sábado, 18 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Em 2014, eu com o comunicador Ernande Silva, de Itabaiana (Rádio Comunitária Rainha). Ele com meu livro “A Voz de Itabaiana e outras vozes”. Seu pai, Raminho, é locutor há cinquenta anos da Difusora A Voz de Itabaiana, que inspirou o título da obra.

Em 2018, Luiz Couto foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Ele próprio é uma minoria. Minoria minimória, como diria Jessier Quirino. Porque Luiz Couto é o único deputado daqui que dá expediente de segunda a sexta, nunca comeu bola, nunca fez conchavo, Luiz nunca votou em coisa ruim pro povo e sempre foi fiel às suas ideias. Luiz continua tendo meu voto.

Desolado, descubro que sou um inocente inútil.

“É melhor dever pro banco do que pro vizinho. Pelo menos o banco não fica falando de tu na rua”. (Falcão)

Eu só falo do Banco Itaú que me rouba todo mês.

Em 2021, deram 3 minutos pro Bozó falar na Cúpula do Clima. Ele só disse: "amanhã vai chover, tou sentindo umas pontadas na minha facada!"

"Neandertais eram bolsonaros toscos que dominaram a Europa até o homem sapiens aparecer." - Zé Simão

"Vou manter distância de mim mesmo. É pro meu próprio bem."  - (Ameba, o indefecável)

"O que você chama de fofoca, eu chamo de terceirização da verdade." - Dino Cantelli

Quarta-feira, dia 22, o Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, estará em João Pessoa, onde concederá entrevista exclusiva para o portal e rádio DiarioPB, de Sérgio Ricardo Santos. É o fraco! 

Em João Pessoa tem uma rua chamada Lenildo Correia (foto), educador itabaianense que se destacou como militante sindical e estudioso dos problemas da educação. Em sua terra natal, não é lembrado. Ele fundou a Associação dos Professores de Licenciatura Plena.

Em 18 de junho próximo, o programa radiofônico Alô Comunidade, veiculado pela Rádio Tabajara, vai inteirar quinze anos no ar. A iniciativa, sem fins lucrativos, instaurou novo paradigma no radialismo paraibano ao envolver numa parceria uma emissora pública e ativistas dos movimentos de rádios comunitárias e livres.

O programa enfoca especialmente assuntos relacionados ao direito à comunicação, à cultura popular, à promoção da igualdade racial e à democratização da comunicação, com ênfase no ativismo comunitário, com produção da Rádio DiarioPB e Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.

Neste sábado o Alô Comunidade recebe o ator e poeta Chicco Mello, de Solânea. Rádio Tabajara, às 11 horas - https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/radio-fm

Ontem, 17 de abril, foi Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo. Minha homenagem ao saudoso seu Nilton, bravo guerreiro pela reforma agrária na região de Mari/Sapé, que morreu emboscado.

Salve as mulheres lutadoras do campo, do Assentamento Tiradentes em Mari. Salve Biu Pacatuba, primeiro presidente das Ligas Camponesas de Sapé, personagem do meu cordel que ganhou o Prêmio Patativa de Assaré do Ministério da Cultura.

Oscar Schmidt, o jogador de basquete falecido, era de direita. Antes de morrer, ele postou: “Votei em Bolsonaro. Pior erro da minha vida. Totalmente um despreparado. O filho é como o pai”.

Só 8% dos brasileiros interpretam um texto. E 29% dos adultos são analfabetos funcionais (não entendem o que está escrito, apesar de ler). Imagino o que a galera viaja nesses tijolinhos.

O déficit cognitivo da galera é a onda que a extrema-direita surfa na boa.

Em São Paulo, Yasmin Ferreira, estagiária da Polícia Militar, matou uma mulher com um tiro no peito, sem nenhuma necessidade. A mulher estava desarmada. Duas semanas depois foi promovida a soldado.

Aqui na Paraíba do Norte, eleição é o momento máximo da discórdia paroquial. Todo mundo contra todo mundo e que se lasque a mulher de seu Raimundo.

Brabo que só bode no escuro, meu compadre Ivaldo Gomes disse que só vota na esquerda radical.

O Banco de Brasília fez articulações políticas na Paraíba, resultando na na administração de contas de diversos órgãos públicos, consolidando rapidamente a instituição como um dos principais agentes financeiros locais.

Com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso por rolo com o Banco Master do picareta Daniel Vorcaro, paraibanos de alto coturno não dormem direito, temendo uma delação premiada.

Empréstimos não autorizados no Banco Itaú, frequentemente envolvendo consignados com descontos indevidos, configuram fraude e violação do Código de Defesa do Consumidor.

Mandei queixa para o Procon que até agora faz ouvidos de mercador.

“Trabalhador deve trabalhar até a exaustão”. (Pastor Magno Malta, o cachaceiro de Deus)

A Bíblia é barra pesada: “Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada”. (Gênesis 38:24)

O Memorial Augusto dos Anjos, em Sapé, promove em 29 de abril o “Diálogo entre Augusto dos Anjos e José Lins do Rego”. Será na Usina Santa Helena, zona rural.

Breve conto da vida real: a senhora foi ao psicanalista tratar de suas neuras e lá encontrou uma moça em pior estado de nervos. Trocaram confidências sobre os achaques comuns, ficaram amigas, uma reconfortando a outra.

A moça ligava sempre para a senhora, procurando apoio, lutando para se libertar do círculo maior da solidão. Família ausente, carência muita. Começou a ficar importuna. Ligava a toda hora do dia e da noite para pedir conselhos, implorar uma visita.

A senhora não suportou o incômodo e desligou o telefone fixo. Sem celular e, agora, sem o telefone residencial, a senhora fica pelos cantos das paredes, triste, pensando na mocinha que precisa de ajuda, sem forças para auxiliar aquela pobre criatura e tendo que se isolar para não agravar mais seu já precário estado de saúde.

O labirinto da solidão enredou aquelas duas criaturas com os fios do telefone. Um problema se impõe: como reativar o telefone, como restabelecer a normalidade comunicacional onde se instalou mais uma neurose?

Tijolinhos para o escritor Jairo Cesar, no Dia Nacional do Livro Infantil.

 

VERSO DO DIA

 

O nome da minha amada

Escrevi com emoção

Na palma da minha mão

No cabo da minha enxada

No batente da calçada

E no fundo da bacia

Na casca da melancia

Mais grossa do meu roçado

Pode ir lá que está gravado

O nome de Ana Maria.

 

(Manoel Xudu)

 

 

 

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