quarta-feira, 1 de maio de 2019

ORELHA DO LIVRO DE THIAGO ALVES



Um livro não precisa de orelhas porque não pretende usar óculos, conforma chacota de um tal Maciel Caju, crítico de fancaria. Este livro carece de orelhas porque ele é um produto mental de um sujeito que construiu sua reputação dentro dos preceitos do conservadorismo. Tudo certinho conforme as normas, respeitando a tradição e os bons costumes em suas várias dimensões. É um livro de poemas regionais com toda sua carga humana e reflexiva, um lirismo presente em sua linguagem e em seu conteúdo com forte carga de humor, o que é mais interessante.
A pesquisadora Mariella Masagão diz que, desde que os poetas aboliram o verso, a rima e a métrica, a poesia brasileira vem ficando sisuda e hermética. Não sei se concordo. Entretanto, onde é que você vai encontrar o humor mais puro senão nas cantorias dos repentistas e nos folhetos de feira? Cordel é uma narrativa poética popular escrita com métrica e com rimas soantes. É nessa fonte saborosa onde bebe meu compadre Thiago Alves, por isso sua poesia não é carrancuda.
Thiago Alves é um poeta cuja obra está em progresso. Vai maturar ainda, dentro da sazonalidade própria da arte. Por enquanto, essa primeira safra mostra que o cultivo foi sereno em nome de uma poética autentica, humilde e encantadora. Lavrando seus textos com a enxada do amor telúrico, Thiago Alves fixa seu ponto de vista poético com temas da intimidade de suas coisas e espaços de vivência. Incluindo aí sua experiência pessoal com o sagrado.
Conforme o protocolo, aqui vai meu texto de admiração de quem conhece o artista desde tempos imemoriais quando juntos cultivávamos os versos brutos do trabalho comum na estrada de ferro. Desde então, Thiago Alves vem revelando sua sensibilidade e inteligência emocional para brincar com as palavras e conduzir seu trem no ramal do lirismo.



domingo, 21 de abril de 2019

POEMA DO DOMINGO

(Goeldi)



Penetram os poros
sutilezas de chicanas
“Oh tempora! Oh moros!”

***
O vice versa
o verso viça
fala transversa

***
De haicai abusei
dizem que nissei
não sei

***
CONTO DE FARDAS
Governo de fezes
não era uma vez
serão todas as vezes

***
Numa primeira leitura
bula de remédio mata
enquanto cura

***
Alô, é da clínica de aborto?
Quanto pago pra tirar
um sonho morto?

***
Terror subjacente
tenho saudade dos medos
de antigamente


sexta-feira, 12 de abril de 2019

Sexta-feira, 12 de abril de 2019

Fábio Mozart entrevista poeta sousense neste sábado na Rádio Tabajara



O poeta Raniery Abrantes, de Sousa, será o entrevistado deste sábado no programa “Alô comunidade” na Rádio Tabajara AM (1.110 KHZ), sob o comando do radialista comunitário Fábio Mozart, com produção da Rádio Zumbi e parceria com 12 rádios comunitárias paraibanas.

O programa inicia às 14 horas, podendo ser ouvido pela internet no portalhttp://radiotabajara.pb.gov.br/ 

Após a transmissão ao vivo, o “Alô comunidade” será veiculado em outras plataformas como Youtube e site da Rádio Zumbi.




No ar, MULTIMISTURA, primeiro lugar em audiência nas classes A e B (Analfabeto e burro) 






sexta-feira, 5 de abril de 2019

Câmara de Mari aprova cidadania honorária ao radialista Fábio Mozart

A Câmara Municipal de Mari aprovou no dia 3 de março a cidadania honorária ao radialista Fábio Mozart, por proposição do vereador Alisson José Cunha. A matéria, que passou em primeiro turno, recebeu votos favoráveis de todos os vereadores.

O homenageado, nascido em Pernambuco e radicado na Paraíba, é ator, diretor de teatro, poeta, radialista e jornalista. Como ferroviário, chefiou a estação de trem de Mari por doze anos, período em que fundou times de futebol, associações de bairro, grupo de teatro e a Rádio Comunitária Araçá. “Hoje identificado e respeitado pela geração que testemunhou seu trabalho cultural e social em Mari, sem dúvida merece ser reconhecido como cidadão honorário, um título que já leva em seu coração, pois defende nossa terra e reconhece nossa história como poucos marienses de nascimento, tendo publicado o livro ‘Mari, Araçá e outras árvores do paraíso’, narrando em versos a história do município”, frisou Alisson José. 

O ativista social Luis Trindade ressalta as atividades sociais e políticas de Fábio Mozart durante sua permanência em Mari. “Fábio foi o pivô das mudanças sociais em nossa terra, principalmente na zona rural, e dou meu testemunho, pois foi através dele que eu ganhei força e preparação para lutar pela minha comunidade e hoje produzimos no assentamento Tiradentes no regime de agricultura familiar, tendo me firmado como uma liderança do MST graças principalmente ao trabalho e exemplo dele” afirmou.