sexta-feira, 22 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Poeta Ronaldo Cunha Lima recebe o troféu Zé da Luz em 2004, durante as comemorações do centenário do poeta matuto itabaianense. A festa foi promovida pela Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz e durou uma semana.

Vinte e dois anos depois estamos comemorando 50 anos da entidade. No caixa, zero recursos. Os projetos que enviamos para os editais públicos de apoio cultural foram inabilitados pelas instituições.

Mesmo assim estamos tirando leite de pedra e cachaça de detergente para viabilizar as comemorações do cinquentenário da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. Parabéns para nós pela persistência.

Agradecendo à prefeitura de Itabaiana que adquiriu cem exemplares do meu livro Artistas de Itabaiana, reeditado no ano do nosso cinquentenário.

Também à Secretaria de Cultura de Pilar, onde lançamos um folheto da Editora Zé da Luz e começamos os festejos.

Projetamos realizar plenárias em Itabaiana, São José dos Ramos, Salgado de São Félix, São Miguel de Taipu, Mari, João Pessoa, Bananeiras, Solânea e outras cidades. Tudo em nome da Sociedade Zé da Luz, “pela difusão da cultura, por um mundo melhor”.

Um trabalhador morreu e outro ficou ferido após caírem de telhado de igreja durante obra, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoas.

As vítimas foram contratadas pelo dono do prédio para realizar reparos no telhado após as chuvas. Para os crentes, Deus mandou a chuva e, por algum motivo, matou o trabalhador.

A maioria das correntes evita afirmar que Deus “quis” diretamente a morte daquela pessoa como punição ou castigo.

Explicações religiosas podem não aliviar a dor imediata. Para muita gente, dizer “foi plano de Deus” pode soar duro ou injusto, especialmente quando alguém morre trabalhando.

Por isso, muitos líderes religiosos preferem falar em compaixão, luto e responsabilidade coletiva, em vez de afirmar conhecer exatamente a vontade divina em um caso concreto.

Prefiro acreditar no acaso. E na precarização do trabalho.

“Esquerda quer 40 horas semanais, com 8 horas diárias de trabalho sem redução de salário. Direita quer 52 horas semanais, com mais de 10 horas diárias, mas, só se os empresários pagarem menos FGTS ou salários. Numa sociedade consciente, bastaria falar isso para nenhum trabalhador votar na direita.” – (Syd Lourenço)

Deputado Cabo Gilberto foi o único parlamentar paraibano a votar contra os trabalhadores.

Talvez interesse você saber que hoje tem Rádio Barata no Ar, com Fábio Mozart e grande elenco. Energia de filósofo de calçada: começa falando de política internacional e termina reclamando da pomba gira mundo e do filme Cavalo Doido. Às 10 horas na www.radiodiariopb.com.br

Rádio Barata no Ar, o melhor podcast entre os piores.

Cid Gadelha garante que as chamadas Big Tech, as grandes plataformas digitais, já governam o mundo sem precisar de eleição.

Os algoritmos e seus dados enviesados estão dissolvendo a política e desumanizando as relações humanas.

No fim, estamos terceirizando a convivência para um sistema que acha que “conteúdo relevante” é ver um anão dançando forró seguido de notícia sobre colapso democrático.

A política virou um grande campeonato de indignação patrocinado por inteligência artificial: se você curte a Rádio Barata no Ar, por exemplo, o algoritmo conclui que você está reclamando do seu prefeito que deixou a cidade entregue às baratas.

O Presidente da Fundação Casa de José Américo, jornalista Fernando Moura, garantiu que o projeto “Como tem Zé na Paraíba” sairá até o final deste ano.

O projeto consiste na publicação de uma caixa de folhetos de vários autores falando sobre os “Zé” que se destacaram no mundo das artes e da política na Paraíba.

Meus “Zé” foram três “zés” de Itabaiana: Zé da Luz, Zé Quarenta e Um e Zé Ispiciá, mestre do boi de carnaval.

Em 2020, lancei minha candidatura a vereador, só de gozação. Muita gente me apoiou. Querendo dar o golpe, pedi ajuda em vaquinha virtual na Rádio Barata. Não apareceu um só doador. Povo traíra!

Em 21 de maio de 2018, eu participava de um programa de fuleiragem em mesa de bar na Rádio Zumbi, cujo nome era Multimistura.

Pauta do programa: Tony Show chora nos braços de Roberto Cavalcanti; Fabiano Gomes se ajoelha nos pés de José Carlos da Silva Júnior, o popular Canjiquinha. Ele confessa que foi usado por Roberto Cavalcanti para atacar o cuscuz e pede perdão. Tião Lucena também se retratou e confessou que comeu a burra Veneza. No Bloco 2 do MULTIMISTURA: https://www.radiotube.org.br/audio-4745YWMNXF2pS

As pessoas não fazem mais música para mudar o mundo, e sim para mostrar como ele já está uma merda, ganhar dinheiro e atrair adolescentes babacas.

Pesquisas comprovam: radiação de celular danifica células vivas, causa câncer. Antena de celular é pior do que cigarro.

"Quando a luz está acesa, perdemos o mistério do escuro que abre os olhos para as passagens falsas da vida." - Não sei quem disse isso. Acho que foi o poeta Maciel Caju.

Uma bala foi tudo o que a polícia norueguesa disparou em 2025. Assim mesmo para testar a pontaria do soldado.

“Desejo ser um caçote / com os óio desse tamanho / pra ver aquele magote / de moça tomando banho.” (Zé da Luz)

“Desejo tocar saxotrompa nas suas trompas” – Um músico depravado.

“No que me concerne, desejo suas carnes, de conformidade com as regras”. - Um amante burocrático.

“Desejo a intermitência dos meus melhores pecados e a rotatividade dos meus mais loucos prazeres” – Não sei se eu escrevi isto ou foi Maciel Caju.

“Desejo, pra que negar? Cerveja por atacado e tira gosto de um boi na íntegra”. – Biu Penca Preta.

"Até o fim desse ano, desejo saúde para seu orifício no final do intestino grosso, porque o pior vem aí” – Ameba

Cantada de advogado: “Diante da indiscutibilidade de nossas carências comuns, peço verificar a conceptibilidade de descansar minha materialidade em sua cama nesta noite.”

“Um poeta poetando é um menino cagando na brisa leve das paixões que vêm de dentro”. – (Vavá da Luz)

Tijolinhos benevolentes para meu amigo Hercílio Delgado, engenheiro agrícola aposentado que dedicou sua vida a cuidar de idosos abandonados em Mari.

 

VERSO DO DIA

Eva deu na goela:
Você veio da vagina
e eu não vim de uma costela.

Transubstancial sangria.
Morremos pelo menos
uma vez por dia.

Incomunicação plena.
Entre nós há de se construir
uma ponte de safena.

 

F. Mozart

 

 

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