Há vinte anos a gente sonhava e esquematizava idiotices radiofônicas. Na foto, o locutor que vos fala, com seu estilo de transmissão amador, improvisado e sem grandes recursos técnicos ou financeiros. Sempre atuei em rádios comunitárias, rádios públicas ou piratas, um rádio feito em casa, de forma simples, informal e sem a estrutura profissional de uma grande emissora de rádio. Rádio resistência e suas histórias de luta pela democratização das comunicações.
No ano 2010, Marcos Veloso do Nascimento, já falecido, anunciava que a sua rádio web Cuiá estava no ar. Uma rádio saudosista musical, tocando fado e tocando samba da época de Gregório Matos Boca do Inferno. A rádio Cuiá também retransmitia o Multimistura, um antiprograma de mesa de boteco.
E o conde Bento Júnior anunciava um programa de rádio que falaria só de teatro. Seria o Bonde do Bento. E eu queria botar no ar meu programa experimental PANDEMÔNIO, um programa tão desajustado quanto o Coiso.
O artista plástico Sandoval Fagundes preparou a estreia do seu programa Desenho no Rádio, onde ele queria ensinar a desenhar pelo som.
Nenhum dos projetos vingou, mas valeu porque a gente manteve o padrão: pensar emoções sem o filtro da lógica.
“A trajetória de Sérgio Ricardo Santos, comunicador, videasta, fotógrafo, designer gráfico e produtor cultural, ganhou uma versão em literatura de cordel pelas mãos do poeta Fábio Mozart. O resultado é a publicação “Biografia cordelizada de Sérgio Ricardo Santos – O homem da comunicação integrada”, lançada com o selo da Editora Zé da Luz.
“O cordel, que já saiu da gráfica, será lançado oficialmente neste sábado (19), às 16h, no Café das Letras, localizado na Rua Duque de Caxias, nº 120, no Centro de João Pessoa”.
“A obra apresenta a história de Sérgio Ricardo em versos que combinam sarcasmo, humor e emoção, especialmente ao abordar momentos vividos por ele durante a adolescência, em tempos difíceis, no final da ditadura militar e no início dos anos 1980”. (DiarioPB)
Em 2013, o deputado federal João Campos (PSDB-GO) apresentou projeto para punir as pessoas que pagam por sexo. O mesmo deputado é o autor do polêmico projeto da “cura gay”.
De acordo com o deputado, a intenção não é punir a profissional do sexo, que “é vítima dessa situação”.
E a gente paga o salário de um sujeito desses. Melhor pagar Madame Preciosa por uma noite de transação afetiva do fim do mundo.
Em 12 de setembro de 2016, encontrei o compositor Jairo Mozart na banca de Beto Brega. Ele me deu o CD "Jairo Mozart... tons e canções", onde faz dupla com nada menos do que Luiz Gonzaga.
No CD, Jairo Mozart teve a participação de diversos parceiros para finalizar sua obra. Com nomes como Chico Cesar, Pedro Sampaio, Jorge Mello, Cayê milfont entre outros, o artista de múltiplas faces expressa através da música sua vida e andanças pelo território nacional e também internacional.
FOTO MEMÓRIA - Régis, o jornaleiro do Ponto de Cem Réis em João Pessoa, que já está no reino encantado, com meu jornal Tribuna do Vale. (2014)
Régis morreu, e com ele um estilo de vender jornais. Régis não só vendia, mas comentava as notícias. Estampava as manchetes pregadas nas paredes, democratizando a informação.
A banca de Régis também servia de livraria alternativa para autores independentes, ou seja, produtores e distribuidores de seus próprios livros.
Deputado Luiz Couto protestou contra a ação policial ocorrida durante a concentração de uma carreata em apoio à candidatura do presidente Lula, envolvendo militantes do PT e moradores da cidade de Prata, no Cariri paraibano.
Segundo o relato apresentado e registrado em Boletim de Ocorrência, policiais militares teriam chegado ao local e realizado disparos de arma de fogo em meio às pessoas que participavam da atividade, além de proferirem ameaças e ofensas.
O documento também relata a tomada e retenção do aparelho celular de um dos participantes, que só teria sido devolvido cerca de duas horas depois.
“A atuação das forças de segurança deve estar pautada pelo respeito à vida, à integridade física, à cidadania e ao direito democrático de manifestação política”, disse Luiz Couto.
Puxasaquismo ao extremo: “chefe, só tem duas pessoas no mundo que eu admiro. Não é minha mãe e meu pai. É o senhor e outra pessoa que o senhor indicar”.
"Um absurdo! Gasto uma fortuna com plano de saúde e os exames não dão nada!" - (Sonsinho)
Aquele candidato tem o hábito de mentir até para si mesmo, pois pinta o cabelo para fins escusos.
“Tomamos duas doses de cachaça envelhecida em tonel de imburana de cheiro e vomitamos coisas que não deveríamos ter dito. Perdón!” – (Locutor do programa Multimistura)
Em 2017, o deputado federal Hugo Motta (PMDB) foi citado na peça encaminhada ao Supremo Tribunal Federal como sendo da turma de Eduardo Cunha. Ou seria da quadrilha?
Dom João VI tomou 2 banhos em vida e seu primeiro banho completo quando tinha 50 anos, no Brasil, a conselho médico. Grude nunca matou ninguém. Água às vezes mata.
“O bom da internet é que somos livres, digitamos tudo sem nem pensar, achamos que tudo é novidade.” – (Dida Fialho)
O pato nada, anda e voa, mas faz tudo mal. Por isso, o cabra desmantelado e otário é chamado de pato. Sou um deles.
“A palavra Deus é, para mim, nada mais do que a expressão e o produto das fraquezas humanas, e a Bíblia uma coleção de lendas honradas, ainda que primitivas, e que de qualquer maneira são bastante infantis. Nenhuma interpretação, por mais sutil que seja, é capaz de (para mim) mudar isso.” – (Albert Einstein -1879-1955)
Sobre o “lava toga suja” de ontem no STF, cito Millôr, genial e definitivo: "Não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, muda de nome”.
Tijolinhos para João Pedro e Toinho de Maracaípe, em Itabaiana.
VERSO DO DIA
Eu vejo mofo verde no meu fraque
e as moscas mortas no conhaque
que herdei dos ancestrais
e as hordas de demônios quando eu durmo
infestando o horror noturno
dos meus sonhos infernais.
Sérgio Sampaio











