sexta-feira, 29 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA - O radialista de fundo de quintal, descrito assim por Jonas Borba em uma crônica: “Fábio Mozart é aquele tipo de figura que parece ter sido criado numa mesa de bar entre um repentista, um radialista e um cronista de feira livre. Apresentador do irreverente “Rádio Barata no Ar”, ele transforma microfone em arma de sátira popular, misturando humor nordestino, comentários afiados e histórias que parecem mentira, mas em cidade pequena sempre tem uma testemunha jurando que aconteceram.”

“Com seu estilo debochado e voz de quem já animou até enterro, Fábio Mozart conduz o programa como se estivesse pilotando um fusca sem freio descendo a ladeira da cultura popular.”

“Cada comentário vem carregado de ironia, improviso e aquela sabedoria típica de quem conhece tanto os bastidores do rádio quanto as fofocas da esquina.”

“Se existisse prêmio para ‘filósofo do absurdo cotidiano’, ele provavelmente entregaria o troféu para si mesmo ao vivo no programa, e ainda entrevistaria o troféu depois.”

“Esse Fábio Mozart é muito ótimo demais. Melhor do que ele, só dois dele.” – (Tião Lucena)

“A Rádio Barata no Ar vem empoderando fuleiros e pobres diabos e isso é um comportamento que não podemos admitir enquanto sociedade”. – (Maciel Caju)

Hoje tem Rádio Barata no Ar na Rádio DiarioPB, com Fábio Mozart e Sérgio Ricardo. Começa às 10 horas. www.radiodiariopb.com.br

Se salada fosse boa tinha rodízio. Rádio Barata é o programa de besteirol mais ouvido da rádio web do Brasil.

"Barata, porra, te amo, desgraçada!" (Bento Filho)

Bruno Farias disse que não vota em João Azevedo porque acha que ele é um velho a fim de usar o Senado só para descansar da velhice. Pegou mal a fala desse Bruno, desrespeitando os anciãos como este leão idoso.

Não troco duzentos brunos farias por uma Luiza Erundina, no esplendor dos seus quase 90 anos de uma vida dedicada aos seus semelhantes.

A deputada Erika Hilton foi tratada como “futura presidente da República”. O poder de mobilização e a capacidade de argumentar dessa deputada levou à vitória da lei que acaba com a escala 6x1.

CBF informou que Neymar não participou do treino da CBF e foi encaminhado a uma clínica para realização de exames. Escalaram um ex-atleta para a seleção.

A maioria das pessoas do país gostaria de ter dois dias de folga na semana depois de trabalhar cinco. Os deputados bolsonaristas são contra essa “mamata”. Eles trabalham apenas três dias por semana.

"Humilhante é se tornar deputado ensinando na internet depilação intima", disse Erika Hilton. Quem é o deputado depilador?

É o deputado Artur Fernandes, do PL do Ceará, conhecido por fazer tutorial de como depilar o ânus nas redes sociais.  

Todos os deputados da Paraíba votaram a favor do fim da escala 6x1. Ninguém é doido pra votar contra os interesses do povão em véspera de eleição.

Alguns, como o deputado Cabo Gilberto, votaram com grande amargura no coração conservador de alguém que já foi pobre e hoje joga no time dos ricos.

“O PL passou toda a discussão do fim da escala 6x1 espalhando medo, atacando trabalhadores e tentando atrasar a pauta. Defenderam jornadas de até 52h e adiamento de 10 anos. Apesar deles, avançamos e garantimos o fim da 6x1 em 60 dias.” – (Rick Azevedo)

Você aí de Itabaiana, dá uma moral pro autor aqui e compra meu livro “Artistas de Itabaiana”, segunda edição. Meu e-mail: mozartpe@gmail.com

Samara Martins é candidata a Presidenta da República pela Unidade Popular (UP). Ela defende aumento de 100% do salário mínimo e congelamento dos preços dos alimentos.

Alguém já ouviu falar de Samara Martins? Ela é dentista do SUS em Minas Gerais, militante da Frente Negra Revolucionária e também defende a nacionalização do sistema bancário e controle popular do sistema financeiro.

“Aqui quem fala é Gorrion da Rabeca, o rabequeiro que faz cordel na Paraíba, que enquanto toco a tristeza da rabeca, escrevo a legenda rimada do sofrimento.”

“Sou o único artista que consegue desafinar um instrumento e ainda transformar isso em poesia popular. Quando eu chego numa festa, ninguém sabe se dança, chora ou compra um folheto por 5 reais.” – (Gorrion da Rabeca)

A rabeca conta o drama, o cordel explica o drama e o público vira personagem do drama sem perceber.

“Se dois homens estiverem brigando, e a mulher de um deles vier em socorro do seu marido e pegar o inimigo do seu marido pelas partes vergonhosas, cortarás a mão dessa mulher, sem nenhuma compaixão” – Deuteronômio 25:11-12

Tem o cara que vende terreno na lua e o que compra. Sou da segunda espécie.

