Barata embarca clandestina para a Copa e conta tudo sobre a
seleção canalhinha
RÁDIO BARATA NO AR - 566
RÁDIO BARATA NO AR - 566
Hoje, a partir das 10 horas na Rádio DiarioPB, nova edição da Rádio Barata no Ar. Porque a vida não é somente comer, trabalhar, viver bestamente e dormir, não. A vida também é sorver besteirações supositoriamente sérias. www.radiodiariopb.com.br
“Chegou o Dia dos Namorados e eu solteira por motivos óbvios: ninguém é digno da minha beleza afrodisíaca e atemporal.” - (Madame Preciosa)
"Virei náufrago na ilha do forró em Campina Grande" - (Rui Vieira)
Só 1% dos brasileiros lê poesia. O poeta W. J. Solha escolhe os leitores e manda seu livro para quem realmente lê. É a busca ativa do leitor.
Dez por cento dos brasileiros escreve poesia.
"O povo gosta é de putaria" – (Rui Vieira)
Em 2015, depositaram R$ 30 mil na conta de um parlamentar paraibano, ele não aceitou e devolveu aos cofres públicos. Quem contou o milagre foi Gutemberg Cardoso.
Ainda em 2015, o então deputado federal, Pedro Cunha Lima destinou emendas parlamentares para a reconstrução do teatro da Juteca (Juventude Teatral de Cruz das Armas), localizado em João Pessoa, e que estava abandonado há quase duas décadas.
Ninguém sabe em que ribalta foi parar a grana do teatro.
O teatro atualmente é uma residência. Não restou nem um sinal do antigo teatrinho comunitário. A verba também sumiu.
Facebook, uma espécie de reality show virtual onde as mal amadas invejam as barangas desinibidas, as carentes metem o pau nas jaburus, os politicamente corretos atacam os “panacas reaças”, os tímidos postam fotos estranhas de remotas fantasias e os puxa-sacos puxam, evidentemente, os sacos de seus respectivos.
O que chama a atenção, mesmo, é o festival de hipocrisia em assembleia permanente em defesa da honra, da moral e dos bons costumes.
Na grande rede cibernética, lemos as cartas coletivas de um Brasil galinha caipira que só cisca pra trás.
Somos todos anti-heróis da canalhice, no fundo.
"O problema de ser jornalista é que você sabe que, a não ser um buraco de rua ou a previsão do tempo, quase tudo é contado mentirosamente." – (Xico Sá)
Estatisticamente, as mulheres dirigem melhor do que os homens. E esteticamente também.
Ouvi de um cabra em Itabaiana: "minha cidade tá encruada". Fui ver no Aurélio, encruado: que não cresce, não progride.
Hoje eu ia dar uma voltinha de bicicleta, mas achei melhor evitar. Não posso me contundir em plena Copa do Mundo.
Brecht escreveu: “Pobre do país que precisa de heróis”. O Brasil precisa do Neymar. É de lascar!
Em 1970, vi a Copa pela primeira vez em uma TV. Os gols daquela Copa eu vejo quase todo dia. Faz parte do imaginário de quem gosta do jogo de bola no pé.
Madame Preciosa promete correr nua pelas ruas se o Brasil ganhar a Copa. Torcida canarinha diminuiu muito depois do anúncio.
Dizem que a copa do mundo é como o sexo na vida dos ingleses: acontece de quatro em quatro anos e o resultado nem sempre é satisfatório.
“Quando Lula fala, o mundo se enche de luz”. – (Marilena Chaui, no auge da filosofia chaleirista)
A cantora Joelma passou a cantar música de crente que dá mais dinheiro.
"Professor não deveria fazer greve por aumento de salário. Nós, sociedade, é que tínhamos de fazer essa greve por aumento de salário dos professores. Nós somos os maiores interessados." – (Escritor Pedro Bandeira)
Manoel Gomes, o cantor da caneta azul, será candidato a deputado. E Toinho do Sopão, onde anda?
Por que o título Toca do Leão para meu blog? Sou pernambucano, uma região historicamente combativa e com espírito revolucionário.
Por sua bravura, Pernambuco foi a pedra no sapato da Coroa Portuguesa e de qualquer opressor.
Fizemos a Insurreição Pernambucana de 1645, a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do Equador em 1824 e a Revolução Praieira de 1848.
“O leão, como símbolo de força, bravura e soberania, encaixou-se perfeitamente para descrever uma província que rugia alto contra a tirania.”
“Portanto, quando alguém falar em **Leão do Norte, saiba que o "Norte" é uma herança da geografia antiga, e o "Leão" é o tamanho da coragem de um estado que nunca aceitou baixar a cabeça.” – (Página No Princípio era o Verbo)
Por sinal, hoje é o dia do Papa Leão III.
Esse Papa foi acusado de adultério. Sofreu atentado, tinha muitos inimigos. O Imperador Carlos Magno condenou todos os opositores do papa à morte. No entanto, o próprio Leão III retirou a sentença.
