domingo, 24 de abril de 2011

Adiado relançamento de livro de escritor itabaianense


Será no dia 28 de maio, na Câmara Municipal de Itabaiana, o relançamento do livro “Confissões esparsas de um rábula”, do jornalista e escritor itabaianense Arnaud Costa. O evento estava marcado para 30 de abril, mas foi adiado devido a um problema em uma das máquinas da gráfica responsável pela impressão, em João Pessoa. Por isso, a finalização dos exemplares ficou comprometida.

A obra é o primeiro título das “Edições SARVAP”, selo criado pela Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba para publicar trabalhos de autores itabaianenses. O livro tem cem páginas e conta a trajetória de Arnaud Costa no mundo jurídico, nas décadas de 60/70 em Itabaiana, atuando como rábula, isto é, exercendo a advocacia sem diploma de bacharel.

Por ocasião do lançamento do livro, o grupo de danças “Meninas do rio” executará novos números do seu repertório e será exibido vídeo com depoimentos sobre o autor, Arnaud Costa. Na mesma ocasião, será entregue o Prêmio Leonilla Almeida à jornalista Fabiana Veloso, líder comunitária dona Vilma, nutricionista Patrícia Marsicano e à educadora Rosane Almeida.


POEMA DE DOMINGO


                                                           Adeildo Vieira e Escurinho

Em busca de parceria

Mandei dizer ao mestre Adeildo Vieira: conversando com Laercinho, da Rádio Comunitária Acauã, de Aparecida, ele me convidou para participar do II FAMUP, Festival Acauã de Música Popular, para tentar abocanhar o Prêmio Manoel Ferreira Damião. Será no dia 17 de junho, lá na terra do pássaro que come cobra. Eu fiquei bem balançado. Imediatamente escrevi uma toada que te mando agora, na esperança de que coloques melodia na letra, para uma parceria inédita com vistas ao Festival de Laercinho, que sou doido pra conhecer a Rádio Comunitária Acauã e o Ponto de Cultura Casa de Antonio Nóbrega. 

Adeildo respostou: Eita desafio bacana, Fabio!
A letra é maravilhosa, como, aliás, é tudo que você escreve.
Eu tô num momento de muita agitação por causa de um show que farei com Escurinho no dia 13 de maio e também por causa de um trabalho que faço com o pessoal do Vale do Gramame. São trabalhos de criação e concentração.
Mas a tua letra é realmente algo inspirador. Eu quero, sim, me debruçar sobre ela, mas preciso saber dos prazos. Além do mais, trabalhar numa música dessas requer responsabilidade pra não estragar tão bela letra.

Há braços!

ADEILDO VIEIRA

Fiz o mesmo apelo ao compadre Orlando Otávio, forrozeiro de Itabaiana, que também ficou de esquentar os miolos atrás de uma melodia xoxoteira (de xote!) ou baiãozística para a letra. Se o ritmo é binário ou quaternário, não quero saber. Mas tem que ter sustança vocacional e variedade nas sete notas, se é que me entendem. 

Eis o poema:

Toada de terreiro

Esse cavalo-marinho
De Mateus e Catirina
Imaginária menina
De amor e de carinho
Brinquedo do burburinho
Do eito de cana fina
No Nordeste brasileiro
Dê licença o rabequeiro
Meu mestre Biu da Rabeca
Esse negrinho sapeca
Que me ensinou pastoril
Folguedo do meu Brasil
Parte da geocultura
Semente de plasma pura
Nas tuas veias centrais
Que os tempos não voltam mais
Nem se acende vela ao boi
O folgazão já se foi
Vive tradicionalmente
Longe dos canaviais.

REFRÃO:

Levanta, meu boi, levanta,
Que chegou a tua hora.
O Bastião se espanta
E a Catarina chora.

Um viva para o Mateus
O brincante mascarado
Interagindo animado
Com o diabo e com Deus
Pode ser que eu com os meus
Escape desse estandarte
Pois temos de nossa parte
Nosso mestre Capitão
Junto com o Bastião
Matuto e Pisa-Pilão
Véio Frio e o Vaqueiro
A burra e o boi ligeiro
E o Caboclo de Arubá
Baixando no arraiá
Da bodega de Pereira
Com toada verdadeira
Do mestre Chico do Doce
Se de novo moço eu fosse
Montado na Burra Nova
Já cavaram tua cova
Meu aclamado Saldanha
Tu hoje aqui tu apanha
Até a gata miar
Pois o patrão vai chamar
Mestre senhor de engenho
Para encerrar a função
Através do Valentão
A mão vil do opressor
Portanto, com muita dor,
Digo adeus ao Bastião.

sábado, 23 de abril de 2011

Uma campeã lê meu livro


Ela é Djanete Menezes, itabaianense da gema, campeã de judô na categoria peso-pesado no Norte/Nordeste por várias vezes, 2º lugar no JUBS em Florianópolis em 1989, e mesma colocação no Maranhão no ano seguinte. Hoje é vice-presidente da Federação Paraibana de Judô e árbitra deste esporte. 

