FOTO MEMÓRIA – Em 2016 no Espaço Cultural José
Lins do Rego, os artistas se encontram. Eu, o videasta Jacinto Moreno (in
memoriam), o poeta e compositor
Pedro Osmar, o artista plástico Márcio
Bizerril e o ator Oriebe Ribeiro.
Pedro escondendo o rosto com um folheto de Bizerril,
que ele é tímido e não gosta de publicidade.
“Bispo” que atua em Fortaleza, afirma que a Universal passa por
dificuldades em razão da queda vertiginosa de ofertas e dízimos. Informa ainda
que diversos horários de cultos foram suspensos por falta de frequência.
Com negócios em expansão, Pastor Pedânio apresentou proposta de
compra das igrejas da Universal no Ceará.
Agora, em algum lugar do mundo, tem um gato aplicando massagem na
barriga do seu cuidador.
O cuidador chama de carinho. O gato chama de “teste de maciez do
colchão”.
O leitor Lourenço Paiva reclama do nosso podcast de humor. “O brasileiro é muito nojento
mesmo. Até com coisa séria fazem piada!”
Resposta de Fábio Mozart,
vulgo Zé Barata: piada é coisa séria, compadre! É a visão cínica da existência.
O humor é uma arma
importante para o avanço de uma sociedade. Quando se trata de política, então,
ele passa a ser fundamental.
Tanto é uma ferramenta
importante que os políticos morrem de medo dela, e tentam proibi-la.
"O grande isolamento é cercar-se
de pessoas que pensam igual a você", leio aqui. Até aceito o
contraditório, mas, imbecilidade e boçalidade, não sou obrigado a aturar.
Em
2017, Sandoval Fagundes, artista plástico de João Pessoa, começou a montar o
piloto de um programa de rádio que iria ensinar desenho.
Por
mais estranho que pareça, pela primeira vez na história do rádio web, iria se
desenhar através do som. O programa tinha o título de Rádio Desenharia. Nunca saiu do papel.
"No
fla x flu das torcidas, dizem que os Coxinhas tinham as convicções mas não
tinham as provas contra o Lula. Agora, os lulistas dão o troco: no caso de Vorcaro
e Flávio Bolsonaro, há as provas e só falta os Coxinhas acharem a
convicção..." - (Orlando Lisboa)
Somos
um país com ânsia de vômito.
Nesses
tempos de modernagens, ninguém escreve mais cartas. “Tudo ficou mais perto para
os mais novos e mais longe para os mais velhos”.
"Dê-me
um sofá, um cão, um bom livro e uma moça bonita. E aí se você levar o cão para
ler o livro em outro lugar, talvez eu tenha uma diversãozinha.” (Grouxo Marx)
O Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais de Sapé declarou apoio ao pré-candidato ao
Governo do Estado, Cícero Lucena. É um endosso institucional. Resta saber se o
sindicato aprovou em assembleia este apoio formal ao pré-candidato.
Espera-se que
não ocorra uso de recursos da entidade de forma irregular, coação sobre
filiados e confusão entre atividade sindical e atividade partidária.
O prefeito de Sapé,
Major Sidnei (Republicanos), anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro
(Progressistas).
Uma sociedade
que passa a exigir o uso de equipamentos eletrônicos para acessar direitos
básicos cria um problema sério de exclusão digital, especialmente para pessoas
idosas.
Isso
acontece quando serviços essenciais, como aposentadoria, saúde, bancos, transporte,
documentos e atendimento público, deixam de funcionar de maneira presencial ou
simples, obrigando o cidadão a usar aplicativos, senhas, biometria, QR codes e
portais online.
Esse processo
costuma ser apresentado como “modernização”, mas pode gerar desigualdade quando
não considera as limitações reais de parte da população.
Quando o
acesso ao direito depende exclusivamente de lidar com equipamentos digitais, a
tecnologia deixa de ser ferramenta e vira barreira.
Hoje,
participar da sociedade frequentemente exige conexão digital, mas cidadania não
deveria depender da capacidade de operar tecnologia complexa.
Os idosos
que não acompanham o ritmo tecnológico passam a ser tratado como “incapazes”,
mesmo tendo plena lucidez e experiência de vida.
De minha
parte, deixei de ir ao centro de João Pessoa porque não sei pagar o
estacionamento na tal Zona Azul através de aplicativo no celular.
Indiciados
pela polícia, tubarões da elite se julgam perseguidos, sendo que eles mesmos
são quem mais perseguem o pobre, o negro, o LGBTQIA+, a mulher.
Ele incomodado
pelo som alto da festa do vizinho, alta madrugada, bateu na porta duas vezes,
não foi atendido; chamou a polícia outras duas vezes, também não foi atendido.
Foi até à caixa distribuidora de energia do prédio e desligou a chave geral.
Desta vez foi atendido…
Meu celular
tocou por volta das 3h da madrugada do dia 25 de maio. Todos sabem que esta é a
“hora do diabo”. Nenhum telefonema a esta hora traz boa notícia. Era comunicado
da morte de um conterrâneo. Eu não fui seu amigo. Não deu tempo.
Pensei que
o Dr. Almeida já fosse falecido. Ele e a esposa dona Gilka ainda vivem. Ambos
foram meus professores no antigo Colégio Estadual de Itabaiana, nos anos 1970.
Dona Gilka
ensinava música. Lembro das aulas de música “como quem ouve uma sinfonia”
gostosa do passado, no compasso da mansidão, beleza e charme de nossa mestra
dona Gilka.
Havia um
velho piano desafinado onde nossa mestra tentava passar as notas musicais
primárias. Essa sutil influência deve ter marcado muitos de minha geração.
Sei que ficava
fascinado com as aulas de música. A linha do tempo se confundindo com as linhas
da pauta onde garatujávamos os acordes.
Se a maior
parte do que ouço hoje é ruído, se me perturba a canalhice e pobreza da atual
música popular brasileira, essa sensibilidade devo muito às aulas de música que
tive no Colégio Estadual de Itabaiana.
Mas procuro
entender as mudanças do meu tempo, sem deixar de fazer um paralelo com o
pretérito.
Tijolinhos
sonoros para minha professora dona Gilka.
VERSO DO DIA
Vi
um rápido pensamento
atravessar
a ventania
um
raio cortou o tempo
que,
tão ágil, passaria
pela
janela em açoites:
Olhei
a fresta e era noite
logo
a abri, já era dia...
Piedade


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