FOTO MEMÓRIA – Poeta Ronaldo Cunha Lima recebe
o troféu Zé da Luz em 2004, durante as comemorações do centenário do poeta
matuto itabaianense. A festa foi promovida pela Sociedade Cultural Poeta Zé da
Luz e durou uma semana.
Vinte e dois anos depois estamos comemorando 50
anos da entidade. No caixa, zero recursos. Os projetos que enviamos para os
editais públicos de apoio cultural foram inabilitados pelas instituições.
Mesmo assim estamos tirando leite de pedra e
cachaça de detergente para viabilizar as comemorações do cinquentenário da
Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. Parabéns para nós pela persistência.
Agradecendo à prefeitura de Itabaiana que
adquiriu cem exemplares do meu livro Artistas de Itabaiana, reeditado no
ano do nosso cinquentenário.
Também à Secretaria de Cultura de Pilar, onde
lançamos um folheto da Editora Zé da Luz e começamos os festejos.
Projetamos realizar plenárias em Itabaiana, São
José dos Ramos, Salgado de São Félix, São Miguel de Taipu, Mari, João Pessoa,
Bananeiras, Solânea e outras cidades. Tudo em nome da Sociedade Zé da Luz,
“pela difusão da cultura, por um mundo melhor”.
Um
trabalhador morreu e outro ficou ferido após caírem de telhado de igreja
durante obra, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoas.
As
vítimas foram contratadas pelo dono do prédio para realizar reparos no telhado
após as chuvas. Para os crentes, Deus mandou a chuva e, por algum motivo, matou
o trabalhador.
A
maioria das correntes evita afirmar que Deus “quis” diretamente a morte daquela
pessoa como punição ou castigo.
Explicações
religiosas podem não aliviar a dor imediata. Para muita gente, dizer “foi plano
de Deus” pode soar duro ou injusto, especialmente quando alguém morre
trabalhando.
Por
isso, muitos líderes religiosos preferem falar em compaixão, luto e
responsabilidade coletiva, em vez de afirmar conhecer exatamente a vontade
divina em um caso concreto.
Prefiro
acreditar no acaso. E na precarização do trabalho.
“Esquerda
quer 40 horas semanais, com 8 horas diárias de trabalho sem redução de salário.
Direita quer 52 horas semanais, com mais de 10 horas diárias, mas, só se os
empresários pagarem menos FGTS ou salários. Numa sociedade consciente, bastaria
falar isso para nenhum trabalhador votar na direita.” – (Syd Lourenço)
Deputado
Cabo Gilberto foi o único parlamentar paraibano a votar contra os
trabalhadores.
Talvez
interesse você saber que hoje tem Rádio Barata no Ar, com Fábio Mozart e
grande elenco. Energia de filósofo de calçada: começa falando de política
internacional e termina reclamando da pomba gira mundo e do filme Cavalo Doido.
Às 10 horas na www.radiodiariopb.com.br
Rádio
Barata no Ar, o melhor podcast entre os piores.
Cid
Gadelha garante que as chamadas Big Tech, as grandes plataformas digitais, já
governam o mundo sem precisar de eleição.
Os
algoritmos e seus dados enviesados estão dissolvendo a política e desumanizando
as relações humanas.
No fim,
estamos terceirizando a convivência para um sistema que acha que “conteúdo
relevante” é ver um anão dançando forró seguido de notícia sobre colapso
democrático.
A
política virou um grande campeonato de indignação patrocinado por inteligência
artificial: se você curte a Rádio Barata no Ar, por exemplo, o algoritmo
conclui que você está reclamando do seu prefeito que deixou a cidade entregue
às baratas.
O
Presidente da Fundação Casa de José Américo, jornalista Fernando Moura,
garantiu que o projeto “Como tem Zé na Paraíba” sairá até o final deste ano.
O projeto
consiste na publicação de uma caixa de folhetos de vários autores falando sobre
os “Zé” que se destacaram no mundo das artes e da política na Paraíba.
Meus “Zé”
foram três “zés” de Itabaiana: Zé da Luz, Zé Quarenta e Um e Zé Ispiciá, mestre
do boi de carnaval.
Em 2020,
lancei minha candidatura a vereador, só de gozação. Muita gente me apoiou.
Querendo dar o golpe, pedi ajuda em vaquinha
virtual na Rádio Barata. Não apareceu um só doador. Povo traíra!
Em 21 de maio de 2018, eu participava de um
programa de fuleiragem em mesa de bar na Rádio Zumbi, cujo nome era Multimistura.
Pauta do programa: Tony Show chora nos
braços de Roberto Cavalcanti; Fabiano Gomes se ajoelha nos pés de José Carlos
da Silva Júnior, o popular Canjiquinha. Ele confessa que foi usado por Roberto
Cavalcanti para atacar o cuscuz e pede perdão. Tião Lucena também se retratou e
confessou que comeu a burra Veneza. No Bloco 2 do MULTIMISTURA: https://www.radiotube.org.br/audio-4745YWMNXF2pS
As pessoas não fazem mais música para mudar o
mundo, e sim para mostrar como ele já está uma merda, ganhar dinheiro e atrair
adolescentes babacas.
Pesquisas comprovam: radiação de
celular danifica células vivas, causa câncer. Antena de celular é pior do que
cigarro.
"Quando a luz está acesa, perdemos o
mistério do escuro que abre os olhos para as passagens falsas da vida." -
Não sei quem disse isso. Acho que foi o poeta Maciel Caju.
Uma bala foi tudo o que a polícia norueguesa
disparou em 2025. Assim mesmo para testar a pontaria do soldado.
“Desejo ser um caçote / com os óio desse
tamanho / pra ver aquele magote / de moça tomando banho.” (Zé da Luz)
“Desejo tocar saxotrompa nas suas
trompas” – Um músico depravado.
“No que me concerne, desejo suas carnes, de
conformidade com as regras”. - Um amante burocrático.
“Desejo a intermitência dos meus melhores
pecados e a rotatividade dos meus mais loucos prazeres” – Não sei se eu escrevi
isto ou foi Maciel Caju.
“Desejo, pra que negar? Cerveja por atacado e
tira gosto de um boi na íntegra”. – Biu Penca Preta.
"Até o fim desse ano, desejo saúde para
seu orifício no final do intestino grosso, porque o pior vem aí” – Ameba
Cantada de advogado: “Diante da indiscutibilidade
de nossas carências comuns, peço verificar a conceptibilidade de descansar
minha materialidade em sua cama nesta noite.”
“Um poeta poetando é um menino cagando na brisa
leve das paixões que vêm de dentro”. – (Vavá da Luz)
Tijolinhos benevolentes para meu amigo Hercílio
Delgado, engenheiro agrícola aposentado que dedicou sua vida a cuidar de idosos
abandonados em Mari.
VERSO DO DIA
Eva deu na goela:
Você veio da vagina
e eu não vim de uma costela.
Transubstancial sangria.
Morremos pelo menos
uma vez por dia.
Incomunicação plena.
Entre nós há de se construir
uma ponte de safena.
F. Mozart








