Será que sou um imbecil?
10 MINUTOS NO CONFESSIONÁRIO – 260
Hoje,
Cássia completa 50 anos. Metade de um século, um tempo de histórias e zero
sinais de maturidade definitiva. Continue assim, porque funciona muito bem! E
estaremos comemorando o ano todo, porque a Sociedade Zé da Luz também faz festa
pelo cinquentenário.
Nessa Copa desavergonhada, o Peru ficou de fora! – (Este trocadilho fescenino eu devo a Lau Siqueira)
A eleição do Peru foi pau a pau. O meme já vem embutido.
“Arte militar é a única arte que destrói, em vez de criar.” – (Leminski)
Leminski foi um poeta que morreu de tanto viver. Lembra o amigo João de Deus Rafael. Não pela poesia, mas pela jornada de festa absoluta pela vida afora.
Um velho perdido no mundo da modernidade: doido pra ouvir a música de Totonho, mas não sei acessar o Spotify.
A vidente búlgara Baba Vanga previu que os Ets vão baixar durante a Copa do Mundo.
Se acontecer a revelação alienígena, vou sortear uma camisa da Rádio Barata no Ar com a galera do disco voador.
Agora Flávio Bolsonaro ganha! A vice da chapa dele será a nazistinha da florzinha, Júlia Zanatta.
“É como ter, como opção, Satanás para presidente e Belzebu para vice-presidente.” – (Muffs, no Bluesky)
Estados Unidos recebem a seleção do Irã para a Copa e mandam bombardear o país dos visitantes. Não é sensacional?
Torcedores mexicanos vaiaram a entrada da bandeira dos Estados Unidos na abertura da Copa. A da Argentina também foi vaiada.
Se a Copa fosse só no México seria muito melhor.
Fale quem falar, mas a melhor transmissão da Copa é da Rádio Barata no Ar. Confere aí, torcedor: https://www.radiodiariopb.com.br/barata-embarca-clandestina-para-a-copa-e-conta-tudo-sobre-a-selecao-canalhinha-programa-radio-barata-no-ar-edicao-de-no-566/
Aviso da turma que mexe com delivery: na hora do jogo do Brasil não façam pedidos. Eles vão cuspir na sua pizza.
O ex-governador Cláudio Castro foi a uma degustação de uísque em Nova York bancada por Daniel Vorcaro. O evento custou mais de R$ 5 milhões. No dia seguinte, o Rioprevidência derramou R$ 80 milhões no Banco Master.
Se o Vorcaro me chamar pra uma degustação de whisky de cinco milhões, na metade do primeiro copo eu já pedia uma Bavaria. Não me ligo muito em uísque não.
Meu toco com Vorcaro seria apenas de uns dois mil pra ajudar na entera de um carro velho que estou a fim de comprar.
As pessoas me olham com uma cara de desespero quando eu conto que não gosto de café nem de uísque. Sofro preconceito.
O deputado Pastor Sargento Isidório disse que, com o fim da escala 6x1, os trabalhadores poderão ter mais tempo para “fazer seu sexo em paz e com mais tranquilidade”.
Esses crentes neopentecostados só pensam naquilo!
Notícia da Barata Press: Lula chegou a um acordo com o Trump de designar o Flamengo como organização terrorista.
Botafogo Futebol e Regatas foi colocado à venda em anúncio de jornal inglês. Sobrevivi para ver essa infâmia.
Uma das maiores ideias de jerico da raça humana foi a de transformar nossos times em empresas.
Um pensamento maluco que me ocorreu às 3 horas da madrugada: acho que quem dorme demais está roubando o sono da gente que tem insônia.
Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) levou R$ 1 milhão ao assinar acordo com o Itaú.
Na prática, o acordo inviabiliza o acesso dos clientes lesados à devolução do dinheiro.
Banco Central atestou ilegalidade de cobranças do Itaú, mas não adotou qualquer medida para punir o banco.
Banqueiros na cadeia, já!
Quando são presos, não tiram cadeia. Sentenças são anuladas por erros processuais, recursos judiciais se arrastam por anos e decretos de indulto presidencial extinguem as penas.
