domingo, 5 de maio de 2013

Poeta sai da toca para declamar no "Alô"



 “Atendendo ao generoso convite do grande escriba, teatrólogo, astrólogo, filósofo, visionário e dublê de blogueiro Fábio Mozart, concedi uma entrevista no seu programa de rádio. É coisa rara, por dois motivos: tou curtindo muito a minha toca, saindo pouquíssimo, e sou meio bicho do mato, mas, atendendo ao velho Leão, dei o ar de minha graça na Rádio Tabajara e declamei estrofes do folheto A disputa do grande filho da puta contra o pequeno filho da puta no cabaré das galegas”.

Zanoni Yberville

sábado, 4 de maio de 2013

No ar, um poeta “barginal”


“Alô comunidade” entrevista hoje o multimídia Zanoni Yberville


Zanoni Yberville é um poeta que eu costumo chamar de “barginal”, em contraponto ao movimento dos poetas marginais das décadas de 60/70. Zanoni é multimídia, da vanguarda da geração 80 em João Pessoa. Começou a soltar-se no Projeto Fala Bairro, atividade cultural que agitou o velho bairro de Jaguaribe na capital da Parahyba do Norte.

Zanoni é carnavalesco, fundador do bloco “Cem Réis”, grêmio recreativo, etílico e cultural. É um conspirador cultural esse Zanoni Yberville. Quando inspirado, escreve poemas em guardanapos, caixas de cigarros ou na tabela de preços do bar. Sua obra, a que se pôde salvar, está todinha no Museu da Imaginação.

Escreveu livros de poesia e a favor da natureza, que ele é chegado a uma mata, um riozinho sem poluição e um aconchego natureba. Enfim, Yberville é um homem com o Sol em Escorpião, ascendendo em Peixes, amante da Natureza e defensor das causas indígenas, sociais, educacionais, cachaçais, culturais e coisas que tais.

Neste sábado que é dia de São Gregório, o Iluminador, vou entrevistar esse poeta Zanoni Yberville no nosso programa radiofônico “Alô comunidade”, na Rádio Tabajara da Paraíba AM, às 14 horas. De certa forma, o poeta Yberville é um iluminador, focando sua lanterna anarquista e multifacetada nos desvãos de nossa desprestigiada cultura.

Quem quiser me dar o prazer de emprestar seus ouvidos nesta tarde na Rádio Tabajara, pode ouvir o programa em tempo real pelo site:





Entidade cultural reúne brincantes para festival folclórico



Tribo indígena no carnaval de Itabaiana

A Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba – Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, promove amanhã (5) reunião com brincantes do boi de carnaval e caboclinhos com vistas à organização do 1º Festival de Bois de Carnaval de Itabaiana, que acontecerá no final deste mês. A reunião está marcada para 10 horas, na sede do Ponto de Cultura, na rua Coronel Firmino Rodrigues, 107, ao lado da Loja Maçônica.

Segundo os organizadores do Festival, a tradição da cultura de raiz pode estar com os dias contados. A principal queixa dos brincantes é que a nova geração desconhece os grupos folclóricos de raiz existentes na cidade, e, com a morte dos fundadores, os grupos podem deixar de existir, ficando apenas restritos a um acervo. Caboclinhos, bois de carnaval e o coco de roda, que são manifestações culturais da região, cada dia perdem força na comunidade. “Em vista desse problema, o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar está realizando o Festival de Bois para manter viva a cultura popular de raiz”, disse Jandira Lucena, proponente do projeto que será patrocinado pelo Fundo de Incentivo á Cultura Augusto dos Anjos da Secretaria de Cultura do Estado.

Para o ator Ed Gonchá, que cursou oficina de cultura popular em João Pessoa, o conteúdo da cultura de raiz deveria ser tratado em sala de aula.  “É nosso dever levar a tradição adiante”, disse ele.

VOTO DE APLAUSOS

O vereador Geizimar Rodrigues, o Preto, informou que estará apresentando no plenário da Câmara Municipal de Itabaiana, no dia 7 de maio, voto de aplausos para o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar “pelos relevantes serviços prestrados à cultura e à educação da cidade”.

A Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba é uma entidade sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública municipal e estadual, que atua na cidade de Itabaiana (PB) com programas sociais e culturais.

