quarta-feira, 19 de agosto de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

Meu livro Uma abordagem da História de Bananeiras na pancada do ganzá cordelístico acaba de ser selecionado para o Prêmio Literário da Política Cultural Aldir Blanc para o Estado da Paraíba.

Trata-se do primeiro livro com conteúdo da literatura de cordel financiado por este projeto, através do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, da Secretaria Estadual de Cultura.

A Secult vai publicar o livro e o autor terá direito a 30 exemplares que distribuirei com pessoas ligadas à cultura na cidade de Bananeiras.

Pesquisa Barata Press: Flávio Bolsonaro só ganharia eleição se adversário fosse Flávio Bolsonaro.

Estamos lascados! Se os imbecis já estavam empoderados, agora com IA perderemos a guerra definitivamente contra a estupidez.

Meu pai dizia que eu era uma criança promissora. Hoje sou um velho promissória.

O pai falava que seu filho seria um faixa preta. Atualmente ele é um tarja preta.

Se nós éramos as crianças promissoras e estamos assim, eu imagino a situação das que não eram promissoras.

Aguinaldo nega interferência no governo do sobrinho Lucas, na Paraíba. No jogo do rato, o tio deixa o sobrinho dar seus pulos.

Acredite quem quiser.

O lado bom de ser testa de ferro de alguém poderoso é nunca precisar assumir culpa. Perdeu a eleição? Culpa do esquema familiar oligárquico que dessa vez não funcionou.

Igual à evangélica que traiu o marido. Culpa do Diabo.

Elba Ramalho completa 75 anos. No começo da carreira, ela foi fazer um show em Itabaiana. Eu, bêbado, agarrei a cantora e sapequei um beijo escandaloso.

Elba era magra feito um sibito baleado.

Tem outra historinha envolvendo Elba Ramalho. Nos anos 80, eu e o meu amigo falecido Marcos Veloso inauguramos um teatro de bolso em Itabaiana, com a peça “Trupizupe, o raio da celebrina”.

Mandamos anunciar que a peça teria sido o primeiro espetáculo teatral protagonizado pela então cantora Elba. Ingênuo truque publicitário.

O teatrinho lotou. Todos querendo ver Elba Ramalho que, logicamente, jamais apareceu. Resultado: quebraram nosso teatro.

Para manter o nível dos tijolinhos, evitarei comentar sobre política. Com esse tema, só me vem à mente palavras de baixíssimo calão.

Um jovem defendendo a candidatura do filho do “coisa”. Eu tava me sentindo meio velho ultimamente. Agora não mais.

Como está seu TDAH? Todo mundo agora se queixa de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Antes, a moda era ser autista.

Meu irmão me diagnosticou como autista nível médio. Eu que nunca terminei o curso médio.

Realmente, essas disfunções prejudicam os estudos. Tou brincando, mas o assunto é sério. Desculpem.

Mas não estou rindo da pessoa doente. Trata-se de auto-humor consciente como estratégia de enfrentamento.

Jamais eu reforçaria estereótipos prejudiciais.

É como o fato de produzir podcast sobre baratas, animais que me apavoram. Uma estratégia para enfrentar a fobia.

Lembrei da piadinha: dois elementos no bar falando sobre política, o dono do bar mandou mudar de assunto porque “política só gera confusão”.

Futebol também era proibido no bar, assunto polêmico, assim como religião.

O bebinho: “e sexo, pode falar sobre sexo?” O dono do bar: “sexo, pode!” “Então vai tomar na bunda!”

Esse mundo já deu pra mim. Agora, computadores fazem arte e artistas fazem dinheiro.

“Doida pra cometer um pecadinho, mas não existe pecado do lado de baixo do equador. Até isso os gringos roubaram.” – (Bela Doida no Bluesky)

Mais humor marrom: querendo queimar calorias rapidamente, o Dr. Penico Branco aconselha dançar o créu na velocidade 5 ou contrair uma infecção alimentar. Fugir da polícia também ajuda.

Madame Preciosa ensina: a palavra vagabunda significa que a bunda vaga por aí. Se você fica deitada de pernas pro ar o dia todo, então a sua bunda não está vagando por aí. Logo, é impossível você ser vagabunda.

Tou velho sem saber ser velho. Tem que aprender as artes da profissão.

Hoje os tijolinhos com muito conteúdo fezes, né? Também notei.

O ser humano talvez não, mas o ser paraibano é outro nível!

Tenho um amigo que ama contos de terror. E terror com humor, rola?

“Zé do Caixão não teve sucesso em seu empreendimento porque não treinava perna. Se ele fosse o Zé do Coxão, qualquer mulher aceitaria gerar o anticristo em seu ventre.” – (Microconto de terror de humor)

"O Brasil tem 216 milhões de pedras preciosas, que somos nós." – (Lula, exagerando na babação)

No dia do artista de teatro, palmas para Laura Cardoso, que nos deixou ontem. E a gloriosa Glória Menezes.

Famílias de marinheiros de porta-aviões dos EUA denunciam falta de comida e de água e até tentativas de suicídio a bordo. Os Estados Unidos estão afundando.

E o livro sobre Zé da Luz que estamos produzindo? Alguém vai querer reservar seu exemplar da edição limitada que sai em setembro?

Entrei para mais um grupo no WhatsApp. Trata-se do Quiosque da Poesia.

Notificação de grupo é igual visita surpresa: a gente vê que chegou, respira fundo e finge que não tá em casa.

Nos grupos sempre tem aquele membro que manda notícia de 2012 como se tivesse acontecido há 10 minutos. Igual aqui nos tijolinhos.

 O chefe do grupo é o poeta Quelyno Souza, que me deu seu livro “Poesia é o que tenho pra hoje”, o primeiro livro de poesia com capa dura editado na Paraíba.

Hoje é o Dia Nacional do Artistas de Teatro. Meus tijolinhos cênicos para Bento Júnior, Luiz Carlos Cândido, Das Dores Neta e Normando Reis.

 

VERSO DO DIA

Nem toda moça é donzela

Nem todo prego é macaco

Nem toda inhaca é sovaco

Nem pra cachorro dou trela

Nem toda boca é banguela

Nem todo cura é doutor

Nem toda bomba é motor

Nem todo chute trivela

Nem todo zé é ruela

Nem todo beijo é amor

 

Antonio Xexéu

 

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