terça-feira, 19 de maio de 2015

Vendo notebook quase novo


O Positivo DUO ZX é assim: destacou o teclado, virou tablet, conectou de novo, virou notebook.
É versátil, compacto, leve e com ótimo custo-benefício. Tem tela touch de alta definição, bateria de longa duração e pode ser ligado à TV.

Vendo um na caixa, novinho. Preço a combinar no email:

mozartpe@gmail.com




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Foi dada a largada para o projeto Araçá

Eu, Jacinto Moreno, Chico Tadeu, Ricardo Alves e Marcos Veloso na primeira reunião para a montagem da peça "Mari, Araçá e outras árvores do paraíso". 

Neste domingo, dia 17 de maio, o Coletivo Dramático de Mari e Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana iniciaram a primeira fase do projeto Araçá, que consiste no estudo e montagem da peça “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso”, de minha autoria, e produção de DVD com os dois grupos. O projeto tem a chancela do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos – FIC, da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba.

É a primeira oportunidade em que os dois grupos amadores juntarão forças para produzir um espetáculo. Acredito piamente que vai dar samba, baião e xote. O grupo é composto por bons atores amadores, sob a direção do veterano Marcos Veloso. Se tudo der certo, no início de agosto a turma sobe aos palcos das escolas públicas de Mari, mostrando a história da cidade, seus vultos ilustres e seus episódios marcantes. Os amigos se reagruparam para promover um intercâmbio entre dois grupos teatrais amadores, de Mari e Itabaiana, e eu com orgulho volto à terra onde morei por doze anos para ajudar no projeto.

A galera conta com a ajuda de Manoel Pedro, Assessor de Comunicação da Prefeitura local, que está dando uma forcinha no rango do elenco. É que o projeto não contempla verba para alimentação e passar o dia ensaiando sem comer nem uma perna de galinha é negócio pra faquir.

De Mari, reencontro Ozaneide, Chico Tadeu, Silvano Silva e Ricardo Alves, do Codrama, grupo que ajudei a fundar em 1988. É um povo de personalidade, mas tudo viciado em Fabinho. Se eu não estiver por perto, ninguém se mexe. Desde a minha diáspora, em 2000, o grupo não produziu nada. Depois de quinze anos, afinal, retorno pra reintroduzir a galera no mundo cênico. Além de pessoas dedicadas, são amigos de primeira linha.


Em Itabaiana, onde mantemos o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, a vida ta difícil. Estamos sem espaço físico, fomos despejados de nossa sede, encontramos um galpão abandonado, mas precisamos de ajuda oficial para restaurar. O prefeito prometeu mão-de-obra, mas até agora, só sorrisos. 

domingo, 17 de maio de 2015

POEMA DO DOMINGO

Poeta repentista Otacílio Batista Patriota (Set/1923 – Ago/2003)

Otacílio Batista

Ao romper da madrugada,
um vento manso desliza,
mais tarde ao sopro da brisa,
sai voando a passarada.
Uma tocha avermelhada
aparece lentamente,
na janela do nascente,
saudando o romper da aurora,
no sertão que a gente mora
mora o coração da gente.
*
O cantador violeiro
longe da terra querida,
sente um vazio na vida,
tornando prisioneiro,
olha o pinho companheiro,
aí começa a tocar,
tem vontade de cantar,
mas lhe falta inspiração.
Que a saudade do sertão
faz o poeta chorar.

* * *
Cego Aderaldo

A prisão deve ter sido
Invenção de Lúcifer
Eu só aceito a prisão
Nos braços duma mulher
Aguentando o que ela faz
E fazendo o que ela quer.

* * *

Canhotinho

Quando era injusto o Brasil,
E aos negros se cativaram,
O choro dos filhos brancos
As mães pretas consolaram
E o leite dos filhos pretos,
Os filhos brancos mamaram.

* * *

Aldo Neves

Já ontem eu vi camponês
Botando os bois no arado
Passando no meu nariz
O cheiro de chão molhado
E a água tirando os ciscos
Qu’a seca tinha deixado.

Jamais destrua a floresta
Conserve-a intacta e ilesa
O sagui não vai achar
Resina que amole a presa
Quem fere um pau tá ferindo
O corpo do natureza.

* * *
Zé Adalberto

Não arquivo tristeza nem rancor,
Nem exponho meu próximo a episódios
O meu peito é blindado contra o ódio,
Mas é todo acessível pro amor.
Não consigo, sequer, mudar de cor
Quando sou ofendido por alguém.
Meu silencio é a voz que vai além,
Eu já mais me permito revidar…
É perdido a vingança me atiçar,
Não consigo ter raiva de ninguém.