Minha amiga de infância mora hoje em João Pessoa, mas está sempre em Itabaiana, envolvida em projetos ligados ao esporte para a juventude. 

Tantas vezes caiu e levantou, tantas vezes perdeu e chorou, ganhou e sorriu diante das dores primárias, que Djan hoje é uma atleta completa dessa arte do judô que ensina a derrubar, mas também instrui nos mistérios do tombo e da nossa capacidade de recomposição a cada queda. 

Djan considera que o judô é, acima de tudo, uma escola de valores, onde se procura ensinar os atletas a serem cidadãos vivendo em harmonia com a sociedade, sempre com respeito pelo próximo.

Homem não vale nada


                                            Chefe Zulu e suas esposas

Quem quiser se iniciar no conhecimento da moderna literatura africana faça como eu, comece ouvindo as palestras da professora Rosilda Alves, da UEPB, e lendo os autores José Eduardo Agualuza, de Angola, e Paulina Chiziane, de Moçambique, mediadores em suas obras desse encontro cultural entre africanos e brasileiros. É a África portuguesa que não conhecemos.

Na palestra que fez durante o lançamento do meu livro “Biu Pacatuba – um herói do nosso tempo”, em Sapé, contou a professora que faz parte dos seus estudos o livro “As mulheres do meu pai”, de Agualuza, narração da história de Laurentina, cineasta moçambicana que reside há muito tempo em Portugal. Ela descobriu que seu pai era um músico angolano, famoso pelo seu talento e por ter 20 filhos com diversas namoradas e esposas. Laurentina percorreu Angola, Namíbia, África do Sul e Moçambique à procura de suas origens.

O outro livro tem o título de Niketche: uma história de poligamia (2005), de Paulina Chiziane. “Conta a história de Tony, um funcionário da
polícia, e sua mulher Rami, casados há vinte anos. Com a descoberta da poligamia do esposo,  Rami  decide  procurar  as  mulheres  do  marido  em  vários  lugares  de  Moçambique: em Maputo, Inhambane, na Zambúzia, na Nampula e em Cabo Delgado.

“Niketche” é uma das danças do norte de Moçambique, extremo oposto de onde mora  Rami.  Ritual de  amor  e  erotismo,  a  dança  é  desempenhada  pelas  meninas  durante  cerimônias  de  iniciação  sexual.  O romance retrata  a  busca  de  Rami  como  uma  incursão  pelo  desconhecido  e  uma  tentativa  de  lidar  com  a  diferença,  simbolizada  pelas amantes do marido. O objetivo desse trabalho é destacar nos dois romances de que forma ocorre a  (des)construção  do  universo  masculino  e  feminino,  a  visão  destruidora da imagem mitificada do herói, o questionamento quanto às identidades, a
partir das referências identitárias e da sexualidade que enveredam na construção do ser humano.” (Rosilda Alves Bezerra)

A mulher do polígamo encontra uma de suas mulheres. Entre as duas trava-se o diálogo:

-- Você sabia que ele era casado comigo? Por que você ficou com ele, sabendo que tem tantas mulheres?

-- Não vejo nada demais. Até tenho outro amante além do seu marido, que passa muito tempo sem aparecer. Esse outro meu amante é um homem bom, atencioso, sabe tratar uma mulher. Quer experimentar esse meu amante por uma noite?

A mulher ficou horrorizada:

-- Como é que você tem coragem de emprestar seu amante a outra mulher?

-- Minha filha, a gente empresta uma colher de pau, que tem tanta utilidade, quanto mais um homem!

A moça não era possessiva.  Vinha de uma terra onde a solidariedade não tem  fronteiras.  “Sou de um lugar onde se empresta o marido à melhor amiga para fazer um filho, com a mesma facilidade que se empresta uma colher de pau”. (CHIZIANE, 2004, p. 82).

O homem que engoliu uma baleia no Sábado de Aleluia



 
O título deste post lembra os letreiros dos folhetos de feira. É para fazer refletir sobre um poeta chamado de “gabinete”, talvez um dos dois maiores do universo. Poeta de “gabinete” é o cara que escreve versos populares. Já o “gabinete” também pode ser um estilo de cantoria de repente. 

Completou cento e vinte anos de nascimento do poeta popular João Martins de Athayde. Nasceu em Ingá do Bacamarte, no dia de São João, e morreu no Recife, em 59. Na capital de Pernambuco, montou gráfica e saiu escrevendo folhetos sobre os ocorridos do dia. Era o repórter do povo, mostrando a notícia com ironia e críticas aos costumes da época, nas sextilhas do cordel. Os romances de João Martins de Athayde ainda hoje são publicados. 

