FOTO MEMÓRIA – Em 2014, ajudando a construir a Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, em João Pessoa.
Comecei a fazer rádio na década de 70. Tenho mais de cinquenta anos de locutor de rádio pirata. Minha pirataria começou com Modulação em Amplitude. Enterrei o último transmissor AM nas matas que também hoje não existem mais, junto com o sentimento de prazer de partilhar com um grupo a liberdade de se expressar, sem compromisso com o vil metal.
A frequência da rádio livre ficou vazia ou foi substituída pelas rádios de crentes “pegue pague”, picaretas das falsas comunitárias ou políticos venais. Acabou a subcultura alternativa que marcava as antigas transmissões livres.
A morte bateu em minha porta, mas felizmente eu não estava em casa.
Político tão traiçoeiro que usa Kolynos, mas tem um sorriso Colgate.
E o medo se espalha na cidade. Tem gente que anda com medo até de concreto armado.
Em 2015, a prefeita de Pilar levou um Papai Noel com trenó e tudo para distribuir presentes numa cidade onde é comum o termômetro marcar 35 graus à sombra.
Os locais acharam o máximo esse absurdo de inversão imaginária de mal gosto.
Subliminarmente, a prefeita quis dizer que Papai Noel é uma ilusão, não existe, mas vai aparecer sempre na mente dos moradores como uma coisa brilhante, rica, benfazeja, distribuindo felicidade em cada moradia pobre.
Não estou defendendo totalitarismo, é só um fato concreto: IA na China serve para o progresso social. Regulamentada, uso prioritário em medicina, educação, tarefas domésticas e acessibilidade, energia renovável e controle ambiental. IA no ocidente serve ao fascismo mais virulento.
Fui levado ao mundo das drogas. A médica indicou Rivotril para acabar com minha mania de passa a noite acordado.
Alerta da Defesa Civil: se continuar sem dormir, vai para o saco, e não é de Papai Noel.
É muito frustrante você estar depressivo e não conseguir viver a depressão porque é uma pessoa controlada.
Quem falou essa merda foi uma pessoa que se assina “Disgraça do inferno” no Bluesky.
Ameaça iminente de intervenção dos Estados Unidos nas eleições brasileiras com ajuda de todos os outros países da América do Sul e ninguém fala nada.
Melhor amigo na praça do que dinheiro na caixa, ditado idiota sem rima. Mas valeu, leitores Ana Lúcia Marques, de São Paulo e Felix Andrade, do Rio.
Eles enviaram o livro Número Zero, de Umberto Eco, que eu havia pedido emprestado a algum leitor proprietário da obra, um best-seller internacional.
Como foram presentes dos solícitos leitores dos Tijolinhos, ficarei com um exemplar e o outro doarei para quem tiver interesse.
Número Zero é o último romance publicado em vida pelo escritor italiano Umberto Eco, lançado em 2015 como uma sátira crítica aos desvios da imprensa.
Quarta-feira passada (26), os jornalistas vestiram azul para protestar contra a lei que dispensa diploma de jornalista para exercer a profissão.
Os jornalistas do jornal ficcional de Humberto Eco certamente vestiriam a camisa dos sindicatos de jornalistas. Picaretagem não se aprende na escola, mas faz parte. Com diploma ou não.
Hoje é Dia de São Moisés, o Negro. Também conhecido como o Ladrão.
Moisés era servo de um oficial do governo egípcio que o expulsou por roubo e suspeita de assassinato. Aproveitando-se de seu tamanho e imposição, tornou-se líder de uma gangue no Vale do Nilo.
Correndo da polícia, se escondeu num mosteiro e se converteu ao catolicismo. Virou padre e profeta.
Talvez nada de intencional, mas o Moisés que recebeu as Tábuas da Lei não foi canonizado, porém é considerado santo pela Igreja Católica. Também era assassino como o Moisés preto.
Em Êxodo 2:11–12, Moisés vê um egípcio espancando um hebreu. Ele olha para os lados e, percebendo que não havia testemunhas, mata o egípcio e esconde o corpo na areia.
Não me pergunte quem foi o fofoqueiro que espalhou essa treta, já que não havia testemunhas.
Deve ter sido um jornalista diplomado, responsável pela página policial.
O ilustre solanense Arnóbio Viana ligou para combinar um almoço com ele, eu e Frutuoso Chaves, por sinal um dos melhores jornalistas que a Paraíba criou. Nunca precisou de diploma para ser mestre.
Meu mestre foi meu pai Arnaud Costa. Gráfico, redator, repórter, cronista, editor, advogado, jamais entrou numa faculdade.
Estou produzindo uma narrativa íntima em formato de diário, explorando reflexões cotidianas, memórias e confissões. O título provisório: “Diário da Casa Caiada”.
Candidato a deputado federal vai à Universidade de Brasília pregar seu evangelho fascista e leva dedada.
O nome do bicho é Wilker Leão, candidato pelo partido Novo é Meu Ovo. Ele gosta de provocar as pessoas com o celular ligado. Dessa vez o cabra saiu com o aro ardendo.
O fato foi devidamente noticiado pelo site Barata Press, o primeiro com as últimas notícias sensacionalistas e as fofocas mais engraçadas do esgoto. https://baratapress.com/
No dia 23 de setembro, na Rua Segismundo Guedes Pereira Neto, 41, João Pessoa, no Bessa, restaurante Casa de Malta, estarei com Quelyno Souza declamando cordel de gracejo. Quem convida é Roberto Ferreira, amigo comum.
O cachê é um copo de suco de maracujá ou acerola.
Bem provável o poeta Marcone Araújo aparecer por lá.
Hoje é dia do bancário.
Uma pesquisa divulgada em 2026 apontou que 72,6% dos bancários consultados consideram que o ambiente de trabalho produz impactos negativos sobre a saúde mental.
Por trás dos números, das metas, dos contratos e das operações financeiras existe uma pessoa que vende sua força de trabalho e que, como qualquer trabalhador, tem direito a exercer sua profissão com respeito, segurança, reconhecimento e dignidade.
Tijolinhos no caixa para meu irmão Sósthenes Costa, os amigos W. J. Solha, Ecílio Palhano (in memoriam), Juarez Menezes e Jurandir Filho, bancários aposentados.
VERSO DO DIA
Era
uma manhã
Espantada de sol
Desvestida de lã
F. Mozart

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