terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Eu entre feras da cultura musical: Zé Katimba e Pedro Osmar. Dois artistas paraibanos que mexeram de alguma forma com a estrutura estética e de conteúdo da música, cada um em sua área.

O mestre Zé Katimba foi fundador da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, no Rio. Tem mais de 800 músicas gravadas. Katimba, ganhador do Estandarte de Ouro, é filho de um poeta cordelista.

Zé Katimba é considerado um dos criadores da versão moderna do samba-enredo. Sua obra combina tradição e inovação, mantendo o samba como expressão cultural e identidade brasileira.

Ele também se destaca pela ligação afetiva com sua terra natal, Paraíba, e pelo papel de guardião da memória do samba. Nasceu em Guarabira.

Pedro Osmar construiu uma trajetória marcada pela experimentação artística e pelo engajamento cultural.

Mesmo limitado, prefiro não ficar esperando o perecimento. Enquanto der, vou por aí cuspindo fogo, dando choque de determinação em mim mesmo de vez em quando.

Se deixarem, vou levando a bola, trocando passe com outros malucos. No meu jogo, driblo o lateral, passo pelo beque, engano o volante, boto a zaga no bornal, ultrapasso o goleiro, passo pelo gandula, pelo roupeiro, pelo massagista e dou um banho de cuia na diretoria do time adversário.

Só não entro com bola e tudo porque tenho humildade e gol!!! (Como cantava o velho e bom Jorge Benjor). E ainda tiro meu celular do bolso, aquele todo moderninho, faço uma selfie, posto no Facebook, recebo mil curtidas e corro pra galera.

Nos tempos atuais, o alcoolista é tratado como um verdadeiro lixo pelas maiorias abstêmicas. O bebinho atualmente não consegue mais arranjar um emprego digno, sendo forçado a se virar em trabalhos braçais, ganhando salariozinho de merda que não dá para bancar a sua meiotinha com tira gosto de caju pra sustentar seu digno vício.

Neguinho manda ir pro AA, manda se tratar, humilha o pobre do alcoolista. Preconceito. O governo deveria criar cotas especiais para que os tomadores de meropeia tenham prioridade nas filas, mesmo porque ninguém suporta o bafo do infeliz. Oremos.

BBB: um programa totalmente inútil, onde a prostituição rola solta, pessoas vazias entretendo outras pessoas vazias. O cabaré de Topada era mais decente e radioso 

O saudoso Senador Zé Maranhão teve carteira roubada enquanto cumprimentava foliões. Foi nas Muriçocas do Vamos Mamar. O senador, conhecido por ser mão-de-vaca, só tinha dois reais na carteira e uma carteirinha de sócio do Clube da Eterna Idade.

O ladrão devolveu a carteira do senador Maranhão com um bilhete: “Seu Maranhão, a coisa tá mesmo ruim. O senhor que é mestre de obra vive liso, imagina eu que sou servente de pedreiro!”

Pra quem não sabe, Zé Maranhão começou sua carreira política no tempo de Herodes. Viveu muitos anos na seara política. Era um homem público honesto.

Há 52.345 deuses que protegem a África, do Saara até o Cabo da Boa Esperança. Na índia, o número é maior.

Quando Deus é bom demais, o santo desconfia.

"Nem só de pão vive o homem. Uma manteiga de garrafa também é sempre bem-vinda." - Ameba, o blasfemador.

Aviso aos navegantes: Tijolinhos do Mozart continuará no ar em 2026 para encher o saco, tirar onda, cobrar, escrever besteiras e louvar os amigos.

Meu time Mangueira Futebol e Cachaça foi jogar com o Flamengo de Biu do Cabaré em Mari. O jogo foi tão ruim que os ingressos foram devolvidos.

Eu era lateral direito do Mangueira Futebol e Cachaça, de Entroncamento, e tentava marcar um ponta esquerda driblador chamado Batata. O ponteiro me driblou várias vezes, até que o juiz, meu amigo Bodeiro, advertiu o craque: “Se driblar seu Fábio de novo, eu te expulso!”.

Batata e Bodeiro já estão jogando nos campos de várzea do céu. Eu ainda continuo aqui, na reserva. Com vontade de pedir substituição.

Banqueiro preso se diz inocente. Se é banqueiro não é inocente.

"Jornalista vendido pertence a uma espécie ordinária, a mais danosa entre todas as pragas que hoje assolam o mundo, mais daninha que o gafanhoto, a traça, o cupim, o spam ou as duplas sertanejas." - Edmilson Lucena em 2014 

"Mais cedo ou mais tarde, todo político acaba correspondendo aos que não confiam nele”. (Millôr Fernandes)

Para enganar os espertos, finjo que sou competente. Os mais bestas me acham genial.

Prefiro ser confundido com um doido. Os loucos não envelhecem, dizia o maluco Albee.

“O homem normal aceita as coisas como elas são. Os loucos tentam reformar o mundo. Portanto, todo progresso depende dos loucos”. – (Bernard Shaw)

“Não sei se você é maluco, mas tem uma vibe”, disse-me um camarada. Talvez eu seja, moderadamente.

A cadeira de José Sarney na Academia Brasileira de Letras será de Oliveira de Panelas. Como Sarney é realmente imortal, Oliveira não tem chance.

“Antes de Cristo as pessoas viviam de trás pra frente” – (Sempre Millôr) 

“Querem acabar com a exploração do homem pelo homem, mas não se fala da exploração do homem pela mulher” – (Ameba, o misógino)

“Também não sou um homem livre, mas muito poucos estiveram tão perto”. – (O imortal Millôr Fernandes)

Na segunda edição do meu livro Artistas de Itabaiana confirmei 98% dos biografados e neguei a “glória” a uns tantos nomes que figuravam na primeira edição.

Alguns saíram por decepcionar meu critério de amizade e admiração. Ou por pura mediocridade e superficialidade mesmo.

Só ficaram os bons e entraram outros melhores, como Vladimir Carvalho, criminosamente esquecido na primeira edição.

Os mais sinceros tijolinhos de respeito ao padre José de Floren, em Solânea, que aniversariou sexta-feira passada (20).


VERSO DO DIA

 

Eu sou coquista de fibra

da terra do meu Pilar

canto de dia e de noite

eu canto pra reclamar.

 

Odete de Pilar

 

 

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