
bancário e controle popular do sistema financeiro.
“Aqui
quem fala é Gorrion da Rabeca, o rabequeiro que faz cordel na Paraíba, que
enquanto toco a tristeza da rabeca, escrevo a legenda rimada do sofrimento.”
“Sou o
único artista que consegue desafinar um instrumento e ainda transformar isso em
poesia popular. Quando eu chego numa festa, ninguém sabe se dança, chora ou
compra um folheto por 5 reais.” – (Gorrion da Rabeca)
A rabeca
conta o drama, o cordel explica o drama e o público vira personagem do drama
sem perceber.
“Se dois homens estiverem brigando, e a mulher
de um deles vier em socorro do seu marido e pegar o inimigo do seu marido pelas
partes vergonhosas, cortarás a mão dessa mulher, sem nenhuma compaixão” –
Deuteronômio 25:11-12
Tem o cara que vende terreno na lua e o que
compra. Sou da segunda espécie.
“O belo atrai o belo, o forte atrai o forte, o
rico atrai o rico. Os miseráveis se agridem.” – (Millôr Fernandes)
A
paraibana Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, integra a lista das
mulheres mais poderosas. Madame Preciosa ocupa uma vaga nessa lista porque ela
assume o protagonismo da própria vida e não tem satisfação a dar a ninguém.
A pessoa que lê é um polivivente. Vive muitas
vidas.
A Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz ganhou
troféu do coletivo Confraria Sol das Letras nesta quinta-feira (ontem). Os
sócios Chicco Mello, Sérgio Ricardo, Thiago Alves e Wagner Lins representaram a
entidade.
Não pude comparecer porque tava com os joelhos
bichados de artrose.
Sociedade Zé da Luz comemora cinquenta anos de
fundação.
Ontem foi o dia do ceramista, Por
isso, hoje, mando os tijolinhos feitos na cerâmica do finado Babá de Itabaiana
para o mestre Zaia, a mestra Nevinha e dona Biu, que fazia panelas de barro na
Rua da Facada. Nem sei se dona Biu ainda vive.
VERSO DO
DIA
já não me habita mais nenhuma
utopia
animal em extinção,
quero praticar poesia
- a menos culpada de todas as
ocupações.
Wally Salomão
O poeta Chicco Mello é atração desta quinta-feira
(28) na Academia Paraibana de Letras, durante o 113º Pôr do Sol Literário, às 17h30.
Juntamente com Thiago Alves e Wagner Lins, ele lançará seu novo livro de poemas
e declamará Augusto dos Anjos e Zé da Luz.
Chicco Mello é uma voz viva da cultura do brejo
paraibano, daqueles artistas que transformam palavras em sentimento e
identidade popular. Sua atuação como poeta, declamador, ator e incentivador
cultural fortalece a literatura nordestina e inspira novas gerações em Solânea.
Ele é
vice-presidente da Academia Solanense de Letras. Alguém já disse: “Chicco Mello
carrega na poesia a alma do sertão, a sensibilidade do povo nordestino e a
coragem de manter viva a cultura popular. Sua arte emociona, ensina e dignifica
a literatura paraibana.”
“Mulheres não deveriam ser educadas ou
ensinadas de nenhum modo. Deveriam, na verdade, serem segregadas, já que são
causa de horrendas e involuntárias ereções em santos homens.” – (Santo
Agostinho)
O velho Maciel Caju anda precisando de um
milagre de Santo Agostinho para ter uma ereção.
“O comum no ser humano é criar deuses à sua
imagem e semelhança. Zeus chega a tomar a forma do marido de Alcmena, que
estava na guerra, para fazer as vezes dele na cama dela, sacanagem pela qual
nasceu o semideus Hércules.” – (Waldemar José Solha)
Prefeitura de Mogeiro vai gastar quase meio
milhão comprando pão. É a manchete do blog de Carlão Melo.
Especialistas
em padaria popular já classificam o caso como “o maior investimento em
carboidrato per capita da história recente do município”.
Em 2021, o Vereador Nininho do Bode, de Santa
Rita, queria criar o Dia do Corno.
A
proposta gerou bastante repercussão, mas foi barrada na Comissão de
Constituição e Justiça por não ser considerada de interesse público local.
