Tarde de autógrafo da escritora Maria dos Anjos Oliveira, em Solânea. Ela é imortal da Academia Solanense de Letras. Autora de doze livros, Maria dos Anjos é agora colunista radiofônica do “Alô comunidade”, todo sábado às 11 horas na Rádio DiarioPB.
Dizem que escrever é um parto. Se for verdade, Maria dos Anjos já tem uma creche inteira de obras com bons conteúdos.
Maria dos Anjos, você é a prova viva de que a idade não enferruja a alma de quem vive cercado de histórias. Você continua sendo a nossa maior contadora de verdades e a nossa inspiração, como bem diz seu fã, o poeta Chicco Mello.
"Não preciso mais agradar a seu ninguém. Alcancei a idade da tolerância zero". (Tião Lucena)
Em razão do período eleitoral, o Alô Comunidade será temporariamente retirado da grade de programação da Rádio Tabajara, com retorno previsto somente após o segundo turno das eleições de 2026.
Candidato a deputado, Bento Filho apresenta suas propostas. Entre elas, proibir venda de bebida alcoólica nas igrejas.
Muito boa a frase de Otto Lara Resende: “Não acredito em Deus, mas tenho muita fé em Nossa Senhora.” Perguntado se ainda acredita em Deus, Rubem Braga disse: “Acho que Deus é que não acredita mais em mim.”
Madame Preciosa, pra você sentir o peso, fala cento e quatorze línguas, sendo que doze delas já mortas e esquecidas, incluindo sete antigos dialetos de tribos brasileiras. Madame lê as inscrições primordiais das Runas e as treze formas corretas de interpretação dos hexagramas do I Ching. Fala corretamente a língua dos anjos e soletra qualquer coisa do alfabeto de Lúcifer e seus black caps.
Fui voz e violão de um trio chamado “A Tampa, a Garrafa e o Copo”. Eu era a Tampa. Saí por falta de competência para beber mel de tubiba dia e noite. A Garrafa morreu de cirrose, o Copo virou cantor gospel de uma igreja chamada “Cuspe de Deus”.
"Homem não identificado esquece carteira de identidade na cena do crime". (Manchete de um jornal português)
O lema moderno é trabalhar, comprar e morrer. Feliz é o aposentado que não trabalha nem tem dinheiro para consumir. Sobra tempo para pensar na morte.
Perseu, rei da Macedônia, teve a morte mais insólita da história da humanidade. Fizeram-no morrer impedindo-o de dormir. Meu sono encurta cada vez mais. Durmo somente 4 horas por noite.
Tapioca com vários sabores é igual caldo de cana sabor limão. Invenção idiota para atrair turistas desavisados.
Suhaib Hijazi, de dois anos de idade, seu irmão maior Muhammad morreram quando sua casa foi destruída por mísseis de Israel. O mesmo Deus que mandava matar e estuprar no Velho Testamento é o Deus que manda Israel trucidar criancinhas.
Gente ruim não morre, é substituída. E o que vem é sempre pior do que seu antecessor. Os canalhas são imortais.
O deputado federal Cabo Gilberto publicou, nas redes sociais, uma imagem do erro do lateral Danilo, camisa 13 da seleção, e o gol marcado por Gabriel Martinelli, camisa 22, na vitória da Seleção Brasileira.
O Cabo disse que Danilo errou porque é do PT e Martinelli fez o gol porque é do partido de Bolsonaro.
É a polarização política nos gramados onde pasta o gado.
Centenas de pessoas torcendo pelo Brasil em Bangladesh, Líbano, Jamaica. No Brasil, idiotas politizam o jogo.
Rádio Barata no Ar vai virar livro. Quem garante é o editor Sérgio Ricardo Santos, da DSCOM, Agência de Publicidade.
A França vai ganhar essa Copa com um pé amarrado nas costas.
Tenho uma coleção de moedas antigas. Ideia: deixar ordem para, quando eu morrer, penhorar e comprar tudo em cerveja, carne e o cachê dos músicos pro funeral.
Chegarei um pouco atrasado para meu funeral, porém chegarei bonito e cheiroso e ninguém vai reparar no horário.
Encontrei um requeijão no fundo do eco sistema da geladeira. Venceu em março, mas a data de vencimento é só uma sugestão do fabricante.
Naná Garcez me liga para solicitar cordel sobre o grande poeta Daudeth Bandeira, para a coleção “Paraíba na Literatura”, produção da Empresa Paraibana de Comunicação.
Daudeth Bandeira, poeta, repentista, cantador e advogado, é um dos maiores nomes da cultura paraibana, falecido em fevereiro deste ano aos 80 de idade.
Na Coreia do Norte tem uma lei proibindo sorrir durante os períodos de luto oficial.
A população é instruída a demonstrar sobriedade e tristeza profunda. Durante esse tempo, fica proibido por decreto: sorrir ou rir em público; falar alto na rua; ingerir bebidas alcoólicas e comemorar aniversário.
Quem sorrir nesses períodos vai preso. O choro está liberado.
Um tal de Bruno Aleixo sugerindo que os árbitros de futebol atuem montados em cavalos. Maior visão de jogo e mais fácil impor a autoridade.
Comerciante deveria brigar contra essas bets. Estatística diz que a expansão das bets provocou uma perda potencial de R$ 190 bilhões no comércio varejista, via aumento de endividamento e desvio de renda das famílias para apostas.
A Noruega promete dar trabalho pro Brasil. Eles pensam que são o quê? Bolsonaro?
“Entre outras mil és tu Brasil, quadra infantil”. Refrão de minha música “Pátria armada”, parceria com o falecido companheiro de rádios comunitárias, o potiguar Hugo Tavares.
Às vezes, assim no meio da tarde, bate uma vontade de excepcionalmente fumar um cigarrinho, só pra esquentar o pulmão.
Tem gente que odeia respirar a fumaça de outra pessoa. É o chamado fumante “encosto”.
No ano que vem, por volta de março e agosto, irão nascer muitos bebês que se chamarão Vozinha em Cabo Verde.
Pausa para hidratação. Obrigado pela leitura. Tijolinhos de hoje seguem para o poeta Miguelzim de Princesa e o outro poeta Biu Salvino.
VERSO DO DIA
ai, ai, ai, meu Pai do Céu,
três 'vez' oito, novesfora
pra que falar nisso agora
esse tal de Eliel.
linha, agulha e tecido
que só vivia metido
na Rua do Carretel.
Benjamim Paraibinha, poeta de Itabaiana

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