quinta-feira, 27 de agosto de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA - Início do século, reunidos os companheiros Beto Palhano, Dalmo de Xangô, Fábio Mozart e Marcos Veloso no Bar do Grude, no Mercado do Geisel para reunião de pauta da Rádio Zumbi.

Atento às funções de secretário, o Beto Palhano fez logo uma observação: “Antigamente a gente fazia reunião de puta, agora é reunião de pauta”.

Beto Palhano e Marcos Veloso já fecharam a conta, passaram a régua e foram embora, esperar o restante da galera no bar da eternidade para continuar a reunião.

Uma dona reclamou do conteúdo da Rádio Barata no Ar. É crime não ter senso de humor! Clama aos céus! E agride a saúde pública, porque o humor reduz o estresse. Vejamos o lado leve das coisas, não levemos a sério demais.

Meu humor não é muito espirituoso, confesso e reconheço. Meio ácido e irreverente, às vezes até agrido. Mas, é assim mesmo, não tem humor a favor, já dizia Jaguar. Todo humor é do contra. E politicamente incorreto.

Minhas piadas e trocadilhos às vezes ofendem, como todo humor sério. Eita caray! E tem humor sério? Só pode ser piada, né não?

Enxerguemos a graça e o absurdo da vida cotidiana, antes que caia o choro da amargura.

Você pode ser engraçado, mas não seja chato, pedante, metido a palhacinho de circo mambembe que não renova piada e não areja os trejeitos. Cultive o senso de humor que sua horta floresce.

Meu próximo livro de poesias terá o título: “Sentença final – tratado poético de amizade, desilusão, esperança, humor, loucura, recordações, saudade, solidão, tristeza e assuntos transcendentais, produzido por um poeta sem eira nem beira que arranca da alma, mesmo sem ter alma, tanta besteira a ponto de empolgar a plateia com suas jogadas sensacionais de autopromoção”.

Será a obra poética com o título mais longo da história da baixa literatura em língua portuguesa. Entrarei para o livro dos recordes.

Em suma, minha poesia ruim é muito boa. Compre meu livro e guarde do autor o que ele tem de melhor, que é a consciência de sua imperfeitabilidade. (Esta palavra não existe na língua portuguesa, portanto não use a expressão, a menos que esteja redigindo poesia ruim).

“Não é preciso escrever nada para ser poeta. Alguns poetas trabalham em postos de gasolina, outros engraxam sapatos…” – (Bob Dylan)

“É mais fácil abraçar a tristeza; a felicidade é muito saltitante.” – (Ameba, poetando)

Poeta pobre não passa pela catraca, passa pela borboleta que é mais poético.

Senhoras balzaquianas, de meia-idade ou idosas que votaram em Bolsonaro: ele também odeia mulher “velha”. O senhor Bozó não sabe, porque é um cretino, mas as mulheres maduras são iguais a vinho caro: poucos homens sabem apreciar porque estão acostumados com vinho de jurubeba.

Êxodo 20:13 – “Não matarás”.  Êxodo 21:12 – “Quem ferir alguém, de modo que este morra, certamente será morto”. Afinal, mata ou não mata?

A Funerária Barata de Barriga pra Cima faz a produção do seu enterro. Trabalhamos com jingles funéreos e fornecemos carpideiras, aquelas choradeiras profissionais. Maquiagem e biografia favorável por conta da casa.

Sonsinho está programando curso sobre "como ser idiota na internet e ganhar muitas curtidas."

"Raimundo Onofre, o amigo do rei", de Gilvan de Brito. Acabei de ler. Um retrato sem retoques da cara da burguesia paraibana.

A banda gospel maconheira Adão e Erva toca na Igreja Jesus Salva e a Cannabis Cura, do pastor Pedânio.

“Livro sem leitor é rio seco, jardim sem flor.” Faça uma doação ao projeto Biblioteca Viva da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.

“O escritor que escreve às cegas pode ser um iluminado”, acredita o poeta itabaianense André Ricardo Aguiar.

E quem lê às cegas, corre o risco de penetrar aleatoriamente no mistério das coisas até, quem sabe, chegar a um grau de maravilhamento a ponto de viajar no pavão misterioso sem maiores perplexidades.

O cordel é uma arte que tem receitas. Sem o domínio de certas regras, não funciona. Como em toda forma artística, tem muita empulhação e produto ordinário por aí, mas, na forma, precisa seguir os preceitos da métrica e rima.

"Eu podia estar na minha mansão, no meu iate, mas estou aqui pedindo o voto de vocês." - Entreouvido de um político na feira, em surto de sinceridade.

“Ele casou duas vezes e foi infeliz em ambas. No primeiro a mulher fugiu de casa. No segundo, ela ficou.” - (Do blog de Tião Lucena )

Entrando na reta final da campanha e eu sem candidato. O que será de minha vida?

Eu, com 70 anos e quase inválido, projetando ações culturais para 2027. 

“A tragédia da velhice consiste não no fato de sermos velhos, mas sim no fato de ainda nos sentirmos jovens”. (Oscar Wilde)

Deputada Erika Hilton informa: Após o jornal ‘O Globo’ revelar que Flávio Bolsonaro escalou seus aliados para barrar o fim da escala 6x1 no Senado, dois senadores do PL, partido de Flávio, apresentaram CINCO emendas à proposta.

Todas são para atrasar ou impedir o fim da escala 6x1 na prática.

Esse povo é um atraso de vida na vida de quem não tem uma vida boa.

Já tem data para você comprar o livro O último poema de Zé da Luz – obra póstuma do maior expoente da poesia matuta, com autógrafo dos autores Fábio Mozart e Sérgio Ricardo Santos, no estande da Editora Zé da Luz, de 10 a 12 de setembro na Usina Cultural Energisa.

Estaremos de plantão das 16 às 20 horas nesses dias, durante a 1ª Feira Literária de Cordel da Paraíba.

Timbaúba é a capital do frevo na Mata Norte de Pernambuco. O frevo nasceu no Recife e viajou de trem para Timbaúba.

​No início do século XX, Timbaúba era um dos entroncamentos ferroviários mais importantes do estado. Pelo trem chegavam as partituras, as histórias dos blocos da capital e os caixeiros-viajantes cantarolando as novas marchas.

E o trem levou o frevo também para Itabaiana, onde se formou a Banda 1º de Maio que rivalizava com as bandas de Timbaúba, tocando os acordes do frevo.

Nasci em Timbaúba, meus dentes cresceram em Itabaiana e fui ferroviário. Só não fui mestre instrumentista de banda, mas meu tio Zé do Pão tocava bombardino na Banda 1º de Maio.

Zé do Pão foi uma espécie de metaleiro do dobrado e do frevo de rua.

Meu filho Arnaud Neto é saxofonista da centenária Banda Santa Cecília de Sapé.

Hoje é o Dia da Limpeza Urbana, e aqui vai o tijolinho de entulho para Nerivan Gari, um gari que foi eleito prefeito de Carnaúbas, no Cariri paraibano.

 

VERSO DO DIA

 

Eu escrevo por prazer,

Mesmo que ninguém me leia...

Minha alma se incendeia

Neste ato de escrever.

Verso para não morrer,

Pois no verso me desperto.

Erro, mas também acerto,

Sou escravo dessa arte,

Vou fazendo a minha parte,

Esperando que dê certo!

 

Melchior Sezefredo Machado

 

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