Reparem como um idoso
vestindo a camisa da Rádio Barata no Ar fica espantosamente
bem-apessoado, atraente e elegante!
Hoje tem Rádio Barata no Ar. Produção, direção,
locução, apresentação, badalação, enganação, especulação e esculhambação de
Fábio Mozart às suas ordens. Técnica de som de Sérgio Ricardo Santos, com Stela
Maris Mariano, Edson Barlavento, Bento Júnior e Benedita Araújo.
Na faixa etária de 10 horas da manhã, a Barata vai sextar e vai mandar ver na fé do pé de mandacaru que não dá sombra nem encosto. Se liga, mano véi! Na Rádio DiarioPB www.radiodiariopb.com.br
“A palavra “Barata”, no título, carrega intencionalmente um sentido metafórico: aquilo que circula, resiste, ocupa espaços e sobrevive aos tempos. Assim como o rádio, que se reinventa e continua presente, mesmo diante das transformações tecnológicas.” – (Sérgio Ricardo, gerente da Barata)
Em João Pessoa, no busto de Tamandaré, o público está sendo convidado para ver homens fazendo careta pra outros homens. É a encarada dos lutadores de luta livre que chamam de MMA.
“A iniciativa busca aproximar o público dos
competidores e aquecer o clima para as disputas que integram a programação do
evento na capital paraibana”, diz o anúncio.
A encarada reúne os lutadores frente a frente
antes das lutas, “em um dos momentos mais aguardados do MMA, marcado por clima
de rivalidade e expectativa entre atletas e torcedores”.
O ingresso pra ver os lutadores brigando custa
R$ 130. A encarada é de graça.
Faz tempo que não tomava conhecimento de um
espetáculo tão idiota. Faz parte do show de uma modalidade que não é esporte
pela lei brasileira.
“Eu não sei onde esse mundo vai parar. Comprei
passagem só de ida, tanto faz!” (Ameba, o passageiro da agonia)
Lí não sei onde: “Idoso é um jovem que deu
certo”.
"No Brasil, a
política se resume em não deixar a onça com fome, nem o cabrito morrer."
(Stanislaw Ponte Preta)
“Até as crianças no berço devem ser esmagadas, como um sapo venenoso. Estamos vivendo numa época de ferro, durante a qual é necessário varrer com vassoura de ferro”. - Heinrich Himmler, Chefe da SS Nazista e braço direito de Hitler.
“E assim, Josué desfez a Amaleque e a seu povo a fio de espada, matando homens, crianças, mulheres e velhos como ordenou o Senhor”. – Bíblia dos cristãos.
Procuro dois primos
conterrâneos meus, de Timbaúba, que hoje devem morar no Recife. Jacson e Josué
Marinho, onde estão vocês que não encontro nem no Facebook onde até as pedras
se chocam?
Tenho um amigo que sua
religião é a flamenguista. O cara é Flamengo desses que adoecem quando a porra
do time perde, fica sem sistema nervoso no dia do jogo, essas idiotices todas.
O peste até gosta da
Paraíba, tem uma quedinha pelo Botafogo genérico de João Pessoa, mas o negócio
dele é Flamengo. Diz que amor por time não tem fronteira. Pode chamar de
abestado, de paraibabaca, pode humilhar o peste por torcer por um time de uma
cidade onde jamais andou, um lugar onde as pessoas costumam menosprezar os
paraibanos. Não tá nem aí. Ele tem orgulho de ser flamenguista, e pronto.
Males que afligem meu
amigo Maciel Caju: protusão discal, alergias, TOC, dores na nuca, disfunção
erétil e o futebol medíocre do Botafake.
Abri uma editora para publicar livros de poesia. Recebi alguns trabalhos, todos horríveis. Ninguém se interessa por poesia. Os poucos que escrevem alguma coisa, não dominam a arte de poetar. Desconfio que minha editora vai morrer virgem.
Mas, sério: de Bananeiras chega um material de respeito, assinado por Katiucia Kelly Oliveira, uma professora conectada na linguagem poética. Vem livro bom por aí.
A inveja tem o sono leve. Todo mundo tem ou terá inveja de alguém nessa vida besta e pequena, de seres ridículos e medíocres, incluindo o autor dessa frase de para-choque de caminhão.
"É fácil amar a humanidade; difícil é amar o próximo”, escreveu o genial Nelson Rodrigues.
Eu, de minha parte, tenho consciência do perigo que é sair à noite, calçar sapato sem verificar se tem escorpião e da eternidade que são as pequenas ausências. De repente, a gente vai e não volta mais.
À noite, meus medos crescem. Os pavores tomam forma, ganham consistência. O fim do mundo será à noite. Pelo menos do meu mundo.
Jovem estaciona o Fiat Uno na porta de minha casa e bota o funk na altura máxima do potente som. O outro, o vizinho de vinte anos, vive imerso no mundo dele feito de silêncio e solidão. Um pária, um apátrida na pátria do imbecil do funk.
Camaradinha canta loas às terras percorridas nos estrangeiros, gosta de Orlando na Flórida, adora Walter Disney, chama de merda a cidadezinha do interior da Paraíba onde provavelmente nasceu. A miséria e a grandeza dessas pessoinhas, mundos indelicados, colonizados, brutais em sua rude visão de mundo.
Não agradeço a um Deus
específico porque são muitos os deuses e poucos os escolhidos. Grato, portanto,
aos deuses gregos, egípcios, celtas, africanos, asiáticos por dar esperança e
fé para uma humanidade aterrorizada com sua própria natureza e com o mundo que
a cerca.
Por falar em galo, o
compadre Eugenio Moura chamou meu Treze da Borborema de “franga assanhada”.
Isso é misoginia pura, querer desqualificar as fêmeas. No Recife tem um time
chamado “cachorra de peruca”, outra forma de enxovalhar o gênero feminino.
Se a comadre não sabe o
que significa misoginia, me dê a satisfação de consultar o dicionário.
"Departamento de
Inteligência Militar é uma contradição em termos." - Groucho Marx.
Realismo fantástico
brasileiro: empresa de grande porte realizou evento e contratou a Fundação
Cacique Cobra Coral para não chover no dia do evento.
E não caiu uma gota
d’água do céu.
Fica a dica para as
próximas manifestações da galera direitista.
“Só consideraria um
paraíso aceitável se pudesse encontrar lá os animais, e mais concretamente os
cães”. (José Saramago)
Tijolinhos poéticos
para Sérgio de Castro Pinto, o poeta singular e plural. Ora único, ora
múltiplo.
VERSO DO DIA
Ninguém controla
a minha ânsia
em discagem direta
à distância.
Incomunicação plena
entre nós há de se construir
uma ponte de safena.
F. Mozart

Nenhum comentário:
Postar um comentário