Daniel Dantas, do Opportunity, teve sua condenação anulada por participação ilegal da Abin nas investigações. Já Salvatore Cacciola e Kátia Rabello, após cumprirem parte da pena, foram beneficiados por indultos assinados, respectivamente, pelas ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer.
Seleção brasileira foi reconhecer o gramado. Alguns até provaram a grama.
Atualizando a frase: Não tem mais bobo no futebol! Só transmitindo futebol.
Deu pra encaixar Copa do Mundo e Rádio Barata. Tudo certinho. Nossa transmissão quase bate com a Globo.
O poeta Glauco Mattoso escuta a Rádio Barata no Ar.
Briga de casal gospel: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, usaria ambas pra manchar sua imagem”.
"Todos os banguelas irão para o céu, porque a Bíblia diz que no inferno haverá ranger de dentes." – (Evangelho segundo Sonsinho)
Biliu de Campina cunhou frase de efeito cruel: “Não sou a favor da pena de morte; sou pela morte sem pena.” No rádio, você já acorda ouvindo o povão rosnar: “Tem que matar, tem que ter pena de morte”.
“Eu não sou esse monstro que eles dizem que eu sou. Eu sou muito pior.” – (De um romance que li, cujo autor esqueci.)
Meu sonho era ser contista. Nunca escrevi um conto que prestasse. Optei por fazer poesia, que é um gênero onde você escreve um monte de besteiras para que um leitor inteligente reinvente e reformule o jogo de palavras.
Meus livrinhos ao alcance de todos no Sebo Cultural: https://lojasebocultural.com.br/?s=fabio+mozart
Onde tem festa de rua patrocinada por prefeitura, tem maracutaia, segundo me disse um empresário de bandas.
Hoje é dia de Santo
Antonio, então remeto os tijolinhos para Dom Antonio Joaquim Alves, o Conde da Boa
Vista, conhecido nas rodas artísticas como Thiago Alves.
VERSO DO DIA
Rupturas e feridas no meu tosco
ego
Tudo isso eu escondo nesse ponto
cego
Sou assim remanescente, salvo por
um triz
Da incógnita certeza do um ponto
X
F. Mozart
Quando o mundo parou durante a pandemia, muita gente procurou formas de escapar da monotonia, da ansiedade e do isolamento. Foi nesse cenário que nasceu o programa Rádio Barata, uma experiência radiofônica que, seis anos depois, alcança a marca de 566 episódios, consolidando-se como um dos projetos mais criativos e longevos da comunicação independente paraibana.
A ideia surgiu da inquietação criativa do escritor,
teatrólogo e radialista Fábio Mozart, que há mais de cinco décadas dedica-se às
artes cênicas e à produção cultural, acumulando também mais de quarenta anos de
atuação no rádio. Foi dele a proposta de criar um programa capaz de misturar
humor, sátira, crítica social e uma boa dose de imaginação.
Mas o Rádio Barata não seria o mesmo sem o trabalho de
produção e edição de Sérgio Ricardo, responsável por transformar os roteiros em
verdadeiras experiências sonoras. Com a utilização de trilhas, efeitos
especiais, ruídos ambientes, sons de torcida, vinhetas e entradas simuladas ao
vivo, o programa cria cenários que fazem o ouvinte esquecer que está diante de
uma gravação.
Em muitos momentos, quem escuta tem a sensação de que os
apresentadores estão realmente em um estádio de futebol, em uma praça pública
ou no centro de algum acontecimento inusitado. É o velho poder do rádio em sua
forma mais pura: a capacidade de fazer a imaginação viajar.
Ao longo dos anos, o programa foi além da conversa entre
apresentadores. Com a participação de um elenco formado por cinco atores e
atrizes, muitos episódios transformaram-se em verdadeiras novelas radiofônicas,
recheadas de personagens, diálogos e situações absurdas que arrancam risadas e
reflexões.
Por trás do humor, no entanto, existe um olhar atento para
a realidade brasileira. Entre uma piada e outra, o programa lança provocações,
comentários sobre a conjuntura política e críticas bem-humoradas à polarização
que marca o país. Tudo isso sem perder a leveza e a irreverência que se
tornaram marcas registradas da atração.
