FOTO MEMÓRIA – Em 2019, Mestra Doci dos Anjos
com meu livro “A voz de Itabaiana e outras vozes”. Doci dos Anjos é griô. O que
significa griô? É a pessoa que guarda a tradição oral de um povo. Ela conta
histórias dos povos de sua etnia e de sua região. Além da vivência afetiva e
cultural, um contador de histórias deve ter carisma. Doci preenche os requisitos.
"Crime organizado é o sistema financeiro.
Bancos escravizam os brasileiros e são responsáveis pela crise." - Senador
Kajuru
Essa coluna feita de tijolos amarelos
decorativos sem reboco é lida em Maceió pelo doutor Joacir Avelino; em Brasília
pelo poeta José Sóter; em Aracaju pelo cordelista Massilon; em São Paulo pela
professora Ana Lúcia; em Pernambuco pela jornalista Raquel Rodrigues; no Rio
Grande do Norte por Duarte Seixas e no Ceará por Socorro Freire.
Trump e o Presidente da China fazendo negócios.
“Até o urubu e a hiena falam em pacto e conciliação enquanto a carcaça dura.” –
(Millôr Fernandes)
Fui contratado para escrever as
biografias desses ilustres filhos de Itabaiana: Lourenço do Jornal, Josa dos
índios, Biu do Vasco, Germano do Bujão, Passo Magro, Juca Pé de Cana, Nivaldo
da Rua da Palha, Bela, Marines da Imperatriz e Foca da oficina da Rua das
Flores.
Sim, e Walter Florencio, meu compadre Munganga que hoje é um rico industrial no Rio de Janeiro.
O mundo tem 6.890.100.000 pessoas. E no meio dessas todas, só uma se chama Biu Penca Preta, primeiro e único, irmão de João Corninho, ex-secretário de Som Contador e amigo de Sonsinho. Isso há de render alguma coisa, mesmo porque a crise está levando as pessoas à insanidade mental.
É a única justificação que encontro para entender minha própria decisão de escrever um livro sobre essa pessoa, com título de “Aventuras de Biu Penca Preta no reino da fuleiragem”. Isso foi no começo deste século.
Acabei de ler "Paulo Pontes, vida e paixão", seleção de Severino Ramos. Uma frase desalentadora desse esperançoso artista: "Pessoas como nós estão à frente da consciência da sociedade. Por isso, pregamos no deserto."
"É muito estéril, cômoda e hipócrita a preocupação do homem de barriga cheia pelos homens de barrigas vazias. Mesmo que esse homem de barriga cheia seja poeta". - Paulo Pontes em 1961, em crônica publicada na União.
Em dezembro deste ano registram-se os 50 anos da morte de Paulo Pontes, o maior dramaturgo paraibano, ao lado de Ariano Suassuna. A Secult tem projeto para marcar esse fato histórico? Ideal seria remontar "A cara do povo do jeito que ela é", de Alarico Correia Neto, sobre a obra dramática de Paulo.
“Fico agradecido e honrado por sua nítida lembrança da minha homenagem teatral ao grande teatrólogo Paulo Pontes.” – (Alarico Correia Neto)
"Como categoria política, o povo brasileiro está fora do palco." - Paulo Pontes em 1976, ano de sua morte.
Há dez anos lancei o livro de poemas “Laranja romã” em parceria com a Prefeitura de João Pessoa através da Funjope. Ainda tenho exemplares.
Eu soube que um cara usou meu livro para seu gato fazer cocô. O ultraje será rigorosamente apurado.
Consta que ele leu duas páginas, encarou o vazio e pensou: “isso aqui tem potencial sanitário animal”.
Langstein de Almeida em 2016: "Se o Supremo Tribunal Federal se escusar de julgar o fundamento jurídico do impeachment, estará criada a possibilidade de impedimento de qualquer presidente que perca sua maioria parlamentar.”
“Essa condição política dará aos deputados, um poder de barganha de tal magnitude que elevará seus custos muito acima do 'toma-la-dá-cá da atualidade." – (Langstein de Almeida)
E assim nasceram as emendas parlamentares.
O filme “O agente secreto” teve orçamento de R$ 28 milhões. Vorcaro ia pagar R$ 128 milhões para o filme de Bolsonaro? Acho que tem boi na linha, como se dizia antigamente.
O cara que faz Bolsonaro no filme fez o papel de Messias em um filme religioso. A ideia é colar a imagem de salvador no velho Bozó.
A prefeitura do Rio deu mais cem milhões para o filme. E eles dizem que não tem dinheiro público na produção.
O filme da facada deve ter muitos efeitos especiais. É o filme mais caro da história do cinema nacional. Tem cara de rachadão.
Com tanta grana assim, é de se esperar uns cinco Oscars.
“Estou e sempre estarei contigo”, disse Flávio Bolsonaro ao banqueiro trambiqueiro (pleonasmo!) Daniel Vorcaro.
Uma teoria maluca de Ameba: por que o azar anda solto hoje em dia? Porque ninguém pode mais bater na madeira três vezes. Só tem móvel de fibra de madeira compensada. A maldição campeia.
Nesse filme de Bolsonaro, eu cobraria um cachê pequeno para o papel. Passar 70% do tempo deitado numa cama de hospital e o resto em casa soluçando e ouvindo vozes na tornozeleira eletrônica é serviço maneiro.
Com 134 milhões eu faria um filme longa metragem sobre a vida de Jacinto Moreno (in memoriam), que fazia filme sem dinheiro algum.
Zema não vota mais em Flávio. Caiado também não. Só restou o Cabo Gilberto.
Roubaram 10 milhões de comida no Hospital Padre Zé, em João Pessoa, do programa “Prato cheiro”. E tem autoridades metidas no meio da falcatrua. Tem salvação?
Em 2019, na minha coluna: “Empresário Roberto
Santiago subverte a piada do anarquista espanhol: “Hay gobierno? Yo compro.”
Rádio Barata no Ar,
baluarte da gozação anarquista na rádio web da Paraíba, completa cinco anos.
“Se for ver direitinho
a vida desse Flávio Bolsonaro, um delegado bom prendia ele duas vezes por dia”.
– Bebé de Natércio
"Tentando eliminar a prova do crime, Adão rebolou a maçã pela janela do Paraíso. Para seu azar, a fruta do pecado caiu na cabeça de Newton que, depois de muito estudá-la, descobriu a força da gravidez, de Eva." – (Microconto de José Bezerra Filho)
Galera dos patriotas
mais confusa do que camaleão quando vê arco-íris.
Tijolinhos para Doci
dos Anjos e Maria dos Anjos Oliveira, duas contadoras de histórias.
VERSO DO DIA
chegue bem chegado
que eu não tou
pra ninguém.
Sua estrada é sua
seu destino é bicho
e eu não tenho nada
a ver com isso
Pedro Osmar








