FOTO MEMÓRIA – O pintor Otto Cavalcanti (in memoriam) com meu livro A voz de Itabaiana e outras vozes.
“A Voz de Itabaiana e outras vozes”, tem sua edição esgotada. Não resta mais nenhum exemplar em circulação. Não há como não sentir uma certa emoção. Tem gente que acha que escrever é um processo único, pessoal, que o sujeito vai produzindo pela vida afora. Poucos escrevem para si.
As
páginas escritas, rasgadas, retocadas, buriladas e finalmente materializadas em
livro são assim feito o diálogo de um super introvertido que finalmente chega
ao seu receptáculo. Saber que meu livro atingiu a meta, toda edição vendida ou
ofertada, não tem preço.
Defesa pede a Moraes para Bolsonaro receber tratamento com estímulos elétricos no crânio. Operação para ativar os dois neurônios.
Ex-ministro Marcelo Queiroga diz que não é "ejaculador precoce" e que não "goza na cueca" ao falar sobre definição de chapa bolsonarista na Paraíba.
Queiroga é componente da família tradicional e conservadora, respeitadora dos bons costumes.
Itabaiana virou sucursal do morro do Alemão. Pânico e morte na guerra
do tráfico.
Em Bayeux,
sessão da Câmara de Vereadores é interrompida após um forte mau cheiro se
espalhar pelo local. Vereador Adriano do Taxi acusou a presidente da Câmara de
falta de ética e de usar mau cheiro como manobra política para interromper os
debates.
Peidões foram
contratados para soltar flatulência no ambiente. Guerra química. Bombardeio de
bufa mal cheirosa. O que é que falta mais acontecer nessas “casas do povo?”
Segundo a
vereadora Eloá Felinto, não se tratou de um acidente orgânico, mas sim de um
ato premeditado: um “atentado olfativo” para silenciar seu pronunciamento. A
explosão gasosa, altamente putrefata, foi tão impactante que alguns
parlamentares cogitaram incluir no regimento interno a “cláusula da ventilação
obrigatória”.
O autor do pum
não foi identificado, e a vereadora Eloá desconfia que seria um agente secreto
da prefeita Taciana Leitão, uma espécie de “homem bomba” de flatulência
terrorista.
Na
Argentina, Milei decreta a volta da escravidão. Flávio Bolsonaro deve ter
anotado a ideia para seu futuro governo.
"Todos temos um dever sagrado: colocar o país acima do exército e da glória militar. É esta a norma que deve prevalecer. A paz é mais nobre do que a guerra." - Marechal Foch. (Citação do livro Rommel - grandes biografias, de Lutz Koch, que acabo de ler.)
"Ninguém sabe onde Deus acaba e recomeça." - Carlos Drummond de Andrade
Para ganhar a carteirinha de idoso, você deve já ter feito as três operações: catarata, próstata e hemorroida. Descubro-me velho e só fiz catarata. Pulei etapas.
Dia desses vi um anúncio de casal evangélico procurando menininhas de 12 anos para “adotar”. Querem que a menina cuide de um bebê, sem direito a nada, a não ser alimentação e escola. Condição análoga à de escravo. Isso porque somos um povo que conviveu com a escravidão por séculos. No inconsciente coletivo, ainda resta o “instinto” de senhor de senzala.
“Só os ateus não são hipócritas com Deus. Só os que não seguem a cruz não roubam Jesus.” - Xico Sá.
Na Difusora Nazaré de Itabaiana, meu amigo locutor Walter Florêncio, com sua voz de barítono, comunicou a morte do Papa. Depois, quando soube que era boato, corrigiu: "Lamentamos informar que, infelizmente, o Papa não morreu".
Inscrição para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil vai aceitar nome social e véu islâmico. E os nudistas, quando poderão ir “à vontade” fazer as provas?
Quando era menino, vi um mamulengo, que se chamava babau, na rua das Flores em Itabaiana. Encantado, eu disse a mim mesmo: um dia eu ainda vou brincar com esses bonecos danados.
Deu-se que o acaso me levou a conhecer e me tornar companheiro de trabalho do mestre que me enfeitiçava com sua marieta, rosinha, joão redondo, boi, cobra, diabo, padre e benedito feitos de pau de mulungu.
Cheguei a brincar na sua tolda, mexi na sua mala de bonecos, toquei pandeiro na sua “orquestra” do babau do Chico do Doce.
Ando meio cheio de quase tudo. Quem disse isso foi meu compadre Humberto de Almeida. Eu também sigo o relator. Não sei bem onde o vento fez a curva, mas fez. As coisas cinzas, as pessoas fazendo curvas perigosas à direita, comandadas por boçais bolsonaros e outras pragas.
Só não peço a conta e me mando porque estou em negociata com o diabo pra ver se rola alguma ideia fantasiosa mais ousada que me tire do rés do chão dessa mesmice fastidiosa.
Aos setenta anos, o sujeito não pode perder os poucos amigos que lhe restam. Corre o risco de morrer sem ter quem lhe pegue na alça do caixão. Por essa razão, estou sendo condescendente com meus poucos camaradas.
“Se você voltar a escrever livros, favor não me dirigir mais a palavra.” - Maciel Caju
A juventude tá perdida e encontrada em cada esquina, a velhice sobrevive bonita e confiante, apesar dos tremores nas mãos e os dentes amarelos. A juventude não vai dominar o mundo antes de acabar com o último velhinho sapeca, inteligente e debochado.
“Jamais compreendereis a terrível simplicidade de minhas palavras” – Mário Quintana.
Palhaço Papada é um palhaço bolsa-família. Ele garante que a maldição de qualquer palhaço é ficar rico. Palhaço rico perde a graça e fica meio canalha, vide Renato Aragão. Aliás, Doutor Renato Aragão, conforme exige ser chamado.
Não sou vagabundo. Vadio é o senhor seu pai. Sou um educador para o ócio. Em contrapartida, só quero que me deixem na rede velha, vivendo quase anônimo e enforcado feito Judas sem culpa.
Digam o que disserem, mas a vida é boa, basta você pintá-la com as cores da imaginação e ir em frente, ou pra trás, depende do embalo dos seus sonhos ou pesadelos.
"Quando os homens deixam de crer em Deus, não significa que não creem em nada: creem em tudo." - Humberto Eco
Tijolinhos
jornalísticos para Frutuoso Chaves, que será homenageado em 7 de março na sua
cidade, Pilar.
VERSO
DO DIA
A madrugada sonâmbula
Desperta de cara inchada
E quando espreguiça os braços
Espalha brechas de luz.
Pelas gretas da janela
Assisto a uma cena bela
Musicada a rouxinol
É uma aurora escanchada
De pele rubra borrada
Parindo gema de sol.
Jessier Quirino






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