O sucesso da fórmula está justamente na combinação de
talentos. Fábio Mozart cria os universos, personagens e situações. Sérgio
Ricardo dá vida sonora a esses mundos. Juntos, constroem uma narrativa que
mistura rádio, teatro e humor popular.
Em tempos de transmissões padronizadas e conteúdos cada vez
mais parecidos, o Rádio Barata encontrou um caminho próprio. Não disputa espaço
com os grandes veículos reproduzindo o que eles fazem. Faz algo diferente:
transforma o cotidiano em espetáculo, a notícia em sátira e o rádio em
imaginação.
Chegar ao episódio 566 representa mais do que um número
expressivo. Significa manter viva uma tradição radiofônica que aposta na
criatividade, na participação coletiva e na inteligência do público.
E talvez o maior elogio que o programa possa receber seja
justamente aquele que seus ouvintes fazem com frequência: quando a história
começa, os efeitos entram e os personagens ganham voz, eles esquecem que estão
ouvindo uma gravação e passam a acreditar que tudo está acontecendo de verdade.
Essa é a magia do rádio. E a Rádio Barata continua sabendo
como ninguém faze-la acontecer.
Por Sérgio Ricardo Santos/Rádio DiárioPB
RÁDIO BARATA NO AR - 566
Hoje, a partir das 10 horas na Rádio DiarioPB, nova edição da Rádio Barata no Ar. Porque a vida não é somente comer, trabalhar, viver bestamente e dormir, não. A vida também é sorver besteirações supositoriamente sérias. www.radiodiariopb.com.br
“Chegou o Dia dos Namorados e eu solteira por motivos óbvios: ninguém é digno da minha beleza afrodisíaca e atemporal.” - (Madame Preciosa)
"Virei náufrago na ilha do forró em Campina Grande" - (Rui Vieira)
Só 1% dos brasileiros lê poesia. O poeta W. J. Solha escolhe os leitores e manda seu livro para quem realmente lê. É a busca ativa do leitor.
Dez por cento dos brasileiros escreve poesia.
"O povo gosta é de putaria" – (Rui Vieira)
Em 2015, depositaram R$ 30 mil na conta de um parlamentar paraibano, ele não aceitou e devolveu aos cofres públicos. Quem contou o milagre foi Gutemberg Cardoso.
Ainda em 2015, o então deputado federal, Pedro Cunha Lima destinou emendas parlamentares para a reconstrução do teatro da Juteca (Juventude Teatral de Cruz das Armas), localizado em João Pessoa, e que estava abandonado há quase duas décadas.
Ninguém sabe em que ribalta foi parar a grana do teatro.
O teatro atualmente é uma residência. Não restou nem um sinal do antigo teatrinho comunitário. A verba também sumiu.
Facebook, uma espécie de reality show virtual onde as mal amadas invejam as barangas desinibidas, as carentes metem o pau nas jaburus, os politicamente corretos atacam os “panacas reaças”, os tímidos postam fotos estranhas de remotas fantasias e os puxa-sacos puxam, evidentemente, os sacos de seus respectivos.
O que chama a atenção, mesmo, é o festival de hipocrisia em assembleia permanente em defesa da honra, da moral e dos bons costumes.
Na grande rede cibernética, lemos as cartas coletivas de um Brasil galinha caipira que só cisca pra trás.
Somos todos anti-heróis da canalhice, no fundo.
"O problema de ser jornalista é que você sabe que, a não ser um buraco de rua ou a previsão do tempo, quase tudo é contado mentirosamente." – (Xico Sá)
Estatisticamente, as mulheres dirigem melhor do que os homens. E esteticamente também.
Ouvi de um cabra em Itabaiana: "minha cidade tá encruada". Fui ver no Aurélio, encruado: que não cresce, não progride.
Hoje eu ia dar uma voltinha de bicicleta, mas achei melhor evitar. Não posso me contundir em plena Copa do Mundo.
Brecht escreveu: “Pobre do país que precisa de heróis”. O Brasil precisa do Neymar. É de lascar!