“Estamos
falando de uma categoria social invisibilizada há décadas. O corno sofre
calado, paga combo, abastece moto e ainda curte foto do casal sem querer”,
declarou Nininho durante sessão na Câmara, sob aplausos tímidos e alguns
olhares desconfiados.
Proposta
previa feriado sentimental, desfile de motos e distribuição gratuita de lenços
para enxugar lágrimas.
Encontrei
essa notícia e enviei para a redação da Barata Press. Coisa de desocupado.
Recebi
e-mail de Eronides Pontes, assinante do jornal A União e leitor da Toca
do Leão publicada aos domingos no único jornal impresso na Paraíba.
Eronides
disse que gosta muito do estilo de minhas crônicas. Sua região de origem é
Pilar. Agradeço a Eronides Pontes, da terra de Frutuoso Chaves e Evanio
Teixeira. Tudo gente pedra 90.
“Tem rádios na Paraíba que se você não
depositar dez mil todo mês na conta deles, não rodam seu disco. Esses forrós
bundinhas da moda fazem sucesso nessa base”. (Geovane Júnior, forrozeiro)
Doe livros novos ou usados que não tem mais uso, que estão ocupando espaço, ou você ganhou e não gostou. Com certeza esse livro será útil para outra pessoa. Biblioteca Comunitária Arnaud Costa – Projeto Biblioteca Viva.
Iremos pegar em sua casa, ou combinamos uma forma de receber seus livros. Entre em contato conosco pelo e-mail – mozartpe@gmail.com
Disseram que vice não vale nada, porque não tem nenhuma rua com nome de vice. Discordo. Moro na Avenida Vasco da Gama, em Jaguaribe.
Quem lê alguma coisa na república bananeira cínica sindicalista socialista das elites reunidas? Quase ninguém. Mesmo assim, todo dia saem poetas de suas casas com seus originais debaixo do braço para tentar publicar.
Às vezes conseguem. Jogam na internet, fazem cópias para distribuir, poetas vagabundos como eu, poetas crentes como Antonio Costta, poetas estilo “testemunha de Jeová”, daqueles que vendem seus livrinhos de porta em porta, enfim, esses artistas da palavra são abundantes, mas o mistério continua lá: quem lê poesia?
Para escrever poesia, é preciso ler poesia e saber onde se encontra a essência dessa forma de expressão. Muitos confrades não ligam pra isso.
Têm a certeza de que nasceram com esse dom de formar imagens com palavras e danam-se a escrever seus lirismos, suas dores, seus amores e seu orgulho de poeta. Enchem o peito ao ouvirem: “ali vai um poeta”.
No entanto, a espontaneidade do artista da palavra se acaba quando é na hora de distribuir sua obra. Não se vende poesia nas livrarias. A única forma poética engolida com prazer pelo povão é a literatura de cordel, mas isso mesmo saiu de moda há tempos.
Escrevi um livrinho de poemas em 1998 chamado “Pátria armada”. Levei exatos dez anos para desovar os 500 exemplares. Essa arte de linguagem é mesmo ruim de passar adiante.
A poesia, na sua capacidade de dizer o indizível, segue sua rota de colisão com a lógica do mercado e a alienação geral do público.
O suplente de vereador da cidade
de João Pessoa, Lucas Caçula, que se apresenta como pré-candidato a deputado
estadual, especializou-se em invadir hospitais para filmar e postar nas suas
redes sociais.
Em Guarabira, Lucas Caçula entrou na Unidade de Pronto Atendimento nesta terça-feira (25), sendo abordado por funcionários.
Pessoas que invadem hospitais para gravar pacientes, profissionais de saúde ou situações delicadas apenas para ganhar curtidas costumam ultrapassar limites éticos, humanos e até legais.
Hospital não é cenário para “conteúdo”; é um ambiente de cuidado, sofrimento, recuperação e privacidade.
O crédito da notícia é
de Jota Alves, redator do Portal 25 Horas e leitor da Toca do Leão.
Notícia da
Barata Press: O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, durante a conversa com
Trump, ele pediu ao mandatário norte-americano que incluísse as notícias do seu
envolvimento com o escândalo financeiro do Banco Master na lista dos Estados
Unidos de operações de mídia consideradas terroristas.
