A revista VEJA, editada por Roberto Civita, publicou em seu editorial da edição nº 2240, Ano 44: “O Brasil é inviável porque gasta mais com aposentados do que com crianças e jovens.”

Estou aposentado há mais de dez anos. Virei um monge castrado, um atropelo dentro de casa, um peso morto para a nação. Como castigo, o Governo foi retirando devagar os meus proventos. Ganhava oito salários mínimos ao me encostar. Agora, mal recebo o equivalente a três. Ainda dizem que a gente “goza” de aposentadoria. Nem sou sadomasoquista!
Meu desequilíbrio orçamentário é proporcional aos gastos crescentes com remédios e aparecimento de alterações biológicas próprias de quem vai dobrando o cabo da Boa Esperança.
“Independente disto, tem cada aposentado sapeca que dá gosto. São excessões à regra. Este grupo continua se divertindo, participando, viajando, namorando, versejando, pescando, contando lorotas, usando as geringonças modernas, passeando, driblando os obstáculos e fazendo da aposentadoria uma canção, Cuidado para não cair no hipocondrismo e entregar os pontos antes da hora”, escreveu o aposentado Rivaldo Cavalcante.
Aos aposentados, o melhor a fazer é não dar muita atenção a um certo sujeito que nos olha pelos buracos do pijama roto, um alemão chamado Alzheimer. Ler muito, fugir da deprê e evitar a leitura da revista VEJA, inimiga dos aposentados brasileiros.
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