Em 1970, vi a Copa pela primeira vez em uma TV. Os gols daquela Copa eu vejo quase todo dia. Faz parte do imaginário de quem gosta do jogo de bola no pé.
Madame Preciosa promete correr nua pelas ruas se o Brasil ganhar a Copa. Torcida canarinha diminuiu muito depois do anúncio.
Dizem que a copa do mundo é como o sexo na vida dos ingleses: acontece de quatro em quatro anos e o resultado nem sempre é satisfatório.
“Quando Lula fala, o mundo se enche de luz”. – (Marilena Chaui, no auge da filosofia chaleirista)
A cantora Joelma passou a cantar música de crente que dá mais dinheiro.
"Professor não deveria fazer greve por aumento de salário. Nós, sociedade, é que tínhamos de fazer essa greve por aumento de salário dos professores. Nós somos os maiores interessados." – (Escritor Pedro Bandeira)
Manoel Gomes, o cantor da caneta azul, será candidato a deputado. E Toinho do Sopão, onde anda?
Por que o título Toca do Leão para meu blog? Sou pernambucano, uma região historicamente combativa e com espírito revolucionário.
Por sua bravura, Pernambuco foi a pedra no sapato da Coroa Portuguesa e de qualquer opressor.
Fizemos a Insurreição Pernambucana de 1645, a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do Equador em 1824 e a Revolução Praieira de 1848.
“O leão, como símbolo de força, bravura e soberania, encaixou-se perfeitamente para descrever uma província que rugia alto contra a tirania.”
“Portanto, quando alguém falar em **Leão do Norte, saiba que o "Norte" é uma herança da geografia antiga, e o "Leão" é o tamanho da coragem de um estado que nunca aceitou baixar a cabeça.” – (Página No Princípio era o Verbo)
Por sinal, hoje é o dia do Papa Leão III.
Esse Papa foi acusado de adultério. Sofreu atentado, tinha muitos inimigos. O Imperador Carlos Magno condenou todos os opositores do papa à morte. No entanto, o próprio Leão III retirou a sentença.
Quando morreu com 66 anos, foi considerado santo.
Matureia é a cidade mais alta da Paraíba, acima de 800 metros de altitude. Preciso visitar Matureia. Lá fica o pico do Jabre, a maior montanha paraibana.
Matureia tem 6 mil habitantes e recebe muitos turistas de aventura. Eu só desejo passear um pouco pelas suas ruas e dormir numa pousada, no frio do lugar.
A origem do nome da cidade deriva de "maturi" (o caju antes de amadurecer), devido à grande quantidade de cajueiros que existiam na região.
Paraíba é meu mundo e eu não conheço nem uma sexta parte dessa nação de cabras da peste.
Tijolinhos para o
paraibano de Monteiro, Totonho, que ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2026 na
categoria Melhor Lançamento de Funk com o disco “Aí Dentu: Funk de Embolada e
Hip Hop do Mato”.
VERSO DO DIA
Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Cacaso
Existem cidades cuja importância se explica por um
acontecimento decisivo. Outras são lembradas pelos monumentos que preservam.
Itabaiana pertence a uma categoria diferente. Sua história não se concentra em
um único episódio nem se resume ao patrimônio construído ao longo dos séculos.
Ela se revela na continuidade de práticas, costumes e referências que
permanecem presentes na vida cotidiana.
Situada no Vale do Paraíba, a cidade foi moldada por
sucessivas gerações de indígenas, missionários, agricultores, comerciantes,
artesãos, artistas e trabalhadores anônimos. As marcas dessa formação podem ser
percebidas nas ruas, nas igrejas, nas festas populares e na maneira como seus
habitantes se relacionam com o lugar onde vivem. Em cada família sobrevive uma
lembrança; em cada geração, histórias que ajudam a compreender a cidade para
além dos registros oficiais.