Quando morreu com 66 anos, foi considerado santo.
Matureia é a cidade mais alta da Paraíba, acima de 800 metros de altitude. Preciso visitar Matureia. Lá fica o pico do Jabre, a maior montanha paraibana.
Matureia tem 6 mil habitantes e recebe muitos turistas de aventura. Eu só desejo passear um pouco pelas suas ruas e dormir numa pousada, no frio do lugar.
A origem do nome da cidade deriva de "maturi" (o caju antes de amadurecer), devido à grande quantidade de cajueiros que existiam na região.
Paraíba é meu mundo e eu não conheço nem uma sexta parte dessa nação de cabras da peste.
Tijolinhos para o
paraibano de Monteiro, Totonho, que ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2026 na
categoria Melhor Lançamento de Funk com o disco “Aí Dentu: Funk de Embolada e
Hip Hop do Mato”.
VERSO DO DIA
Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Cacaso
Existem cidades cuja importância se explica por um
acontecimento decisivo. Outras são lembradas pelos monumentos que preservam.
Itabaiana pertence a uma categoria diferente. Sua história não se concentra em
um único episódio nem se resume ao patrimônio construído ao longo dos séculos.
Ela se revela na continuidade de práticas, costumes e referências que
permanecem presentes na vida cotidiana.
Situada no Vale do Paraíba, a cidade foi moldada por
sucessivas gerações de indígenas, missionários, agricultores, comerciantes,
artesãos, artistas e trabalhadores anônimos. As marcas dessa formação podem ser
percebidas nas ruas, nas igrejas, nas festas populares e na maneira como seus
habitantes se relacionam com o lugar onde vivem. Em cada família sobrevive uma
lembrança; em cada geração, histórias que ajudam a compreender a cidade para
além dos registros oficiais.
Em Itabaiana, o passado raramente surge como assunto
distante. Ele aparece numa celebração religiosa, numa fotografia guardada há
décadas, numa narrativa transmitida entre parentes ou numa referência que todos
parecem compreender sem necessidade de explicação. A cidade não vive presa
àquilo que foi, mas também não rompeu os vínculos com suas origens. É justamente
nessa convivência entre permanência e transformação que reside uma de suas
características mais marcantes.
Tudo começa pelo nome.
Poucas cidades brasileiras discutem sua origem com
tanta persistência quanto Itabaiana. A controvérsia entre “Tabaiana” e “Ita-baiana”
ultrapassa a questão linguística e alcança o terreno da interpretação
histórica. Para alguns, o nome guarda a herança dos povos indígenas que
habitaram a região muito antes da colonização. Para outros, sua origem estaria
ligada a uma pedra avermelhada existente às margens do rio Paraíba. Nenhuma das
explicações se impôs de forma definitiva. Ambas continuam circulando,
alimentando uma discussão que atravessa gerações.
Talvez seja justamente essa coexistência de versões
que torne a questão tão reveladora. Em vez de buscar uma resposta única, a
cidade parece acolher diferentes leituras sobre si mesma. Como acontece com
tantas localidades antigas, a memória coletiva preserva não apenas certezas,
mas também dúvidas, interpretações e histórias que resistem ao tempo.
A presença humana organizada na região remonta ao
período colonial, quando os jesuítas estabeleceram a Missão do Pilar, lançando
as bases de um núcleo que ganharia importância crescente ao longo dos séculos.
A criação da comarca, em 1864, consolidou a relevância administrativa e
política da cidade. Mas os documentos e decretos contam apenas uma parte dessa
trajetória. A outra encontra-se dispersa nas tradições familiares, nos arquivos
religiosos, nas narrativas orais e nos costumes que continuam a ser
transmitidos.
Quem percorre Itabaiana percebe rapidamente a força da
religiosidade em sua formação social. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição
não representa apenas um marco arquitetônico; constitui um espaço de encontro e
continuidade. Desde o início do século XX, as celebrações dedicadas à padroeira
reúnem famílias, renovam vínculos e reafirmam práticas que atravessaram
diferentes épocas. Em torno dessas celebrações, a cidade preserva uma dimensão
comunitária que continua a desempenhar papel importante em sua vida cotidiana.
Entretanto, reduzir Itabaiana à sua tradição religiosa
seria ignorar outra faceta de sua história.
No início do século XIX, quando as ideias da Revolução
de 1817 circularam pelo Nordeste, a cidade não permaneceu alheia às transformações
políticas de seu tempo. Embora distante dos principais centros de decisão,
absorveu debates que mobilizavam proprietários, comerciantes, profissionais
liberais e trabalhadores. As discussões sobre autonomia, representação e
participação política deixaram marcas que contribuíram para formar uma
sociedade atenta às mudanças sem abandonar completamente suas referências
tradicionais.
