Fui convidado pelos editores Alexandre
Macedo e William Costa para participar da nova edição da coletânea Paraíba
na Literatura, escrevendo sobre o grande poeta repentista Daudeth Bandeira.
A
coletânea, publicada pela Editora A União (Empresa Paraibana de Comunicação -
EPC) e organizada por Alexandre Macedo e William Costa, é um dos mais
relevantes projetos de preservação e resgate da memória literária e biográfica
do estado.
A série reúne
perfis de poetas, romancistas, cronistas e pensadores que moldaram a cultura
paraibana, unindo nomes consagrados e memórias populares.
Resolvi
compor o trabalho com versos em septilhas, ao falar sobre Daudeth Bandeira, uma
das vozes mais emblemáticas da cantoria, da poesia popular e da música do
Nordeste.
Faltando
algumas páginas para completar a redação, tive que suspender os trabalhos para
uma breve internação hospitalar. Finalizei meus versos sobre o poeta no
silêncio das madrugadas da Unidade de Tratamento Intensivo.
Meu
compadre Jeremias me perguntou, quando cheguei do hospital: “tiraram a
geografia da tua cabeça?” Talvez ele quis dizer tomografia.
Na realidade,
tiraram foi o “elétrico” do meu coração.
Jeremias
diagnosticou meu mal: é falta do que fazer.
O monitor do
hospital marcava meu batimento e ritmo cardíaco, o oxigênio do sangue, pressão
arterial e quantidade de respiração por minuto. Quando acabei o cordel de
Daudeth Bandeira, dispararam meus sinais vitais. A enfermeira acudiu,
atarantada.
Senti falta
do médium cardecista Merlanio Maia na cabeceira da minha cama.
Fui testemunha
da capacidade mediúnica do poeta do amor, transmitindo energias bioenergéticas
espirituais para um paciente. Num instante, o suplicante equilibrou seus
chacras.
Os
espíritos benfeitores que apareceram no meu quarto de enfermo foram Leandro
Gomes de Barros, Pedro Bandeira, Manoel Monteiro, José Alves Sobrinho, João
Paraibano, Manoel Xudu e o próprio Daudeth Bandeira.
O candidato a
vice-presidente de Flávio é acusado de ter estuprado e engravidado uma criança
de 13 anos. Vai atrair muitos votos dos abusadores sexuais de crianças.
Antigamente
as mocinhas passavam as tardes olhando pela janela, namorando. Depois contemplavam
o tempo passar vendo televisão. Agora, não levantam mais o rosto do celular.
A televisão
matou a janela e a internet enterrou a TV.
Cultura
inútil: quem inventou o cobogó foram três pernambucanos em 1930: Coimbra,
Boekman e Góes.
No sul, o
cobogó é conhecido como “elemento vazado”.
“É inviável
o ser humano continuar se ele para de pensar no amanhã. Não importa se for um
pensamento ingênuo, ou mais imediato, como será o café da manhã. Sonhar e
projetar é próprio do ser humano”. – (Paulo Freire)
O Capitão
Bonifácio era tão patriota militar que não tinha cama. Dormia em berço esplêndido.”
– (Stanislaw Ponte Preta)
Tenho
filhos e eles cuidam de mim na velhice.
E se não
cuidarem eu entro com ação baseada no Estatuto da Pessoa Idosa.
Ao anunciar
Alfredo Gaspar como vice, Flávio Bolsonaro afirmou que teve filhas para
cuidarem dele na velhice.
Espera-se que ele não confie suas filhas ao seu vice...
Glauber
Rocha, o principal nome do cinema novo, foi indicado para receber o Oscar de
1970 pelo seu filme O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. O baiano não
quis participar. “Seria endossar o cinema americano”, justificou.
Em 30
de janeiro de 1942, o Ceará vivia uma grande seca. O céu amanheceu nublado. A
população saiu às ruas para receber as chuvas tão esperadas. Só que o sol
resolveu aparecer, frustrando a multidão que prontamente soltou uma imensa vaia
contra o sol.
Em homenagem
ao episódio, foi criado o Dia da Grande Vaia.
Durante a
convenção que formalizou Renan
Santos, ele cravou: “Vamos matar quem roubar!”
O meu confrade
Padre José Floren, de Solânea, manda recado: “Fábio Mozart, sabia que tem
leitor sorrindo, lendo seus Tijolinhos na Bélgica?”
O Padre José Floren rezou para Santo Antonio pela minha saúde. Agradeço ao Padre e ao Santo.
Toinho da Rádio Comunitária Solânea FM também entrou na corrente de oração. Povo solidário!
Hoje tem barata requentada na Rádio DiarioPB às 10 horas. www.radiodiariopb.com.br
Devido às imperfeições e diferenças inconciliáveis entre os homens, Flávio Rachadinha, Zema e Caiado já não dividem mais as mesmas mentiras. Agora, cada um com a sua.
Conforme a Convenção de Genebra, espalhar besteiras pela internet é crime contra a humanidade. Vou me retirando pela tangente...
Em 7 de agosto de 2019, morria o poeta Gerimaldo Nunes. De causas naturais para os poetas: alcoolismo lírico.
“Gerimaldo era um sujeito de pureza de alma incrível!” – (Edônio Alves)
Dalmo Oliveira publicou folheto sobre Gerimaldo, o Geri da Mangueira.
"Quando morre um poeta ficamos um pouco mais mudos e surdos. Não conseguimos os sentidos que a poesia apura. Nossa alma se entristece e sentimos a dor da perda daquele que abastece nossa alma de versos, rimas, contos e encantos". - (Luiza Gosuen)
No
meu procedimento médico, ganhei solidariedade e carinho de onde pouco esperava.
Alguns leitores desconhecidos. Grato a todos. Muito obrigado!
Tijolinhos
máximos para o Dr. Bernardino, chefe da equipe que fez intervenção nas artérias
do meu velho coração, e sua esforçada equipe.
VERSO DO
DIA
Explicar a poesia
Ninguém consegue explicar.
É mais pesada que o chumbo,
É leve igualmente o ar…
É fina como cabelo,
É bela como o luar!
Toca na alma da gente
Fazendo rir ou chorar…
Faz a tristeza morrer
E o sonho ressuscitar
A poesia é tão santa
que, quando um poeta canta,
Deus para pra escutar!
E, pra terminar, meu hino,
A poesia, seu menino,
Como tudo que é divino
Não dá pra gente pegar…
Se eu pegasse a poesia,
Porta em porta sairia
Igual a um mendigo faz
Pedindo não, dando esmola,
Tocando a minha viola
Cantando a canção da paz.
Dedé Monteiro

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