domingo, 5 de janeiro de 2014

Temos planos para 2014

Pontistas definem caminhos do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar em 2014

Nossa proposta era fechar o Ponto de Cultura. Fomos voto vencido. A turma não aceita assumir que perdeu, e parte para 2014 com fé que iremos atravessar o ano pagando em dia o aluguel, a água e a luz, apenas com a colaboração dos amigos. Graças aos deuses da cultura, entramos no ano novo com saldo positivo de R$ 0,97 centavos, conforme a prestação de contas da Coordenação de Finanças que vai publicado hoje no nosso blog: www.pccn.wordpress.com
Quitamos o aluguel de janeiro e a energia. Nosso senhorio aumentou para R$ 500 reais pelo uso e gozo de bem infungível, no caso, o casarão histórico da Rua da Boca da Mata onde a gente se esconde. Aceito o desafio, passamos a organizar a agenda do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, já convidando os amigos para entrar no Clube dos Amigos do Ponto, onde você pode colaborar mensalmente com qualquer quantia.
Foi decidido que iremos realizar quinzenalmente o “Samba no ponto”, um encontro de seresteiros, sambistas e artistas em geral. O grupo Ganzá de Ouro vai fazer as honras da casa. As apresentações terão como principal característica a improvisação no repertório, que abrirá espaço para canções dos mais variados artistas, com coordenação a cargo de Orlando Otávio e Rosival. 
O grupo recebeu com muita alegria as novas voluntárias, Socorro Almeida e Socorro Medeiros. Vieram para somar, como diria o jogador, garantindo dar o melhor de si para sair com um resultado positivo. Help 1 e Help 2 serão nossas zagueiras nessa retranca para evitar gol contra a cultura, para dar chance aos nossos artistas em potencial de produzir, para levar a arte autêntica ao público.
Lucas Martins quer aceitar o desafio de realizar a Gincana Estudantil Professora Nini Paes, reunindo todas as grandes escolas de Itabaiana. Em suma, o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar vai sobreviver em 2014, baseado no voluntariado e na boa vontade de pessoas como o ilustre Dr. José Mário Pacheco, nosso padrinho e grande benfeitor. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Projeto sobre líder camponês ganha prêmio “Mestres da Educação” em Sapé


A Secretaria de Estado da Educação concedeu à professora Siovania Cunha (foto) o Prêmio “Mestres da Educação” pelo seu projeto enfocando a vida e as lutas do líder camponês Severino Barbosa, o Biu Pacatuba, primeiro presidente das Ligas Camponesas de Sapé. O trabalho da professora foi baseado no livro “Biu Pacatuba, um herói do nosso tempo”, de autoria do jornalista Fábio Mozart, que por sua vez ganhou o Prêmio Patativa do Assaré de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura em 2011.

O Prêmio “Mestres da Educação” possibilita que professores com projetos inovadores sejam beneficiados com salários extras, o que em alguns casos proporcionará docentes com até 15º salário na rede estadual de ensino. O projeto da professora Siovania foi executado nas classes do 1º e 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Monsenhor Odilon Alves Pedrosa, em Sape, durante o ano de 2013. Na metodologia do projeto, constaram visitas e entrevistas no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e no Memorial das Ligas Camponesas, onde o livro sobre Biu Pacatuba foi arquivado, como mais uma ferramenta para preservar a memória histórica dos fundadores das Ligas, para pesquisa e registro das suas lideranças.

Segundo Fábio Mozart, autor do livro, “apesar do farto material sobre as Ligas Camponesas, só ao completar 50 anos o movimento recebe um trabalho que reconhece a importância da personagem Biu Pacatuba. E vem em forma de folheto de cordel, que era a forma de comunicação daqueles tempos na zona rural. Revela novos ângulos sobre a história, divulgando as ações daquele movimento social, incluindo narrativas sobre a ‘batalha de Mari’, episódio importante nos confrontos entre os camponeses e o latifúndio”, explicou.

Hoje tem Chico Viola no "Alô comunidade"


CHICO VIOLA, este é seu nome. Pernambucano radicado na Paraíba, músico, convidado do programa “Alô comunidade” na primeira edição de 2014, neste sábado, 4 de janeiro.

Chico Viola reside em João Pessoa-PB. É um artista educador. Um artista solto das amarras do mundo, como muitos, à margem das tiradas comerciais, porém, cioso de seu destino, continua a produzir despretensiosamente uma arte que nos faz mais humanos.

O programa “Alô comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, parceria com a Rádio Tabajara da Paraíba AM – 1.110 Khz

Apresentação de Dalmo Oliveira e Beto Palhano.

Começa neste sábado às 14 horas, podendo ser ouvido no site da emissora:


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Palhaço Estrelinha continua na estrada


Entra ano e sai ano, o palhaço Estrelinha está lá no contorno do Geisel, em frente ao Amigão, com suas velhas piadas, sua flautinha e seus bordões simpáticos, pedindo uma ajudinha.

Diz Humberto de Almeida sobre Estrelinha: “O palhaço, infelizmente, vai continuar nesse ano que se inicia fazendo as palhaçadas que este homem sério é incapaz de fazer. Não é vergonha, podem crer, mas a sua – minha - falta de capacidade para ser um palhaço verdadeiro. Nem falso, mesmo querendo, não consigo. Nem falso.”

Estrelinha certo dia deu entrevista para o jornal “Olhos abertos”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares. Disse que mora no Varjão, viaja todos os dias de bicicleta para assumir o posto de palhaço na estrada, sustenta a família com os trocados que recebe dos motoristas. Sua mágoa: ensinou a arte a um rapaz que foi fazer praça perto do seu ponto. “É pedir esmola pra dois”, queixa-se Estrelinha.  