“O belo atrai o belo, o forte atrai o forte, o rico atrai o rico. Os miseráveis se agridem.” – (Millôr Fernandes)

A paraibana Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, integra a lista das mulheres mais poderosas. Madame Preciosa ocupa uma vaga nessa lista porque ela assume o protagonismo da própria vida e não tem satisfação a dar a ninguém.

A pessoa que lê é um polivivente. Vive muitas vidas.

A Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz ganhou troféu do coletivo Confraria Sol das Letras nesta quinta-feira (ontem). Os sócios Chicco Mello, Sérgio Ricardo, Thiago Alves e Wagner Lins representaram a entidade.

Não pude comparecer porque tava com os joelhos bichados de artrose.

Sociedade Zé da Luz comemora cinquenta anos de fundação.

 Ontem foi o dia do ceramista, Por isso, hoje, mando os tijolinhos feitos na cerâmica do finado Babá de Itabaiana para o mestre Zaia, a mestra Nevinha e dona Biu, que fazia panelas de barro na Rua da Facada. Nem sei se dona Biu ainda vive.

VERSO DO DIA

já não me habita mais nenhuma utopia

animal em extinção,

quero praticar poesia

- a menos culpada de todas as ocupações.

 

Wally Salomão

quinta-feira, 28 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

O poeta Chicco Mello é atração desta quinta-feira (28) na Academia Paraibana de Letras, durante o 113º Pôr do Sol Literário, às 17h30. Juntamente com Thiago Alves e Wagner Lins, ele lançará seu novo livro de poemas e declamará Augusto dos Anjos e Zé da Luz.

Chicco Mello é uma voz viva da cultura do brejo paraibano, daqueles artistas que transformam palavras em sentimento e identidade popular. Sua atuação como poeta, declamador, ator e incentivador cultural fortalece a literatura nordestina e inspira novas gerações em Solânea.

Ele é vice-presidente da Academia Solanense de Letras. Alguém já disse: “Chicco Mello carrega na poesia a alma do sertão, a sensibilidade do povo nordestino e a coragem de manter viva a cultura popular. Sua arte emociona, ensina e dignifica a literatura paraibana.”

“Mulheres não deveriam ser educadas ou ensinadas de nenhum modo. Deveriam, na verdade, serem segregadas, já que são causa de horrendas e involuntárias ereções em santos homens.” – (Santo Agostinho)

O velho Maciel Caju anda precisando de um milagre de Santo Agostinho para ter uma ereção.  

“O comum no ser humano é criar deuses à sua imagem e semelhança. Zeus chega a tomar a forma do marido de Alcmena, que estava na guerra, para fazer as vezes dele na cama dela, sacanagem pela qual nasceu o semideus Hércules.” – (Waldemar José Solha)

Prefeitura de Mogeiro vai gastar quase meio milhão comprando pão. É a manchete do blog de Carlão Melo.

Especialistas em padaria popular já classificam o caso como “o maior investimento em carboidrato per capita da história recente do município”.

Em 2021, o Vereador Nininho do Bode, de Santa Rita, queria criar o Dia do Corno.

A proposta gerou bastante repercussão, mas foi barrada na Comissão de Constituição e Justiça por não ser considerada de interesse público local.

“Estamos falando de uma categoria social invisibilizada há décadas. O corno sofre calado, paga combo, abastece moto e ainda curte foto do casal sem querer”, declarou Nininho durante sessão na Câmara, sob aplausos tímidos e alguns olhares desconfiados.

Proposta previa feriado sentimental, desfile de motos e distribuição gratuita de lenços para enxugar lágrimas.

Encontrei essa notícia e enviei para a redação da Barata Press. Coisa de desocupado.

Recebi e-mail de Eronides Pontes, assinante do jornal A União e leitor da Toca do Leão publicada aos domingos no único jornal impresso na Paraíba.

Eronides disse que gosta muito do estilo de minhas crônicas. Sua região de origem é Pilar. Agradeço a Eronides Pontes, da terra de Frutuoso Chaves e Evanio Teixeira. Tudo gente pedra 90. 

“Tem rádios na Paraíba que se você não depositar dez mil todo mês na conta deles, não rodam seu disco. Esses forrós bundinhas da moda fazem sucesso nessa base”. (Geovane Júnior, forrozeiro)

Doe livros novos ou usados que não tem mais uso, que estão ocupando espaço, ou você ganhou e não gostou. Com certeza esse livro será útil para outra pessoa. Biblioteca Comunitária Arnaud Costa – Projeto Biblioteca Viva.

Iremos pegar em sua casa, ou combinamos uma forma de receber seus livros. Entre em contato conosco pelo e-mail – mozartpe@gmail.com

Disseram que vice não vale nada, porque não tem nenhuma rua com nome de vice. Discordo. Moro na Avenida Vasco da Gama, em Jaguaribe.

Quem lê alguma coisa na república bananeira cínica sindicalista socialista das elites reunidas? Quase ninguém. Mesmo assim, todo dia saem poetas de suas casas com seus originais debaixo do braço para tentar publicar.

