quarta-feira, 22 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


O artista plástico Sandoval Fagundes está anunciando curso de pintura abstrata. Há vagas para apenas quatro pessoas. Um dia por semana para mexer com esse estilo que não representa a realidade concreta.


O investimento é de R$ 400 por mês. Fora da realidade? Talvez, se você não for das raras pessoas que têm cor, forma, linha e textura fora da curva.


​Insumos coletivos e experimentais inclusos; material individual e autoral por conta de cada participante. Cada um que se responsabilize com o que faz de sua liberdade de expressão.


Nota da Rádio Mundial FM, do Rio Grande do Norte: a governadora Fátima Bezerra parece que não é bem-vinda no próprio estado. Neste feriado, a pousada Estação Bananeiras, no brejo paraibano, apagou uma publicação nas redes sociais em que a dona do empreendimento aparecia ao lado de Fátima.

A exclusão ocorreu após uma série de comentários negativos feitos por internautas, que criticaram a presença da gestora no local. Na postagem original, seguidores reagiram de forma contrária à visita da petista. Entre as manifestações, houve ameaças de boicote ao estabelecimento, com usuários afirmando que deixariam de se hospedar na pousada após a presença de Fátima.


Diante da repercussão, os comentários passaram a ser ocultados. No entanto, as críticas continuaram a aparecer em outras publicações do perfil do empreendimento. O vídeo que registrava a presença da governadora acabou sendo excluído.


“A governadora do Rio Grande do Norte saiu pobre da Paraíba, foi morar no vizinho Estado, trabalhou, batalhou, se fez grande, virou política, foi senadora e governadora eleita e reeleita. Mas nunca abandonou o jeito de pobre. E foi isso que ela ostentou na pousada ao dar depoimento sobre sua passagem pela terra de Ramalho Leite”. – (Tião Lucena)


O que parece ter ocorrido chama-se homofobia. Isso é crime no Brasil. E preconceito contra quem sempre se colocou ao lado dos excluídos.


Em 2007, enquanto deputada federal, Fátima foi autora do Projeto de Lei 81/07, que instituiu o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.


Sérgio Ricardo Corvina, piloto da Rádio Barata no Ar, preparando o vômito da Barata pra essa galera homofóbica e misógina.


Pousada Estação de Bananeiras precisando de uma benzedeira pra espantar as energias ruins de certos elementos que ali se hospedam.


O Banco Morada teve sua falência decretada após intervenção do Banco Central em 2011. No ano 2009, esse banco fez um empréstimo em meu nome no valor de R$ 4.000. Sem olhar os extratos, paguei esse valor, consignado na minha aposentadoria. Só agora tive conhecimento do roubo.


Sistema financeiro, onde o roubo e a patifaria fizeram morada.


"A fotografia é a maior vitória humana sobre o tempo." – (Gugu Keller)


A repórter Eliz Santos, do jornal A União, está produzindo uma matéria sobre a resistência em Itabaiana durante o golpe de 1964, com destaque para a atuação de meu pai, Arnaud Costa, e do prefeito Hugo Saraiva.


Ela ligou pedindo detalhes sobre o assunto para a matéria. Leu nos Tijolinhos.


É muito bom quando seu texto passa a ser guia de trabalho de alguém. Principalmente em busca da preservação da História.


Tudo atualmente está sob a suspeita de ser IA. Tecnologia faz a gente desconfiar de um simples “bom dia”.


O Papa Leão condena guerra de Trump. Cristãos da extrema-direita atacam o Papa. Ateus defendem o líder religioso. Sinais dos tempos.


“Talvez eu nunca seja feliz. Nada é real, exceto o presente, e mesmo assim já sinto o peso dos séculos a me esmagar”. – (Sylvia Plath, poeta norte-americana, aos 18 anos)


Sindicato dos aposentados indicou a advogada Ana Carolina para assumir meu BO contra o Banco Itaú.


É mais fácil resolver o rolo do banco Master do que esse roubo do Itaú contra o pobre do aposentado, que sou eu.


Estou escrevendo minhas memórias. Lembro o momento em que fui preso pela Polícia Federal e autuado em flagrante por operar rádio comunitária sem licença oficial, um crime monstruoso levado às barras do tribunal, onde fui condenado a pagar dez cestas básicas para instituições beneficentes.


Ao ler a sentença, o Juiz pediu para que eu indicasse uma entidade a ser favorecida com o resultado do julgamento. “Prefiro que sejam doadas as cestas básicas para a AFPF. “O que vem a ser isso?”, perguntou o meritíssimo. “Trata-se da Associação dos Filhos Pobres de Fábio”, esclareci.


Sua Excelência mostrou-se muito irritado, ameaçando de prisão aquele indiciado petulante e atrevido. No caso, seria uma reprisão. Não tem essa palavra no dicionário, acabo de olhar. No fundo, bem lá no fundo, eu senti que sua excelência estava aberto, galhofando de meu gracejo.


O livro tem como título “Memorias memoriosas e rememoráveis”. Contém a história de vida de um sujeito que já viveu muitos anos e se encontra em estado de novo, mas devidamente etiquetado como elemento do grupo de risco dos idosos.


Convém registrar meu depoimento para facilitar o trabalho das pessoas que se ocuparem em falar mal de mim após meu despacho.


Deliberei espalhar essa narrativa no presente livreto pela ordem e progresso, a partir do meu aparecimento no mundo até a ordem de despejo, esperando não seja esta última autorização emitida antes de eu pingar o ponto final nessas minhas memórias memoriosas.


O locutor Fábio Mozart se destaca pela generosidade com que partilha méritos, distribui elogios aos colegas e não titubeia em enviar sinceros agradecimentos a todos ao seu redor. Ele, no caso, eu, sou uma pessoa muito generosa.


Domingo passado recordei os cinquenta anos de amizade com o poeta Sander Lee no podcast 10 Minutos no Confessionário. O “homenageado” não disse que sim nem que não. Preferiu guardar sua opinião para si mesmo.


Passarei a falar mal dos inimigos. Para não cometer nenhuma injustiça, a ordem será alfabética.


Confesso que eu tenho um consultor imaginário com quem me encontro todo domingo pela manhã às 10 horas. É psicólogo, historiador e eventualmente confidente.


Vez por outra é uma mulher madura, essa confidente. Ela costuma lembrar: o pior mentirosos é aquele que mente para si mesmo. O segundo pior é aquele que esquece a mentira contada.


Esses entes imaginários me fazem ciente do longo caminho que tenho para percorrer até chegar à excelência almejada: apagar a chama sem alarde e discretamente. Mas, antes, deixar para as traças meu relatório de vida perdida.


Portanto, aguardem mais esse crime literário, “Memorias memoriosas e rememoráveis”.

Tijolinhos para José Sóter de Brasília, que tolera esses tijolinhos madrugadores.


VERSO DO DIA


A arte acorda cedo

Enfrenta os desafios

Inventa um novo norte

A travessia é sem medo

 

Sandoval Fagundes

 

 

 

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