Discordo do meu cronista predileto, Humberto de Almeida. Acho que, felizmente, Estrelinha vai continuar em 2014 fazendo suas palhaçadas. Ouçamos o poeta Sérgio Mendonça: “Quem me dera ser um louco palhaço para sorrir com os dentes da minha alma.”

Vou levar esse palhaço pra dar entrevista no programa “Alô comunidade”. Ele desperta o homem moleque que se esconde em cada ser que passa naquele trecho. E a mulher também. Pelo circo e pelo pão, viva o palhaço na rua, viva o artista de rua com sua liberdade ousada, com sua simples e pura mania de viver fazendo gracejos, dando a falsa impressão de que vive de graça.

--- Eu sou baiano, mas aprendi a falar paraibano. Baiano, tu sabe como é, tudo sabido. Cheguei aqui na Paraíba, fui logo aprendendo o paraibanês --- disse Estrelinha na entrevista do jornaleco.

Fiz até um poeminha:

A estrada segue seu rumo
O palhaço segue a estrada
A fome rege o palhaço
Com a beleza do seu talhe
E a tristeza do seu riso.




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O tempo, esse desconhecido


Cada um tem seu próprio ritmo de tempo. Eu, por exemplo, ainda estou em 2013. Aliás, o tempo passa e eu não mudo nada. Isso sem mudar o fato de que o tempo muda tudo. Entenderam? Aliás, será que existe mesmo esse tempo? Tenho dúvidas.

Entretanto, as coisas mudam no devagar depressa do tempo. A gente é que não percebe. Parece que foi ontem que eu cantava a musiquinha da estrela, tão animado pra mudar essa bosta de país. Foi um dia desses, não faz nem dez anos, eu quebrava o encanto ao ser conduzido para a prisão por acreditar nas promessas de liberdade do sapo barbudo de que falava o velho Leonel Brizola. Dos líricos tempos de admiração e crença nas mudanças, ficou a verve zombeteira de alguns feito a companheira Lourdes do Mituaçu, cantando sua versão da modinha de beira mar:

Essa ciranda
quem me deu foi Lula
que me deixou fula
pela empulhação.

As coisas mudam, não significa que melhorem. Tudo é relativo e depende de você. Nesse começo de ano, voltei a ler a poesia de Sergio Mendonça:

Tu és a tua estrada.
E tens o tamanho exato
da tua própria vontade.

Depois, apanho em cheio o verso de Bráulio Tavares:

A vida canta. A vida luta e tenta
Ser razão de si mesma e seus cuidados.
Basta abraçar alguém de olhos fechados
E de repente o mundo é mais real.
Certo dia... surpresa! Olha o Natal,
Este rito plangente de emboscada.
A vida, a força mais temida e amada,
A única que temos... Então vinde,
Companheiros, e a todos ergo um brinde
Sob esse céu parado em movimento...




Há um século



“É um menino e passa bem, obrigado. Com explosões, clangores, marteladas, rufares, estrondos, batidas, chacoalhares, tagarelices de todos os engenhos conhecidos capazes de fazer barulho que se mesclavam num ensurdecedor e indescritível tumulto, o pequeno 1914 abriu seus olhos e sorriu para Nova York um segundo depois da zero hora deste manhã.” Com essa prosa exuberante e bem-humorada, o lendário jornal New York Tribune descreveu a entrada do Ano-Novo na maior cidade americana em sua edição de 1º de janeiro de 1914.

“Se você quer crescer, amadurecer, ser melhor como ser humano, torça para que o ano de 2014 seja pleno de problemas e sofrimentos porque (dizem...) assim terá aprendido a arte da vida. Não precisa torcer pra se foder, mas aceite esse fato como parte do aprendizado.” – De um blogueiro anônimo

2014 não me promete nada. Eu também não prometo nada a ele.

“Depois do carnaval, o Brasil finalmente começa a cair na real do velho conto do Ano Novo.” -  Lau Siqueira

SIMPATIAS PARA 2014

Para não faltar grana no próximo ano, pegue uma cédula nova de cem reais e coloque no sapato direito que for usar no Réveillon. Depois da festa, doe o dinheiro para este Leão.

SIMPATIA PARA ATRAIR SORTE EM 2014

Não coma nada que ande para trás, como caranguejo ou frango na ceia de Ano Novo. Evitar também comer Madame Preciosa, que dá um azar da gota serena!

"O Dia de ano novo é o aniversário de todo homem." (Charles Lamb)

“Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)






Presente de ano novo

Acabo de ganhar um jarro com minha caricatura, assinado pelo artista plástico Del Pilar, presente do meu compadre Evanio Texeira. Isso sim, é que é presente original! Grato, compadre! Junto com o jarro, o bilhete:


"Mandei meu grande amigo Del Pilar tentar fazer a caricatura do velho Leão. Para minha surpresa, ele me apresentou essa obra de arte. O velho Leão pronto pra começar 2014, com a garra dos fortes, o vigor apurado da experiência e o desejo de levar à frente os mais altaneiros sonhos. Espero contar com vossa senhoria para podermos realizar aqueles planos que ficaram pelo caminho, mas jamais esquecidos. Feliz 2014 compadre! Foi a forma que encontrei de homenageá-lo. A peça está no ateliê do amigo Del Pilar, esperando a honra da sua visita para poder pegá-la. Ele pede sua permissão para publicá-la." - Evanio Teixeira.