O poeta Thiago Alves tomou posse ontem (26) na Academia Paraibana de Poesia. É mais um ferroviário que participa daquela entidade. Meu compadre marinheiro e poeta Welington Costa ocupa a Cadeira cujo patrono é Zé da Luz. O patrono de Thiago é Romano de Mãe D’água. (Foto: Sérgio Ricardo)
Na porta da Academia, uma senhora perguntou se naquela casa se fazia pilates. O poeta Ranieni Abrantes esteve por lá. Também avistei o cordelista Robson Jampa, o imortal Ramalho Leite e o camarada Sérgio Ricardo, que não é imortal, mas comete seus pecados mortais.
Thiago Alves é um dos biografados no meu livro Artistas de Itabaiana.
Quebraram de novo o sigilo fiscal de Lulinha, filho de Lula. Esse rapaz já quebrou o cabaço várias vezes e continua virgem. Igual Madame Preciosa, cujo hímen complacente não se rompe.
Entreouvido na feira de Jaguaribe: “STF tirou os penduricalhos dos salários dos juízes”. “Tirou, mas volta. Eles dão um jeito. Tu já vistes quem mora no lixo perder pra basculho?”
“Tenho ‘brincado’ numa plataforma gratuita de fazer música por IA. O resultado fica bom, mas não sinto nenhum prazer com o que é produzido”. – (Melchior Sezefredo)
“Inteligência Artificial está banalizando a verdadeira arte. A pessoa faz música, fica como pinto de chocadeira, sem pai nem mãe”. – (Everaldo)
“O lobby da jogatina tornou-se o mais poderoso de Brasília. Supera o da Bíblia, o do boi e o da bala. Perto dos barões do jogo, Daniel Vorcaro é um amador” – (Josias de Souza)
Quando eu era garotão, as moças de mini-saia eram chamadas de prafrentex.
Dizem os maledicentes que determinada ex-primeira dama proibiu mexerem nos livros da Biblioteca do Planalto. Livros mentem muito e ocupam espaço.
“Mulher deve se casar. Homem não”. – (Barão de Itararé)
Quero morrer aos 98 anos, sem motivo algum.
Tenho vergonha de vender meus livros. Fica a sensação de que estou tentando ludibriar o leitor.
“Grande, muito grande é a Ilha Grande”. Verso de D. Pedro I, tão bom poeta como Michel Temer e o rapaz do ego gigante.
Pensei que eu fosse um poeta irrelevante. Estava quadradamente errado. Sou apenas ordinário e insignificante. O que dá na mesma, mas pode dar um verso torto.
“Muito prazer sexual”, disse Ameba ao ser apresentado a Madame Preciosa.
Madame Preciosa: “Quantos anos você me dá?” Ameba: “Nenhum. Você já tem anos demais”.
Temos um candidato a Presidente cujas ideias herdou do pai, que por sua vez recebe essas mensagens diretamente do intestino grosso.
A vida é um jogo de azar com dados viciados e cartas mais suspeitas do que o tarô de Madame Preciosa.
“Não me interessam as regras do jogo. Interessa-me mudar o jogo”. – (Aníbal Machado)
Antes de morrer, gostaria de visitar San José da Costa Rica e Princesa Isabel.
“Se um homem precisa de religião para se conduzir corretamente neste mundo, é sinal de que tem espírito limitado ou coração corrupto”. – (Ninon de Lenclos)
Com a unha encravada, Sonsinho procura um pedófilo, “especialista em pé”.
Dona Nena morava sozinha depois que o marido morreu. O recenseador perguntou quantas pessoas moravam na casa. “Comigo são quatro. Eu, o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.
Meu verso não é livre. O pensamento, sim.
Depois que me viciei na cachaça do cordel brasileiro, prendi o verso na cadeia da métrica tradicional.
Ao tomar conhecimento de que alguém morreu, Nado Mago: “Bem feito! Quem mandou ter nascido?”
Deputado Cabo Gilberto destinou dois milhões de verbas de emendas para clubes de tiro.
A ironia está no contraste: enquanto escolas, hospitais e infraestrutura vivem de migalhas, os clubes de tiro recebem um banquete de verbas.
É como se o orçamento público tivesse virado munição pública. Dois milhões que poderiam virar livros, remédios ou saneamento, mas que acabam transformados em alvos de papel e pólvora.
Manchetes da Barata Press: “Educação pede giz, mas ganha calibre .38” “Saúde pede leito, mas recebe cartucho”. “Esporte pede bola, mas recebe bala”.
É um tiro no pé, como se diz.
Hoje acordei igual ao sol: iluminando uns e queimando outros.
“Fábio Mozart, infalível com seus tijolinhos construindo realidades. Para alguns, ácidos, pra outros, doces e super engraçados. Para mim, os dois. A crítica e a criação se juntam num intelecto só!” – (Chicco Mello)
Pesquisadores provam que casamento só dura cinco anos. Outros estudos indicam que casamento de pobre dura muito mais. Porque nenhum dos dois quer sair de casa pra não perder os móveis...
Pode-se casar com separação de ódios.
"Até mim emocionar mim emocionei", disse o 'poeta'.
O cara entrou no sebo e roubou um
livro. Achou o preço muito alto. “Um roubo!”.
Meu livro “Aventuras de Biu Penca Preta no mundo da fuleiragem” saiu no mesmo instante em que foi lançado no Brasil outro livro bostal: “Como falar merda”, escrito pelo mais celebrado filósofo moral da Universidade de Princeton (EUA), Harry G. Frakfurt. Ora, se um filósofo moral tem o direito de falar merda, porque Penca Preta não teria, né verdade?
Hoje é o dia do aniversário de Ameba. Tira-gosto é preá, passarinha, fígado de alemão, rolinha, piaba e pé de galinha. Dia de desafiar a lei da gravidade.
Na CPI do INSS, deputados trocaram tabefes, falaram palavrões, promoveram quebra pau que não se vê no pior cabaré de ponta de rua.
“Será que um dia o eleitor terá vergonha na cara?” – (Tião Lucena)
Alguns
tijolinhos ferroviários para o companheiro Anselmo, sindicalista, conterrâneo
de Itabaiana, e para o advogado Bruno Lucena, outro ex-ferroviário em Campina
Grande.
VERSO
DO DIA
O povo do lixo nasceu no lixo
mora no lixo y pensa que é lixo
o povo do lixo come lixo y acha
que é bom
y quanto mais come
mais lixo é oferecido a ele
mais lixo é jogado pela janela do
mundo.
Onde o povo do lixo mora
os valões da corrupção
transbordam
y a imundície inunda seus
barracos
penetra em suas peles y contamina
suas mentes
vai para o coração y sai pela
boca.
Lira Júnior


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