Lau
Siqueira classifica os adeptos do velho Bozó como “dependentes químicos de
detergentes”.
Tijolinhos respeitosos
para o intelectual João Trindade que fará hoje homenagem ao poeta Zé da Luz na
Academia Paraibana de Letras, às 17h30. Estarei lá.
VERSO DO DIA
No romper das alvorada,
Quando alegre a passarada
Se desmancha em cantoria,
Anunciando ao sertão
A sua ressurreição
No despontar de outro dia!
Nos galho das baraúna
Os magote de graúna
Quando o seu canto desata,
Parece uns vigário véio
Cantando o santo evangéio
Na igreja verde da mata!
Zé da Luz
“A cigana analfabeta leu a mão de Paulo Freire”
é um folheto de cordel que estarei lançando brevemente. Parodiando Paulo
Leminsk, esse folheto não é estudo definitivo sobre educação libertadora ou
algo do tipo. “Não é para ser lido por quem quer chegar ao fim, mas por quem
entende e sente que não existe fim nem começo”.
A capa do folheto é de Sérgio Ricardo Santos,
parceiro das aventuras culturais.
Uma turma de designe gráfico da Unipê,
curso superior em tecnologia, tendo à frente o professor Rodrigo Brandão, está
trabalhando em projeto de diagramação. O grupo de literatura de cordel escolheu
o autor Fábio Mozart para completar o projeto com o folheto “A cigana analfabeta
lendo a mão de Paulo Freire”.
Agradeço
a Isabel e demais alunos que, com carinho, dedicação e sensibilidade,
diagramaram nosso folheto de cordel. Cada detalhe refletiu criatividade e
respeito à cultura popular, dando ainda mais vida aos versos e à tradição
nordestina. Nosso muito obrigado pelo belo trabalho realizado!
Parem de fazer capa com essas imagens de IA generativa! Virou padrão e passa a ideia de que o autor é preguiçoso. Ou quer dar um golpe.
Deputado Mario Frias, amigo de Flávio Rachadinha, suspeito de rachadinha e lavagem de dinheiro. Alguma novidade?
“O Uber estava tocando música gospel, eu pedi se podia mudar de rádio pra algo não gospel e ele soltou um “meu irmão, não”. Eu abri a porta com o carro em movimento enquanto dizia “mas eu estou pagando por essa carona…”. A rádio foi desligada imediatamente.” – (Luduvico no Bluesky)
Já passei por esse desconforto.
Bolsominions
hoje mais perdidos do que Adão no dia das mães com esse filme onde só tem
bandido.
Tenho
constatado que ultimamente estou ficando mais velho e pobre.
Blog é coisa
que ninguém mais lê. Tanto que as visitas da Toca do Leão se resumem a umas
cinquenta pessoas do meu convívio, diariamente. Eu nem ligo! Dito isto, informo
que, em uma postagem qualquer dos tijolinhos, recebi mais de mil visitas.
Não
sou imbecil. Até poderia ser, mas a concorrência é muito grande nas redes
sociais. O que eu falar aqui nestes tijolinhos não tem, na prática, valor
nenhum, peso algum, autoridade moral muito menos! Encare essa coluna apenas
como uma conversa numa mesa de bar daqueles bem “copo sujo”.
Por
falar nisso, aqui no meu bairro tem o Bar do Grude. Lá é assim: o tira-gosto é
tão sujo e bom que a cerveja vira acompanhamento.
Quando
bebia, fui no Bar do Grude só pra tomar uma.
Saí amigo do garçom e dono da espelunca, padrinho do cachorro e devendo oito
rodadas.
O
relógio do Bar do Grude funciona
diferente: 1 hora lá equivale a 5 cervejas.
No
bar do Zé, a resenha começava no ‘boa noite’ e terminava no ‘bom dia’.”
Zé
do Bar morreu em 2020, o ano que não existiu. Nesse ano também morreu de covid
19 o velho Beto Barbeiro, mais antigo cliente do Bar do Grude.
