O troféu
Violeta Formiga, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, é criação de Sérgio
Ricardo Santos e será entregue a Stela Maris Mariano, Djanira Meneses e Joelma
Lins em 28 de maio na Academia Paraibana de Letras, no Pôr do Sol Literário.
O
evento marca o cinquentenário da Sociedade Zé da Luz. Seu primeiro presidente,
Zenito Oliveira, aos 90 anos promete estar presente.
Piloto de
helicóptero que caiu em Campina Grande não tinha habilitação, afirma polícia. O
piloto era Josevan Rodrigues Ferreira, que vai ser investigado pelo crime de
atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.
O
piloto foi preso por não ter carteira de motorista de aeronave. Caiu na blitz,
literalmente.
O
helicóptero não tinha plano de voo, diferente da libélula que, segundo a
Bíblia, é lembrete da presença de Deus no mundo natural e seu plano.
O bom
piloto de helicóptero nunca se perde. Quando a situação fica confusa, ele só
“paira” e pensa melhor.
Foi
no Dia do Índio, em 19 de abril de 2014, que a cultura popular da Paraíba se vestiu
de luto. Falecia no Hospital Edson Ramalho o mestre Carbureto, da Tribo
Indígena Tupinambá de Mandacaru. Junto com Carbureto se foi uma biblioteca de
conhecimento da cultura popular tradicional.
Quando
eu morrer, se alguém me fizer homenagem produzida em IA, eu volto pra assombrar
esse arrombado!
“Saiba o
que abre e o que fecha no estreito de Ormuz neste feriado” – (Bluesky)
Meus
passos cada vez mais imperfeitos. No entanto, conscientes ainda. Sei onde ir e
porque ir. Não sei se conseguirei chegar.
Sou paraibano, sim senhor! Mas não sou
paraibano da gema; sou da clara...
“É
meio alimento transgênico, mais a Paraíba aceita com orgulho!” – (Zuma Nunes)
Vou
montar uma peça de teatro chamada Dactilografia. Para o elenco, já
convidei meu compadre Normando Reis
que vai fazer o papel de escrivão, “batendo” numa Olivetti ao ritmo do humor,
sarcasmo, poesia, terror diabólico e diálogos de empregadas domésticas. O
descontínuo som das teclas da máquina de escrever evacuando medos e
inconveniências da vida.
Madame
Satã viveu no Carretel, cabaré da Rua Treze de Maio em Itabaiana nos anos 40,
onde levou uma facada na coxa. Um romance que ainda espera para ser
escrito.
Se
continuar assim, daqui a pouco a Inteligência Artificial vai estar conversando
com outra Inteligência Artificial, dispensando os intermediários, como aquele
poeta de cordel que aumentou sua produção em 500%.
Para
mim, ler era mais fascinante do que contar dinheiro. A internet tem me afastado
dos livros tradicionais.
Guimarães
Rosa escreveu uma carta para seu amigo João Cabral de Melo Neto onde todas as
palavras começam com a letra C.
Para
os “patriotas” cabeça de vento, citando Bráulio Tavares: “Pátrias são ficções.
São conceitos úteis, desde que não se transformem em símbolos absolutos”.
Não creio
no anjo da guarda do catolicismo nem nos espíritos mestres do espiritismo, mas
bem que gostaria que esses seres fantásticos viessem sofrer minhas dores e me
deixar dormir.
“Não
existe bem ou mal nas reações nucleares que fazem brilhar as estrelas, nem na
força da gravidade, nem nas aglomerações de matéria que produzem planetas,
cometas, etc. O que existe ali é um cabo-de-guerra permanente entre a
Ordem e a Desordem”. – (Bráulio Tavares)
Quando
estudante, fui apresentado ao professor de Língua Portuguesa. “Prefiro língua
brasileira”, pensei. E abandonei a escola.
Fui
aprender língua brasileira nordestina com os poetas violeiros na feira de
Itabaiana, bebendo cachaça com tira gosto de inhambu-chororó.
O Governo
da Paraíba, na gestão de João Azevêdo, teve 70% de aprovação dos eleitores,
ocupando o sexto lugar no Brasil. Os três primeiros são governadores de
direita: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Jorginho Melo.
Brasileiro
cada vez mais conservador e quase extrema-direita. O filho do velho Bozó vai
ganhar a eleição. Anotem.
“Até aqui
na Paraíba tenho visto paraibano pé rapado que come feijão com rapadura se
anunciando bolsonarista”. – (Tião Lucena)
Tião
Lucena disse que fez exame do coração e descobriu que “tem placas, feito
carro”. Eu também tou emplacado.
Certo
dia, minha comadre Adriana Felizardo escreveu uma carta para a cantora e
compositora paraibana Cátia de França, que achei interessante. Em tempo: Cátia
tem um disco chamado “Itabaiana”, onde ela interpreta canção de sua autoria
falando da minha cidade adotiva. Um primor de poema sobre a terra de Sivuca.
Na carta,
Adriana dizia: “Querida Cátia de França, tenho para mim que comecei a
gostar de sua música muito cedo, não sei ao certo em que tempo. A princípio, a
sua voz diferenciada, sua maneira de interpretar, e depois prestando atenção
nas letras de suas músicas, de uma poesia ríspida, um versejar áspero e
cortante como o vento nas quebradas do sertão no estio”.
“Cátia,
antes da mediocridade da indústria cultural me alcançar, dei fé do seu canto na
Rádio Tabajara. Procurei e achei o disco de vinil em um sebo, gravei, botei no
CD e tá lá no cantinho das preciosidades”.
“Nesta
carta vai meu agradecimento porque você ajudou a construir minha visão estética
em música. Ouvi uma entrevista sua no rádio, tocando violão e cantando,
gargalhando e debochando, sendo você mesma, uma figura alegre e sempre além do
seu tempo”.
“Soube
que você domina a percussão, a flauta, o piano e a sanfona. Com esses
instrumentos e sua visão de poeta, desenhou as ‘vinte palavras em torno do sol’
que chegou a embeber em líquido sonoro os “cristais de sangue”.
“Estou ‘Feliz
demais’ por saber que lerá minha carta, de uma fã desde menina. ‘O bonde’ dessa
toada catiana atrai ‘Quem vai, quem vem’ até no ‘Porto de Cabedelo’, metendo
verso ‘Ensacado’ no porão do navio da poesia paraibana de qualidade”.
“Até
em ‘Itabaiana’ se ouviu seu grito de ‘Kukucaia’ e seus gemidos no ‘Coito das
araras’. ‘Os galos’, como dizia o poeta, não tecem sozinhos uma manhã, pois só
com uma guerreira dessas se pode soltar o grito de resistência. “Sustenta a
pisada”.
Feriado
de 21 de abril, dia de Tiradentes, o dia em que marcaram consulta com o
dentista e ele faltou. Estava ocupando sendo enforcado. Tijolinhos para o poeta
Thiago Alves que também é Joaquim.
VERSO DO
DIA
Não quero viver ao léu
Como cachorro sem dono
Ou solitário colono
De inóspito ilhéu
Mas levo como troféu
Amizade verdadeira
Porque sei que é besteira
Esperar o paraíso
Aqui mesmo é que eu preciso
Da benção do meu irmão
Contida na saudação
Que espiritualizo.
(Fábio Mozart)