Em Itabaiana, o passado raramente surge como assunto
distante. Ele aparece numa celebração religiosa, numa fotografia guardada há
décadas, numa narrativa transmitida entre parentes ou numa referência que todos
parecem compreender sem necessidade de explicação. A cidade não vive presa
àquilo que foi, mas também não rompeu os vínculos com suas origens. É justamente
nessa convivência entre permanência e transformação que reside uma de suas
características mais marcantes.
Tudo começa pelo nome.
Poucas cidades brasileiras discutem sua origem com
tanta persistência quanto Itabaiana. A controvérsia entre “Tabaiana” e “Ita-baiana”
ultrapassa a questão linguística e alcança o terreno da interpretação
histórica. Para alguns, o nome guarda a herança dos povos indígenas que
habitaram a região muito antes da colonização. Para outros, sua origem estaria
ligada a uma pedra avermelhada existente às margens do rio Paraíba. Nenhuma das
explicações se impôs de forma definitiva. Ambas continuam circulando,
alimentando uma discussão que atravessa gerações.
Talvez seja justamente essa coexistência de versões
que torne a questão tão reveladora. Em vez de buscar uma resposta única, a
cidade parece acolher diferentes leituras sobre si mesma. Como acontece com
tantas localidades antigas, a memória coletiva preserva não apenas certezas,
mas também dúvidas, interpretações e histórias que resistem ao tempo.
A presença humana organizada na região remonta ao
período colonial, quando os jesuítas estabeleceram a Missão do Pilar, lançando
as bases de um núcleo que ganharia importância crescente ao longo dos séculos.
A criação da comarca, em 1864, consolidou a relevância administrativa e
política da cidade. Mas os documentos e decretos contam apenas uma parte dessa
trajetória. A outra encontra-se dispersa nas tradições familiares, nos arquivos
religiosos, nas narrativas orais e nos costumes que continuam a ser
transmitidos.
Quem percorre Itabaiana percebe rapidamente a força da
religiosidade em sua formação social. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição
não representa apenas um marco arquitetônico; constitui um espaço de encontro e
continuidade. Desde o início do século XX, as celebrações dedicadas à padroeira
reúnem famílias, renovam vínculos e reafirmam práticas que atravessaram
diferentes épocas. Em torno dessas celebrações, a cidade preserva uma dimensão
comunitária que continua a desempenhar papel importante em sua vida cotidiana.
Entretanto, reduzir Itabaiana à sua tradição religiosa
seria ignorar outra faceta de sua história.
No início do século XIX, quando as ideias da Revolução
de 1817 circularam pelo Nordeste, a cidade não permaneceu alheia às transformações
políticas de seu tempo. Embora distante dos principais centros de decisão,
absorveu debates que mobilizavam proprietários, comerciantes, profissionais
liberais e trabalhadores. As discussões sobre autonomia, representação e
participação política deixaram marcas que contribuíram para formar uma
sociedade atenta às mudanças sem abandonar completamente suas referências
tradicionais.
Essa combinação entre permanência e renovação também
ajuda a compreender a expressiva contribuição da cidade para a cultura
brasileira. O cineasta Wladimir de Carvalho levou para as telas histórias que
ajudaram a interpretar o país; Sivuca transformou o acordeon em instrumento de
alcance internacional; Otto Cavalcanti e Abelardo Jurema destacaram-se na vida
intelectual e pública. Tenente Lucena dedicou-se ao estudo e à preservação do
folclore nordestino.
Entre todos esses nomes, porém, poucos se aproximaram
tanto da experiência cotidiana do povo quanto Zé da Luz. Sua poesia nasceu da
oralidade, da conversa comum, do humor, dos afetos e das pequenas observações
da vida diária.
“Se um dia nós se gostasse,
Se um dia nós se queresse,
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse...”
A mesma vitalidade pode ser observada nas
manifestações populares, nos festejos religiosos, nos encontros familiares e
nos costumes que permanecem presentes no cotidiano da cidade.
Há também uma Itabaiana que dificilmente aparece nos
registros históricos. Ela se revela na hospitalidade de seus moradores, na
preservação dos laços familiares, na familiaridade entre vizinhos e na maneira
como antigas referências continuam encontrando espaço em tempos de mudança.
