quarta-feira, 1 de julho de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

Em 1993, meu time Associação Atlética do Canteiro foi campeão municipal em Mari. O prefeito Manoel Monteiro nos deu um troféu que ainda hoje guardo com desvelo. Na foto, a equipe de base, sub 12.

Foi o acontecimento do século para este velho amador do futebol. Minha Copa do Mundo. Todos os troféus da seleção brasileira não troco por esta humilde taça de um clube amador nas brenhas da Paraíba.

Quando eu fundei um clube de futebol para animar uma rapaziada pobre da periferia de uma cidadezinha paupérrima, o objetivo não era ganhar partidas ou torneios, mas vencer o preconceito, a desigualdade e a baixa autoestima.

Igualmente, quando constituímos uma associação para montar a rádio comunitária da cidade, a meta sempre foi dar voz aos elementos periféricos e não liderar a audiência. Integridade e interação, esse é o nome do jogo.

Se é verdade que o ser humano só usa 10% do cérebro, Sonsinho radicalizou: só usa uns 3%.

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 Comecei um poema assim: "Um relógio que corre contra o tempo". Não sei se terá andamento.

Tua poesia é tua alma em transe parindo sentimento.

"Na internet, o imbecil pode opinar sobre tudo o que não entende." E é bom que seja assim. Uma espécie de boteco de ponta de rua. Democracia sem gente pra conversar merda não funciona.

Os evangélicos entram na igreja com a bandeira de Israel em marcha batida. Será que eles não sabem que o Estado de Israel e a religião judaica não reconhecem Jesus como o Messias ou Filho de Deus?

“Na semana de arte moderna, no início do século passado, tem uma frase famosa de Mário de Andrade: "nós não sabemos o que queremos, mas sim o que não queremos". Assim foi a rebeldia de Fábio Mozart, com a criação do GETI, na provinciana Itabaiana, em plena ditadura no Brasil.” -  (Joacir Avelino)

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Em 2019, Sandra Marrocos e Eliza Vírginia brigam na Câmara de Vereadores de João Pessoa. "Você me chamou de fulera?", pergunta Eliza. "Não chamei de fulera, chamei de fã de Siqueira, você entendeu mal", responde Sandra.

"Futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia" - Pichação da turma que protesta contra a Fifa.

De acordo com ufólogos, ETs aprovam a Copa do mundo e assistem os jogos de naves em cima dos estádios. Eles estão torcendo pela Argentina.

A galera da internet não perdoa. Descobriram o plano de Ancelotti. Ele finge que vai botar Neymar pra jogar, o time adversário muda a tática, ele não bota e acaba funcionando a manobra.

Provado que Neymar joga melhor no banco de reserva.

A espantosa brevidade da vida. Acho que tenho, no máximo, mais duas copas. Se tiver sorte.

No meu time Mangueira Futebol e Cachaça, nas cobranças de pênalti, tirava-se o goleiro e quem conseguisse acertar o gol primeiro ganhava a parada.

Frase idiota dos nossos adversários: “o futebol é simples. São onde contra onze e no fim perde sempre o Mangueira”

Se o Brasil ganhar o hexa e Lula idem, teremos uma regeneração espiritual no Brasil, conforme profecia da Madame Preciosa.

IA nenhuma geraria a emoção de uma Copa do Mundo. Somente a arte do ser humano focado em vencer gera momentos assim.

Sonsinho quer saber se dragão bebe água e se bebe, isso não apaga o fogo dele?

Sonsinho: “se perder o gol, faça promessa com São Longuinho que ele acha”.

Quando o Brasil ganhou a Copa em 1962, eu morava em um casebre de barro, coberto de palha, na beira da maré. Mas luxava com comida. Só comia siri mole, camarão e outros frutos do mar, pescados no quintal.

Em 1966, quando o Brasil saiu logo no começo da Copa, ouvi o jogo através de um rádio Philips.

Em 1970, a TV era preto e branco. Eu vi a Copa da janela do vizinho.

Em 1974, tinha uma tal de “Laranja mecânica”, vulgo Holanda, que foi a sensação. Eu gostava dos uniformes deles.

Em 1978, o Brasil vivia uma ditadura e na Argentina também rolava um regime militar violento. Eles eliminaram o Brasil ao golear o Peru por 6 a zero. Dizem que foi falcatrua dos fardados.

Em 1982, eu vi a melhor seleção da história, ou uma das cinco, comandada por Zico, Sócrates e Falcão.

Em 1986, o fenômeno foi Maradona. Quatro anos antes, seu país perdia uma guerra para a Inglaterra. Na copa, Inglaterra perdeu para os Hermanos, com gol de mão de Maradona.

Em 1990, a Alemanha vingou a Inglaterra e venceu a Argentina por 1 a zero no final.

Em 1994, eu fundava a Associação Atlética do Canteiro, em Mari. Fui campeão municipal. Na Copa, o Brasil bateu a Itália e tornou-se tetra.

Em 1998, fundei a Rádio Comunitária Araçá de Mari e transmitimos a final com Brasil e França. Ronaldo Fenômeno teve um siricutico e jogou abatido. França ganhou por 3 a zero.

Em 2002, fui embora de Mari e meu time Canteiro sumiu do mapa. Antes, o quadro de base do Canteiro, formando por garotos de 12 anos abaixo, apareceu no jogo com o corte de cabelo “cascão”, imitando Ronaldo que naquela Copa levou o Brasil ao pentacampeonato invicto.

Em 2006, ajudei meu pai a escrever o livro “Fatos pitorescos do futebol”, sobre futebol de sua terra. Na Copa, Itália foi campeã.

Em 2010, a festa da Copa foi na África do Sul. A trilha sonora das vuvuzelas encheu os sacos gerais. Espanha deu show e levou o caneco.

Em 2014, Alemanha humilhou a seleção brasileira, na nossa própria casa. O maior vexame de sua história. Sete a um, e os alemães acabaram levando a taça.

Em 2018, na Rússia, estrearam o VAR (árbitro de vídeo). Eu lancei um folheto sobre futebol e a França levou seu segundo título mundial.

Em 2022, a Argentina tomou a taça da França no deserto do Oriente Médio. No Brasil, Lula derrota Bolsonaro no segundo turno e eu fui me esconder do coronavírus no alto da serra da Borborema.

Tijolinhos esportivos e alcoólicos para os atletas do Mangueira: Zé Batata, Compadre Castor, Chico, Bodeiro (já falecidos), Milton, Sardinha, Bonito, Neco de Leca, Bode Rouco, Bidola, Torreiro, Martelo e o volante Minha Rata, do Mangueira Futebol e Cachaça.

 

VERSO DO DIA

Consensual
a vida tem efeito
colateral

Suave apologética
todo amor
tem licença poética

Matou o antes
fuzilou o depois
com seu olhar-desprezo
nº 2


F. Mozart