Essa combinação entre permanência e renovação também
ajuda a compreender a expressiva contribuição da cidade para a cultura
brasileira. O cineasta Wladimir de Carvalho levou para as telas histórias que
ajudaram a interpretar o país; Sivuca transformou o acordeon em instrumento de
alcance internacional; Otto Cavalcanti e Abelardo Jurema destacaram-se na vida
intelectual e pública. Tenente Lucena dedicou-se ao estudo e à preservação do
folclore nordestino.
Entre todos esses nomes, porém, poucos se aproximaram
tanto da experiência cotidiana do povo quanto Zé da Luz. Sua poesia nasceu da
oralidade, da conversa comum, do humor, dos afetos e das pequenas observações
da vida diária.
“Se um dia nós se gostasse,
Se um dia nós se queresse,
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse...”
A mesma vitalidade pode ser observada nas
manifestações populares, nos festejos religiosos, nos encontros familiares e
nos costumes que permanecem presentes no cotidiano da cidade.
Há também uma Itabaiana que dificilmente aparece nos
registros históricos. Ela se revela na hospitalidade de seus moradores, na
preservação dos laços familiares, na familiaridade entre vizinhos e na maneira
como antigas referências continuam encontrando espaço em tempos de mudança.
Num período marcado pela rapidez das transformações e
pela tendência à uniformização das paisagens urbanas, Itabaiana segue reconhecível
para aqueles que a conhecem. Não porque tenha permanecido imóvel, mas porque
soube incorporar mudanças sem romper completamente os vínculos com sua própria
formação.
Quando a tarde desce sobre o Vale do Paraíba e o
movimento das ruas diminui, torna-se mais fácil perceber que a importância da
cidade não reside apenas nos fatos que protagonizou ou nas personalidades que
revelou. Ela está também na maneira como diferentes gerações encontraram formas
de conservar referências comuns enquanto construíam novos caminhos.
O visitante deixa a cidade levando consigo mais do que
informações históricas. Leva a percepção de um lugar que atravessou
transformações profundas sem perder inteiramente sua fisionomia cultural.
Talvez por isso Itabaiana permaneça na lembrança de
quem a conhece. Não por prometer grandezas nem por recorrer a gestos de
exaltação, mas pela coerência entre aquilo que foi e aquilo que continua sendo.
Enquanto tantas paisagens se transformam a ponto de se tornarem
irreconhecíveis, Itabaiana continua encontrando maneiras de permanecer ela
mesma. E é nessa continuidade discreta, construída ao longo do tempo por
milhares de vidas anônimas e algumas figuras memoráveis, que reside seu valor mais duradouro.
Palmerí H. de Lucena
Recebi
com satisfação o livro que o estimado escritor Waldemar
José Solha gentilmente me enviou. Agradeço imensamente a generosidade da
lembrança e a oportunidade de desfrutar mais uma obra de um dos mais
importantes nomes da literatura paraibana e brasileira. Minha sincera gratidão,
acompanhada da admiração de sempre.
Esperarei
o momento em que possa absorver cada página com total entrega e atenção que
merece a obra de Solha.
Ascendino Leite viajava com a gentalha. "Atravesso a cidade em ônibus, acabo em Grajaú, no meu anonimato, no meio da mais promíscua das companhias - a gente que usa os coletivos." - (Ascendino Leite em "Sementes no espaço")
Rádio Barata leva a Copa na esportiva e garante sua participação. Pare, olhe e escute amanhã na www.radiodiariopb.com.br
Na reportagem da Barata, Neymar entrou em campo, mas ninguém viu.
As pessoas tendem a ser mais criativas quando estão bêbadas. Meus melhores poemas foram escritos em mesa de bar. Deixei de beber, minha musa inspiradora deu no pé.
Trump lê meus tijolinhos, mas entra num ouvido e sai no outro. Ele tá de olho é em Madame Preciosa e seus terrorismos sexuais.
Cinco
marias no forró: Maria Pata, Maria Peta, Maria Pita, Maria Pota e Maria Xuxa.
Meninas da seleção jogam com garra e os caras
da seleção masculina jogam de salto alto.
Em
2019, um deputado paraibano, de Campina Grande, propõe uma
“Noção de Parabéns” para o Presidente Jair.
“Ele merece essa ‘Noção’, porque vem armando o
povo contra os bandidos, vai liberar acidente de trânsito, vai liberar caça dos
animais florestais, vai acabar com concurso público que só tem vagabundo e vai
acabar com a farra de velho se aposentar na folga, sem trabalhar”.
O deputado sem noção mal desconfiava do que
seja uma Moção de Aplausos.
Damares pretende se
casar e tá aceitando currículo. Ela promete ser uma escrava fiel, conforme pede
a Bíblia, e garante que é mais virgem do que Eva antes de pegar na cobra.
Irmã Damares garante
que será uma esposa retardada e conformada, seguindo os preceitos bíblicos.
Ela defendeu a abstinência sexual, assunto que deve ser discutido nas escolas. Ser donzelo é a moda. Agora, Ameba acha que isso de abstinência sexual não é cem por cento seguro, não é tão eficiente. Na Bíblia mesmo tem o caso de uma moça que engravidou ainda virgem.