Às vezes conseguem. Jogam na internet, fazem cópias para distribuir, poetas vagabundos como eu, poetas crentes como Antonio Costta, poetas estilo “testemunha de Jeová”, daqueles que vendem seus livrinhos de porta em porta, enfim, esses artistas da palavra são abundantes, mas o mistério continua lá: quem lê poesia?

Para escrever poesia, é preciso ler poesia e saber onde se encontra a essência dessa forma de expressão. Muitos confrades não ligam pra isso.

Têm a certeza de que nasceram com esse dom de formar imagens com palavras e danam-se a escrever seus lirismos, suas dores, seus amores e seu orgulho de poeta. Enchem o peito ao ouvirem: “ali vai um poeta”.

No entanto, a espontaneidade do artista da palavra se acaba quando é na hora de distribuir sua obra. Não se vende poesia nas livrarias. A única forma poética engolida com prazer pelo povão é a literatura de cordel, mas isso mesmo saiu de moda há tempos.

Escrevi um livrinho de poemas em 1998 chamado “Pátria armada”. Levei exatos dez anos para desovar os 500 exemplares. Essa arte de linguagem é mesmo ruim de passar adiante.

A poesia, na sua capacidade de dizer o indizível, segue sua rota de colisão com a lógica do mercado e a alienação geral do público.

O suplente de vereador da cidade de João Pessoa, Lucas Caçula, que se apresenta como pré-candidato a deputado estadual, especializou-se em invadir hospitais para filmar e postar nas suas redes sociais.

Em Guarabira, Lucas Caçula entrou na Unidade de Pronto Atendimento nesta terça-feira (25), sendo abordado por funcionários.

Pessoas que invadem hospitais para gravar pacientes, profissionais de saúde ou situações delicadas apenas para ganhar curtidas costumam ultrapassar limites éticos, humanos e até legais.

Hospital não é cenário para “conteúdo”; é um ambiente de cuidado, sofrimento, recuperação e privacidade.

O crédito da notícia é de Jota Alves, redator do Portal 25 Horas e leitor da Toca do Leão.

Notícia da Barata Press: O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, durante a conversa com Trump, ele pediu ao mandatário norte-americano que incluísse as notícias do seu envolvimento com o escândalo financeiro do Banco Master na lista dos Estados Unidos de operações de mídia consideradas terroristas.

Lau Siqueira classifica os adeptos do velho Bozó como “dependentes químicos de detergentes”.

Tijolinhos respeitosos para o intelectual João Trindade que fará hoje homenagem ao poeta Zé da Luz na Academia Paraibana de Letras, às 17h30. Estarei lá.

VERSO DO DIA

No romper das alvorada,
Quando alegre a passarada
Se desmancha em cantoria,
Anunciando ao sertão
A sua ressurreição
No despontar de outro dia!

Nos galho das baraúna
Os magote de graúna
Quando o seu canto desata,
Parece uns vigário véio
Cantando o santo evangéio
Na igreja verde da mata!

Zé da Luz

 

 

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

“A cigana analfabeta leu a mão de Paulo Freire” é um folheto de cordel que estarei lançando brevemente. Parodiando Paulo Leminsk, esse folheto não é estudo definitivo sobre educação libertadora ou algo do tipo. “Não é para ser lido por quem quer chegar ao fim, mas por quem entende e sente que não existe fim nem começo”.

A capa do folheto é de Sérgio Ricardo Santos, parceiro das aventuras culturais.

Uma turma de designe gráfico da Unipê, curso superior em tecnologia, tendo à frente o professor Rodrigo Brandão, está trabalhando em projeto de diagramação. O grupo de literatura de cordel escolheu o autor Fábio Mozart para completar o projeto com o folheto “A cigana analfabeta lendo a mão de Paulo Freire”.

Agradeço a Isabel e demais alunos que, com carinho, dedicação e sensibilidade, diagramaram nosso folheto de cordel. Cada detalhe refletiu criatividade e respeito à cultura popular, dando ainda mais vida aos versos e à tradição nordestina. Nosso muito obrigado pelo belo trabalho realizado!

Parem de fazer capa com essas imagens de IA generativa! Virou padrão e passa a ideia de que o autor é preguiçoso. Ou quer dar um golpe.

Deputado Mario Frias, amigo de Flávio Rachadinha, suspeito de rachadinha e lavagem de dinheiro. Alguma novidade?

“O Uber estava tocando música gospel, eu pedi se podia mudar de rádio pra algo não gospel e ele soltou um “meu irmão, não”. Eu abri a porta com o carro em movimento enquanto dizia “mas eu estou pagando por essa carona…”. A rádio foi desligada imediatamente.” – (Luduvico no Bluesky)

Já passei por esse desconforto.

Bolsominions hoje mais perdidos do que Adão no dia das mães com esse filme onde só tem bandido.

Tenho constatado que ultimamente estou ficando mais velho e pobre.