Num período marcado pela rapidez das transformações e
pela tendência à uniformização das paisagens urbanas, Itabaiana segue reconhecível
para aqueles que a conhecem. Não porque tenha permanecido imóvel, mas porque
soube incorporar mudanças sem romper completamente os vínculos com sua própria
formação.
Quando a tarde desce sobre o Vale do Paraíba e o
movimento das ruas diminui, torna-se mais fácil perceber que a importância da
cidade não reside apenas nos fatos que protagonizou ou nas personalidades que
revelou. Ela está também na maneira como diferentes gerações encontraram formas
de conservar referências comuns enquanto construíam novos caminhos.
O visitante deixa a cidade levando consigo mais do que
informações históricas. Leva a percepção de um lugar que atravessou
transformações profundas sem perder inteiramente sua fisionomia cultural.
Talvez por isso Itabaiana permaneça na lembrança de
quem a conhece. Não por prometer grandezas nem por recorrer a gestos de
exaltação, mas pela coerência entre aquilo que foi e aquilo que continua sendo.
Enquanto tantas paisagens se transformam a ponto de se tornarem
irreconhecíveis, Itabaiana continua encontrando maneiras de permanecer ela
mesma. E é nessa continuidade discreta, construída ao longo do tempo por
milhares de vidas anônimas e algumas figuras memoráveis, que reside seu valor mais duradouro.
Palmerí H. de Lucena
Recebi
com satisfação o livro que o estimado escritor Waldemar
José Solha gentilmente me enviou. Agradeço imensamente a generosidade da
lembrança e a oportunidade de desfrutar mais uma obra de um dos mais
importantes nomes da literatura paraibana e brasileira. Minha sincera gratidão,
acompanhada da admiração de sempre.
Esperarei
o momento em que possa absorver cada página com total entrega e atenção que
merece a obra de Solha.
Ascendino Leite viajava com a gentalha. "Atravesso a cidade em ônibus, acabo em Grajaú, no meu anonimato, no meio da mais promíscua das companhias - a gente que usa os coletivos." - (Ascendino Leite em "Sementes no espaço")
Rádio Barata leva a Copa na esportiva e garante sua participação. Pare, olhe e escute amanhã na www.radiodiariopb.com.br
Na reportagem da Barata, Neymar entrou em campo, mas ninguém viu.
As pessoas tendem a ser mais criativas quando estão bêbadas. Meus melhores poemas foram escritos em mesa de bar. Deixei de beber, minha musa inspiradora deu no pé.
Trump lê meus tijolinhos, mas entra num ouvido e sai no outro. Ele tá de olho é em Madame Preciosa e seus terrorismos sexuais.
Cinco
marias no forró: Maria Pata, Maria Peta, Maria Pita, Maria Pota e Maria Xuxa.
Meninas da seleção jogam com garra e os caras
da seleção masculina jogam de salto alto.
Em
2019, um deputado paraibano, de Campina Grande, propõe uma
“Noção de Parabéns” para o Presidente Jair.
“Ele merece essa ‘Noção’, porque vem armando o
povo contra os bandidos, vai liberar acidente de trânsito, vai liberar caça dos
animais florestais, vai acabar com concurso público que só tem vagabundo e vai
acabar com a farra de velho se aposentar na folga, sem trabalhar”.
O deputado sem noção mal desconfiava do que
seja uma Moção de Aplausos.
Damares pretende se
casar e tá aceitando currículo. Ela promete ser uma escrava fiel, conforme pede
a Bíblia, e garante que é mais virgem do que Eva antes de pegar na cobra.
Irmã Damares garante
que será uma esposa retardada e conformada, seguindo os preceitos bíblicos.
Ela defendeu a abstinência sexual, assunto que deve ser discutido nas escolas. Ser donzelo é a moda. Agora, Ameba acha que isso de abstinência sexual não é cem por cento seguro, não é tão eficiente. Na Bíblia mesmo tem o caso de uma moça que engravidou ainda virgem.
Nordestino não cai em depressão. Fica jururu. Ou capiongo.
Galera, Padre Fábio Melo não fez voto de pobreza. Deixem o vigário cobrar 580 mil para cantar pra Jesus!
