quinta-feira, 30 de março de 2017

A menina mais inteligente do mundo é angolana


Ela tem apenas 19 anos e acaba de entrar para o seleto clube das pessoas com quociente de inteligência mais alto do planeta. Elizângela é a primeira jovem africana e angolana a fazer parte desta lista. Pra dar uma ideia da inteligência dessa menina, o físico alemão Albert Einstein (1879-1955), considerado um dos homens mais inteligentes da história, tinha um QI (quociente de inteligência) equivalente a 160 pontos. Também dono de uma mente brilhante, o físico britânico Stephen Hawking ostenta a mesma pontuação, 160. Apesar de figurarem no panteão dos maiores gênios do planeta, os dois acabam de ser superados por uma menina de apenas 19 anos. Elizângela Júnior, natural de Luanda, em Angola, atingiu impressionantes 162 pontos em seu teste de QI, máxima pontuação possível.

Filha de uma dona de casa, Elizângela provém de uma comunidade de humilde de Luanda e sempre teve uma rotina normal. Sua mãe, no entanto, notou que a menina apresentava habilidade para resolver problemas lógicos e quebra-cabeças, por isso incentivou a filha a fazer o teste da Mensa, comunidade que reúne as pessoas mais inteligentes do mundo. “Eu esperava que ela se saísse bem, mas quando vi o resultado pensei ‘uau, essa pontuação é muito alta’”, disse sua mãe. A própria Elizângela se surpreendeu com seu desempenho na prova. “Eu nunca esperei esse resultado. Fiquei chocada”, afirmou.
O QI médio de um adulto bate na casa dos 100 pontos. Resultados acima de 140 são considerados excepcionais e caracterizam gênios ou superdotados. A Mensa, que só aceita participantes com QI de mais de 148 pontos, reúne atualmente 120 mil membros de 100 países. Destes, 35 são mulheres e apenas 8 têm menos de 16 anos, caso da jovem angolana. “A pontuação a coloca confortavelmente no grupo de pessoas mais inteligentes do planeta, que representa somente 1 da população mundial”, diz Ann Clarkson, porta-voz da Mensa.

O desempenho de Elizangela é raro, mas outros jovens já chegaram bem perto do feito da menina. Em 2013, uma garota, então com 17 anos, da região da Estados Unidos, atingiu 161 pontos no teste de QI. Ainda surpresa com a própria inteligência, a angolana promete continuar a viver uma vida típica de adolescente. Ela diz gostar muito de música e leitura e espera um dia se formar Engenharia de Geologia e Minas.  


(Diário Popular - Portugal) 

terça-feira, 28 de março de 2017

Lista atualizada dos meus desafetos


Tem gente que entra na tua órbita gravitacional acidentalmente e causa estragos. Outros, por mais que tentem, passam ao largo do rebuliço de tua vida sem grandes notações. Os inimigos devem ser exterminados, conforme mensagem impressa no DNA dos organismos vivos. Microorganismos, protozoários insignificantes, ao quebrar a janela de tua segurança, soam o alarme: é chegada a hora de levantar as barreiras naturais, combater sem trégua os glóbulos brancos recortados em sol negro, arrepiando o sistema imunológico, posto que os agressores são quase invisíveis, sem prejuízo de sua capacidade mortificante.
Mudo bruscamente de parágrafo e de intenções. Chega de listas, ainda que mal suspeite esse pobre cronista ser o próprio alvo de certas relações de secretos feladaputistas, medrosos de mostrar o focinho, mas habilidosos em traçar listas com tal vigor acusatório infame, chegando ao ponto e vírgula de me acusarem de sensacionalista.  Sou, mas, quem não é? O título dessa croniqueta grita para que minha produção leonina não fique ao léu. Uivem em vão, senhores lobos! O leão desdenha dessas fístulas e segue carregando o pus do seu pensamento mais claro e paciente, bonachão e pacificador.
O cronista jaguaribense Humberto de Almeida recomenda: “Seja exigente na escolha dos seus inimigos. Muitos não merecem sua inimizade.” O poetinha apareceu na minha frente, adocicado e fabricando sonhos artísticos em gestações mirabolantes. Crucificado pelos aperreios da vida, pediu uma assistência impreterível. Adiantei quinhentos mangos de um cachê para participação em projeto teatral para amenizar o antigo ventre das necessidades materiais do confrade. O poeta pegou a grana e desapareceu. Não posso escrever o nome desse rapaz no rol dos meus inimigos. Apenas mais um mal-agradecido velhaco. A outra confreira estava desempregada, passando maus bocados com a família. Arrumei um emprego, ajudei no que pude. Na primeira oportunidade, a dona me cravou um punhal nas costas deste corpo muar. Relevo. Friamente espero a combustão dessas consciências, como o chinês que sentou na margem do rio e esperou passar o cadáver do seu inimigo, com aquela paciência milenar dos orientais.
Entre meus mil defeitos, tenho este: superestimo as pessoas que acabo de conhecer. Confio. Queria ser um homem que nunca odeia e apenas reza. Não passei na prova de santo. Resumindo, a coisa fica assim, como afirmou Millor Fernandes: os ratos permanecem e o resto (3%) abandona o navio. Bonitamente falando, as somas e divisões se subtraem e se multiplicam nos relacionamentos humanos. Enquanto isso, jogo moedas e flores da ponte dos meus desenganos com os seres ignominiosos.