Blog é coisa que ninguém mais lê. Tanto que as visitas da Toca do Leão se resumem a umas cinquenta pessoas do meu convívio, diariamente. Eu nem ligo! Dito isto, informo que, em uma postagem qualquer dos tijolinhos, recebi mais de mil visitas.

Não sou imbecil. Até poderia ser, mas a concorrência é muito grande nas redes sociais. O que eu falar aqui nestes tijolinhos não tem, na prática, valor nenhum, peso algum, autoridade moral muito menos! Encare essa coluna apenas como uma conversa numa mesa de bar daqueles bem “copo sujo”.

Por falar nisso, aqui no meu bairro tem o Bar do Grude. Lá é assim: o tira-gosto é tão sujo e bom que a cerveja vira acompanhamento.

Quando bebia, fui no Bar do Grude só pra tomar uma. Saí amigo do garçom e dono da espelunca, padrinho do cachorro e devendo oito rodadas.

O relógio do Bar do Grude funciona diferente: 1 hora lá equivale a 5 cervejas.

No bar do Zé, a resenha começava no ‘boa noite’ e terminava no ‘bom dia’.”

Zé do Bar morreu em 2020, o ano que não existiu. Nesse ano também morreu de covid 19 o velho Beto Barbeiro, mais antigo cliente do Bar do Grude.

Mito da criação, conforme Sílvio Carneiro, frequentador do Bar do Grude: “Pagou a conta da luz: e eis que foi o primeiro dia. Pagou a conta da água: e eis que foi o segundo dia. Pagou a conta do fornecedor de ervas aromáticas: e eis que foi o terceiro dia.”

“No quarto dia, pagou a conta do fiado do Bar do Grude. No quinto dia, pagou o peixe e o frango que estava devendo no açougue. No sexto dia, levou o cão para cagar na frente do Bar do Grude e brigou com a ex-mulher, aquela víbora falsa. No sétimo dia resolveu descansar e tomou um porre daqueles no Bar do Grude. No dia seguinte, de ressaca, Ele criou o domingo…”

O Itaú cobrou indevidamente por seguros em cartões de crédito durante 14 anos, segundo o Procon e o Ministério Público de Minas Gerais.

Há dois anos, o Itaú me cobra um empréstimo que jamais contratei. Minha advogada faz o que pode, lutando contra a estrutura corporativa massiva do setor jurídico do banco.

Antes de apagar a vela da vida, talvez eu receba a indenização. Provavelmente não.

O Bolsa Família foi apontado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento como um dos principais responsáveis pelo avanço do Brasil ao maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de sua história.

Em 2024, o país alcançou índice de 0,805, entrando pela primeira vez na faixa de “Muito Alto Desenvolvimento Humano”.

Luciano Huck é contra o programa Bolsa Família, que proporcionou esse avanço social. Ele é a favor de que as filhas dos militares recebam gorda pensão pela vida toda, desde que não casem.

Valdemar do PL disse que Flávio Bolsonaro foi buscar o resto do toco na casa de Daniel Vorcaro. Depois voltou atrás. A sua nova versão é de que Flávio foi visitar Vorcaro para ameaçar com prisão perpétua o banqueiro ladrão, no caso do mister Rachadinha ser eleito.

A conversa era sobre R$ 130 milhões para supostamente fazer um filme que ninguém vai ver sobre um suposto e patético herói de fancaria.

Herói de fancaria é uma expressão popular usada de forma irônica para descrever uma pessoa que se finge ou tenta parecer muito corajosa, nobre ou importante, mas que não passa de uma farsa.

Hoje, quarta-feira (27) na Rádio Comunitária Solânea FM, às 9 horas, mais uma edição do programa Estação Cultura, produção da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz e outras entidades da região.

Nesta edição de maio teremos entrevista com a nossa confreira Maria dos Anjos Oliveira e depoimentos do jornalista Fernando Moura, Presidente da Fundação Casa de José Américo, e a escritora Fabiana Agra, de Nova Floresta.

Ainda comparece ao Estação Cultura de hoje o forrozeiro Antonio da Paz, de Solânea. Na internet: http://play.radios.com.br/25151

Parabéns para Jandira Lucena, aniversariante de hoje. Ela é autora do livro Uma homenagem a Violeta Formiga e outros escritos.

A obra homenageia a poeta paraibana Violeta Formiga, figura importante da cena literária e das discussões sobre emancipação feminina na Paraíba durante os anos 1970 e 1980.

Além da homenagem, o livro reúne poemas, crônicas e memórias ligadas à cidade de Itabaiana e à trajetória cultural da própria autora.

O livro foi publicado pela Editora Universitária da UFPB, dentro da Coleção Humanidades, com prefácio de Fábio Mozart e da professora Neide Medeiros Santos.

Tijolinhos para Jandira Lucena, que participou da fundação da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.

VERSO DO DIA

Se quiseres o corpo que tens,
Não voa tão alto sem asas;
Não és máquina dos trópicos,
Nem pés caminhando em brasas.

