O imortal e sacal Fabinho Mozart aos quarenta anos, datilografando seu discurso para a Academia Brasileira dos Poetas Ruins e Afins. Nos 10 Minutos no Confessionário de ontem, falei sobre essa minha profissão de datilógrafo: https://www.radiodiariopb.com.br/dactilografia-a-peca-10-minutos-no-confessionario-podcast-com-fabio-mozart-episodio-243/
Sacal é o sujeito
entediante e metido a besta fera dos infernos do sétimo livro.
O blogueiro
Tião Lucena lançou minha candidatura para a imortalidade da Academia Paraibana
de Letras. Até pediu votos para Ramalho Leite, Rui Leitão, Hildeberto Barbosa,
Aldo Lopes, Zé Octávio e Tarcísio Pereira.
Agradeço a
gentileza do nobre padrinho, mas eu atualmente prefiro poltrona reclinável de
velho do que cadeira cativa. Minha obra completa cabe num tijolinho e ainda
sobra espaço.
Vou fundar a
Academia da Preguiça Literária. Drummond tinha uma pedra no meio do caminho; eu
tenho preguiça no meio da procrastinação.
Já entrei em quatro academias. Saí de duas por incompatibilidade de gênero, número e degrau, como diria Sonsinho. Na outra, os egos dos ilustres eram maiores do que os talentos. Enfim, as academias são boas, eu é que não presto.
Outra de Tião: “Dorgival
Terceiro Neto foi o prefeito de João Pessoa que mais adotou posições polêmicas.
Fechou o Mercado Central, construiu o Viaduto Terceirão e, não satisfeito,
mandou recolher todos os cães que fossem encontrados ‘fazendo amor’ no centro
da Capital.
Inconformado
com a última medida, o deputado José Lacerda Neto compareceu à tribuna da
Assembleia Legislativa e lavrou o seu protesto: “Senhor Presidente, senhores
deputados, aqui estou nesta tribuna do povo para defender a liberdade sexual
dos cães, que têm os mesmos direitos dos seres humanos no que diz respeito à
fornicação”.
É o
famoso “empata phoda”.
Lula
Ignácio acompanhou o desfile do Galo da Madrugada no sábado (14), no Recife,
uma das maiores manifestações populares do Brasil.
Sérgio
Ricardo, da Rádio Zumbi, furou o cerco da segurança e esteve perto de Lula, que
mandou um abraço para o povo paraibano.
Governador
João Azevedo também estava no palanque. Ao ver Sérgio Ricardo, o governador
disse: “a Paraíba tá exportando cachaceiro pra Pernambuco!”
Amanhã
estes Tijolinhos vão publicar foto inédita com Lula e as manobras secretas de
Sérgio Ricardo no carnaval do Recife. Não perda, como diria Sonsinho.
“Com o perigo iminente da superpopulação, a
própria natureza vai dar ganho de causa à causa dos homossexuais. Nu futuro,
seremos todos gays.” - (Maciel Caju, com a mão na porta do armário)
Na hora da crise, o que se come primeiro, o ovo
ou a galinha?
“Sou apenas um ginecologista amador.” (Ameba, o
conquistador barato)
“Dominar o poder é pior do que ser fuzilado na
guilhotina com uma corda no pescoço.” – General Figueiredo em 1982, dando uma
de Sonsinho.
“É uma pessoa tão humilde que chega a baixar a
umidade relativa do ar”. (Sonsinho)
A Justiça não aceita que você faça sua própria
petição. Exige um advogado. Ou somos todos ignorantes ou o judiciário é um
esquema corporativista excludente. Mais uma imoralidade do sistema.
A igreja é a casa de Deus. Entretanto, é bom botar cadeado porque o Diabo é malandro experiente.
Septuagenário, ainda não venci na vida. E outra coisa me preocupa: mortalidade infantil diminuiu muito, mas os velhos continuam morrendo no mesmo ritmo.
Millôr Fernandes foi censurado na TV Rio em 1962 por ter falado da mulher de Juscelino Kubitschek. “Dona Sara Kubitschek passou seis meses curtindo férias na Europa e quando regressou foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho”, disse Millôr no seu programa “Lições de um ignorante”.
Isso antes da ditadura, imagina quando os milicos tomaram conta desse picadeiro...
“A situação é de tamanha indignidade que até pessoas totalmente indignas já estão indignadas.” – (Do imortal Millôr)
“Há dias não durmo com essa incerteza: o vagalume apaga e acende ou acende e apaga?” – (Sonsinho)
Achei uma moeda de cinco centavos. Nem pra achar dinheiro na rua eu presto.
A água-viva tem um só orifício que funciona como boca e ânus ao mesmo tempo. Tipo determinadas figuras que tenho o desprazer de conhecer.
"Por mim, pode falta água à vontade. Eu prefiro refrigerante". - Sonsinho.
Sou um Mestre Patafísico do besteirol. Inventada por Cortázar, essa palavra, Patafísica, faz alusão à metafísica de bobagens, falar coisas inúteis. (Dicionário)
Eu vou sair no bloco Engolindo sapo porque não pode comer perereca.
No carnaval, você tome muito cuidado, assim feito quem procura penico com os pés, no escuro
Taxa de ocupação das cadeias deve variar entre 300 e 450% durante o carnaval. Já a rede hoteleira fica em 97%.
"Carnaval, fábrica de sonhos, festa demoníaca, desperdício de energias e dinheiro, expressão do modo de viver de nossa gente ou alegria guerreira. Depende do olhar de quem o vive, presencia ou analisa." –(Luciano Siqueira)
Quem for sair no bloco dos que não foram, me chama que eu vou.
Em 1989, Dom Helder Câmara emocionou foliões ao participar do Bloco da Saudade, no Recife. Em 2026, o Galo da Madrugada o homenageia. Lula estava lá.
Ameba recomenda: sexo seguro no carnaval, só queira chamego com coroa. Não tem perigo de engravidação.
Padre Egídio pegou cinco anos de cadeia por ter afanado as joias da Receita Federal.
Bolsonaro foi enquadrado em três crimes no relatório final do inquérito sobre a venda ilegal das joias dos árabes: associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.
Muitos tijolinhos de
confetes para a galera brincante de carnaval, especialmente para nosso amigo
Biu do Vasco, uma lenda do carnaval de Itabaiana.
VERSO DO DIA
Carnaval, festa dos momos
Das rainhas, dos plebeus
Dos pierrôs nos sonhos seus
Dos arlequins que supomos
Das colombinas que somos
Dos blocos, dos caboclinhos
Dos frevos, metais e pinhos
Dos sons dos maracatus
Das caras dos papangus
Dos amores rapidinhos.
Ivan Patriota