Nordestino não cai em depressão. Fica jururu. Ou capiongo.
Galera, Padre Fábio Melo não fez voto de pobreza. Deixem o vigário cobrar 580 mil para cantar pra Jesus!
A profissão mais antiga do mundo é o jornalismo, e não a prostituição. Se bem que, atualmente, as duas andam se confundindo...
Ontem foi o dia do porteiro. Comprou o presente do seu porteiro, madame? Ou vai continuar esbravejando contra a ascensão social dos pobres, com seu racismo/preconceito colado até os ossos?
Hoje é dia da Marinha Brasileira. Marinheiro experiente não reclama do balanço do navio, reclama quando a cama em terra não balança.
Ministério Público da Paraíba quer saber por ordem de quem o cantor Safadão e Efraim Filho estavam fazendo propaganda política antecipada no São João de Campina Grande.
O mesmo Safadão está envolvido em suposto esquema criminoso do deputado Júnior Mano no Ceará.
Safadão, sempre justificando o nome de guerra.
Maria Vergínia, de Maringá, no Paraná, anuncia exposição de cordel de 22 de junho a 3 de julho. Pede-me uma foto, um poema e breve biografia para expor no evento, que será montado no hall da Câmara de Maringá.
Sinto que esse tipo de reconhecimento do meu humilde trabalho restaura um tantinho que seja as endorfinas do meu cérebro.
Enviei para essa exposição um poema cordelesco, “A igreja da poesia”, onde cito Lau Siqueira, Archidy Picado Filho, Humberto Almeida, Sander Lee e outras figuras do mundo da poesia paraibana.
Estou lendo “Uns brasileiros”, de Mário Prata. Fiquei sabendo que D. Pedro I teve dois filhos com duas irmãs, no mesmo ano de 1823. A Marquesa de Santos e sua irmã, Maria Benedita, eram amantes do Imperador.
Também tive notícia de que essa Marquesa de Santos jamais esteve em Santos.
Aos 28 anos, D. Pedro I já era pai de 14 filhos. Se fosse um cidadão comum, a Santa Igreja enviaria esse Imperador para o inferno, onde é mais quente do que a Paraíba.
O livro conta a piada do Papa que ia morrer e só se salvaria se fizesse sexo. Ele concordou, desde que a mulher fosse cega para não ver o Papa nu, e surda, para o caso dele falar alguma besteira duramente o ato.
E outra: o papa queria uma mulher dos seios fartos como Madame Preciosa. Uma fêmea dos peitos grandes era essencial. Para quê, Santo Papa? “Quia unus erit et quiaia placet”.
Tradução: “porque será minha única cópula e eu sempre adorei mulheres dos peitões.”
Mário Prata conta que os escravos, ao chegarem ao Brasil, eram batizados. Os homens passavam a se chamar Francisco e as mulheres Maria. Os de outro navio, podiam ser todos Manoel e as mulheres Ana.
O padre jogava uma aguinha nos pretos que chegavam e dizia: “Eu te batizo Francisco”. A Igreja era sócia no negócio da escravidão.
Amanhã, às 10 horas estarei na Copa e na cozinha, conversando coisas vis com meia dúzia de imbecis. É nós no circo Brasil. Rádio Barata no Ar, na www.radiodiariopb.com.br
Rádio Barata é feito mosca: tem um faro especial pra merda.
A manipulação da Rede Globo no futebol brasileiro iniciada em 1977, deu origem ao documentário "Uma torcida criada pela Globo" de Marizabel Kowalski.
Boa pedida, entre um jogo e outro da Copa.
Tijolinhos
de hoje para o marinheiro Welington Costa, de Cabedelo.
VERSO
DO DIA
Vivemos mil infernos nesta vida:
O astral, emocional... E,
portanto,
Somos adeptos desse desencanto
Da existência vã, desiludida.
Na chuva dos tormentos, sem
guarida,
Nos encharcando de penúria e
pranto,
Sonhando pesadelos, sem no
entanto
Deixar no ocaso a vida que é
vivida.
Quem é da luta torpe e biliosa
Desfaz o choro, vê que é carne e
goza
Sem pudicícia e com
concupiscência.
Posto que a vida é isso, um
momento,
Sem o garimpo do encantamento
Que razão teria a existência?
F. Mozart
A jornalista Fabiana Veloso, vice-presidente da
Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, esteve presente na leitura e aprovação de
Moção de Louvor à entidade pelo cinquentenário, aprovada ontem (9) na Câmara
Municipal de João Pessoa, proposta do vereador Marcos Henriques. (Foto: Eudes
Hermano)
O poeta Damião Ramos Cavalcanti ligou para uma breve conversa sobre nossos antigamentes nas cidades de Pilar e Itabaiana, seu universo originário.