Se quiseres a alma que tens,
Zela teu corpo couraça;
Não és brisa voando sem graça,
Vagando à procura do além.

Damião Ramos Cavalcanti

 

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO M0ZART

 

FOTO MEMÓRIA - Fábio Mozart e Marco Di Aurélio, dois telegrafistas de Timbaúba dos Mocós, na zona da mata norte de Pernambuco, nossa “Princesa serrana”. Domingo foi o Dia do Telegrafista.

Nasci em Timbaúba. Atualmente sou paraibano, de papel passado e tudo.

Que Copa do Mundo estranha! Que seleção esquisita! Não se torce mais pelo time. É a galera a favor ou contra Neymar.

"As leis são como as mulheres, foram feitas para serem violadas", disse o professor de Direito Empresarial, Fábio Melo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

No fim, machistas somos nós, nordestinos. Discurso de ódio é comum na maioria das religiões, incluindo a católica.

“O cara estava se referindo ao hímen e não ao estupro. Que imbecilidade!”, reclama um aluno do professor.

Uma frase parecida é atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas: “As Constituições são como as virgens: existem para serem violadas”.

Conheço gente que não contemporiza com adeptos do fascismo. Apoiou qualquer tipo de reacionarismo e suas perversões, eu corto laços sem pensar duas vezes. Pra nunca mais.

Cuscuz com garapa de açúcar e margarina Bem-te-vi. Cardápio de pobre.

Assis Firmino de Mari andou falando bem de mim, que eu era o defensor da cultura. Amigo Firmino, a cultura é quem me defende!

"Prezado Fábio Mozart, primeiramente parabéns pelo seu trabalho em defesa da cultura popular nordestina. Acompanho o programa "Alô comunidade" na rádio Tabajara todos os sábados. Sou artista plástico e atualmente estou desenvolvendo um projeto com desenhos e pinturas com influências das xilogravuras dos folhetos de cordel.” – (Carlos Augusto Gomes Correia)

Nunca havia tomado café. Experimentei em 24 de maio de 2016 na casa do mestre Ivaldo Gomes, para comemorar o dia dessa bebida.  Gostei não!

Pesquisas indicam que o vermelho, tanto para peças femininas quanto para masculinas, é a cor que mais provoca atração. Aposte nela. Mas não use externamente em eventos da extrema direita. Pode sofrer escoriações generalizadas.

“Atenção: quando o seu celular não tocar, sou eu tentando não ligar.” – (Sonsinho)

"A maior arma contra a tristeza é sorrir. Mas, se você for banguela... é melhor ficar triste mesmo." - Ameba, o safado.

Haja o que houver, o Bolsonarinho Rachadinha sustenta os seus 30 e tantos por cento nas pesquisas, o que atesta que boa parte do Brasil é fascista.

Existem vídeos de supostas surubas em Trancoso envolvendo Vorcaro & amigos. Madame Preciosa se apressa em avisar que não estava na festa.

A astróloga Madame Preciosa tem razão: não creio no signo do Zodíaco nem levo a sério o misticismo. Isso é uma característica do meu signo, Escorpião.

O candidato se dizia bonzinho, amestrado, vacinado e dócil. Garantiu que era honesto. Ele mentiu no currículo.

“Sejam racionais, não odeiem a segunda-feira. Odeiem a semana toda, mas não percam a ternura.” – (Ritoca no Bluesky)

Sou novo pai espiritual de um gato branco meladinho. Encardido, digamos assim.

Atenção, pobres (ou remediados): se vocês tivessem chance de sustentar um hábito de gente rica, qual seria? O meu é criar quatro gatos.

Ração está pela hora da morte. Daqui a pouco os gatos vão ter que caçar o próprio almoço.

Comprei um saco de ração e saí da loja sem dignidade financeira. Com esse preço da ração, o pet tá vivendo melhor que o dono.

O cachorro do vizinho só late agora em horário comercial pra economizar energia.

A galera do Intercept Brasil salvou o país. Alguém já parou pra pensar na dimensão disso?

Você é a pimenta do meu vatapá. Não tolero pimenta. Jamais comi vatapá.

Ferreira Gullar escrevia uns poemas que ninguém entendia. Passou a escrever cordel.

O papa Leão XIV divulgou a primeira carta dele aos bispos de todo o mundo e focou em críticas contra inteligência artificial.

O papa Leão me representa. Mesmo porque eu sou da terra do Leão do Norte.

Mas, e sempre tem um porém, eu faço revisão gramatical em IA. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, senhoras e senhores!

Às vezes a Inteligência Artificial se mete: “seu texto está muito elementar e previsível.” Eu respondo: então não leia!

E produzir versos do cordel em IA é o fim da vereda. O cordel tem um valor artístico e humano tão específico que a IA não seria capaz de apreciá-lo ou produzi-lo legitimamente.

