domingo, 12 de maio de 2019

POEMA DO DOMINGO




Se da sua hipocrisia
Você bem se abastece
Fazendo até uma prece
Para marcar esse dia
Querendo ser boa cria
Romantizando o anseio
Com pieguice e arrodeio
Seja o rei da falsidade
Finja que é de verdade
Mas não bote a mãe no meio

sábado, 11 de maio de 2019

Programa “Alô comunidade” muda de horário e entrevista itabaianense sobre cultura local


O programa “Alô comunidade” terá sua primeira edição em novo horário na Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110 KHZ) neste sábado, dia 11 de maio, quando passará a ser transmitido às 11 horas da manhã. Na edição deste sábado 11, o programa recebe a jornalista Nini Soares, Presidente da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, que falará sobre sua cidade no mês de aniversário de emancipação e sobre a cultura local.
O “Alô Comunidade” é um programa da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), retransmitido por oito rádios comunitárias e diversos blogs e sites, numa produção da Sociedade Cultural Posse Nova República, Academia de Cordel do Vale do Paraíba e Coletivo de Jornalistas Novos Rumos. No pós rádio, o programa é veiculado pelo Youtube e retransmitido todos os dias a partir das 14 horas no blog da Rádio Zumbi: http://radiozumbijp.blogspot.com/
O programa vai ao ar todos os sábados às 11h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Beto Palhano, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. 



quinta-feira, 9 de maio de 2019

Viola de versos dedilha a crônica de minha terra em seu aniversário





Meu folheto “A história de Itabaiana em versos” será relançado no dia 24 de maio, data histórica da Batalha do Riacho das Pedras, a mais importante batalha pela independência realizada na Paraíba. De um lado, os Republicanos da Confederação do Equador, que lutavam contra o absolutismo do Império; do outro, os Legalistas, conservadores, aliados de Dom Pedro I. Esta e outras peculiaridades históricas da velha Itabaiana do Norte eu narro em sextilhas. O chassi dessa crônica é o velho metro e a acentuação fonética da literatura de cordel, gênero nascido na Paraíba e hoje espalhado pelo Brasil. Do cordel também tirei a simpleza do relato, que vai voando como anjo pelas curvas do espaço e do tempo de nossa ancestralidade.

         Sei que fiz um bom cordel. Reconhecendo o valor até pedagógico da obra, o então vereador Semeão Rodrigues apresentou projeto em 2014 na Câmara de Vereadores de Itabaiana propondo que o folheto passasse a fazer parte do conteúdo curricular dos alunos da rede pública municipal. O escritor Damião Ramos Cavalcanti, atual Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, manifestou satisfação pela apresentação do projeto. “O jornalista, poeta e agente cultural Fábio Mozart tem se revelado timoneiro nos mares da cultura itabaianense. Saber a história da nossa terra é reconhecer, no passado, nosso berço, nossa casa, nossas raízes e, sobretudo, nossos valores, para conhecermos melhor o presente e prevermos melhor o futuro. Se esta obra nos motiva reconhecimento, com certeza, as futuras gerações serão gratas”, afirmou Damião. Os vereadores não pensavam assim e derrotaram o projeto de Semeão. Não fiquei comovido nem surpreso com isso. Não vem ao caso saber porque um vereador não consegue enxergar uma perspectiva maior do que seus limitados domínios e perspicácias. O que importa mesmo é saber que a memória de nossa terra, suas linhas certas e incertas, libertam-se de toda incivilidade e miopia, voando leves e limpas pela força irreversível da verdade histórica, buscando a eternidade.





quarta-feira, 8 de maio de 2019

QUEM LÊ MEU LIVRO




O poeta Raniery Abrantes com meu livro “Artistas de Itabaiana”. Raniery é o mais novo confrade da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, autor do “Jardim de amores”, onde ele canta as mulheres, mas no sentido lírico poético!


quarta-feira, 1 de maio de 2019

ORELHA DO LIVRO DE THIAGO ALVES



Um livro não precisa de orelhas porque não pretende usar óculos, conforma chacota de um tal Maciel Caju, crítico de fancaria. Este livro carece de orelhas porque ele é um produto mental de um sujeito que construiu sua reputação dentro dos preceitos do conservadorismo. Tudo certinho conforme as normas, respeitando a tradição e os bons costumes em suas várias dimensões. É um livro de poemas regionais com toda sua carga humana e reflexiva, um lirismo presente em sua linguagem e em seu conteúdo com forte carga de humor, o que é mais interessante.
A pesquisadora Mariella Masagão diz que, desde que os poetas aboliram o verso, a rima e a métrica, a poesia brasileira vem ficando sisuda e hermética. Não sei se concordo. Entretanto, onde é que você vai encontrar o humor mais puro senão nas cantorias dos repentistas e nos folhetos de feira? Cordel é uma narrativa poética popular escrita com métrica e com rimas soantes. É nessa fonte saborosa onde bebe meu compadre Thiago Alves, por isso sua poesia não é carrancuda.
Thiago Alves é um poeta cuja obra está em progresso. Vai maturar ainda, dentro da sazonalidade própria da arte. Por enquanto, essa primeira safra mostra que o cultivo foi sereno em nome de uma poética autentica, humilde e encantadora. Lavrando seus textos com a enxada do amor telúrico, Thiago Alves fixa seu ponto de vista poético com temas da intimidade de suas coisas e espaços de vivência. Incluindo aí sua experiência pessoal com o sagrado.
Conforme o protocolo, aqui vai meu texto de admiração de quem conhece o artista desde tempos imemoriais quando juntos cultivávamos os versos brutos do trabalho comum na estrada de ferro. Desde então, Thiago Alves vem revelando sua sensibilidade e inteligência emocional para brincar com as palavras e conduzir seu trem no ramal do lirismo.