Faleceu ontem o amigo Jacinto Moreno, ator de teatro e cinema, videasta e meu parceiro em muitos projetos artísticos. É o cara do meio. O outro à direita é Marcos Veloso, que está hospitalizado em estado gravíssimo. Ambos, vítimas de acidente vascular cerebral.
Em nota, a Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz disse que “Jacinto Moreno foi um artista de grande talento e dedicação, cuja trajetória marcou profundamente a cena cultural, deixando um legado de arte, sensibilidade e compromisso com a cultura popular. Sua presença iluminou palcos e inspirou gerações, tornando-se referência de paixão pela arte”.
Também faleceu ontem em Itabaiana o ferroviário Milton. Ele era aposentado e trabalhava como taxista. Mais um da minha geração que vai embora. Estamos chegando ao fim do nosso périplo existencial, como diria Maciel Caju em sua linguagem rebuscada.
Minha geração está pegando o beco. Em breve também vou tomar esse bonde em direção ao nada.
“Não existe mal que dure para sempre. Quando menos esperar, a morte chega!” – (Ameba, o realista)
“A vida, como todos sabem, além de curta, é pequena e perto” – (Millôr Fernandes)
“Em 1964, o DOPS invadiu a casa de Elza Soares e Garrincha, rendeu todos, revirou o imóvel e matou o mainá de estimação da família. Elza era amiga de JK e havia gravado uma música pró-João Goulart. A família fugiu para a Itália, onde ficaram amigos de Chico Buarque e Marieta Severo”. (Berobero Correia)
Mainá é um passarinho que imita outras aves. Garrincha é um passarinho pequeno e ágil que deu nome a um jogador de pernas tortas, vida torta e genialidade única.
Fala-se que a facada em
Bolsonaro não sangrou. Observem a flechada de São Sebastião, também não sangra.
Homens de pouca fé!
"Fui Secretário de
Infraestrutura de Itabaiana. Só aguentei três meses. Meus assessores: Gaiola,
Galo Preto, Nelson Cabeção e Pereba." - (Jessier Quirino)
"Política é como relâmpago: de longe é bonito, de perto dá medo." - (Jessier Quirino)
"Como diz Fábio Mozart, na casa de Jessier Quirino devia ter uma placa: faz-se arte". - (Jessier Quirino, na TV do Gordinho, de Fabiano Gomes em 2018)
Deputado Chupetinha vai caminhando de Minas até Brasília pra denunciar a Justiça que condenou o véi Bozó e meter cortina de fumaça no caso do rolo da igreja dele com o roubo dos aposentados. Faz parte do seu show.
Com ele caminham vários patriotas, entre os quais Gustavo Gayer, indiciado pela PF por peculato, falsificação, falsidade ideológica e associação criminosa.
Gayer usou documentos de crianças para forjar o quadro social de uma ONG e desviar verba pública. Pelos seus crimes, era pra caminhar até o solado do pé pedir meia sola.
“Jaguaribe nunca foi apenas um bairro. Foi, durante décadas, um espaço de reconhecimento – desses em que as pessoas não se cruzam, se identificam em vida cotidiana organizada pelo convívio”. – (Palmeri Lucena)
"Ele é demente. É,
obviamente, maligno. Mas agora, além de ser muito mau, ele também é demente.
Sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que já fez é horrível em todos os
sentidos”. – (Roger Waters sobre Donald Trump)
Faço um podcast chamado 10
Minutos no Confessionário onde desfilo “minhas verdades”, procurando ser
autêntico e sincero.
Um ouvinte mandou recado curto
e direto: “cara, larga desse papo de “minhas verdades”. Sua verdade é chata.
Ninguém tá a fim de saber. Entregue entretenimento.
Ele quis dizer que eu pare de
ser eu mesmo e pense como um personagem do meu cast.
É o caso do Sonsinho. Ele
brigou com seu irmão e enviou uma carta. Uma folha de papel em branco. Por que
mandar carta sem nenhuma palavra, Sonso? “É que eu não tou falando com ele”.
Imitando o deputado Chupetinha
do Bozó, Sonsinho inventou de fazer uma caminhada de Bayeux a Cajazeiras,
levando uma porta de carro. Por que a porta de carro?” “Se fizer calor eu abro
o vidro”.
Nunca mais vi fotos de pessoas
fazendo arminha com os dedos. O que ocorre? Faltou munição?
Meu último momento de
felicidade: quando a professora autorizou deixar o lápis grafite e escrever com
caneta esferográfica. De lá pra cá foi só na bad.
Bad é
gíria que significa ruim, péssimo, horrível, desagradável. Tijolinhos também é
cultura.
Lembrei dessa besteira lendo a
manchete: “Anvisa proíbe canetas do Paraguai”. É um medicamento para
emagrecer.
“Fábio Mozart é um espírito
septuagenariamente infantil”. – (João Dias)
De Miguel Lucena sobre Trump:
“Não se deve desprezar ideia de doido; quando
cisma, tenta transformar fantasia em realidade — e aí a tragédia chega com
cheiro ruim”.
Em 1988, João Victor de Sapé editou o livro Além do poético, com tiragem de 500 exemplares. Um exemplar autografado deste livro está na estante do projeto “Biblioteca Viva” da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.
João Victor escreveu: “Este livro
foi escrito à prestação, editado à prestação e pode ser vendido à prestação.
Mas, por favor, não leia à prestação. Daqui a uns anos as traças já podem ter
devorado este meu filho amado”.
"Uma mente precisa de um
livro como uma espada precisa de sua pedra de amolar." – (As Crônicas de Fogo e Gelo - George R R Martin)
O tempo passa. Jamais repassa.
Tijolinhos para o amigo José Francisco Zui, de Solânea,
autor de mais de cem livros. Outro tijolo cibernético para Bento Júnior, que
subscreve mais de mil folhetos de cordel. Falta só o reconhecimento do Guinness,
livro de recordes.
VERSO DO DIA
Pela cruz ou pela espada,
Por trinta tostões ou nada,
Desconfio de quem manda
Pelo vinho ou por carinho,
Pelo circo ou pelo pão,
Desconfia hoje e sempre
Do pastor e do patrão,
Pela ordem na desordem
Pelos malditos benditos,
Desconfia dos seus ritos,
Não confia nos seus mitos,
Pelo valor que te dás,
Pelo valor que te dão.
Sérgio Mendonça

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