domingo, 26 de março de 2017

POEMA DO DOMINGO


ALDRAVIA

Poemas curtos de seis palavras. O máximo de poesia com o mínimo de vocábulos. Esse jeito de poetizar tem nome: aldravia. Aldravistas são as pessoas que jogam esse jogo poético minimalista. Aldrave é o nome de um batente de porta antigo.

Quem inventou foi um grupo de mineiros de Mariana, cidade histórica. É uma forma brasileiríssima de fazer poesia usando o mínimo de palavras.

Lá vai minha primeira aldravia:

Seis
meia
dúzia
importante
é
somar



quinta-feira, 23 de março de 2017

COLUNA DE DAMIÃO RAMOS CAVALCANTI

A carne é fraca ?

           
Naquele tempo, disse Jesus:  "O espírito é forte, mas a carne é fraca" (Mt 26, 41), falando da "fraqueza" de todos nós, dos policiais, dos juízes, dos nossos políticos, sobretudo dos que costumeiramente corruptos certamente justificam suas corrupções: "Furtei porque a carne é fraca".  A Polícia e alguns Magistrados de Curitiba se referem à carne de boi, de vaca, de porco, et caterva, trazendo também à lente frangos e perus ...  Já os vegetarianos a consideram muito forte, preferindo algumas amenas folhas à carne. Os judeus não comem a suína, mas adoram outras carnes , desde que delas se retire a última gota de sangue, o que significa nem pensar em "galinha ao molho de cabidela",  tampouco no sertanejo chouriço, feito de sangue de porco, especiarias e açúcar. Os  budistas sublimam: Não comem carne porque não abatem seres vivos. E pobre não come carne, mesmo "fraca", porque não tem dinheiro...
          dinheiro provoca essa confusão: Alguns tentando corromper a qualidade e a quantidade da carne, quem  a  compra e quem a revende; e também os que botam a boca no trombone midiático para difamar o Brasil no comércio lá de fora; até os chinos educados por Mao Tsé-Tung  a criarem em casa e comerem codorna. A China, sendo a maior população do mundo, é a maior compradora, assim aproveita dos boatos para  suspender os negócios e renegociar o preço. Mas em abstinência não ficarão... Quando estourou a Usina de Chernobyl, os concorrentes se valeram desse acidente nuclear  para espalhar que fortes ventos atômicos teriam contaminado a carne na França, sobretudo sua especialidade : Carne de vitela ou viande de veau.
          Essa confusão causa vários imbróglios: Uns dizem que tudo teria sido planejado para atenuar a Lava Jato porque  a vez a se delatar é a dos ministros, ministeriáveis e aliados seletivamente dos partidos no poder; também que tal difamação é motivada por interesses de certo país que perdeu a hegemonia da carne para o Brasil; ainda, ocasião em que países suspendem a compra para renegociar o preço; e agravando a economia, o Presidente dá aos embaixadores churrascos corridos, discursando e mordendo picanha para provar que a carne é boa. As notícias televisivas são freiadas e advertidas a baixarem o tom; também a Polícia recua e confessa não ter sido o que se pensou; o prejuízo motivou escrúpulo."Carne fraca", neste país, nunca deixou de existir, ostensivamente, ao lado da sujeira e dos esgotos nos matadouros e mercados públicos; durante concentrações urbanas, nos espetinhos temperados com poeira do asfalto e rica diversidade de bactéria ou à beira das estradas vendendo-se o boi que morreu. Enfim, o objetivo quase foi atingido, nanja totalmente. O preço da carne vai baixar, desde que haja nos açougues a "carne fraca" para os pobres e, a "forte" para os ricos, tal qual exigida pelos compradores estrangeiros. O prejuízo ameaça ser imenso, a trama não compensou...
Damião Ramos Cavalcanti