Lamento ver folhetos de cordel feitos com IA tentando imitar a estética do cordel sem vivência cultural, sem ritmo verdadeiro, sem domínio da métrica, sem humor, sem chão nordestino.

Aí o resultado pode soar como caricatura industrializada. É a banalização da tradição.

Cuba será o próximo crime do inominável americano da peruca ridícula.

Toda semana um pedófilo sociopata ameaça atacar algum país ocasional por ambição e jamais sofre qualquer tipo de consequência por isso.

Antes que a velhice passe um apagador nos meus neurônios, publicarei minhas memórias que terão o maluco título: “Memórias memoriosas rememoráveis”, a história (quase) definitiva de um memorialista sem memória.

Meu memorialista será Maciel Caju. Eu soube pelo meu espião Ameba que o ignóbil escritor contará algumas façanhas deste grande bardo trovador que, digamos, rebaixa e desonra minha história de vida, conforme seu enviesado conceito.

Meu espírito superior antecipadamente o perdoa, dada sua fraca e irrelevante capacidade moral de julgar com isonomia e legitimidade um sujeito de minha estirpe.

Tijolinhos máximos para meu conterrâneo e contemporâneo Lúcio Flávio Almeida, aniversariante de ontem.

 

VERSO DO DIA  

 

A grande cosmologia
tenta, tenta e não explica
o teor de tudo ser
enfeita e até complica
a razão do seu querer
procurando conhecer
o tudo que multiplica.

Como toda vida é
um conjunto de ilusão
construída ela está
pelo pó em suspensão
e a cada sopro vai
se levanta e depois cai
em nova combinação.

Marco Di Aurélio

 

 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Em 2016 no Espaço Cultural José Lins do Rego, os artistas se encontram. Eu, o videasta Jacinto Moreno (in memoriam), o poeta e compositor Pedro Osmar, o artista plástico Márcio Bizerril e o ator Oriebe Ribeiro.

Pedro escondendo o rosto com um folheto de Bizerril, que ele é tímido e não gosta de publicidade.

“Bispo” que atua em Fortaleza, afirma que a Universal passa por dificuldades em razão da queda vertiginosa de ofertas e dízimos. Informa ainda que diversos horários de cultos foram suspensos por falta de frequência.

Com negócios em expansão, Pastor Pedânio apresentou proposta de compra das igrejas da Universal no Ceará.

Agora, em algum lugar do mundo, tem um gato aplicando massagem na barriga do seu cuidador.

O cuidador chama de carinho. O gato chama de “teste de maciez do colchão”.

O leitor Lourenço Paiva reclama do nosso podcast de humor. “O brasileiro é muito nojento mesmo. Até com coisa séria fazem piada!”

Resposta de Fábio Mozart, vulgo Zé Barata: piada é coisa séria, compadre! É a visão cínica da existência.

O humor é uma arma importante para o avanço de uma sociedade. Quando se trata de política, então, ele passa a ser fundamental.

Tanto é uma ferramenta importante que os políticos morrem de medo dela, e tentam proibi-la.

"O grande isolamento é cercar-se de pessoas que pensam igual a você", leio aqui. Até aceito o contraditório, mas, imbecilidade e boçalidade, não sou obrigado a aturar.

Em 2017, Sandoval Fagundes, artista plástico de João Pessoa, começou a montar o piloto de um programa de rádio que iria ensinar desenho.

Por mais estranho que pareça, pela primeira vez na história do rádio web, iria se desenhar através do som. O programa tinha o título de Rádio Desenharia.  Nunca saiu do papel.

"No fla x flu das torcidas, dizem que os Coxinhas tinham as convicções mas não tinham as provas contra o Lula. Agora, os lulistas dão o troco: no caso de Vorcaro e Flávio Bolsonaro, há as provas e só falta os Coxinhas acharem a convicção..." - (Orlando Lisboa)

Somos um país com ânsia de vômito.

Nesses tempos de modernagens, ninguém escreve mais cartas. “Tudo ficou mais perto para os mais novos e mais longe para os mais velhos”.

"Dê-me um sofá, um cão, um bom livro e uma moça bonita. E aí se você levar o cão para ler o livro em outro lugar, talvez eu tenha uma diversãozinha.” (Grouxo Marx)

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sapé declarou apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena. É um endosso institucional. Resta saber se o sindicato aprovou em assembleia este apoio formal ao pré-candidato.

Espera-se que não ocorra uso de recursos da entidade de forma irregular, coação sobre filiados e confusão entre atividade sindical e atividade partidária.

O prefeito de Sapé, Major Sidnei (Republicanos), anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).  

Uma sociedade que passa a exigir o uso de equipamentos eletrônicos para acessar direitos básicos cria um problema sério de exclusão digital, especialmente para pessoas idosas.

Isso acontece quando serviços essenciais, como aposentadoria, saúde, bancos, transporte, documentos e atendimento público, deixam de funcionar de maneira presencial ou simples, obrigando o cidadão a usar aplicativos, senhas, biometria, QR codes e portais online.