O poeta escrevia, imprimia suas obras e cantava no meio das feiras livres, nas fazendas e onde fosse chamado. Gostava também de improvisar nas pelejas memoráveis. Conta-se que um dia se pegou com um cantador chamado Raimundo Pelado. Em certo momento, Pelado cantou:
Eu sozinho amarrei uma baleia/em um dia de Sábado de Aleluia/Desgotei o mar negro com uma cuia/me alegrando com o canto da sereia/o mar todo ficou seco na areia/fui forneiro na tenda de Vulcano/viajei por detrás do oceano/tudo isso eu faço sem trabalho/como é que agora me atrapalho/com esse pobre cantor paraibano.

JOÃO MARTINS DE ATHAYDE:

Lá no meio do túnel de Russinha/trem da serra descia em desfilada/com o tombo que dei na retaguarda/rebolei todo o trem fora da linha/atendendo um amigo que ali vinha/porque ele não podia ter demora/de um cardeiro eu peguei, fiz uma escora/fiz alavanca de dois cambões de milho/novamente botei o trem no trilho/maquinista apitou e foi embora.

João Martins de Athayde e Leandro Gomes de Barros são considerados os maiores poetas populares do Brasil em todos os tempos. Sua obra, calculada em mais de 300 folhetos, já vendeu mais de dois milhões de exemplares. Ariano Suassuna bebeu na fonte desses monstros sagrados da poética popular. “São legítimos representantes do Brasil em estado puro”, disse deles Carlos Drummond de Andrade. Perto da imensa fogueira do talento e da produtividade de João Martins, Zé da Luz é um vagalume na mata.  

Em Sapé, a cidade faz festa o ano todo para lembrar Augusto dos Anjos. Ingá deveria pegar o nome de João Martins de Athayde e fazer dele cavalo de batalha para alavancar o turismo cultural. Mas falta mentalidade aos próceres ingaenses. Lá também tem pra mostrar um dos mais importantes monumentos arqueológicos do mundo, a Itacoatiara de Ingá. Com essas duas incomensuráveis pedras no jogo do turismo, qualquer cidade com um mínimo de estrutura, mas com tino e discernimento gerencial, estaria feita. Contando com a indulgência dos amigos ingaenses, tenho que afirmar que a renda per capita desse município só não aumenta significativamente por falta de vontade política ou capacidade gestora. Mas pano para as mangas Ingá tem, e muito. Meu compadre Vavá da Luz sabe disso.

Aqui em Itabaiana, somos berços de artistas do naipe de Sivuca e Zé da Luz. Pergunte onde é o memorial de Sivuca na sua terra. Onde está o museu da cidade? Cadê a estrutura para receber um mísero turista? A doença é geral e o remédio é mentalidade moderna para botar sangue novo na anemia do atraso.  
       

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Há controvérsias...

No dia 22 de abril de 1.500, chega ao Brasil a esquadra de Pedro Álvares Cabral, considerado o primeiro europeu a pisar nesta terra. Há controvérsias.

No dia 22 de abril de 1769, Madame du Barry torna-se a concubina oficial de Luiz XV. Hoje, Madame Preciosa diz que é a concubina oficial de Sonsinho, “muito mais gostosinho do que o Rei francês, com o mesmo apego à coroa.” Há controvérsias.

No dia 22 de abril de 2011, sexta-feira, a Igreja Católica Apostólica Romana celebra a morte de Jesus. “Podemos afirmar, à luz dos evangelhos, que Jesus morreu numa quarta-feira”. (Celso Guerche). Há controvérsias. 

O filme A paixão de Cristo, de Mel Gibson, teve o orçamento de 25 milhões de dólares e rendeu mundialmente em torno de 611 milhões de dólares. “O auto da paixão de Cristo” encenado pelo Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana em 1976, rendeu na bilheteria cento e trinta cruzeiros, dinheiro suficiente para duas garrafas de Pitu, dezoito cervejas, seis salsichas e dois galetos para o elenco, além de duas carteiras de cigarro Continental sem filtro. Há controvérsias. 

Dizem que os versos abaixo foram cantados por Zé Limeira, um poeta repentista paraibano analfabeto. Há controvérsias.

Sara casou com Abraão
num dia de santo rei.
Três dia após o casório,
Gandhi recebeu um e-mêi,
onde Agar comunicava
que a patroa emprenhada
deu a luz naquele mês.
Adicionar imagem
Três reis magos lá chegaram
montando uma bicicleta
e entoando a marselhesa
sua canção predileta.
Quando avistaram Abraão
entregaram a saudação
do Saci, príncipe de Creta.