* * *
Pinto do Monteiro

Ando com uma bengala
Com ela escoro uma perna
Pra não cair em buraco
Nem desabar em caverna
Sou o dono da bengala
Mas ela é quem me governa.

* * *
Sebastião Dias

Pra você segunda-feira
Eu servirei de correio
Quem tiver cartas escreva
Que levo um malote cheio
Com lágrimas de quem não foi
E lembranças de quem não veio.

***

Foi à forca Tiradentes
com a maior paciência;
seu sangue se derramava,
e a terra, por inocência,
bebia o sangue de um filho
que quis dar-lhe a independência.

* * *
Welton Melo


No silêncio da noite é que o poeta
Se levanta da cama e sai ao léu
Toma um copo de água e só se aquieta
Quando passa o que sente pra um papel
Muito mais que capricho ou vaidade
O poema que cria é na verdade
Um descanso pra o corpo e sua mente
Onde as rimas lhe servem de alento
Ser poeta é cantar o sentimento
De quem sente e não canta como a gente.

sábado, 16 de maio de 2015

AGENDA

Em transmissão conjunta com a Rádio Tabajara da Paraíba, a Zumbi dos Palmares e Web Comunitária Porto do Capim apresentam o programa “Alô comunidade” neste sábado, 16 de maio de 2015, às 14 horas, com apresentação deste locutor, programador, produtor, carregador de recado, editor, repórter e coisas e tais. Vamos entrevistar o humorista Zé Carrapicho, um sujeito alegrezinho que um dia decidiu viver a vida sorrindo, tirando onda com os outros e disso ganhando o pão.

A pegada segue no domingo em Mari, com o primeiro ensaio da peça “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso”, tabelando com velhos amigos do batente cênico, bendita seja a paixão que nos leva tão longe nessa vida tão breve. Não estamos surgindo das cinzas coisa nenhuma. É uma recriação do espetáculo que montei em 1990, há quinze anos portanto, agora com direção de um tal de Marcos Veloso que não precisa de motivos para se motivar a fazer teatro, mas nós temos um: vamos ganhar uma graninha de nada, melhor do que nada. Patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado através do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos – FIC.

Na segunda-feira parto para Itabaiana do Norte, onde tenho encontro marcado com a turma do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar. Aproveitar para dar uma geral no projeto “Evolução”, também financiado pelo FIC Augusto dos Anjos, desconfiado de que realmente a terra de Adeildo Vieira mais involui que evolui. Neste mês, a cidade completa mais um ano de independência política. A euforia, no entanto, é pequena. Ou está todo mundo concentrado na crise ou ninguém tem mais saco de ouvir certas figuras discursando lorotas, na pisada de cinco mentiras por minuto. Ou as duas alternativas estão corretas. Vamos comemorar trabalhando na restauração de um galpão para abrigar o Ponto de Cultura e fingindo que acreditamos nas embromações do senhor mentirinha.





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Alô Mari, domingo estarei aí!

Da direita para a esquerda: Chico Tadeu, Fabinho, Jacinto Moreno e Ricardo Alves, o Ceguinho

Pela obra do destino, próximo domingo estarei em Mari com meus compadres Ricardo Alves, Normando Reis, Zé, Jacinto, Marcos Veloso e Chico Tadeu. Vamos reiniciar mais uma brincadeira de faz de conta. Começa a montagem da minha peça “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso”, que se não houver vacilo, vai ser levada em estreia nos idos de setembro, durante o aniversário da cidade.

A hora é de afinar a galera, definir estratégias e combinar logísticas, que a coisa é um tanto complicada. Imagine trabalhar com elenco de três cidades. É pra esquentar o cabeção do meu compadre Ricardinho, chefe da empreitada. Tudo vai ficar bem, mesmo porque o aditivo básico dessa brincadeira se chama desvelo pelo que se faz, gerando energia.

Como assessor de imprensa e condutor da galera, apresento meu compadre jornalista Dalmo Oliveira, com seu espírito dos grandes guerreiros africanos, com fé em Oxalá. Meu compadre Manoel Pedro, o locutor do povão, já providenciou almoço com a Secretaria de Educação de Mari. Ele que também tem um pé no Coletivo Dramático de Mari, o CODRAMA que irá montar a peça. Manoel Pedro foi ator do grupo nos anos 90.

Estaremos de portas abertas, aliás, de portões abertos para quem quiser ajudar com alguma coisa ou participar dos ensaios na Escola Municipal Epitácio Dantas, nos finais de semana. Iremos trabalhar de forma profissional, com pagamento proporcional às tarefas de cada um, com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos.

