terça-feira, 21 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

O troféu Violeta Formiga, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, é criação de Sérgio Ricardo Santos e será entregue a Stela Maris Mariano, Djanira Meneses e Joelma Lins em 28 de maio na Academia Paraibana de Letras, no Pôr do Sol Literário.


O evento marca o cinquentenário da Sociedade Zé da Luz. Seu primeiro presidente, Zenito Oliveira, aos 90 anos promete estar presente.


Piloto de helicóptero que caiu em Campina Grande não tinha habilitação, afirma polícia. O piloto era Josevan Rodrigues Ferreira, que vai ser investigado pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.


O piloto foi preso por não ter carteira de motorista de aeronave. Caiu na blitz, literalmente.


O helicóptero não tinha plano de voo, diferente da libélula que, segundo a Bíblia, é lembrete da presença de Deus no mundo natural e seu plano.


O bom piloto de helicóptero nunca se perde. Quando a situação fica confusa, ele só “paira” e pensa melhor.


Foi no Dia do Índio, em 19 de abril de 2014, que a cultura popular da Paraíba se vestiu de luto. Falecia no Hospital Edson Ramalho o mestre Carbureto, da Tribo Indígena Tupinambá de Mandacaru. Junto com Carbureto se foi uma biblioteca de conhecimento da cultura popular tradicional.


Quando eu morrer, se alguém me fizer homenagem produzida em IA, eu volto pra assombrar esse arrombado!


“Saiba o que abre e o que fecha no estreito de Ormuz neste feriado” – (Bluesky)


Meus passos cada vez mais imperfeitos. No entanto, conscientes ainda. Sei onde ir e porque ir. Não sei se conseguirei chegar.


Sou paraibano, sim senhor! Mas não sou paraibano da gema; sou da clara...


“É meio alimento transgênico, mas a Paraíba aceita com orgulho!” – (Zuma Nunes)


Vou montar uma peça de teatro chamada Dactilografia. Para o elenco, já convidei meu compadre Normando Reis que vai fazer o papel de escrivão, “batendo” numa Olivetti ao ritmo do humor, sarcasmo, poesia, terror diabólico e diálogos de empregadas domésticas. O descontínuo som das teclas da máquina de escrever evacuando medos e inconveniências da vida.


Madame Satã viveu no Carretel, cabaré da Rua Treze de Maio em Itabaiana nos anos 40, onde levou uma facada na coxa. Um romance que ainda espera para ser escrito.


Se continuar assim, daqui a pouco a Inteligência Artificial estará conversando com outra Inteligência Artificial, dispensando os intermediários, como aquele poeta de cordel que aumentou sua produção em 500%.


Para mim, ler era mais fascinante do que contar dinheiro. A internet tem me afastado dos livros tradicionais.  


Guimarães Rosa escreveu uma carta para seu amigo João Cabral de Melo Neto onde todas as palavras começam com a letra C.


Para os “patriotas” cabeça de vento, citando Bráulio Tavares: “Pátrias são ficções. São conceitos úteis, desde que não se transformem em símbolos absolutos”. 


Não creio no anjo da guarda do catolicismo nem nos espíritos mestres do espiritismo, mas bem que gostaria que esses seres fantásticos viessem sofrer minhas dores e me deixar dormir.


“Não existe bem ou mal nas reações nucleares que fazem brilhar as estrelas, nem na força da gravidade, nem nas aglomerações de matéria que produzem planetas, cometas etc.  O que existe ali é um cabo-de-guerra permanente entre a Ordem e a Desordem”. – (Bráulio Tavares)  


Quando estudante, fui apresentado ao professor de Língua Portuguesa. “Prefiro língua brasileira”, pensei. E abandonei a escola.


Fui aprender língua brasileira nordestina com os poetas violeiros na feira de Itabaiana, bebendo cachaça com tira gosto de inhambu-chororó.


O Governo da Paraíba, na gestão de João Azevêdo, teve 70% de aprovação dos eleitores, ocupando o sexto lugar no Brasil. Os três primeiros são governadores de direita: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Jorginho Melo.


Brasileiro cada vez mais conservador e quase extrema-direita. O filho do velho Bozó vai ganhar a eleição. Anotem.


“Até aqui na Paraíba tenho visto paraibano pé rapado que come feijão com rapadura se anunciando bolsonarista”. – (Tião Lucena)


Tião Lucena disse que fez exame do coração e descobriu que “tem placas, feito carro”. Eu também tou emplacado.


Certo dia, minha comadre Adriana Felizardo escreveu uma carta para a cantora e compositora paraibana Cátia de França, que achei interessante. Em tempo: Cátia tem um disco chamado “Itabaiana”, onde ela interpreta canção de sua autoria falando da minha cidade adotiva. Um primor de poema sobre a terra de Sivuca.


Na carta, Adriana dizia:Querida Cátia de França, tenho para mim que comecei a gostar de sua música muito cedo, não sei ao certo em que tempo. A princípio, a sua voz diferenciada, sua maneira de interpretar, e depois prestando atenção nas letras de suas músicas, de uma poesia ríspida, um versejar áspero e cortante como o vento nas quebradas do sertão no estio”.


“Cátia, antes da mediocridade da indústria cultural me alcançar, dei fé do seu canto na Rádio Tabajara. Procurei e achei o disco de vinil em um sebo, gravei, botei no CD e tá lá no cantinho das preciosidades”.


“Nesta carta vai meu agradecimento porque você ajudou a construir minha visão estética em música. Ouvi uma entrevista sua no rádio, tocando violão e cantando, gargalhando e debochando, sendo você mesma, uma figura alegre e sempre além do seu tempo”.


“Soube que você domina a percussão, a flauta, o piano e a sanfona. Com esses instrumentos e sua visão de poeta, desenhou as ‘vinte palavras em torno do sol’ que chegou a embeber em líquido sonoro os “cristais de sangue”.


“Estou ‘Feliz demais’ por saber que lerá minha carta, de uma fã desde menina. ‘O bonde’ dessa toada catiana atrai ‘Quem vai, quem vem’ até no ‘Porto de Cabedelo’, metendo verso ‘Ensacado’ no porão do navio da poesia paraibana de qualidade”.


“Até em ‘Itabaiana’ se ouviu seu grito de ‘Kukucaia’ e seus gemidos no ‘Coito das araras’. ‘Os galos’, como dizia o poeta, não tecem sozinhos uma manhã, pois só com uma guerreira dessas se pode soltar o grito de resistência. “Sustenta a pisada”.


Feriado de 21 de abril, dia de Tiradentes, o dia em que marcaram consulta com o dentista e ele faltou. Estava ocupando sendo enforcado. Tijolinhos para o poeta Thiago Alves que também é Joaquim.


VERSO DO DIA


Não quero viver ao léu

Como cachorro sem dono

Ou solitário colono

De inóspito ilhéu

Mas levo como troféu

Amizade verdadeira

Porque sei que é besteira

Esperar o paraíso

Aqui mesmo é que eu preciso

Da benção do meu irmão

Contida na saudação

Que espiritualizo.

 

(Fábio Mozart)

 

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