Esse processo costuma ser apresentado como “modernização”, mas pode gerar desigualdade quando não considera as limitações reais de parte da população.

Quando o acesso ao direito depende exclusivamente de lidar com equipamentos digitais, a tecnologia deixa de ser ferramenta e vira barreira.

Hoje, participar da sociedade frequentemente exige conexão digital, mas cidadania não deveria depender da capacidade de operar tecnologia complexa.

Os idosos que não acompanham o ritmo tecnológico passam a ser tratado como “incapazes”, mesmo tendo plena lucidez e experiência de vida.

De minha parte, deixei de ir ao centro de João Pessoa porque não sei pagar o estacionamento na tal Zona Azul através de aplicativo no celular.

Indiciados pela polícia, tubarões da elite se julgam perseguidos, sendo que eles mesmos são quem mais perseguem o pobre, o negro, o LGBTQIA+, a mulher.

Ele incomodado pelo som alto da festa do vizinho, alta madrugada, bateu na porta duas vezes, não foi atendido; chamou a polícia outras duas vezes, também não foi atendido. Foi até à caixa distribuidora de energia do prédio e desligou a chave geral. Desta vez foi atendido…

Faça sua camiseta com estampa de um verso do grande poeta desocupado e liso chamado Fábio Mozart. Camiseta exclusiva, com malha de qualidade, que só você terá e com poema inédito do velho Mozart falando bem e bonito de sua pessoa. Entre em contato para maiores informações – WhatsApp (83) 99960.6717

Meu celular tocou por volta das 3h da madrugada do dia 25 de maio. Todos sabem que esta é a “hora do diabo”. Nenhum telefonema a esta hora traz boa notícia. Era comunicado da morte de um conterrâneo. Eu não fui seu amigo. Não deu tempo.

Pensei que o Dr. Almeida já fosse falecido. Ele e a esposa dona Gilka ainda vivem. Ambos foram meus professores no antigo Colégio Estadual de Itabaiana, nos anos 1970.

Dona Gilka ensinava música. Lembro das aulas de música “como quem ouve uma sinfonia” gostosa do passado, no compasso da mansidão, beleza e charme de nossa mestra dona Gilka.

Havia um velho piano desafinado onde nossa mestra tentava passar as notas musicais primárias. Essa sutil influência deve ter marcado muitos de minha geração.

Sei que ficava fascinado com as aulas de música. A linha do tempo se confundindo com as linhas da pauta onde garatujávamos os acordes.

Se a maior parte do que ouço hoje é ruído, se me perturba a canalhice e pobreza da atual música popular brasileira, essa sensibilidade devo muito às aulas de música que tive no Colégio Estadual de Itabaiana.

Mas procuro entender as mudanças do meu tempo, sem deixar de fazer um paralelo com o pretérito.

Tijolinhos sonoros para minha professora dona Gilka.

VERSO DO DIA  

 

Vi um rápido pensamento

atravessar a ventania

um raio cortou o tempo

que, tão ágil, passaria

pela janela em açoites:

Olhei a fresta e era noite

logo a abri, já era dia...

 

Piedade

 

sábado, 23 de maio de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

Neste sábado (23) o programa “Alô comunidade” divulga entrevista com Fernando Moura, Presidente da Fundação Casa de José Américo. Começa às 11 horas na Rádio Tabajara. (Foto: Sérgio Ricardo) https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/radio-fm

Fernando Moura é biógrafo de Jackson do Pandeiro. Em 1946, Jackson do Pandeiro foi contratado para atuar no regional da Rádio Tabajara. Depois, foi para Recife e de lá para o Rio e a glória.

 

"O melhor folheto sobre Jackson do Pandeiro no seu centenário. Criatividade arretada do mestre Mozart." - (Maciel Caju, elogiando meu cordel em parceria com Sander Brown, após receber propina do autor)

No dia 28 (quinta-feira) o poeta Zé da Luz será lembrado na Academia Paraibana de Letras, em palestra do professor João Trindade.

No evento, o artista visual e poeta Thiago Alves exporá alguns quadros, juntamente com obras do pintor itabaianense Otto Cavalcanti.

Os dois, Thiago e Otto, estão no meu livro Artistas de Itabaiana.

Na ocasião, os poetas Chicco Mello e Wagner Lins lançarão seus novos livros.

José Octávio de Arruda Melo também apresentará seu novo trabalho literário, “A historiografia de Vernhagen aos Rodrigues”. Nélio Torres fará o momento musical.

O programa Alô comunidade foi ao ar em 19 de maio de 2011, com gravação na Rádio Comunitária Diversidade do Jardim Veneza, depois Rádio Zumbi, e aí começamos a transmitir pela rádio Tabajara, formando uma rede de rádios populares em todo o Brasil. Há quinze anos, portanto, o programa “Alô Comunidade”, da Rádio Tabajara da Paraíba, ocupa um espaço importante na comunicação popular paraibana.