O poeta ficou sabendo que
o outro poeta de Pilar, Evanio Teixeira, estava formando a Academia Pilarense
de Letras e teria a maior honra em inscrever Damião na nova entidade, ele que é
imortal da Academia Paraibana de Letras.
Damião ficou mais agradado ao saber que seu amigo Frutuoso Chaves e a diva Zezita Mattos estarão compondo a futura Academia Pilarense de Letras.
Cavalcanti recomendou os nomes de Lenilda Melo, filha do senhor Hélio, que morava perto da cadeia. Atualmente mora em Campina Grande. Falou em Zezita Mattos e Hélida Brito, filha de Zé Augusto de Brito.
Sugeriu ainda como um dos patronos Padre Manoel Gomes, que era amigo de José Lins do Rego, e Domício Pontes, general do Exército, filho de Pilar que mora em João Pessoa.
O amigo Artur Anderson, de Itabaiana, reclamando de fotos alteradas por IA que publico aqui. Ele diz que são “fotos destruídas por IA”.
Eu mereço o carão do leitor.
Dou razão a quem constrange pessoas por uso tosco de inteligência artificial.
"As pessoas deveriam voltar a ter vergonha de ser burras." – De um cara no Bluesky.
Sonhei que o aplicativo do Banco Itaú me avisava: “cuidado, você está sendo vítima de um golpe deste banco.”
Corda não se rompe no lado do mais fraco. Enforca.
“Eu noto que quem é dono apenas de cachorro, quer lutar pra ver quem tem o melhor cachorro do mundo. Quem é dono de gato, além de amar todos os gatos do mundo, luta pra saber quem tem o gato mais filho da puta do mundo.” – (Mano Cat)
Aliomar Helena Tavares Cartaxo é neta-sobrinha da heroína itabaianense Leonilla Almeida. “Sinto-me orgulhosa de ser parente dessa mulher guerreira”, afirma Aliomar em mensagem à Toca do Leão.
Há uns 10 anos, eu juntava documentos e fotografias para escrever livro sobre a vida de Leonilla Almeida.
Em refrega jurídica, o advogado defensor da outra parte que me acusava disse à Juíza que meu blog Toca do Leão “é potencialmente perigoso para o Estado de Direito”.
Achei tão ridículo o exagero do doutor que nem fiquei ofendido. O advogado precisa garantir o seu, a parte contrária precisa de argumentos e a humanidade precisa urgentemente de humor sadio.
Sombrio o mundo da música no Brasil. Tirando os grupos de hip hop, alguns que sobraram sem pensar em fazer sucesso e ganhar muita grana, e os caras nas trincheiras de rádios comunitárias autênticas e raríssimas, nada se ouve.
É um silêncio em estado bruto, abafado pela música ruim e pela TV medíocre. O que resta é ruído.
O coleguinha Sérgio Ricardo, com quem divido ideias, planos e projetos, quase ia às tais vias de fato com dois sujeitos que ousaram falar mal da Rádio Barata no Ar. Acuso esses dois babacas por crime de inveja e preconceito idiota. Se bem que todo preconceito é idiota.
Na linha da acusação, apresento o padre paraibano Daniel Lima.
"Acuso Daniel Lima de, quando ouvia falar em 'socialismo cristão', afirmar com desdém que 'socialismo é socialismo, isto é safadeza de padre'".
"Acuso Daniel Lima de ter-se disfarçado de jornalista e convivido durante um mês, no Rio de Janeiro, no Morro do Esqueleto, com favelados, malandros e bandidos."
"Acuso Daniel Lima de ter varado uma madrugada até o nascer do sol, em companhia de Jommard Muniz de Brito, Wilson Araújo de Souza e outros irreverentes, percorrendo quilométrica discussão sobre filosofia e estética, regadas a bebida alcoólica."
"Acuso Daniel Lima de ser matriz de comportamentos domésticos de péssima instrução para as crianças, como fritar ovo com óleo de peroba e passar bife no ferro de engomar."
Esses relatos são atribuídos a Marcelo Mário de Melo, que diz ter colhido as histórias ao longo dos anos com vários amigos do padre Daniel.
Em 2015, Vladimir Carvalho respondeu a um artigo que escrevi na Toca do Leão sobre o artista Pingolenço. Ele testemunhou o espetáculo do circo de Pingolenço na feira de Itabaiana. Eis o bilhete do mestre:
“Caro amigo Fábio Mozart: Você é o tipo do homem necessário nessa terra que é nossa, do coração. Comovi-me com a sua garimpagem encontrando essa jovem poeta inédita. Que beleza! No seu blog descobri que há esse livro sobre o velho Pingolenço, que conheci no meu tempo de menino, em plena atividade e por quem tenho, além da admiração, uma enorme curiosidade. Como faço para conseguir esse precioso documento? Grande abraço, Vladimir Carvalho - Brasília/DF”
Eu expliquei ao Valdimir que, na verdade, o livro de José Augusto de Brito oferece poucas referências sobre Pingolenço, apesar do título da obra. O que sei dessa personagem foi-me contado por meu pai, jornalista Arnaud Costa, já falecido.
