domingo, 19 de maio de 2019

POEMA DO DOMINGO




Um sol doente
vomita o dia
rasga o poente

***

Amanhã já foi
hoje nem era
rumina o boi

***

O velho céu
da lua nova
levanta o véu

*** 

Lésbicos conceitos
não lembra do primeiro sutiã
mas do primeiro par de peitos

***

Venho por meio desta
dar-te meus sinceros pêsames
e um tiro na testa

***

Vai a knockout
Em dor obrigatória
Day in day out

***

Na dobra da dobra do pensar
jaz o poema natimorto
uma não-ideia que virou aborto

*** 

Escritura elétrica
o poema chispa
descarga estética

*** 

Malícia supina
gingado de moça
voo de menina

***

Esquivo
o timorato morre
para parecer vivo

***

Custa crer
que o cego usa óculos
para não ver

***

O tarado copulando
perpetuando a ignomínia
da espécie

***

Mestre, dance no tablado!
função do mestre é amestrar
pra isso foi amestrado

***

Com requinte de crueldade
o mentiroso não mente
só aprimora a verdade

***

Fora da zona de conforto
morreu pela segunda vez
quando nasceu estava morto

***

Um cego que sempre vê
o vate radiografa
a íntima visão do ser

***

Professora fazia a chamada:

--- Fábio Mozart
--- Ausente
--- Você está aí!
--- O corpo são, mas a alma doente.

Foi quando comecei a fazer poesia. E nem sabia.



quinta-feira, 16 de maio de 2019

MULTIMISTURA, do jeito que o diabo gosta


Vereador na região de Itabaiana ganha o Troféu Bolas de Ouro de Puxa Saco da Semana no MULTIMISTURA

BLOCO 1

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Cantor da Paraíba chama ex-governador de “ratazana do rabo de dinossauro” e ganha mais um processo.

Cientistas confirmam que quem escuta MULTIMISTURA não pega fila no inferno, entra direto sem escala. 

BLOCO 2 
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Este bloco do MULTIMISTURA contém piada homofóbica geriátrica. Proibido para menores de 80 anos. A pior anedota já registrada no anal da casa.

BLOCO 3

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A evangélica que foi para o motel com o diabo e levou um xexo. Essa e outras chanchadas demoníacas no MULTIMISTURA.
Bloco 4 












segunda-feira, 13 de maio de 2019

MULTIMISTURA, baluarte da gozação anarquista na rádio web da Paraíba, completa três anos



Nesses três anos tivemos dez ouvintes fiéis. É igual a torcida do Auto Esporte: dá pra contar nos dedos. É normal quatro amigos se reunirem semanalmente numa mesa de bar, aliás, num estúdio improvisado, pra fazer um programa de rádio web que ninguém escuta? Chegamos a um consenso e criamos essa frase filosófica arretada: o importante não é perder ou ganhar, o que vale é empatar e sair pra prorrogação com mais uma saideira. O bom é falar besteira sem ninguém policiar, sem medo de ser feliz ou idiota. Isso é que é terapia, o resto é curandeirismo de Madame Preciosa, nossa madrinha sexual oculta.
O bocó que votou no Bolsonaro não escuta o MUTIMISTURA. Outro que nos rejeita: o mentecapto falsamente moralista e o politicamente correto. Nosso patrono é Ameba, uma espécie de canalha do bem, aquele que cunhou essa frase canalha: “no Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte”.
O MULTIMISTURA rola na Rádio Zumbi, Rádio Cuiá, Rádio DiarioPB e Tribuna do Vale. Todo dia tem reprise às 12 horas. Nossa sessão de gravação só acontece uma vez por semana. É como disse meu amigo Alexandre Dumas, um pinguço francês metido a escritor: “Prefiro os canalhas aos imbecis. Pelo menos os canalhas descansam de vez em quando”.



domingo, 12 de maio de 2019

POEMA DO DOMINGO




Se da sua hipocrisia
Você bem se abastece
Fazendo até uma prece
Para marcar esse dia
Querendo ser boa cria
Romantizando o anseio
Com pieguice e arrodeio
Seja o rei da falsidade
Finja que é de verdade
Mas não bote a mãe no meio

sábado, 11 de maio de 2019

Programa “Alô comunidade” muda de horário e entrevista itabaianense sobre cultura local


O programa “Alô comunidade” terá sua primeira edição em novo horário na Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110 KHZ) neste sábado, dia 11 de maio, quando passará a ser transmitido às 11 horas da manhã. Na edição deste sábado 11, o programa recebe a jornalista Nini Soares, Presidente da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, que falará sobre sua cidade no mês de aniversário de emancipação e sobre a cultura local.
O “Alô Comunidade” é um programa da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), retransmitido por oito rádios comunitárias e diversos blogs e sites, numa produção da Sociedade Cultural Posse Nova República, Academia de Cordel do Vale do Paraíba e Coletivo de Jornalistas Novos Rumos. No pós rádio, o programa é veiculado pelo Youtube e retransmitido todos os dias a partir das 14 horas no blog da Rádio Zumbi: http://radiozumbijp.blogspot.com/
O programa vai ao ar todos os sábados às 11h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Beto Palhano, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. 



quinta-feira, 9 de maio de 2019

Viola de versos dedilha a crônica de minha terra em seu aniversário





Meu folheto “A história de Itabaiana em versos” será relançado no dia 24 de maio, data histórica da Batalha do Riacho das Pedras, a mais importante batalha pela independência realizada na Paraíba. De um lado, os Republicanos da Confederação do Equador, que lutavam contra o absolutismo do Império; do outro, os Legalistas, conservadores, aliados de Dom Pedro I. Esta e outras peculiaridades históricas da velha Itabaiana do Norte eu narro em sextilhas. O chassi dessa crônica é o velho metro e a acentuação fonética da literatura de cordel, gênero nascido na Paraíba e hoje espalhado pelo Brasil. Do cordel também tirei a simpleza do relato, que vai voando como anjo pelas curvas do espaço e do tempo de nossa ancestralidade.

         Sei que fiz um bom cordel. Reconhecendo o valor até pedagógico da obra, o então vereador Semeão Rodrigues apresentou projeto em 2014 na Câmara de Vereadores de Itabaiana propondo que o folheto passasse a fazer parte do conteúdo curricular dos alunos da rede pública municipal. O escritor Damião Ramos Cavalcanti, atual Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, manifestou satisfação pela apresentação do projeto. “O jornalista, poeta e agente cultural Fábio Mozart tem se revelado timoneiro nos mares da cultura itabaianense. Saber a história da nossa terra é reconhecer, no passado, nosso berço, nossa casa, nossas raízes e, sobretudo, nossos valores, para conhecermos melhor o presente e prevermos melhor o futuro. Se esta obra nos motiva reconhecimento, com certeza, as futuras gerações serão gratas”, afirmou Damião. Os vereadores não pensavam assim e derrotaram o projeto de Semeão. Não fiquei comovido nem surpreso com isso. Não vem ao caso saber porque um vereador não consegue enxergar uma perspectiva maior do que seus limitados domínios e perspicácias. O que importa mesmo é saber que a memória de nossa terra, suas linhas certas e incertas, libertam-se de toda incivilidade e miopia, voando leves e limpas pela força irreversível da verdade histórica, buscando a eternidade.