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MEMÓRIA - Cartaz da peça “O banquete final”, de Fábio Mozart, pelo Grupo
Experimental de Teatro de Itabaiana, órgão da Sociedade Cultural Poeta Zé da
Luz que comemora 50 anos de fundação.
Cida
Ramos e Pollyana Weverton brigando pra ver quem fica com uma secretaria do
Governo do Estado para facilitar eleição das ditas cujas. “Protagonismo
feminino negativo”, resumiu Tião Lucena.
Meu livro
“Artistas de Itabaiana” já se encontra na Amazon.
O TCB,
Terceiro Comando da Barata, está solto na buraqueira amanhã às 10 horas na www.radiodiariopb.com.br
“Nas
ruas de Jaguaribe, onde um dia corri menino, ainda escuto passos que já não
existem. Nas esquinas antigas, reencontro vozes apagadas pelo tempo, risos de
família, promessas juvenis, tardes infinitas de um mundo que parecia não
conhecer despedidas.” – (Palmari Lucena)
Em homenagem a Tiradentes, enforcaram a segunda-feira.
"A
vida é um conto narrado por um idiota e que não significa nada"
(Shakespeare)
Frase
do dia da Barata: a ovelha não deve se vingar do lobo, não é de sua natureza.
Mas, pode mijar na carcaça do lobo mal assim que tiver chance.
Ciro
Gomes pensa em abraçar Lula de novo. “Não xingue a mãe do jacaré antes de atravessar
o rio”, diz o bom senso.
“O
fato mais surpreendente é que a cultura, no sentido tradicionalmente dado a
esse termo, está em nossos dias a ponto de desaparecer”. – Mario Vargas Llosa.
“Para
os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é
dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica”. – (Fernando Sabino)
“Irmãos,
vocês já podem usar o pix pra pagar o dízimo. Isso é a tecnologia a favor da
sua salvação! Aleluia!" – (Pastor Pedânio)
"Nunca
quero encontrar minha alma gêmea, pois, se ela for muito parecida comigo, quero
distância". – (Ameba, o antibacteriano)
“Certas
dores precisam de música para serem suportadas”. – (Palmari Lucena)
Na
Rússia, as passeatas gays foram proibidas por cem anos. Os governantes de lá
esperam que, nesse período, o homossexualismo tenha desaparecido da face da
terra junto com a liberdade de expressão.
Sonsinho
ensina que a lua é mais importante que o sol porque vem à noite, quando tá tudo
escuro. Já o sol aparece de dia, quando tá tudo claro, ou seja, não tem
utilidade nenhuma.
"Não
sofro do fígado, o fígado é quem padece de mim". - (Ameba, o ébrio
pensador)
Cúmulo
da solidão e da carência: sentar na mão esquerda até ela ficar dormente o
suficiente pra parecer que era outra pessoa enxugando suas lágrimas.
“Nunca
vai dar certo no Brasil uma instituição que fique esperando a pessoa chegar
para pedir um livro. Tem que colocar o livro na vida e no universo de todo
mundo”. – (Juca Ferreira)
Em 21
de abril de 2013, o professor Ivaldo Gomes afirmou: "Programa
Alô Comunidade continua fazendo a diferença no rádio paraibano. Deveria
ser colocado no ar também pela Tabajara FM."
Atualmente
o “Alô comunidade” está na Rádio Tabajara FM aos sábados, 11 horas.
Pessoas
há que reclama de mim por mandar os Tijolinhos de madrugada. Acordam com o
sinal de chegada de mensagem no celular e ficam irritados.
O poeta José
Sóter, de Brasília, me botou o apelido de “galo da madrugada”. Fez até uma arte
na IA.
Na
verdade, sou a barata da madrugada, porque sou um inseto caseiro noturno.
Cientista
baratinado descobre o buraco branco e prova que o buraco é mais embaixo.
"Inútil seguir por
outros caminhos, quando nas sextas-feiras a barata faz seu caminho” (Clarice
Lispector)
“Jornalista que é jornalista tem que rezar a Oração de São Francisco de ponta-cabeça. “Onde houver a fé, que eu leve a dúvida; onde houver a união, que eu leve a discórdia”. – (Rubens Nóbrega)
Andava
por entre os carros parados no sinal, gesticulando muito, dando ordens,
xingando os motoristas que não arrancavam logo depois do sinal abrir. Sentava
no meio fio e reclamava da ignorância dos condutores.
Não pedia
nada. Apenas exigia rapidez no tráfego e educação, nada de buzina! Durante anos
de sobrevivência no semáforo, o bêbado adquiriu o tempo exato, o time
para vencer a rapidez das arrancadas.
Num
domingo ao meio-dia, perdeu a corrida para um Fiat Uno. “Tá lá um corpo
estendido no chão”, exibindo-se para as objetivas do jornal sensacionalista.
Antes de
fechar os olhos, o bêbado, muito correto, mandou todo mundo acelerar. Na hora,
passou um velho Passat com o pára-choque avisando: “Arma branca, só cachaça”.
“Você
toca samba, bolero e valsa no meu coração apaixonado!”, exclama a senhora de
meia idade no sinal de trânsito para o primeiro motorista que freia o carro no
limite da faixa. Diz isso para todos.
É uma
mulher exaustivamente feia. Os olhos de vesga, no entanto, derramam um “quê” de
nobreza, uma figura de misteriosa doçura. Dizem que fica ali no ponto desde que
um motorista a chamou de “bela”. Esperando mergulhada em seu sonho, entranhada,
emprenhada pela força do elogio daquele desconhecido.
O pai
de Raul Seixas era engenheiro ferroviário. Raul viajou muito de trem durante
sua infância pelo interior da Bahia.
Em
entrevista à Rádio Nacional, ele afirmou: “O trem ficou na minha cabeça, aquela
cultura do interior. O dono da cidadezinha era o cara que tinha uma geladeira.
Curti muito isso. Eu falo muito de trem na minha obra. O processo civilizatório
bateu no teto, e sem liderança nenhuma o mundo está mudando...”
“A
hora do trem passar” é uma das mais belas canções de Raul Seixas. Ele tinha um irmão maquinista. Carlos Seixas, o nome do
irmão.
Tibjolinhos póstumos para meu amigo
Jorge Blau, falecido na semana passada. Hoje é o dia de São Jorge.
VERSO DO DIA
Sim,
curvo-me ante a beleza de ser
às vezes zombo de mim mesmo ao término de uma
inteligente e aguçada constatação.
Ermitão do insólito, poeta da dúvida
Entretanto duvido a dúvida por ser dúvida
fruto de uma premissa lógica
Mas nego, afirmo e não duvido de nada
Prisioneiro sem grade desse silêncio eterno.
Raul Seixas

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