FOTO MEMÓRIA - Praça João XXIII, Jardim Glória, Jaguaribe, onde morei por vinte e cinco anos. Essa foto é de 2010, com o orelhão onde eu ligava a cobrar. Se atendesse, era amizade verdadeira. Se desligasse, era prejuízo emocional.
Nosso plano de telefonia era convencer alguém a aceitar a chamada. Quem viveu isso sabe que o verdadeiro 'aceitar chamada' era um ato de coragem.
Flávio Petrônio, li seu cordel “O
homem que matou a morte”, onde você garante que não se trata de folheto, se bem
que utiliza elementos presentes na estrutura da Literatura de Cordel, como faz
questão de explicar na contracapa.
O livro saiu pelo selo “Latus”, da
Universidade Estadual da Paraíba. Para mim é cordel, porque nas suas dezenas de
estrofes em septilhas, sextilhas ou redondilha maior, estão presentes os
requisitos desse gênero: rima, métrica e oração.
O cordel tem mergulhado desde sempre
no tema da morte, que Ariano Suassuna chamava de “Onça Caetana”. Já nas
Sagradas Escrituras o cordel falava na luta do homem mortal contra a Onça
Caetana: “Cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de
mim; encontrei aperto e tristeza. Então, invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó
Senhor, livra a minha alma da morte eterna!” (Salmo 116: 3-7)
Este salmo é atribuído ao rei Davi, um
dos precursores do cordel, autor da “Peleja de Davi contra o gigante Golias”. O
rei Davi era um homem muito sábio. Ele costumava afirmar que há três coisas na
vida que o homem jamais deve perder: a paciência, a alegria e a própria vida
propriamente dito.
Beto Brito se queixa de que foi ele o
autor do maior cordel do mundo ao dar à luz “Bazófias de um cantador pai
d’égua”. Na verdade, conforme os historiadores, o maior cordel do mundo foi
escrito por um tal Camões sob o título “Os Lusíadas”, que tem cerca de 1.200
caracteres, um pouquinho maior do que as Bazófias de Beto.
Não cheguei a contar o número de
estrofes d”O homem que matou a morte” desse meu conterrâneo Flávio Petrônio,
pernambucano de Itapetim, mas tenho a impressão de que ganha de Beto e do velho
Camões, popularmente conhecido por Lula Caolho.
A primeira
linha do trem da capital João Pessoa, então Parahyba, estendia-se até
Entroncamento, nas proximidades de Sapé. Foi inaugurada em 1881.
Trabalhei
nesta estação até o fim do século vinte, quando foi desativada.
O Museu da
Cidade de João Pessoa deu início ontem à primeira edição do Museu em Movimento,
um evento multicultural que acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de agosto, reunindo
música, literatura, cinema, teatro, artes visuais, oficinas, feira criativa e
atividades voltadas para toda a família.
Minha amiga cordelista Cristine Nobre
declamou ontem seus nobres poemas na abertura do projeto Museu em Movimento.
Hoje, meu confrade Arnaldo Mendes Leite ministra oficina de cordel.
Merlanio Maia, Chico Mulungu e Quelyno
Souza realizam sarau de poesia popular também neste sábado às 11 horas no Museu
da Cidade de João Pessoa. Entrada gratuita.
“Na
Paraíba não existe mais esquerda. Só canhotos, canhestros, covardes, capachos.”
– (Ivaldo Gomes)
Está
rolando nas redes sociais bolsonaristas o boato de que a terra vai perder a
gravidade por sete segundos, que é pra todo mundo se amarrar em algum lugar
para não sair voando.
Será no
dia 12 de agosto. Uma amiga minha já comprou sua corda.
"Sou
um homem Pacífico que às vezes vira Atlântico". - (Ameba, o filósofo de
beira de cais)
Em 2025,
Flávio Bolsonaro destinou 4 milhões em emenda parlamentar para o Vasco da Gama.
Investiga-se resquícios de rachadinha.
Por
enquanto, ninguém tá nem aí pra IA. Você só vai perceber os malefícios da IA
quando sentir na pele, no bolso, na vida.
Casal de
médicos no Recife se separou. O marido descobriu que a esposa tinha câmeras
escondidas no quarto deles para filmar as relações sexuais e vender para uma
plataforma árabe.
Exibicionismo
e ganância. Tem um filme cubano sobre isso. Casal de velhos vendiam fotos
polaroide com cenas íntimas. Era consensual.
O filme:
Candelaria. Com a grande atriz cubana Veronica Lynn e o também imenso ator
Alden Knight, idosos acima de 80. Após o colapso da União Soviética, Cuba
entrou em uma grave crise econômica que ficou conhecida como “Período especial
em tempo de paz”. As pessoas se viravam para sobreviver com pequenas
contravenções.
O encanto do
filme é mostrado nas filmagens do casal. Lances de amor, ternura, conivência e
sexo entre um casal de idosos. Cenas de intimidade surpreendentes e impactantes.
E com notáveis interpretações dos atores protagonistas.
Dona
Bárbara Helena escreveu no Bluesky e eu reproduzo aqui porque não tenho
compromisso com regras sutis de convivência social: “Cagar é tão bom que eu nem
acredito que é de graça!”
O produtor
cultural Sérgio Ricardo já está convalescendo de uma intervenção cirúrgica. A
barata já respira sem aparelhos e se prepara que a nova temporada do inseto vem
aí.
Não subestimem
o poder de um homem obcecado por baratas.
Tentei filmar
a barata para concorrer ao Oscar, mas infelizmente não consegui investidores. O
Vorcaro já estava preso.
Professores
agora já estão autorizados a comer a merenda nas escolas. Fim do contrabando de
coxinha na sala dos professores! A vitória veio e o prato de feijão com arroz
tá liberado.
Espera-se que
o rendimento das aulas suba 200% depois que liberaram o arroz e feijão da tia
da merenda pro corpo docente.
Casa da
Moeda da Argentina mandou imprimir dinheiro na Casa da Moeda do Brasil e deu
calote. Para desviar o assunto, Miley chama Lula de ladrão.
Se você chamar
seu agiota de ladrão, fica sem os dedos da mão.
Segundo
suplente de Veneziano é bolsonarista. PT da Paraíba votará em Veneziano, assim
mesmo. Ivaldo Gomes ficou com nojo.
O Ministério
Público Federal ajuizou uma ação civil pública para retirar a denominação
“Grupamento General Lyra Tavares” do 1º Grupamento de Engenharia do Exército
Brasileiro, sediado em João Pessoa.
A ação
também pede que a Prefeitura da Capital altere os nomes de ruas e avenidas que
homenageiam militares ligados ao regime da Ditadura Militar.
O órgão
sustenta que essas homenagens ultrapassam o impacto sobre as vítimas diretas e
seus familiares, provocando um dano coletivo à memória da sociedade ao
dificultar o reconhecimento das violações de direitos humanos cometidas durante
o regime. (Com o portal PolemicaPB)
Tijolinhos
para o Ministério Público Federal por reconhecer nosso direito à memória e verdade
sobre a barbárie ditatorial.
VERSO DO DIA
Meu celular
está sempre desligado, porque odeio esse aparelho. Só ligo para chamadas de urgência. O poeta Antonio Xexéu pelejou para falar comigo, sem sucesso. Só de
raiva, mandou esta décima:
De que vale um avião
Pra quem tem medo de altura
De que vale a alma pura
Pra quem não quer redenção
De que vale ter irmão
Se ele não lhe socorrer
De que vale saber ler
Quem não tem onde morar
De que vale um celular
Se Fábio não lhe atender.