Mito
da criação, conforme Sílvio Carneiro, frequentador do Bar do Grude: “Pagou a
conta da luz: e eis que foi o primeiro dia. Pagou a conta da água: e eis que
foi o segundo dia. Pagou a conta do fornecedor de ervas aromáticas: e eis que
foi o terceiro dia.”
“No
quarto dia, pagou a conta do fiado do Bar do Grude. No quinto dia, pagou o
peixe e o frango que estava devendo no açougue. No sexto dia, levou o cão para
cagar na frente do Bar do Grude e brigou com a ex-mulher, aquela víbora falsa.
No sétimo dia resolveu descansar e tomou um porre daqueles no Bar do Grude. No
dia seguinte, de ressaca, Ele criou o domingo…”
O
Itaú cobrou indevidamente por seguros em cartões de crédito durante 14 anos,
segundo o Procon e o Ministério Público de Minas Gerais.
Há
dois anos, o Itaú me cobra um empréstimo que jamais contratei. Minha advogada
faz o que pode, lutando contra a estrutura corporativa massiva do setor
jurídico do banco.
Antes
de apagar a vela da vida, talvez eu receba a indenização. Provavelmente não.
O
Bolsa Família foi apontado pelo Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento como um dos principais responsáveis pelo avanço do Brasil ao
maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de sua história.
Em
2024, o país alcançou índice de 0,805, entrando pela primeira vez na faixa de
“Muito Alto Desenvolvimento Humano”.
Luciano
Huck é contra o programa Bolsa Família, que proporcionou esse avanço social.
Ele é a favor de que as filhas dos militares recebam gorda pensão pela vida
toda, desde que não casem.
Valdemar
do PL disse que Flávio Bolsonaro foi buscar o resto do toco na casa de Daniel
Vorcaro. Depois voltou atrás. A sua nova versão é de que Flávio foi visitar
Vorcaro para ameaçar com prisão perpétua o banqueiro ladrão, no caso do mister
Rachadinha ser eleito.
A
conversa era sobre R$ 130 milhões para supostamente fazer um filme que ninguém
vai ver sobre um suposto e patético herói de fancaria.
Herói de fancaria é uma expressão popular usada de
forma irônica para descrever uma pessoa que se finge ou tenta parecer muito
corajosa, nobre ou importante, mas que não passa de uma farsa.
Hoje,
quarta-feira (27) na Rádio Comunitária Solânea FM, às 9 horas, mais uma edição
do programa Estação Cultura, produção da Sociedade Cultural Poeta Zé da
Luz e outras entidades da região.
Nesta edição de maio teremos entrevista com a
nossa confreira Maria dos Anjos Oliveira e depoimentos do jornalista Fernando
Moura, Presidente da Fundação Casa de José Américo, e a escritora Fabiana Agra,
de Nova Floresta.
Ainda comparece ao Estação Cultura de hoje o
forrozeiro Antonio da Paz, de Solânea. Na internet: http://play.radios.com.br/25151
Parabéns
para Jandira Lucena, aniversariante de hoje. Ela é autora do livro Uma homenagem a Violeta Formiga e outros escritos.
A obra
homenageia a poeta paraibana Violeta Formiga,
figura importante da cena literária e das discussões sobre emancipação feminina
na Paraíba durante os anos 1970 e 1980.
Além da
homenagem, o livro reúne poemas, crônicas e memórias ligadas à cidade de
Itabaiana e à trajetória cultural da própria autora.
O livro foi
publicado pela Editora Universitária da UFPB, dentro da Coleção Humanidades,
com prefácio de Fábio Mozart e da professora Neide Medeiros Santos.
Tijolinhos
para Jandira Lucena, que participou da fundação da Sociedade Cultural Poeta Zé
da Luz.
VERSO DO DIA
Se quiseres o
corpo que tens,
Não voa tão alto sem asas;
Não és máquina dos trópicos,
Nem pés caminhando em brasas.
Se quiseres a alma que tens,
Zela teu corpo couraça;
Não és brisa voando sem graça,
Vagando à procura do além.
Damião Ramos
Cavalcanti
FOTO MEMÓRIA - Fábio Mozart e Marco Di Aurélio, dois
telegrafistas de Timbaúba dos Mocós, na zona da mata norte de Pernambuco, nossa
“Princesa serrana”. Domingo foi o Dia do Telegrafista.
