Alberto
Bezerra com meu livro Artistas de Itabaiana. Ele é filho de Armando
Cezar Bezerra, nascido em 16 de novembro de 1923, em Itabaiana, Paraíba, e
falecido aos 98 anos, em 26 de dezembro de 2021.
Herdeiro
do talento musical de seu pai, o maestro Jovelino Cândido, Armando nutria um
gosto sofisticado pela música, encantando-se com orquestras renomadas como
Tabajara e artistas como Ray Conniff e André Rieu. Ele vivia a música
intensamente, como quem dança com a alma ao som de cada acorde.
Escreveu
o livro Maestro Jovelino Cândido Bezerra - Uma Biografia, onde oferece
um retrato rico e detalhado do cenário musical da Paraíba, destacando a
relevância das composições de seu pai para o fortalecimento das bandas
filarmônicas em Itabaiana e outras cidades paraibanas.
Armando
Cesar Bezerra está no meu livro Artistas de Itabaiana, à venda com o
autor. E-mail: mozartpe@gmail.com
Olavo de Carvalho: "Quem destruiu o país foram os professores". Olavo era aquele guru do velho Biroliro e sua galera estranha.
Completando 51 anos de rádio. Mais de meio século com a boca no aparelho, brincando e compartilhando sonhos de democracia e liberdade.
“Começamos juntos na Rádio Difusora Nazaré.
Sinto por você um carinho exclusivo e uma grande saudade. Antes que seja tarde,
estaremos juntos para relembrar as aventuras radiofônicas.” – (Walter Florêncio)
“Fábio Mozart, velho lobo da radiofonia, da arte
e da poesia.” – (Chico Mulungu)
"Meu soneto “Gaia insipiência”, que fará
parte do livro “Obscuro óbvio”, foi premiado em segundo lugar num concurso em
que apenas eu estava inscrito." - (Arturo Gouveia)
Tem coisa mais ridícula, provinciana,
caricaturesca, degradante e aviltante do que político entregando peixe aos
pobres na Semana Santa? Posam de “pais dos pobres”. Não sabem que depreciam e
desrespeitam o cidadão submetido a esse ultraje.
O mesmo se pode pensar do político que
transporta doente e posta fotos do paciente nas redes sociais.
“Fábio Mozart é esperto. Ele evita textos
longos porque ninguém vai ler. Por isso inventou os
Tijolinhos”. (Thiago Alves)
Em 2016, assim escreveu o jornalista Frutuoso
Chaves: “Cinco, ou seis famílias apenas, decidem, nacionalmente, o que se vê na
tevê, se ouve no rádio e se lê no jornalismo. Mesmo no auge da popularidade
(quase 90% de aprovação pelo eleitorado) Lula não teve coragem de levar adiante
o marco regulatório da mídia”.
Em 28 de maio, na Academia Paraibana de Letras,
o projeto Pôr do Sol Literário vai dedicar sua edição do mês para homenagear a
Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz pelos cinquenta anos de fundação.
Na ocasião, os escritores Evanio Teixeira,
Thiago Alves e Chicco Mello irão lançar suas mais recentes obras. Será entregue
o Troféu Violeta Formiga para Stela Maris Mariano, Joelma Lins e Djanira
Meneses, com direito a exposição de quadros de Otto Cavalcanti.
Ontem (19) o Grupo de Teatro Circo Sem Pano
apresentou a peça O diário da mamãe, texto e direção do nosso
considerado confrade Bento Júnior, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. O
espetáculo foi levado no Teatro Ednaldo do Egypto, em João Pessoa.
Infelizmente não foi possível chegar ao teatro
para ver o trabalho de Bento Júnior porque estou com os joelhos desgastados e
sem mobilidade. Sem cartilagem nos joelhos, estou prestes a me tornar usuário
de cadeira de rodas.
Caminho
como quem negocia com o próprio corpo. Cada passo é um acordo frágil, um pacto
silencioso entre a vontade de seguir e a dor que sussurra para parar. Sem
cartilagem nos joelhos, meus ossos se encontram sem delicadeza, um ranger seco,
íntimo, impossível de ignorar. São os pesos dos anos e das longas caminhadas,
porque o mundo não desacelera pra ninguém.
“A dor da
gente não sai no jornal”, conforme o cronista Humberto de Almeida. Mas sai nos
Tijolinhos. Há três dias que não durmo com dor nos joelhos e quadris.
Minha
vida não é um livro aberto, é um confessionário público. Nos Dez minutos no
confessionário de ontem, falei do compadre Sander Lee e nossos desafios
poéticos. Confira:
Uns
camaradas meus tentaram entrar no link da Rádio Barata no Ar e
surgiu a seguinte mensagem: “o que você tentou acessar parece conter material
que foi julgado impróprio. Se você tiver alguma dúvida favor entrar em contato
com a equipe de suporte de sua rede.”
Uma
pessoa de São Paulo afirmou que meu sotaque nordestino na Rádio Barata no Ar
é quase caricato. Mandei essa pessoa cagar no mato.
Preciso
aprender a ser mais cortês e gentil ao tratar com os semelhantes e os
dissemelhantes.
Geralmente
somos pessoas extremamente emocionais e pouco racionais, desprovidos da
capacidade de se colocar no lugar do outro, de medir as consequências dos seus
atos e pensar a longo prazo. Isso é coisa pra gente madura e eu só tenho
setenta anos.
É
como nas crises do velho Bozó, os entupimentos ocasionais e os soluços. Não
faço piada dessas coisas. Eu só gargalho internamente, que sou malvado, mas
civilizado.
Recebi
uma informação para postar na Barata Press: Solânea entra para o
Guinness Book como a cidade com os homens mais fiéis do mundo. Preciso checar
essa notícia.
A
notícia pegou todo mundo de surpresa, inclusive os próprios moradores. “Rapaz,
eu soube disso hoje cedo, pela rádio. Pensei que era pegadinha”, disse um
cidadão local enquanto apagava rapidamente notificações do celular.
“Aqui
quem fala é Roberto Carlos, e eu quero dizer que minha música não toca na Rádio
Barata no Ar”.
É só isso por hoje. Havia mais alguma coisa a
dizer, mas esqueci. É a idade...
Monaíza é uma jovem artista de Solânea que
aniversariou no sábado passado (18), juntamente com nossa confreira Ednamay
Cirilo. Para elas, nossos Tijolinhos atrasados, mas sinceros.
VERSO DO DIA
moinhos
não movem ventos
partidas
não são só lenços
saudades
não são soluços
nem
solução pra espera
nem
salvação dos pecados
tristezas
não lavam pratos
resguardam
restos desejos
flores e
frutos do mal
por isso
muito cuidado
queime de
febre e não dobre
não
quebre nunca, não morra
não corra
atrás do passado
Sérgio Natureza


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