sábado, 9 de julho de 2011

QUEM LÊ MEU LIVRO



Edilete Bezerra

Edilete Bezerra é atriz e escritora. Trabalha como articuladora comunitária nos bairros Manaíra, Bessa e João Agripino, em João Pessoa, em projetos sociais da Prefeitura da capital. Querendo conquistar seu espaço e sabendo que precisa cada vez mais se qualificar, fez o Curso de Gestão Cultural da Secretaria de Cultura do Estado.

Foi lá onde nos encontramos, e onde eu vendia meu peixe, no caso o livro DEMOCRACIA NO AR. Ela disse que conhecia a realidade das rádios comunitárias, contou algumas coisas irrefutáveis e outras nem tanto. Isto posto e descontados alguns excessos de imaginação, o resultado é que a moça ficou com o livro e ainda posou para as objetivas da Toca do Leão, o que não deixa de ser uma temeridade, já que este blog não tem boa fama.

Isso remete a um lance que eu soube, de um leitor muito distinto. O jornalista Pedro, da Secretaria de Comunicação do Estado, disse que já leu o livro DEMOCRACIA NO AR e gostou. Outro que deu boas referências sobre meu livro “A Voz de Itabaiana e outras vozes” foi o historiador José Octávio de Arruda Melo, também presente no Curso de Gestão Cultural.

Os leitores que leram e não gostaram das obras citadas ainda não se manifestaram. Já os que não conhecem os ditos livros são em quantidade incalculável. Por isso meu esforço no contato corpo a corpo com o leitor. Sou um escritor à procura de leitores. Tenho convite para levar esses livros para lançamento no Recife. Depois conto os detalhes.

PROGRAMA Alô comunidade


Febuk canta reggae no "Alô comunidade"


Sábado é dia do Alô comunidade


Sintonize na Rádio Tabajara AM neste sábado, dia 9 de julho, às 2 horas da tarde, o programa Alô comunidade, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares.

NESTE SÁBADO:

SORTEIO DE CAMISA DO PROGRAMA

ESTREIA DA RÁDIO COMUNITÁRIA LAGOA FM E RÁDIO COMUNITÁRIA ACAUÃ FM (Lagoa de Dentro e Aparecida/PB)

PARTICIPAÇÕES: Secretário de  Segurança Pública de Canoas/RS, Secretário de Agricultura da Paraíba, Luciana Morrely, Laercinho de Aparecida, Agnaldo Vasconcelos de Lagoa de Dentro.

CANTAM – Febuk, Milton Dornelas e As Bastianas.
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A partir de domingo (10) escute o programa online no nosso blog:

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um itabaianense muito especial


Professor Lenildo Correia

Elita Azevêdo Correia, viúva do professor itabaianense Lenildo Correia, mandou uma carta para a Toca do Leão (carta mesmo, escrita à mão como antigamente) encaminhando alguns trabalhos do seu marido, fundador da Associação dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba, estudioso da educação, ativista político e historiador. Essa expressiva figura do mundo intelectual e educacional do Estado foi um destacado militante no papel de combativo defensor de um país capaz de promover o bem estar físico, material, social e espiritual dos seus habitantes. Por causa desses ideais foi perseguido pela ditadura militar.

Pretendo rascunhar algumas linhas sobre a história de luta desse conterrâneo, cuja conduta muitas vezes gerou controvérsia entre seus próprios companheiros. Era um homem de forte personalidade, numa época em que a grande maioria dos homens públicos e formadores de opinião eram apenas caricaturas diante do opressor fardado. Muito sujeito fascinado por estrelas de brilho ativo, doidos por um bafejo verde-oliva naqueles tempos opressivos, hoje se arvoram de democratas e alguns até criticam personalidades como Lenildo Correia.

A tendência natural dos homens é degenerativa. Você pode ter sido uma pessoa de caráter, corajoso e destemido, mas no fim da linha mostra-se frágil, moralmente debilitado. O que fica, no entanto, é a história da sua luta essencial, o momento em que você se mostrou firme em seus princípios quando teve que se defrontar com a chamada situação-limite.

Vou anotar testemunho do professor Zenito Oliveira, colega de profissão e companheiro de Lenildo Correia nas lutas sindicais, entre outros contemporâneos do nosso mestre de Itabaiana, a exemplo do professor José Octávio de Arruda Melo. Malvisto pelos militares, Lenildo jamais abdicou de suas opiniões e da influência como líder inconteste dos professores. Era um homem correto, valente e honrado, além de grande historiador.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

QUEM LÊ MEU LIVRO

Mariano Ferreira

Poeta Mariano Ferreira


Folhetista na feira de Itabaiana, década de 80
Encontrei o poeta Mariano Ferreira no Curso de Gestão Cultural que estamos fazendo no Espaço Cultural em João Pessoa. Ele faz poesia de cordel na cidade de Dona Inês. Na base do escambo cultural, troquei um exemplar do meu livro “Biu Pacatuba – um herói do nosso tempo” pelos folhetos “Eco-Sacra Mata do Seró”, “Trilha e caminhada ecológica no circuito mata do Seró” e “São João tradição de Dona Inês”, trabalhos produzidos pelo Mariano.

Mariano é um poeta que roda pela cena cultural da Paraíba tentando divulgar seus folhetos como autêntico camelô, sofrendo e gozando tudo o que é saudável e o que é desdouro nesse processo. No geral, muita gente ainda vê o poeta cordelista como um sujeito folclórico que tenta imitar os velhos mestres dessa arte, para muitos considerada ultrapassada. Não se aceita que um jovem faça poesia simples, nos moldes das sextilhas do velho e bom cordel. Mas o cordel não morreu, não virou peça de museu não! Está se adaptando aos novos tempos, já está na internet, renova sua linguagem e segue em frente, com a nova geração de criadores como esse Mariano Ferreira, cabra bom no seu ofício.