O rei D. Pedro levou
pra criança um banzai,
pra Sara um espartilho
e de presente pro pai
uma maquete da bastilha
que ele comprou em Brasília
na feira do Paraguai.

A criança era Jesus,
virtuoso e ativista.
Aos treze fugiu pra Cuba
pra se tornar comunista.
Transformava gato e boi,
e vinte anos depois
foi fichado na polícia.

Mas fugiu para o Brasil
no lombo quente d'um burro,
disfarçado de judeu,
cabelo grande e barbudo.
Quando apeou no sertão
botou pra correr o cão
dos arredó de Canudos.

Graduou-se à distância
em Oratória Funesta.
Perseguindo a vocação
fez um curso pra Profeta,
botou um roupão de 'nhagem
sem jóia, sem maquiagem,
sem riqueza e sem cueca.

Fez fama nas redondezas
pelas coisas que falava
dentro da mente de todos
seu perfil se agigantava.
E em sua prosa segura
o povo viu a figura
do Messias que esperava.

No sermão em Chorrochó,
mais de mil gente se aninha
ao redor do santo Cristo,
entoando ladainha,
pra ouvir que a terra dura
há de virar rapadura
e o pó virar farinha.

Falava ao povo pobre
que o mundo se escafedia,
que sobre o Cocorobó
a lua despencaria,
e a cabeça do pagão
entre as meada dum pão
o diabo comeria.

Um cangaceiro chorava
Abraçado ao seu fuzil
numa emoção tão grande
que chega a fome fugiu.
Nesse dia um aleijado
levantou emocionado,
mas o coitado caiu.

E a fama de milagreiro
Pelo sertão se espalhou.
Diziam que em plena seca
no céu azul trovejou,
e que apareceu nos galho
das árvores um orvalho
quando o santo espirrou.

Alguns levavam nas costas
uma grande cruz de enfeite,
outros cingiam na testa
um pouquinho de azeite.
Nesses dias de emoção
foi tanta fé no sertão
que choveu café-com-leite.

[Fragmentos extraídos do cordel O Evangelho Segundo Zé Limeira, de Salatiel Ribeiro]

FRASES


Frases imortais de Ameba e outros poetas
(Com licença poética e plagiática de Irene Carbaliddo)
  • "Quanto mais vazia a vida, mais ela pesa"
  •  "Tem dia que você é o pombo. Tem dia que é a estátua"
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  •  "Se Sonsinho é burro? O elevador dele não vai até o último andar não"
  •  
  • Como diz Biu Penca Preta: “Não gosto de água, bebo ela socialmente...”
  •  
  • “Meu estômago me embrulha o presente...”
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  • “O amor é cego. O casamento é que lhe devolve a visão"
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  • Como diz Platão: "O pensamento é o discurso silencioso da alma"
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  • Como diz Sonsinho: “"Vamos arrumar isso aqui: verdura com verdura, podruto de limpeza com podruto de limpeza, latrocínio com latrocínio”
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  • Como diz Mario Quintana: "O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente." 
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  • Como diz Joel Silveira: "O mal do Brasil é que o país é brasileiro demais"
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  • “Eu não sei se Deus é brasileiro, mas com certeza ele não é haitiano”
  •  
  • Como diz Oscar Wilde: "Se você não demorar muito, posso esperá-lo por toda a minha vida."
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  • Como diz Sonsinho: "Esse óculos é bom contra raios ultra violentos"
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  • "No trânsito, se eu estiver com dor de barriga, a preferência é sempre minha"
  •  
  • Como diz Madame Preciosa: " Se você não é bonito nem rico, pelo menos tem que ser cheiroso"
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  • "Papai Noel existe, o que não existe é aquela roupa dele"
  •  
  • Como diz Sonsinho: "Como é o nome do cachorro do Skooby Doo?"
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  • "Só tem duas coisas certas no mundo: a morte e a matemática"
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  • " Aeromoça é uma garçonete que voa."
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  • Como diz Sonsinho: "Eu quero internet manga larga"
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  • Como diz Wood Allen: "Deus está morto, Freud está morto e eu mesmo não me sinto lá muito bem"
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  • Como diz Sonsinho: "Sou um cara tipo assim BBB: bom, bonito e gostoso"
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  • "Quem não quer ser humilhado não mija perto de jumento"
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  • "Dinheiro pouco eu tenho muito"
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  • "Eu não acredito em ETs, eles são mentirosos"
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  • Como diz Sonsinho: “"Um beijo pra você e ostensivo a toda sua família"
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  • Como diz Biu Penca Preta: "Aquele que não tem medo da verdade coça o cu e cheira o dedo"
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  • “Que o mel é doce eu não posso afirmar, mas que parece doce eu afirmo plenamente” -  Raul Seixas