O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar faz parte da ação prioritária do Programa Cultura Viva, como iniciativa desenvolvida pela sociedade civil, em convênio com o Ministério da Cultura (MinC), por meio de seleção por editais públicos. Como Ponto de Cultura, fica responsável por articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades. O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar recebeu equipamentos do Minc em 2009, sobrevivendo desde então com ajuda de colaboradores e voluntários reunidos no Clube dos Amigos do Ponto de Cultura.


www.tribunadovaleonline.blogspot.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013






O velho Leão em 2011, na Câmara de Sapé, lançando o livro “Biu Pacatuba, um herói do nosso tempo”, que agora vai fazer parte de projeto pedagógico na Escola Estadual Monsenhor Odilon Pedrosa na terra de Augusto dos Anjos

FESTIVAL

Este escriba que vos tecla foi convidado e prontamente aceitou participar de festival de repentistas que acontecerá em  Sapé, no dia 24 de agosto, promoção do poeta Heleno Alexandre.  Vou fazer parte da Mesa Julgadora. Ouvir cantoria da boa e compartilhar bons momentos com artistas do naipe de Heleno, quem não quer?

HISTÓRIAS DE VAVÁ DA LUZ (1)

Certa feita, o jovem estudante Aglair, que viria a ser o grande cirurgião Dr. Aglair da Silva, ex-prefeito de Itabaiana, conversava noite a dentro com seu velho pai, José Sinval da Silva, homem probo, sério, trabalhador e de bons costumes. O assunto era a origem da familia, como chegaram ao Ingá. Sinval explicava que o tio Manoel da Silva chegou em tal época e era mascate, o tio Pedro era feitor, tia Mariinha, bordadeira das boas,  enquanto que o tio Raimundo, que era mais chegado à família por ser o caçula dos tios, era “imaginário”.

HISTÓRIAS DE VAVÁ DA LUZ (2)

Sinval continuava a relatar as profissões de tios, primos, avós, e nada de explicar a atividade do tio Raimundo. Aglair já estava pensando que seu tio só existia na imaginação. Finalmente, Zé Sinval esclareceu: tio Raimundo fabricava imagens de santos, portanto era “imaginário”.



FOME AFRICANA (1)

A fome matou cerca de 260.000 somalis de outubro de 2010 a abril de 2012, a metade deles criança, durante uma grave crise alimentar, para a qual a resposta humanitária é insuficiente, denuncia um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.

FOME AFRICANA (2)
Para os infames pastores fundamentalistas neopentecostais, a morte de milhares de crianças africanas é castigo de Deus, por causa da “maldição bíblica”.

TRIBUNA DEU UM TEMPO

Meu jornal TRIBUNA DO VALE, edição impressa, foi suspenso. Os custos de produção, impressão e distribuição desse jornal mensal jamais foram cobertos pela receita publicitária que gerava. Arquei com uma dívida grande para minhas posses, tive que dar um tempo. Espero voltar, quando tiver mais apoios. 

DAQUI NÃO SAIO

Em quase toda instituição há uma espécie de Sarney, aquele que não quer, não pensa ou sequer admite largar o osso. Exemplo? Em Mari, tem o Presidente da Câmara e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, meu compadre Zé Martins, o mais antigo dirigente sindical da Paraíba. Tem cerca de 40 anos que comanda o sindicato. Como vereador, já foi eleito para umas cinco legislaturas. Como consegue manter por tanto tempo seus cargos? Meu compadre professor Josa vai explicar na biografia que está escrevendo sobre Zé Martins, o eterno.

CACETADA DE VAVÁ DA LUZ


“Providencial o giradouro que o prefeito Manoel da Lenha mandou construir no centro da cidade do Ingá. Agora, aquela placa indicativa de preferência a quem tiver dentro do contorno, vai ser muito difícil de obedecê-la. E o motivo da não obediência é simples: a maioria dos que conduzem veículos e motos aqui no Ingá ou não sabem ler ou não tem habilitação, portanto desconhecem totalmente os sinais de trânsito.

SEM COMENTÁRIO

Quando o Marechal Castelo Branco era o Presidente do Brasil, o 1º da ditadura, o Vice era Pedro Aleixo; quando, no fim do mandato, um repórter foi perguntar ao Pedro Aleixo o que ele tinha a dizer, a resposta foi:

Nada fiz e nada deixo,
nada fui e não me queixo.
Nessa merda é que eu não mexo;
assinado; Pedro Aleixo...
Dizem que essa resposta está sendo elaborada por um vice-prefeito daqui da região, que anda mais por fora do que cinturão de soldado na gestão do titular.

TRANSPARÊNCIA

Parabéns à Câmara de Vereadores de Itabaiana pela excelente iniciativa de tornar transparente os mandatos dos edis através do contato pela internet.  Esta é uma forma de aproximar a população dos legisladores. Por e-mail o cidadão pode contatar diretamente o seu fiscal, além é claro, de poder acompanhar os trabalhos nas sessões e fazer as cobranças, manter o diálogo, levar as reclamações da população. A Mesa Diretora merece o reconhecimento por esta ação democrática.