Estou tentando escrever roteiro para um documentário sobre minha terra adotiva e pátria do meu pai, irmãos e filhos. O título provisório: “Itabaiana, terra de bamba”.
Não sei se teremos condições técnicas para inserir trechos de ficção, mas se for possível certamente Pingolenço estará no filme, fazendo graça no meio da rua e fazendo justiça entre os desvalidos.
Meu pai conta que Pingolenço morreu desvalido e humilhado. Foi no tempo da segunda guerra. Com a escassez de combustível, o óleo era muito valorizado. Vendia-se óleo combustível nas ruas de Itabaiana em uma carroça de boi. Pingolenço aparava as sobras que pingavam da torneira para queimar em seu candeeiro e foi por isso desmoralizado pelo dono. Seu coração não suportou o ultraje e parou.
Se conseguir transpor os obstáculos e produzir tal documentário, vou logo adiantando que será dedicado ao Vladimir Carvalho, honra e glória da terra de Zé da Luz e Abelardo Jurema.
No momento estamos em fase de captação de recursos via leis de incentivo à cultura, mas essas fontes estão cada vez mais escassas.
Tijolinhos literários para o
poeta Rafael Vasconcelos, de Pilar.
VERSO DO DIA
Quem não gostou da Barata
Dessa minha gozação
Não sou dono da razão
Nem do chinelo que mata
Tire daqui sua pata
Vá abusar sua tia
A barata é rebeldia
Rainha da confusão
Soque a sua opinião
Muito obrigado e bom dia.
Antonio Xexéu
FOTO MEMÓRIA - Eu e o poeta Evanio Teixeira em desafio onde a viola fala e o talento se esconde. Neste desafio, a viola não desafina; quem desafina é o raciocínio. Quando eu pegava na viola, até as cordas perguntavam o que fizeram de errado.
Já pararam pra pensar nesse incesto muito incestuoso que rolou no Paraíso? Considerando que Eva é um clone trans de Adão, registra-se o primeiro incesto da humanidade.
Comentário de torcedor: o Paquetá joga na seleção melhor do que no Flamengo. Mas, no Flamengo não joga merda nenhuma, então esse "melhor" não é grande coisa.
Não estarei aceitando críticas da galera do Urubu.
Mente vazia, oficina da Rádio Barata. Estou pensando em mandar o repórter da Barata cobrir a Copa do Mundo.
“De todos os esportes que não existem, golfe é um dos que menos existe. Mesmo assim precisa ser eliminado da humanidade.” – (Marcelo Gasparian)
Um conhecido de Ameba levou mordida de cachorro e ganhou 20 dias de atestado. Agora, Ameba vive atazanando o cachorro da vizinha pra tirar uma folga prolongada.
O Brasil ganhou dos Estados Unidos no futebol feminino. A galera bolsonarista odiou o placar.
Atacante da seleção do Iraque é interrogado por sete horas nos Estados Unidos. A FIFA fez que não viu.
Os militares estão querendo isenção do imposto de renda. Daqui a pouco querem casa, comida e roupa lavada de graça. Aliás, isso já têm.
“Tinha muito tempo que eu não acontecia. Algo está acontecendo nos acontecimentos do acontecido.” – (Sonsinho)
“Esquerda quer 40 horas semanais, com 8 horas diárias de trabalho sem redução de salário. Direita quer 52 horas semanais, com mais de 10 horas diárias, mas, só se os empresários pagarem menos FGTS ou salários.”
“Numa sociedade consciente, bastaria falar isso para nenhum trabalhador votar na direita.” – (Syd Lourenço)
É praticamente impossível vencer todas, mas perder todas é perfeitamente plausível. Meu time Mangueira Futebol e Cachaça perdeu todas as partidas do campeonato.
Vencer não é o que importa, filosofei. No placar final, a morte sempre nos vence, mas antes temos que vender caro a derrota. Puxamos, empurramos, socamos, chutamos as canelas e fizemos de tudo para vencer.
Nem todos os campeões chegam em primeiro lugar.
Imagina essa geração que só pensa em empreender, em vencer. Deve ser uma vida tão pequena, mesquinha, diminuta, vazia.
Só a derrota fortalece e dignifica.
“O diabo endoida, o santo esteia e o bonito não é a vitória, mas a luta.” – (Paulo Leminski)
"Desculpa a demora em responder, é que eu estava presa na ânsia de ter e no tédio de ainda não ter conseguido." – (No Bluesky)
Faz 26 anos que saí do mundo do trabalho. Vivo de aposentadoria. Agora trabalho em tempo integral para não fazer nada.
O aposentado é um profissional experiente em descansar sem culpa. Nosso fim de semana dura sete dias.
Uma espiga de milho assado em Campina Grande está sendo comercializada por R$ 20 reais.
Meu psiquiatra me falou que estou vivendo em prol de pesquisas sobre baratas e sendo inútil em todas as outras áreas da minha vida.
