quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Professor de Itabaiana defende inclusão de livro de Fábio Mozart na grade curricular das escolas públicas

Professor Luiz Antonio com alunas

O professor Luiz Antonio Silva ensina biologia na Escola Estadual João Fagundes de Oliveira, em Itabaiana. É filho de Zé Barbeiro. Cadeirante, com muito esforço conseguiu alcançar a meta de se tornar um mestre. Humilde na sua origem, persistente no estudo, hoje tem o respeito dos seus alunos e colegas. Ele apóia a ideia de incluir meu livro “História de Itabaiana em versos” na grade curricular municipal.

Luiz Antonio entrou em contato comigo para pedir uma visita à sua escola. Irei sim, mesmo sem ficar muito à vontade com essas coisas de homenagens. Vou voltar à escola onde estudei nos anos 70 para recitar aos moços das novas gerações minha profissão de fé na atitude de sempre distinguir a cultura da nossa terra comum. Nada de ficar enclausurado na torre de marfim de minha timidez, porque a moçada está lendo meu livro “História de Itabaiana em versos” e quer conhecer o autor. Vou também em consideração à professora Rose Luna, diretora da escola, e ao seu corpo docente na pessoa do professor Luiz Antonio, um dos que difundem minha despretensiosa obra entre os estudantes.

Tem um aspecto simbólico esse intento de incluir meu livro na grade curricular das escolas públicas. Os prefeitos, geralmente não se interessam, fica só no papel, mas pelo menos temos esse reconhecimento público, oficial, de que nosso trabalho tem sua importância didática e poderá um dia fazer realmente parte das matérias constantes dos cursos nas escolas públicas do município. Vez ou outra surge uma pessoa igual ao professor Luiz Antonio, chamando a si mesmo a responsabilidade de divulgar o livro, na expectativa de que seus pupilos venham a gostar de ler através de uma obra que fala de sua realidade. Essas coisas existem e nos enchem de esperanças.

Na cidade de Mari, projeto de lei do vereador Gugu Xavier jogou meu livro “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso” nas escolas. Oficialmente, o livro passou a ser objeto de estudo. Lá como cá, falo da história dessas duas cidades através do verso popular do cordel. Contar nossa história e cultivar nossas raízes é a razão e a essência do meu trabalho.



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