quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


“Ao meu cumpade Fábio Mozart, um disco azul feito pensamento de Portinari. Abraço forte do Jessier Quirino”.

Está escrito em algum lugar que o azul é medicamento de grande eficácia em casos de perturbações mentais, exaustão e esgotamento. Um dos facultativos que receitam o azul é o compadre Jessier Quirino, poeta conhecedor das bulas para curar males do mal humor em geral. 

Eu sou um admirador do azul, menos no pastoril, onde meu partido sempre foi o encarnado. O azul, entretanto, sempre fez parte da terapêutica, ao alcance de quem alcança as nuances dessa cor.

O azul de ultramar, fiquei sabendo e meditando com cara de vácuo mental, foi reproduzida artificialmente pelo químico Guimet no século XIX. Esse azul fundamental, intenso e luminoso, era extraído originalmente do lapislázuli, uma pedra semipreciosa.

O azul mais sensual é o azul calcinha. Não confundir com azul piscina.

O comunicador Batista de Andrade receberá em 27 de março o Troféu Fenacom, da Federação Nacional dos Comunicadores, distinção concedida a personalidades que se destacam por sua relevante contribuição ao fortalecimento da comunicação no Brasil.

Batista de Andrade é radialista, advogado e músico. Atuou em diversas emissoras da região, como Rádio Cultura AM de Guarabira, Rádio Rural AM de Guarabira, Talismã FM de Belém, Rádio Integração AM de Bananeiras (onde apresentou o programa Tarde da Integração), com estilo reconhecido pela desenvoltura, criatividade e proximidade com o público.

Batista de Andrade e Fábio Mozart apresentam o programa Estação Cultura, pela Rádio Comunitária Solânea FM.

Chicco Mello, o poeta que veio do frio (Solânea) é o mais novo contratado do programa Estação Cultura, produzido por Fábio Mozart em nome da Sociedade Zé da Luz e academias de letras do brejo paraibano.

A edição de fevereiro do Estação Cultura vai ao ar em 25 de fevereiro (hoje!) pela Rádio Comunitária Solânea FM e uma rede de rádios parceiras, pontualmente às 9 horas. Na net: http://play.radios.com.br/25151

Tentei ler um livro, esbarrei no primeiro parágrafo: “Eu excogitava funâmbulos alambazados, qual bufão de escamel. Me deixaram acataléptico, perficientes na sonância e na disfônica”.

Quando eu era garotão, as moças de mini-saia eram chamadas de prafrentex.

“Em termos de desigualdade social, a Paraíba é praticamente o mesmo estado que éramos há 40 anos, só que com menos indústrias e agora mais dependentes do turismo, com alguns problemas que se agravaram, sobretudo nos grandes centros.” – (Flávio Lúcio Vieira)

O amigo Marcelo Firmino deu publicidade a essa história: Durante a Guerra Austro-Prussiana em 1866, o minúsculo principado de Liechtenstein enviou o seu pequeno exército de 80 homens para guardar a Passagem de Brenner, nos Alpes.

Eles não viram nenhum combate. Não dispararam um único tiro. Quando a guerra acabou e eles marcharam de volta para casa, o exército foi recontado na fronteira e os oficiais descobriram que agora eram 81 homens!

Um oficial de ligação (alguns registros apontam ser austríaco, outros italiano) simpatizou tanto com o grupo que simplesmente decidiu ir morar em Liechtenstein com eles. Foi a única unidade militar da história a voltar de uma guerra com mais soldados do que quando partiu.

"Sou uma pessoa que pensa no bem estar do próximo. Às vezes eu penso em parar de beber, mas vejo que o dono do bar tem família pra sustentar, é uma questão humanitária!" - (Ameba, o alcoolista)

Uma campanha para doação de órgãos que eu achei assim meio que bolsonímica por ser inconveniente e anedoticamente sem graça: “você não é de se jogar fora, seja doador de órgão”. Não é uma frase safadística?

"Começo de ano é um chutão do goleiro, batendo tiro de meta em direção ao imponderável”. De Nelson Rodrigues.

Partido da extrema direita promete lutar contra dois dias de folga para o trabalhador. Foi o que prometeu aos empresários o bandoleiro Valdemar, do PL de Flávio Rachadinha.

Seu ansiolítico tá dando conta das paranoias e desassossegos, madame? Se não, experimente doses da Rádio Barata no Ar, com moderação e sem implicância:

Sou um completo incompetente financeiro. Átila, o Huno, era um bárbaro que onde pisava não crescia grama. Eu, onde piso não cresce a grana.

“O ano é 1000. O arado de ferro do dono da terra aumentou a produção. Sigo passando fome. O ano é 1780. O tear mecânico do dono da fábrica aumentou a produção. Sigo passando fome. O ano é 2026. O dono da empresa mandou usar o ChatGPT, que atrasa tudo. O Chat disse que jejum permanente é saudável”. (Janot Botequeiro)

Os desembargadores que livraram o estuprador da cadeia alegaram que a garota de 12 anos não era mais virgem e o pobre moço de 32 anos tinha pouco estudo e não sabia o que tava fazendo. Isso foi em Minas Gerais.

Um dos desembargadores foi acusado de abuso sexual de menor. O nome de sua excelência é Magid Nauef Láuar.

Jogador argentino que chamou Vini Jr. de macaco nega a acusação. Disse que chamou apenas de viado.

Dércio Alcântara: “A grande João Pessoa vive uma crise hídrica sem precedentes, mas na barragem de Gramame/Mamuaba a lâmina d'água lambe a borda e, vez por outra, até transborda de tão cheia”.

“Denúncia de estouro de esgotamento sanitário correndo a céu aberto e contaminando a população, sem falar no esgoto clandestino jorrando para o mar por falta de fiscalização”.

“O tempo passa, as rádios continuam blindadas sobre o tema e a revolta da população e dos empresários prejudicados aumenta”. (Dércio Alcântara)

O ombudsman da cidade, Ivaldo Gomes, martela todo dia sobre esse angu de caroço da CAGEPA.

Tijolinhos para o jornalista Tião Lucena porque hoje é dia de São Sebastião de Aparício. E para Artur Anderson, o Artur Forrozeiro, e Fabiana Veloso que fazem anos hoje. 

 

VERSO DO DIA

 

Meu rádio livre

transmite músicas

muitas translúcidas

me dá notícias

retemperadas

conversa mole

fala fiada

cria invenções

me dá receitas

cura maleitas

com filtros mágicos

fala de amores

em tons de guerra

fotografias

de minha terra

massagens, mantras

mensagens, iras

cria verdades

conta mentiras.

 

F. Mozart

 

 

 

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