segunda-feira, 25 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Em 2016 no Espaço Cultural José Lins do Rego, os artistas se encontram. Eu, o videasta Jacinto Moreno (in memoriam), o poeta e compositor Pedro Osmar, o artista plástico Márcio Bizerril e o ator Oriebe Ribeiro.

Pedro escondendo o rosto com um folheto de Bizerril, que ele é tímido e não gosta de publicidade.

“Bispo” que atua em Fortaleza, afirma que a Universal passa por dificuldades em razão da queda vertiginosa de ofertas e dízimos. Informa ainda que diversos horários de cultos foram suspensos por falta de frequência.

Com negócios em expansão, Pastor Pedânio apresentou proposta de compra das igrejas da Universal no Ceará.

Agora, em algum lugar do mundo, tem um gato aplicando massagem na barriga do seu cuidador.

O cuidador chama de carinho. O gato chama de “teste de maciez do colchão”.

O leitor Lourenço Paiva reclama do nosso podcast de humor. “O brasileiro é muito nojento mesmo. Até com coisa séria fazem piada!”

Resposta de Fábio Mozart, vulgo Zé Barata: piada é coisa séria, compadre! É a visão cínica da existência.

O humor é uma arma importante para o avanço de uma sociedade. Quando se trata de política, então, ele passa a ser fundamental.

Tanto é uma ferramenta importante que os políticos morrem de medo dela, e tentam proibi-la.

"O grande isolamento é cercar-se de pessoas que pensam igual a você", leio aqui. Até aceito o contraditório, mas, imbecilidade e boçalidade, não sou obrigado a aturar.

Em 2017, Sandoval Fagundes, artista plástico de João Pessoa, começou a montar o piloto de um programa de rádio que iria ensinar desenho.

Por mais estranho que pareça, pela primeira vez na história do rádio web, iria se desenhar através do som. O programa tinha o título de Rádio Desenharia.  Nunca saiu do papel.

"No fla x flu das torcidas, dizem que os Coxinhas tinham as convicções mas não tinham as provas contra o Lula. Agora, os lulistas dão o troco: no caso de Vorcaro e Flávio Bolsonaro, há as provas e só falta os Coxinhas acharem a convicção..." - (Orlando Lisboa)

Somos um país com ânsia de vômito.

Nesses tempos de modernagens, ninguém escreve mais cartas. “Tudo ficou mais perto para os mais novos e mais longe para os mais velhos”.

"Dê-me um sofá, um cão, um bom livro e uma moça bonita. E aí se você levar o cão para ler o livro em outro lugar, talvez eu tenha uma diversãozinha.” (Grouxo Marx)

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sapé declarou apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena. É um endosso institucional. Resta saber se o sindicato aprovou em assembleia este apoio formal ao pré-candidato.

Espera-se que não ocorra uso de recursos da entidade de forma irregular, coação sobre filiados e confusão entre atividade sindical e atividade partidária.

O prefeito de Sapé, Major Sidnei (Republicanos), anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).  

Uma sociedade que passa a exigir o uso de equipamentos eletrônicos para acessar direitos básicos cria um problema sério de exclusão digital, especialmente para pessoas idosas.

Isso acontece quando serviços essenciais, como aposentadoria, saúde, bancos, transporte, documentos e atendimento público, deixam de funcionar de maneira presencial ou simples, obrigando o cidadão a usar aplicativos, senhas, biometria, QR codes e portais online.

Esse processo costuma ser apresentado como “modernização”, mas pode gerar desigualdade quando não considera as limitações reais de parte da população.

Quando o acesso ao direito depende exclusivamente de lidar com equipamentos digitais, a tecnologia deixa de ser ferramenta e vira barreira.

Hoje, participar da sociedade frequentemente exige conexão digital, mas cidadania não deveria depender da capacidade de operar tecnologia complexa.

Os idosos que não acompanham o ritmo tecnológico passam a ser tratado como “incapazes”, mesmo tendo plena lucidez e experiência de vida.

De minha parte, deixei de ir ao centro de João Pessoa porque não sei pagar o estacionamento na tal Zona Azul através de aplicativo no celular.

Indiciados pela polícia, tubarões da elite se julgam perseguidos, sendo que eles mesmos são quem mais perseguem o pobre, o negro, o LGBTQIA+, a mulher.

Ele incomodado pelo som alto da festa do vizinho, alta madrugada, bateu na porta duas vezes, não foi atendido; chamou a polícia outras duas vezes, também não foi atendido. Foi até à caixa distribuidora de energia do prédio e desligou a chave geral. Desta vez foi atendido…

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Meu celular tocou por volta das 3h da madrugada do dia 25 de maio. Todos sabem que esta é a “hora do diabo”. Nenhum telefonema a esta hora traz boa notícia. Era comunicado da morte de um conterrâneo. Eu não fui seu amigo. Não deu tempo.

Pensei que o Dr. Almeida já fosse falecido. Ele e a esposa dona Gilka ainda vivem. Ambos foram meus professores no antigo Colégio Estadual de Itabaiana, nos anos 1970.

Dona Gilka ensinava música. Lembro das aulas de música “como quem ouve uma sinfonia” gostosa do passado, no compasso da mansidão, beleza e charme de nossa mestra dona Gilka.

Havia um velho piano desafinado onde nossa mestra tentava passar as notas musicais primárias. Essa sutil influência deve ter marcado muitos de minha geração.

Sei que ficava fascinado com as aulas de música. A linha do tempo se confundindo com as linhas da pauta onde garatujávamos os acordes.

Se a maior parte do que ouço hoje é ruído, se me perturba a canalhice e pobreza da atual música popular brasileira, essa sensibilidade devo muito às aulas de música que tive no Colégio Estadual de Itabaiana.

Mas procuro entender as mudanças do meu tempo, sem deixar de fazer um paralelo com o pretérito.

Tijolinhos sonoros para minha professora dona Gilka.

VERSO DO DIA  

 

Vi um rápido pensamento

atravessar a ventania

um raio cortou o tempo

que, tão ágil, passaria

pela janela em açoites:

Olhei a fresta e era noite

logo a abri, já era dia...

 

Piedade

 

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