Ao longo dessa trajetória, o programa se consolidou como voz das comunidades, abrindo microfone para cultura, cidadania, direitos humanos e os movimentos sociais do estado.

Com linguagem simples e compromisso social, o “Alô Comunidade” aproximou o rádio do povo, valorizando artistas populares, lideranças comunitárias e histórias quase sempre esquecidas pela grande mídia.

As comemorações dos 15 anos do programa coincidem com os 50 anos de fundação da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz em 2022, uma entidade que atualmente assume o compromisso de manter no ar este programa, com parceria da Rádio DiarioPB e essa associação com a Rádio Tabajara, a quem agradecemos pelo apoio nesses quinze anos de transmissão do programa.

Em tempos de tanta desinformação e intolerância, o programa manteve firme sua missão de dialogar com respeito e consciência crítica. São quinze anos de resistência cultural, informação pública e defesa da comunicação democrática.

Mais do que um programa de rádio, o “Alô Comunidade” virou espaço de pertencimento e escuta coletiva. Uma trajetória construída com dedicação, afeto e compromisso com a Paraíba popular.

Nessa data, lembramos dos companheiros Marcos Veloso e Beto Palhano, já falecidos, que estiveram na equipe do programa desde seu início. Eles merecem uma deferência especial.

O município de Areia pode voltar a realizar um dos eventos culturais mais marcantes de sua história. Após cerca de 12 anos sem acontecer, o Festival de Artes de Areia quer renascer.

Nos anos 80, participei desse festival com o Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana, onde levamos a peça “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos. Contracenei com o ator Normando Reis.

O Grupo Fotográfico Paraibando celebra uma década de história com o lançamento da obra "Paraíba, do Litoral ao Sertão". O evento de lançamento ocorrerá no dia 26 de maio de 2026, às 19h, no auditório do Tribunal de Contas da Paraíba, em João Pessoa.

Uber planeja dominar o transporte público e substituir os ônibus. Em algumas cidades já aplicam testes. Só que o subsídio que eles recebem é muito maior que o subsídio de ônibus e a projeção é ir aumentando ano a ano.

A Câmara tá discutindo o marco legal do transporte coletivo. Um deputado do Partido Novo disse que não pode ter transporte público gratuito e de qualidade porque seria uma concorrência ruim pra Uber.

Esse é o partido “Novo é meu ovo”.

Confissão de um blogueiro: “depois da IA, não sei fazer mais nada sozinho.”

Boatos de que Flávio Rachadinha será substituído por Michelle não pegou bem no mundo dos bolsonaristas. Eles preferem votar em um pedaço de merda seca do que em mulher.

“Pra mim não tem nada mais extrema direita do que uma ferramenta criada por big tech à base de plágio que distorce informação, extermina empregos e destrói o meio ambiente, enquanto entrega resultados extremamente medíocres.” – (Quadrinista Fito sobre IA)

“Com dívidas a pagar em função de um empreendimento frustrado, o agitador cultural Flávio Bolsonaro é mais um brasileiro a aderir ao programa Desenrola 134.0, lançado pelo Banco Master. O programa promete sanar dívidas do cidadão de bem que só quer um nome limpo na praça para poder empreender.” – (The Piaui Herald)

Daniel Vorcaro aumentou o sarrafo: em vez de 40 bilhões, promete devolver 60 bilhões da grana que roubou dos aposentados e correntistas do seu banco. A Polícia Federal só olhando pro fundo das calças dele.

Na cidade de Teixeira, já mataram mais de 60 cachorrinhos e gatos de rua nas últimas semanas.

Mais de 60 animais foram envenenados nas últimas semanas em Teixeira, no Sertão da Paraíba, e o caso tem mobilizado protetores, autoridades e órgãos de defesa animal.

Desde abril, o município enfrenta episódios recorrentes de crueldade contra animais, provocando indignação na população, especialmente entre tutores que perderam seus bichos de estimação.

A matança de gatos e cachorros de rua costuma surgir como uma “solução rápida” para problemas urbanos, mas na prática é uma medida cruel, ineficaz e contraproducente.

Além do sofrimento animal, eliminar cães e gatos não resolve as causas do abandono: reprodução descontrolada, falta de políticas públicas, abandono por tutores e ausência de educação sobre guarda responsável.

Experiências em vários países mostram que programas de castração, vacinação, identificação e adoção têm resultados muito mais eficazes no controle populacional e na saúde pública.

Animais de rua são consequência direta da ação humana. Muitos foram abandonados, nasceram sem controle reprodutivo ou vivem em condições criadas pela própria sociedade.

Um gato adulto, de pelo branco, apareceu aqui há duas semanas. Ele nos adotou e hoje dorme feliz na sua caminha, com ração, água e proteção.

Tijolinhos para o poeta Sander Brown, meu parceiro no folheto de Jakson do Pandeiro.


VERSO DO DIA


Nem Nossa Senhora

nem Madre Dolor

prefiro Iemanjá

Rainha de cor

a única deusa

a fazer amor.

 

F. Mozart

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026