Nasci em Timbaúba. Atualmente sou
paraibano, de papel passado e tudo.
Que Copa do Mundo estranha! Que seleção
esquisita! Não se torce mais pelo time. É a galera a favor ou contra Neymar.
"As leis são como as mulheres, foram feitas para serem violadas", disse o professor de Direito Empresarial, Fábio Melo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
No fim, machistas somos nós, nordestinos. Discurso de ódio é comum na maioria das religiões, incluindo a católica.
“O cara estava se referindo ao hímen e não ao estupro. Que imbecilidade!”, reclama um aluno do professor.
Uma frase parecida é atribuída ao
ex-presidente Getúlio Vargas: “As Constituições são como as virgens: existem
para serem violadas”.
Conheço
gente que não contemporiza com adeptos do fascismo. Apoiou qualquer tipo de
reacionarismo e suas perversões, eu corto laços sem pensar duas vezes. Pra
nunca mais.
Cuscuz com garapa de açúcar e margarina Bem-te-vi. Cardápio de pobre.
Assis Firmino de Mari andou falando bem de mim, que eu era o defensor da cultura. Amigo Firmino, a cultura é quem me defende!
"Prezado Fábio Mozart, primeiramente parabéns pelo seu trabalho em defesa da cultura popular nordestina. Acompanho o programa "Alô comunidade" na rádio Tabajara todos os sábados. Sou artista plástico e atualmente estou desenvolvendo um projeto com desenhos e pinturas com influências das xilogravuras dos folhetos de cordel.” – (Carlos Augusto Gomes Correia)
Nunca havia tomado café. Experimentei em 24 de maio de 2016 na casa do mestre Ivaldo Gomes, para comemorar o dia dessa bebida. Gostei não!
Pesquisas indicam que o vermelho, tanto para peças femininas quanto para masculinas, é a cor que mais provoca atração. Aposte nela. Mas não use externamente em eventos da extrema direita. Pode sofrer escoriações generalizadas.
“Atenção: quando o seu celular não tocar, sou eu tentando não ligar.” – (Sonsinho)
"A maior arma contra a tristeza é sorrir. Mas, se você for banguela... é melhor ficar triste mesmo." - Ameba, o safado.
Haja o que houver, o Bolsonarinho Rachadinha sustenta os seus 30 e tantos por cento nas pesquisas, o que atesta que boa parte do Brasil é fascista.
Existem vídeos de supostas surubas em Trancoso envolvendo Vorcaro & amigos. Madame Preciosa se apressa em avisar que não estava na festa.
A astróloga Madame Preciosa tem razão: não creio no signo do Zodíaco nem levo a sério o misticismo. Isso é uma característica do meu signo, Escorpião.
O candidato se dizia bonzinho, amestrado, vacinado e dócil. Garantiu que era honesto. Ele mentiu no currículo.
“Sejam racionais, não odeiem a segunda-feira. Odeiem a semana toda, mas não percam a ternura.” – (Ritoca no Bluesky)
Sou novo pai espiritual de um gato branco meladinho. Encardido, digamos assim.
Atenção, pobres (ou remediados): se vocês tivessem chance de sustentar um hábito de gente rica, qual seria? O meu é criar quatro gatos.
Ração está pela hora da morte. Daqui a pouco os gatos vão ter que caçar o próprio almoço.
Comprei um saco de ração e saí da loja sem dignidade financeira. Com esse preço da ração, o pet tá vivendo melhor que o dono.
O cachorro do vizinho só late agora em horário comercial pra economizar energia.
A galera do Intercept Brasil salvou o país. Alguém já parou pra pensar na dimensão disso?
Você é a pimenta do meu vatapá. Não tolero pimenta. Jamais comi vatapá.
Ferreira Gullar escrevia uns poemas que ninguém entendia. Passou a escrever cordel.
O papa Leão XIV divulgou a primeira carta dele aos bispos de todo o mundo e focou em críticas contra inteligência artificial.
O papa Leão me representa. Mesmo porque eu sou da terra do Leão do Norte.
Mas, e sempre tem um porém, eu faço revisão gramatical em IA. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, senhoras e senhores!