A profissão mais antiga do mundo é o jornalismo, e não a prostituição. Se bem que, atualmente, as duas andam se confundindo...
Ontem foi o dia do porteiro. Comprou o presente do seu porteiro, madame? Ou vai continuar esbravejando contra a ascensão social dos pobres, com seu racismo/preconceito colado até os ossos?
Hoje é dia da Marinha Brasileira. Marinheiro experiente não reclama do balanço do navio, reclama quando a cama em terra não balança.
Ministério Público da Paraíba quer saber por ordem de quem o cantor Safadão e Efraim Filho estavam fazendo propaganda política antecipada no São João de Campina Grande.
O mesmo Safadão está envolvido em suposto esquema criminoso do deputado Júnior Mano no Ceará.
Safadão, sempre justificando o nome de guerra.
Maria Vergínia, de Maringá, no Paraná, anuncia exposição de cordel de 22 de junho a 3 de julho. Pede-me uma foto, um poema e breve biografia para expor no evento, que será montado no hall da Câmara de Maringá.
Sinto que esse tipo de reconhecimento do meu humilde trabalho restaura um tantinho que seja as endorfinas do meu cérebro.
Enviei para essa exposição um poema cordelesco, “A igreja da poesia”, onde cito Lau Siqueira, Archidy Picado Filho, Humberto Almeida, Sander Lee e outras figuras do mundo da poesia paraibana.
Estou lendo “Uns brasileiros”, de Mário Prata. Fiquei sabendo que D. Pedro I teve dois filhos com duas irmãs, no mesmo ano de 1823. A Marquesa de Santos e sua irmã, Maria Benedita, eram amantes do Imperador.
Também tive notícia de que essa Marquesa de Santos jamais esteve em Santos.
Aos 28 anos, D. Pedro I já era pai de 14 filhos. Se fosse um cidadão comum, a Santa Igreja enviaria esse Imperador para o inferno, onde é mais quente do que a Paraíba.
O livro conta a piada do Papa que ia morrer e só se salvaria se fizesse sexo. Ele concordou, desde que a mulher fosse cega para não ver o Papa nu, e surda, para o caso dele falar alguma besteira duramente o ato.
E outra: o papa queria uma mulher dos seios fartos como Madame Preciosa. Uma fêmea dos peitos grandes era essencial. Para quê, Santo Papa? “Quia unus erit et quiaia placet”.
Tradução: “porque será minha única cópula e eu sempre adorei mulheres dos peitões.”
Mário Prata conta que os escravos, ao chegarem ao Brasil, eram batizados. Os homens passavam a se chamar Francisco e as mulheres Maria. Os de outro navio, podiam ser todos Manoel e as mulheres Ana.
O padre jogava uma aguinha nos pretos que chegavam e dizia: “Eu te batizo Francisco”. A Igreja era sócia no negócio da escravidão.
Amanhã, às 10 horas estarei na Copa e na cozinha, conversando coisas vis com meia dúzia de imbecis. É nós no circo Brasil. Rádio Barata no Ar, na www.radiodiariopb.com.br
Rádio Barata é feito mosca: tem um faro especial pra merda.
A manipulação da Rede Globo no futebol brasileiro iniciada em 1977, deu origem ao documentário "Uma torcida criada pela Globo" de Marizabel Kowalski.
Boa pedida, entre um jogo e outro da Copa.
Tijolinhos
de hoje para o marinheiro Welington Costa, de Cabedelo.
VERSO
DO DIA
Vivemos mil infernos nesta vida:
O astral, emocional... E,
portanto,
Somos adeptos desse desencanto
Da existência vã, desiludida.
Na chuva dos tormentos, sem
guarida,
Nos encharcando de penúria e
pranto,
Sonhando pesadelos, sem no
entanto
Deixar no ocaso a vida que é
vivida.
Quem é da luta torpe e biliosa
Desfaz o choro, vê que é carne e
goza
Sem pudicícia e com
concupiscência.
Posto que a vida é isso, um
momento,
Sem o garimpo do encantamento
Que razão teria a existência?
F. Mozart