domingo, 19 de março de 2017

POEMA DO DOMINGO


JANELAS SEM NINGUÉM
.
Retorno, à mesma rua, o meu desejo
de me encontrar comigo e estar contente.
Mas a rua mudou. Bem diferente
é a mesma rua que na noite vejo.
.
Já não há mais espera ao meu andejo,
já não há na janela, à minha frente,
as covinhas do rosto, a inocente
e eterna musa que em meus versos beijo.
.
Algumas rosas, dálias amarelas,
nas janelas abertas. Ninguém nelas.
A rua está mais triste, e eu também.
.
Pobres flores, no outono das janelas!
Nem mesmo as flores continuam belas
quando enfeitam janelas sem ninguém.


(Ronaldo Cunha Lima)

sábado, 18 de março de 2017

Ocultismo e bruxaria são os temas de hoje no "Alô comunidade"


A bruxaria é uma cultura secreta milenar e que pode vir de culturas de povos muito antigos. Talvez, se iniciou de uma cultura não existente na Terra, e que por algum motivo, foi ensinada para alguns habitantes do nosso planeta, e assim, como que passada de pai para filho. É muito difícil conseguir entrar em contato com bruxas e estudiosos sérios do assunto. Por isso o ineditismo da entrevista de hoje no programa “Alô comunidade”, onde estaremos frente a frente com uma das maiores autoridades no tema que vive na Paraíba, a professora Shirlley Alencar, praticante e estudiosa do assunto místico, oculto e esotérico
Hoje, 18 de março, o programa “Alô comunidade” começa às 14 horas pela Rádio Tabajara da Paraíba AM, retransmitido por uma cadeia de rádios comunitárias comandada pela Rádio Zumbi dos Palmares, com produção e apresentação de Fábio Mozart.
Para ouvir em tempo real pela internet:


segunda-feira, 13 de março de 2017

COLUNA DE DAMIÃO RAMOS CAVALCANTI

Ciúme, fatos, coisas e crime

     
       
Por trás da Floriano Peixoto do Alto dos Currais, em Itabaiana, morava Biu do  Cavalo;  o bicho, desde seus tempos de potro, servia ao dono em tudo:  Puxava a carroça de mudanças; carregava caixas de sapato da fábrica de Seu Osório à Estação Ferroviária, vendidas a Timbaúba e Campina Grande; tinha um admirado trote que levava Biu às festas, à Igreja e ao mercado; e em nada dava trabalho, abastava-se do capim em torno da casa, cujo muro, à noite, Biu gostava de pular, a destino, até hoje, ignorado.
       Sua  mulher, por coincidência, Severina, nutrindo doentio ciúme e os fuxicos das "amigas" da vizinhança, dizia que tudo sabia: "Ele não me engana..."  Assim, escolheu uma da sua rua, a quem Biu sempre sorria, para ser sua rival. E, nos fins das tardes, quando via o escolhido pivô do ciúme sentado na calçada, reforçava sua raiva, em voz baixa: "Por que ela?  Sou melhor em tudo". Lembro-me, por outro lado, que os homens, batendo papo no Bar de Adonias, antes do último gole, lambiam os beiços e defendiam-se: "Mulher com muito ciúme não presta, dá nisso"...
        Severina conhecia como ninguém os gostos de Biu. Então lhe preparou seu almoço preferido: Feijão verde; num copo americano, caldo com coentro; farofa d'água com cebola e galinha torrada com muita graxa, alho, cebola, pimentão e cheiro verde. Em cima dessa comida, Biu se derretia de prazer e na mania de comer fazendo com a mão bolinho de feijão, receita de mãe a menino enfastiado, entretendo-o, chamando a comida de "pintinho" ou de "cavalinho". Quando estava Biu levando um desses bolinhos à boca, Severina quebrou-lhe o pescoço com um pino de engatar trem que ela arrumara na Estação do Triângulo, onde se revezavam os trens para fazer baldeação de vagões e mercadorias. Restou-nos forte lembrança de Biu morto, trancando na mão um bolinho de feijão e das vizinhas defendendo Severina: "Coitado de Biu, mas quem aqui apronta aqui paga..."