Às vezes a Inteligência Artificial se mete: “seu texto está muito elementar e previsível.” Eu respondo: então não leia!
E produzir versos do cordel em IA é o fim da vereda. O cordel tem um valor artístico e humano tão específico que a IA não seria capaz de apreciá-lo ou produzi-lo legitimamente.
Lamento ver folhetos de cordel feitos com IA tentando imitar a estética do cordel sem vivência cultural, sem ritmo verdadeiro, sem domínio da métrica, sem humor, sem chão nordestino.
Aí o resultado pode soar como caricatura industrializada. É a banalização da tradição.
Cuba será o próximo crime do inominável americano da peruca ridícula.
Toda semana um pedófilo sociopata ameaça atacar algum país ocasional por ambição e jamais sofre qualquer tipo de consequência por isso.
Antes que a velhice passe um apagador nos meus neurônios, publicarei minhas memórias que terão o maluco título: “Memórias memoriosas rememoráveis”, a história (quase) definitiva de um memorialista sem memória.
Meu memorialista será Maciel Caju. Eu soube pelo meu espião Ameba que o ignóbil escritor contará algumas façanhas deste grande bardo trovador que, digamos, rebaixa e desonra minha história de vida, conforme seu enviesado conceito.
Meu espírito superior antecipadamente o perdoa, dada sua fraca e irrelevante capacidade moral de julgar com isonomia e legitimidade um sujeito de minha estirpe.
Tijolinhos máximos para
meu conterrâneo e contemporâneo Lúcio Flávio Almeida, aniversariante de ontem.
VERSO DO DIA
A
grande cosmologia
tenta, tenta e não explica
o teor de tudo ser
enfeita e até complica
a razão do seu querer
procurando conhecer
o tudo que multiplica.
Como
toda vida é
um conjunto de ilusão
construída ela está
pelo pó em suspensão
e a cada sopro vai
se levanta e depois cai
em nova combinação.
Marco Di
Aurélio
FOTO MEMÓRIA – Em 2016 no Espaço Cultural José
Lins do Rego, os artistas se encontram. Eu, o videasta Jacinto Moreno (in
memoriam), o poeta e compositor
Pedro Osmar, o artista plástico Márcio
Bizerril e o ator Oriebe Ribeiro.
Pedro escondendo o rosto com um folheto de Bizerril,
que ele é tímido e não gosta de publicidade.
“Bispo” que atua em Fortaleza, afirma que a Universal passa por
dificuldades em razão da queda vertiginosa de ofertas e dízimos. Informa ainda
que diversos horários de cultos foram suspensos por falta de frequência.
Com negócios em expansão, Pastor Pedânio apresentou proposta de
compra das igrejas da Universal no Ceará.
Agora, em algum lugar do mundo, tem um gato aplicando massagem na
barriga do seu cuidador.
O cuidador chama de carinho. O gato chama de “teste de maciez do
colchão”.
O leitor Lourenço Paiva reclama do nosso podcast de humor. “O brasileiro é muito nojento
mesmo. Até com coisa séria fazem piada!”
Resposta de Fábio Mozart,
vulgo Zé Barata: piada é coisa séria, compadre! É a visão cínica da existência.
O humor é uma arma
importante para o avanço de uma sociedade. Quando se trata de política, então,
ele passa a ser fundamental.
Tanto é uma ferramenta
importante que os políticos morrem de medo dela, e tentam proibi-la.
"O grande isolamento é cercar-se
de pessoas que pensam igual a você", leio aqui. Até aceito o
contraditório, mas, imbecilidade e boçalidade, não sou obrigado a aturar.
Em
2017, Sandoval Fagundes, artista plástico de João Pessoa, começou a montar o
piloto de um programa de rádio que iria ensinar desenho.
Por
mais estranho que pareça, pela primeira vez na história do rádio web, iria se
desenhar através do som. O programa tinha o título de Rádio Desenharia. Nunca saiu do papel.
"No
fla x flu das torcidas, dizem que os Coxinhas tinham as convicções mas não
tinham as provas contra o Lula. Agora, os lulistas dão o troco: no caso de Vorcaro
e Flávio Bolsonaro, há as provas e só falta os Coxinhas acharem a
convicção..." - (Orlando Lisboa)
Somos
um país com ânsia de vômito.