No curso de produção cultural que estamos fazendo, o professor Rômulo Aguiar, de Minas Gerais, foi enfático: o artista precisa planejar e ver quem são as pessoas que querem consumir seu produto, buscar o público, pensar para além dos horizontes de sua cidade, buscar outras praças e atingir públicos sedimentados. Isso vem sendo feito há décadas pelos folheteiros e cordelistas no Nordeste. O cordelista é um vendedor ambulante de sua poesia, de feira em feira, de cidade em cidade. Pelo menos era assim, que hoje só se vê folhetista no dia do folclore ou quando se topa com um remanescente desses mercadores ambulantes da autêntica expressão cultural nordestina, tipo Mariano Ferreira.

QUEM LÊ MEU LIVRO

Jornalista Manassés de Oliveira lendo meu livro “A Voz de Itabaiana e outras vozes”

Manassés de Oliveira

Diferentemente de certas pseudolideranças do movimento de rádios comunitárias na Paraíba, este jornalista sertanejo, da cidade de Picuí, preocupa-se com a proliferação de falsas rádios com outorga de comunitária, mas que na realidade funcionam como uma rádio comercial comum. Ele, igual a este escriba, considera que a existência dessas estações de rádio com concessão de comunitária e atuando com a mentalidade e objetivos de uma empresa particular, macula o movimento e dá munição para nossos inimigos que combatem o direito constitucional da livre manifestação de pensamento via ondas de rádio.

O nobre companheiro Manassés publicou um trabalho sobre o tema no Observatório da Imprensa, "O inverso do conceito de comunicação comunitária", onde se lê: 
 
"Pelo fato de o Ministério das Comunicações só emitir concessões de rádios comunitárias para fundações e associações comunitárias sem fins lucrativos, foi criada em Picuí (PB) a Associação Picuiense Artística e Cultural de Radiodifusão Comunitária (Aparc).

A entidade citada tem como atual presidente Diego Bruno Araújo de Negreiros e possui a concessão da Rádio Comunitária Sisal FM. O referido presidente é filho do vereador José Onildo de Negreiros (PPS), pessoa que controla a emissora como um proprietário particular.

"Extensamente proselitista, a Sisal FM pratica uma ‘comunicação’ centralizada na verticalização do poder e na negação do direito de a comunidade se expressar."


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os músicos daqui de casa


Maximilien Robespierre Mozart (à esquerda) e Arnaud Neto ao centro

Derrubar muros e construir pontes foi sempre meu objetivo. Passei um pouco dessa concepção de vida aos moleques que nasceram sob minha responsabilidade. Dois desses moleques surgiram com o dom da música e fazem disso profissão. O amor incondicional desses caras pela música os faz respirar esta arte quase que vinte e quatro horas por dia. Tocam numa orquestra chamada “Puro charme”. São jovens, mas apreciam Led Zeppelin, Bob Marley e Beatles, por influência do velho. Arnaud Neto toca saxofone, flauta transversal, violão, cavaquinho e guitarra. Maximilien Robespierre Mozart toca baixo eletrônico.

Dizem que quem faz o que gosta não trabalha. É só alegria, criatividade e adrenalina. Os moleques vivem seu período mágico, tocando em bailes, bares e shoppings. Os dois quase não tiveram estudo formal em conservatórios de música. Aprenderam tocando na noite. Arnaud Neto é filho de Itabaiana, um canteiro de talentos sem fim. O outro nasceu em Mari, e já é um monstrinho tocando seu baixo.

Sábado passado foram tocar em Mari, na festa “São João Pedro” promovida pela Prefeitura. O prefeito Antonio Gomes fez questão de homenagear os dois moleques, e a mim por tabela. Não me envolvo com o jogo político em Mari, mas se votasse lá, certamente seria no meu compadre Antonio Gomes, o “Juruna”, cabra que me tem consideração e a quem admiro.

Por uma sorte do destino, os moleques sob minha responsabilidade (quatro homens e uma mulher) são pessoas de bom conceito. Nossa juventude, em constante estado de ameaça pelas drogas, a violência e a falta de perspectivas, quando embarca no trem da arte acaba se dando bem. Por isso minha persistência em manter o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar em Itabaiana.

Quem quiser contratar a Orquestra Puro Charme, contato:

Espaço Nordeste recebe livros do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar


Edglês Gonçalves (Ponto de Cultura Cantiga de Ninar) e Cândida Cavalcante, do Espaço Nordeste


O Espaço Nordeste de Gurinhém (PB) recebeu os livros “Biu Pacatuba”, “Democracia no Ar” e “A Voz de Itabaiana e outras vozes”, de Fábio Mozart, e “Teatro na terra de Zé da Luz”, de Romualdo Palhano, doados pelo Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, por solicitação da Assessoria Cultural daquela entidade, na pessoa de Marília Alves.

“Investir em ações que promovem o livro é investir na formação de cidadãos, é contribuir para a construção de um país mais justo.” Com este pensamento, a direção do Espaço Nordeste registrou a satisfação de todos pelo recebimento deste material, através de Edglês Gonçalves, representante do Ponto de Cultura. Esteve presente ao encontro de intercâmbio cultural a Assistente Administrativa Cândida Cavalcante.

O Espaço Nordeste é coordenado pelo Banco do Nordeste e pelo Instituto Nordeste Cidadania, com o objetivo de democratizar o acesso às manifestações da cultura nordestina, nacional e universal, através da oferta de programação cultural gratuita que envolve oficinas de arte e cultura, inclusão digital, sala de leitura, capacitação em empreendedorismo e outros eventos socioculturais.