Esse hiperfoco me faz entrar em loop de isolamento. Tou com medo. Vou abandonar as baratas.
Depois lembro que as minhas baratas não são reais e meu psiquiatra não existe.
“Os olhos e a voz do Flávio Bolsonaro são tão nojentos e insuportáveis quanto os do pai. Impressionante!” – (Beatriz no Bluesky)
Ivaldo Gomes postou texto criticando o São João de Campina Grande. Já teve mais de 48 mil visualizações.
Marceneiro vai organizar forró pó de serra.
Taí Walter Florencio que não me deixa mentir: Félix Cachaça era melhor do que Neymar.
Este felino de meia idade sofre de artrose, artrite, mal estar, dor no estômago, bucho inchado, pontada no pulmão, sangue grosso, desarranjo nas tripas, ânsia de vômito e tosse seca. Ainda bem que garantiram que não tenho nada, é psicossomático, estou apenas “somatizando”.
O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute e a barata esculhamba.
As pessoas começaram a ter orgulho de ser imbecis em público.
"Se
o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; se
tiver mulher bonita, dê flores." – (Evangelho segundo Pastor Pedânio)
"No fundo, não existe crime organizado. O que existe é Estado desorganizado". – (Fernando Braudel)
Compadre Ameba quase morre de vergonha no banco: foi passar no detector de metais e teve que tirar os pregos da sandália Havaiana.
Verdade seja dita: Ameba não correu esse risco, por absoluta falta de vergonha.
Uma religião que tem um instrumento de tortura como símbolo não pode ser uma coisa sadia.
"O time vai fechado, com os volantes folgados, arrecua os beques, solta a linha de quatro e mete a linha de oito pra riba deles, e se for preciso, manda Toinho Gambá e Fura Fuba peidar na frente do juiz que é pra ele ficar tonto e afrouxar a macaca pra riba de nós”. – (Jason, técnico do meu time Associação Atlética do Canteiro)
Tijolinhos
simpáticos para Horácio Honorato, de Itabaiana, sócio ativo da Sociedade
Cultural Poeta Zé da Luz.
VERSO
DO DIA
Eu
sou caldo da cultura
Ou
da cana na moenda
Que
adoça o fel da senda
Do
viver da criatura.
Comedor
de rapadura
Desde
os tempos de menino,
Sou
filho d’um Severino,
Bravo
herói da força bruta
Que
me passou a batuta,
Regente
do meu destino.
Chico
Mulungu
FOTO MEMÓRIA – Em 2013, Ponto de Cultura
Cantiga de Ninar, da Sociedade Zé da Luz, apoiava a Cavalgada da Integração
João Duré em Itabaiana. Na foto, Orlando Otávio, Marinalva Josefa Dionisio e Fábio
Mozart.
Rádio Barata obtém com exclusividade trecho de
áudio em que Daniel Vorcaro revela a Flávio B. onde o galo canta e o macaco
assobia.
Paulo Leminski garantia que Jesus era árabe.
Judeus e árabes são irmãos. Brigam porque continuam a treta de Caim e Abel.
Problema de ciúme.
Estou lendo a biografia de Paulo Leminski,
autoria de Domingos Pellegrini.
Quem nasce mané, cresce mané, morre mané. No
começo dos anos 80, montei um salão de forró chamado Peba na Pimenta em
Itabaiana. Meu sócio: Geraldo Caranguejo. Ambos bebíamos como motor de Opala. O
negócio fracassou.
Em Mari, abri um bar com Nado Mago, outro
biriteiro de responsa. O bar fechou em poucos meses.
Não sou um sujeito cruel. Não fico feliz com a morte de ninguém, mesmo dos canalhas. Mas acho mais seguro um mundo sem certas criaturas medonhas.
“Festa do Bode Rei: maus tratos e ridicularização do animal.” – (Margareth Lígia Bandeira)
Doutora Margareth, desculpe por eu ridicularizar as baratinhas! Mas elas sabem que é tudo por amor!
O diretor teatral Bento Júnior estreia no dia 10 de junho a peça “Tudo demais é veneno”. Teatro Santa Rosa, em João Pessoa.
Boatos diziam que o ex-governador da Paraíba, João Azevedo, estava se exibindo com um relógio Rolex de R$ 160 mil. Azevedo criticou os adversários e garante que seu relógio é um Dsimple, cujo valor é de apenas R$ 14,73 no Terceirão.
Comprei meu relógio Tornado por cem reais, também no Terceirão.
Ao saber que sua prisão domiciliar será reavaliada, Bolsonaro volta a soluçar.
“Mais um drama em Santa Catarina. Depois do caso da "Pequena Amanda", a mulher de 37 anos que fingia ter 12, o cidadão catarinense se vê agora diante do caso do "Pequeno Flávio", o candidato de 12 anos que finge ter 45.”
“O caso veio à tona
após o Pequeno Flávio encontrar o presidente americano Donald Trump para pedir
que ele destruísse o Brasil.”