Nesses
tempos de modernagens, ninguém escreve mais cartas. “Tudo ficou mais perto para
os mais novos e mais longe para os mais velhos”.
"Dê-me
um sofá, um cão, um bom livro e uma moça bonita. E aí se você levar o cão para
ler o livro em outro lugar, talvez eu tenha uma diversãozinha.” (Grouxo Marx)
O Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais de Sapé declarou apoio ao pré-candidato ao
Governo do Estado, Cícero Lucena. É um endosso institucional. Resta saber se o
sindicato aprovou em assembleia este apoio formal ao pré-candidato.
Espera-se que
não ocorra uso de recursos da entidade de forma irregular, coação sobre
filiados e confusão entre atividade sindical e atividade partidária.
O prefeito de Sapé,
Major Sidnei (Republicanos), anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro
(Progressistas).
Uma sociedade
que passa a exigir o uso de equipamentos eletrônicos para acessar direitos
básicos cria um problema sério de exclusão digital, especialmente para pessoas
idosas.
Isso
acontece quando serviços essenciais, como aposentadoria, saúde, bancos, transporte,
documentos e atendimento público, deixam de funcionar de maneira presencial ou
simples, obrigando o cidadão a usar aplicativos, senhas, biometria, QR codes e
portais online.
Esse processo
costuma ser apresentado como “modernização”, mas pode gerar desigualdade quando
não considera as limitações reais de parte da população.
Quando o
acesso ao direito depende exclusivamente de lidar com equipamentos digitais, a
tecnologia deixa de ser ferramenta e vira barreira.
Hoje,
participar da sociedade frequentemente exige conexão digital, mas cidadania não
deveria depender da capacidade de operar tecnologia complexa.
Os idosos
que não acompanham o ritmo tecnológico passam a ser tratado como “incapazes”,
mesmo tendo plena lucidez e experiência de vida.
De minha
parte, deixei de ir ao centro de João Pessoa porque não sei pagar o
estacionamento na tal Zona Azul através de aplicativo no celular.
Indiciados
pela polícia, tubarões da elite se julgam perseguidos, sendo que eles mesmos
são quem mais perseguem o pobre, o negro, o LGBTQIA+, a mulher.
Ele incomodado
pelo som alto da festa do vizinho, alta madrugada, bateu na porta duas vezes,
não foi atendido; chamou a polícia outras duas vezes, também não foi atendido.
Foi até à caixa distribuidora de energia do prédio e desligou a chave geral.
Desta vez foi atendido…
Meu celular
tocou por volta das 3h da madrugada do dia 25 de maio. Todos sabem que esta é a
“hora do diabo”. Nenhum telefonema a esta hora traz boa notícia. Era comunicado
da morte de um conterrâneo. Eu não fui seu amigo. Não deu tempo.
Pensei que
o Dr. Almeida já fosse falecido. Ele e a esposa dona Gilka ainda vivem. Ambos
foram meus professores no antigo Colégio Estadual de Itabaiana, nos anos 1970.
Dona Gilka
ensinava música. Lembro das aulas de música “como quem ouve uma sinfonia”
gostosa do passado, no compasso da mansidão, beleza e charme de nossa mestra
dona Gilka.
Havia um
velho piano desafinado onde nossa mestra tentava passar as notas musicais
primárias. Essa sutil influência deve ter marcado muitos de minha geração.
Sei que ficava
fascinado com as aulas de música. A linha do tempo se confundindo com as linhas
da pauta onde garatujávamos os acordes.
Se a maior
parte do que ouço hoje é ruído, se me perturba a canalhice e pobreza da atual
música popular brasileira, essa sensibilidade devo muito às aulas de música que
tive no Colégio Estadual de Itabaiana.
Mas procuro
entender as mudanças do meu tempo, sem deixar de fazer um paralelo com o
pretérito.
Tijolinhos
sonoros para minha professora dona Gilka.
VERSO DO DIA
Vi
um rápido pensamento
atravessar
a ventania
um
raio cortou o tempo
que,
tão ágil, passaria
pela
janela em açoites:
Olhei
a fresta e era noite
logo
a abri, já era dia...
Piedade