SOS PARAÍBA

O rio Paraíba pede socorro. Querem matar o pobre Paraíba que já sofre terríveis danos ambientais irreparáveis com a extração predatória de areia, onde dezenas de praias sumiram e milhares de arvores morreram. Com isso, toda fauna e flora também se foram.

EDILSON

O ex-prefeito e ex-vereador de Itabaiana, Edílson Andrade, vai apresentar o livro “Fatos pitorescos do futebol”, de Arnaud Costa, em lançamento no Sebo Cultural no dia 10 de maio, com show de Vital Alves e Marlen Silva, na capital paraibana.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Livro em gestação



O ser humano é cheio de problemas. Meus traumas e minhas dores eu descarrego na poesia. Os encantos também. Na pele de poeta bissexto, já publiquei dois livros: “Pátria armada” e “Lira desvairada”, sendo este um projeto da década de 80 que veio à luz no processo de impressão através de mimeografia, técnica hoje desconhecida pela nova geração.  O mimeógrafo é um equipamento que produz cópias a partir de matriz perfurada, o estêncil. Portanto,quando você ouvir falar da “geração mimeógrafo”, já sabe do que se trata.

Tenho pronto um livreto de poesia que pretendo publicar e fazer circular no meu grupo de amigos. Tem muito amigo que conheço, mas não reconheço, de tanto tempo que faz que a gente não se vê. Meu propósito é juntar essa gente para uma caipirinha, recordar os tempos idos e declamar uns poemas tardios. 

 

A capa do livro já está projetada. Inicialmente, o projeto é este aí de cima, autoria de Helder Mozart, um filho meu que é web designer. Vai ter o título de “Balada do cavalo Mamão e seu cavaleiro andante”, poema que fiz em homenagem ao meu pai Arnaud Costa, a partir de episódio que me foi relatado pelo amigo Renato Almeida. 

 

A gravura é de Salvador Dali. A dúvida: será que essa obra pictórica é de domínio público? O apelo: será que não teria nenhum amigo artista plástico para fazer uma releitura desse quadro para constar na capa do meu livreto?

quarta-feira, 1 de maio de 2013


Biu Pacatuba vai à escola em Sapé

A família de Biu Pacatuba esteve presente ao lançamento do livro em Sapé, em abril de 2011, na Câmara Municipal.

No dia 19 de abril de 2011, fui convidado para lançar o livro “Biu Pacatuba, um herói do nosso tempo”, na cidade natal do líder camponês, Sapé. Dois anos depois, recebo solicitação da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Odilon Alves Pedrosa para autorizar o uso pedagógico desse livro na sala de aula, dentro do projeto que está sendo elaborado naquele educandário.

O livro recebeu o Prêmio Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura. O Prêmio foi instituído para incentivar iniciativas voltadas à criação, produção, pesquisa, formação e difusão da literatura de cordel e linguagens relacionadas. Meu humilde trabalho segue seu destino de difusor em versos de cordel das lutas do povo paraibano, como instrumento de interação social que é.

Está prevista a distribuição do livro na escola, ensejando a introdução dos alunos no universo da poesia narrativa e da literatura de cordel nordestina, podendo ser uma importante ferramenta tanto para professores e alunos em atividades na sala de aula, quanto para leitores de qualquer idade.

Para construir a reflexão sobre o tema, a filha do personagem, Maria Helena Malheiros, dará palestra aos alunos sobre seu pai e as lutas políticas em que se envolveu em Sapé nos anos 50/60; visita ao Grupo Escolar que leva o nome de Biu Pacatuba, no bairro Nova Brasília, onde os alunos serão levados a comunicar aos seus colegas daquela unidade educacional sobre quem foi Severino Barbosa, nome da escola; exibição do filme “Cabra marcado para morrer”, que fala sobre as lutas dos camponeses de Sapé e região, e da repressão policial depois do advento do regime de força implantado em 1964 no Brasil; palestra com personalidade ligada às lutas camponesas, a exemplo de Elizabeth Teixeira, viúva de Pedro Teixeira, companheiro de Biu Pacatuba, e apresentação de poeta repentista, cantando o tema das lutas sociais. Esse poeta, provavelmente será meu compadre Heleno Alexandre, grande vulto da arte do repente na terra de Augusto dos Anjos.

Se estou satisfeito?  Demais da conta, vendo a legítima literatura paraibana transformando-se em disciplina escolar dada a sua importância para a língua e a cultura, como ocorreu recentemente na cidade vizinha de Mari, onde a Câmara adotou meu livro “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso” na grade curricular da rede de ensino municipal. Estamos formando jovens leitores e instruindo a nova geração sobre sua história.