"Em primeiro lugar, é preciso elogiar o pai dessa criança, que a fez
acreditar que ela pode ser presidente do Brasil mesmo tendo somente 12 anos de
idade". – (The Piauí Herald)
“O trem sempre foi elemento marcante na paisagem da minha memória. Não
exatamente esses trenzinhos quase de brinquedo, mas os dragões metálicos e
baforentos que faziam o transporte de gado e gente na ferrovia então arrendada
à Great Western Eailway do Brasil.”
“Os trilhos cortavam minha cidade Itabaiana e
assumiam relevo na sociologia local. Em certo ponto, a ferrovia separava os
bairros familiares da chamada Mandchúria, a zona do
meretrício.”
“Assim, quando um jovem era iniciado nas aventuras da Rua do Carretel,
dizia-se que o sujeito atravessou a linha do trem.” – (Do livro
“Vladimir Carvalho – pedras na lua e pelejas no Planalto”, de Carlos Alberto
Mattos)
Os puteiros existem
desde a época da Família Dinossauro e é uma das instituições mais sagradas da
história mundial, assim como a Igreja Católica, a Maçonaria, a Coca-Cola e os
times de futebol.
“Depois que escrevo
poemas sinto que transcendi a mim mesmo, não fui eu, foi alguém que gostaria de
ser eu. Acontece uma coisa esquisita. Eu sou meio besta, doido, acho que com o
tempo ficarei ajuizado." – (Padre Daniel Lima, de Timbaúba, aos 95
anos. In memoriam)
“Meu amigo Fábio, é com
grande alegria e prazer que lhe escrevo estas linhas. Sou um seguidor assíduo
do seu blog. Para mim, é visita obrigatória todos os dias. Você consegue captar
a verdadeira essência dos acontecimentos presentes e passados em seus textos.”
– (Lúcio Andrade, nascido em Campo Grande, Itabaiana, do lado do rio que
vai para Guarita.)
Todo mundo manda em velho e criança.
Eu que sempre tive orgulho de ser ímpar, solista de minha própria vida, um
sujeito avulso, agora preciso me acostumar a ser dependente.
Hierarquicamente
inferior aos micropoderes que o cercam, o velho fora da linha de produção é um
estorvo para o Estado, os parentes e os médicos. Somos presas fáceis das mil
fórmulas gerais de dominação. Só nos resta a expressa obediência.
Com suas glórias e misérias, Itabaiana ainda é um lugar bom de se morar. Desde que o suplicante seja aposentado, sem filhos pra dar educação e trabalho.
Comentário do rapaz do taxi alternativo: “aqui em Itabaiana só tem três opções como meio de vida: dirigir lotação, chaleirar político e viver de migalhas da Prefeitura ou entrar no mercado de trabalho tenebroso dos ilícitos, aí incluso o comércio ilegal de cigarros paraguaios, a prostituição ou falsificação de bebidas.”
De qualquer forma, a nova geração está na rua, sem líderes nem liderados, com medo do desemprego e da falta de perspectivas numa cidade que já foi pujante.
Falta aparecer alguém que pense com seriedade e compromisso o futuro da cidade. E chamar a população a pensar um modelo de desenvolvimento, além das futricas e safadezas da politicagem comum.
Pensando bem, o que outras pessoas pensam de mim não é de minha conta. Além do mais, eu próprio não me levo muito a sério. Ninguém faz isso, por que eu deveria?
Lição de vida: livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito, alegre ou inteligente.
Quando cheguei em Mari, em 1988, fundei a Liga Mariense de Futebol. A sede provisória era na barraca de Joquinha, que não entendia nada de futebol, mas gostava de dar seus pitacos.
Ao saber que futebol se joga com onze, sugeriu que cada time jogasse com quinze. “Seria uma forma de empregar mais gente e combater o desemprego.”
Meu amigo e gente boa Roberto Ribeiro, quando era vereador em Mari nos anos 90, foi abordado na feira por um sujeito mal-educado: “E aí, ainda tem muito ladrão lá na Câmara?”
Ribeiro esclareceu com elegância que havia também vereadores dignos e honestos. “Mas, não se preocupe, você está bem representado na Câmara.”
O eleitor não sabia se era um elogio ou um insulto.
Na Câmara de Mari tem sete mulheres e quatro homens. A prefeita é uma
mulher.
Embora representem mais da metade do eleitorado brasileiro (cerca de 52%), as mulheres enfrentam uma forte sub-representação na política.
Tijolinhos para Manoel Pedro e Simone Santos, radialistas de Mari.
VERSO DO DIA
Carrego
200 litros de vinagre,
Dói-me o
dorso cerebral.
A
indiferença é o milagre
De uma
sonata universal.
E a essa
hora, quando a flecha beija o arco,
Quando o
crepúsculo me acalma,
Sinto a
brisa do Pau D’arco
Pentear as
tranças da minha’lma.
Jairo
Cezar