Eu levo fé nessa galera para dar uma engrenada geral e viver a história da cidade que um dia se chamou Araçá, aliás, nome da rádio comunitária que fundamos em 1998 e onde Ricardo Alves é comunicador ativo.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

A escravidão nunca foi extinta, diz professora paulista




  
Em 13 de maio, declararam extinta a escravidão no Brasil. Muito se dirá e se escreverá, ao longo deste dia, sobre esse momento histórico. Eu quero apenas registar alguns dados, que não aparecem comumente nas matérias sobre o tema.

O Brasil está entre os 30 países com menor índice de escravidão por habitante. Por outro lado, está em 32º lugar no ranking de 167 países em números absolutos, com mais de 150 mil pessoas vivendo como escravos.

A escravidão nunca acabou. O combate continua. Temos o “Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo” e a “Lista Suja” elaborada pelo Governo com a finalidade de identificar as empresas flagradas usando trabalho escravo diretamente, ou em sua cadeia de fornecedores, exigindo o bloqueio do acesso delas a créditos – dentre outros benefícios e sanções. Ainda milhares de brasileiros estão sujeitos ao trabalho forçado e à exploração sexual. E não são todos negros, apesar desses serem a maioria das vítimas.  Esses dados são apresentados por Maristela Basso, advogada, árbitra, professora livre-docente de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP.

Dia desses vi um anúncio de casal evangélico procurando menininhas de 12 anos para “adotar”. Querem que a menina cuide de um bebê, sem direito a nada, a não ser alimentação e escola. Condição análoga à de escravo. Isso porque somos um povo que conviveu com a escravidão por séculos. No inconsciente coletivo, ainda resta o “instinto” de senhor de senzala.

“A causa sagrada de Darwin” é um livro do inglês Mike Collett-White onde o autor garante que o ódio do autor da teoria da evolução pelo regime escravocrata foi fundamental para que ele desenvolvesse sua ideia que revolucionou a ciência. Ele teria trabalhado com os princípios de uma “Ciência da fraternidade”, movido por desejos e necessidades humanas, “até hoje considerados subversivos”, diz o resenhista do livro.  



terça-feira, 12 de maio de 2015

Desconfie de alguém que por acaso diga "eu não gosto do Fabinho"

Da série “eu me amo”, sou obrigado a divulgar aqui as mensagens elogiosas que recebo dos meus compadres e comadres espalhados por esse brasilzão que só tem tamanho e safadeza. Pego aqui por acaso uma mensagem de dona Danielly Gomes, do sítio Jacaré, município de Pilar: “Meus parabéns por suas matérias e por estar ajudando com seu trabalho jornalístico as comunidades de meu município”. Não é compensador demais saber disso, que tem gente que se mostra agradecida pelo conteúdo independente de nossos blogues?

Cris Costa mora em Campinas, São Paulo, amiga do meu confrade Jerry Oliveira, comunicador de rádio comunitária. “Fábio, parabéns pelo texto sobre as moedinhas de Jerry. Eu acompanho suas postagens. Você é muitíssimo talentoso”, escreveu ela. Agora me diga: não é de se desmanchar todo de aprazimento ter no rol de leitores esse povo todo, reconhecendo o valor do nosso humilde trabalho? É a tal da compensação moral por acordar cedinho e teclar essas besteirinhas em nome de Hermes, o deus da comunicação.

O jornalista Antonio Franco Nogueira é de Camaçari, na Bahia, leu minha crônica “Academia de poesia broxante” e tascou esse comentário: “Aqui procurando uma forma de, numa frase simples mas representativa, expressar o quanto me regozijou saber, tanto das suas considerações sobre essa turma, quanto e, sobretudo, dos versos, e da ousadia - leia-se autenticidade - da escritora e poetisa Rosângela, não encontrei outra melhor que: ‘puta que pariu!’.

Vitório Sezabar mora em Bom Jardim, no Rio de Janeiro. Ele também leu “Academia de poesia broxante” e mandou “aplausos, aplausos e aplausos”. Para Vitório, “o que tem de falso moralista cagando regra por aí não é brincadeira.”

Sobre o “Quadrão da brasileira”, poema que fiz para o Dia da Mulher, IGS, que mora em Arapiraca, Alagoas: “Uma poesia sensacional meu amigo poeta. Meus parabéns.”

E segue por aí o catatau de mensagens, algumas nem tão amistosas. Essas eu deleto. Fica por conta da quebra da unanimidade, tão importante na democracia. Os compadres que me criticam por algum motivo, não boto no rol dos meus inimigos. Até pra ser meu antagonista tem que ter classe e categoria. Adversário semi alfabetizado, preconceituoso e burro, esse ta fora.

É como diz o letreiro do para-choque de caminhão: “Não sou especial; sou só uma edição limitada.”