FOTO MEMÓRIA - Radialista comunitário Jerry Oliveira,
da Rádio Comunitária Noroeste de Campinas (SP) trocando ideias com Lula em
2000. “Reconhecemos os méritos relativos deste governo em relação aos anteriores,
mas o setor de comunicações parece ter sido entregue de porteira fechada para o
inconstitucional oligopólio da mídia”, afirmou.
Jerry Oliveira lista os primeiros combatentes das rádios livres e comunitárias no Brasil. “Foram esses companheiros e companheiras que saiam
pelo Brasil afora montando rádios e dando voz às comunidades. Foram eles os primeiros formuladores de um programa
político para a democratização da comunicação no Brasil”.
“Estes bravos combatentes peitaram a estrutura mais conservadora da sociedade brasileira que é a ABERT e o monopólio das comunicações no Brasil. Um deles é o grande companheiro Chico Lobo (in memoriam)” – (Jerry Oliveira)
Da Paraíba, ele cita Fábio Mozart, Moreira, Ricardson Dias e Sônia Lima. No Rio Grande do Sul, Clementino Lopes, Luiz Vergara e Domingos. Em São Paulo, Edson Amaral, Camundongo, Mauro Cursino, Elyseo, Antonio Moura e Ricardo Campolim.
No Rio de Janeiro, Tião Santos, Graça e Bira. Na Bahia, Kleber e Jonicael Cedraz. Em Minas, José Guilherme, João Reis, João Luiz de Castro e Waldisnei. Moisés Franz em Mato Grosso. Waldeci Lopes em Goiás. Rogério Vial, no Paraná, Marinor Brito no Pará e tantos outros companheiros e companheiras, atores de uma história que ainda não escrevemos.
“Precisamos juntar esses dinossauros pra cada um contar sua história, juntar seu acervo e mostrar que nosso movimento teve um corte profundo na história da luta popular no Brasil”. – (Jerry Oliveira)
Tenho um livro que narra nossas lutas nessa seara, Democracia no Ar. E um cordel sobre a criação e resistência de uma emissora popular em Mari: “História da Rádio Comunitária Araçá em versos”. À venda no Sebo Cultural: https://lojasebocultural.com.br/?s=f%C3%A1bio+mozart
O mineiro Roberto Emanuel é um dos milhares de brasileiros condenados pelo delito de ouvir e ser ouvido em rádios comunitárias. Cego, negro e condenado pelo ‘Estado oligárquico e autoritário’.
Ele coordenava a única emissora de que se tem conhecimento no planeta operada por portadores de deficiências, ou melhor, portadores de talentos especiais.
Eu citaria meu companheiro Hugo Tavares, do Rio Grande do Norte (in memoriam) como um desses pioneiros e heróis do microfone na mão do povo.
Por falar em locutor, deixo aqui meus pêsames sinceros pelo desaparecimento do radialista Jorge Blau Silva, ocorrido ontem.
Jorge trabalhou na rádio Sanhauá e Rádio Tabajara. Foi meu amigo durante 15 anos. Ele fazia um programa esportivo logo após o meu na Tabajara. Figura muito generosa, amava seu trabalho.
Mais do que um comunicador, Jorge Blau Silva foi um contador de histórias, alguém que soube transformar palavras em emoção. Era companhia diária para milhares de pessoas. Seu trabalho ultrapassou as ondas do rádio, criando vínculos afetivos duradouros com sua audiência e colegas de profissão.
Meu compadre Zé de Nana escrevia em um blog na internet. Deixou de escrever. Por que, Zé? “Criei vergonha na cara”.
Hoje comemora-se um ano de Tijolinhos do Mozart nas páginas da Toca do Leão e DiarioPB. Agradecido ao comunicador Sérgio Ricardo Santos pela acolhida.
E a Vavá da Luz por abrir as portas e permitir que eu fizesse parte do seu blog em tantas citações, em troca tão rica. Que possamos continuar cultivando diálogos inspiradores e fortalecendo essa amizade que se reflete também nas palavras.
“Em um mundo febril, qual é a sua dipirona?” Do espetáculo “Dipirona”, de Vinícius Facó. Foi apresentado ontem, na Casa da Pólvora em João Pessoa, pelo Festival de Teatro de Bayeux, Festby, do Grupo Sonha que Dá.
O Festival de Teatro de Bayeux não programou nenhum espetáculo para Bayeux. Todas as peças estão sendo apresentadas em João Pessoa.
Carlos Bolsonaro alerta que não entrará na campanha
de salto alto em Santa Catarina. No máximo, vai arriscar um batom, um rouge...
mas, sapato alto, não.
“Jornalistas são apenas secretários de babau. Quem dá a pauta é
o mestre mamulengueiro pro povão dançar.” (Bebé de Natércio)
“No
exato momento em que Deus entra na política, as guilhotinas são lubrificadas”.
– (Baruch Spinosa)
"Aquele que sabe mais, crê
menos" - Provérbio italiano.
"Ninguém, ninguém mesmo, ou qualquer assunto pode estar acima da
sátira e da crítica. Uma sociedade verdadeiramente democrática esculhamba tudo,
sem preferência por este ou aquele grupo. O politicamente incorreto é
inteligente e te faz refletir; o ofensivo só te deixa puto e mais nada." - Rowan Atkinson (o Mr. Bean)
Padre engraçadinho e preguiçoso pregou na porta da igreja, na Sexta-feira da Paixão: “Fechado por motivo de morte do filho do patrão".
Você até pode tentar correr. Mas uma bela hora os anos 70 te alcançam.
"Vou fazer 70 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave." - Afonso Romano
A tragédia é que 55% dos estudantes do
Brasil, entre 13 e 17 anos, não sabem raciocinar diante de um texto escrito.
Em Cabedelo o quadro é
claro: infiltração política do crime organizado, corrupção sistemática, enfim,
captura do poder local.
Problemas estruturais: baixa transparência
administrativa, fragilidade dos mecanismos de controle, impunidade e
dependência econômica local de atividades ilegais.
O crime
organizado não está nas comunidades pobres.
Ao limpar
a gaveta, lembrar de rasgar os pedacinhos de papel, jogar no lixo uma partícula
de cocô de barata, alguns pedaços de miolos de cérebro, sinal de vida
coagulada, um riso partido, um santinho, um talo de capim, uma pena de pavão,
uma prece, uma conta a quitar, um chiclete, uns fios de cabelo, uma asa de
inseto não identificado, uma foto do amigo que morreu e um fio de pensamento à
procura de Deus.
Muitas
perdas em pouco tempo. Não estou deprimido, mas não sinto vontade de confraternizar
com ninguém, comemorar coisa nenhuma, festejar ou me divertir. Tou arretado com
a vida, aliás, com a morte.
Tijolinhos saudosos
pela memória de Jorge Blau Silva, cujo legado permanecerá vivo na mente de seus
ouvintes e na história da comunicação da Paraíba.
VERSO DO DIA
Rasgue de mim, doutor, esse tumor
maldito
Corte, recorte, o faça em mil
destroços,
Não vai ser inútil esse meu grito
Na defesa do meu sangue e dos
meus ossos.
Evite, doutor, que o cancro
insaciável
Corroa esse meu corpo ainda forte
E não veja em mim mesmo a
deplorável
Luta insana da vida contra a
morte.
Vavá da Luz









