Páginas

sexta-feira, 24 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

Joelma Fonsêca Lins, professora de História que faz história em Itabaiana como Secretária de Educação. Entra prefeito e sai prefeito, ela continua no cargo pela dedicação, competência e compromisso com a qualidade do ensino.

Sua gestão demonstra sensibilidade, responsabilidade e uma visão transformadora, contribuindo para o fortalecimento da educação no município.

Pelo trabalho exemplar e pelo impacto positivo que vem construindo na educação, Joelma Lins foi indicada para receber o Troféu Violeta Formiga 2026 da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, no ano do cinquentenário dessa instituição.

Que seu esforço continue gerando frutos e inspirando todos ao seu redor.

O troféu Violeta Formiga tem como propósito homenagear mulheres que se destacam por sua atuação social e cultural no estado da Paraíba, reconhecendo trajetórias marcadas pela dedicação à promoção dos direitos humanos, da igualdade e da valorização da cultura.

A premiação leva o nome da poeta paraibana Violeta Formiga, cuja memória é preservada como símbolo de resistência e luta, sendo também um tributo à sua história e à necessidade permanente de enfrentamento à violência de gênero.

Viva a Paraíba que não me pariu, mas me criou com leite de jumenta.

E a quebra do sigilo de Lulinha, filho de Lula, deu em quê?

"A vida - tão previsível como incompleta - de vez em quando precisa de um gol olímpico ou de bicicleta" - W.J. Solha

Fernando Collor foi eleito para a Academia Alagoana de Letras. Daí para o Bolsonaro na Academia Brasileira de Letras é uma topada!

"Falar em democracia para um povo que não sabe o que é alho e nunca ouviu falar de bugalho, é para tirar São Severino do Ramo e expulsar a Nossa Senhora da Penha!" – (Ameba, o língua de espeto)

"Foi uma emoção emotiva", disse Neymar depois do jogo.

Trabalhadores, vamos brigar pela escala 3X4. Se serve pra nossa foto na Carteira de Trabalho, serve pra gente viver de verdade.

Sonhei sendo entrevistado para uma vaga de emprego que eu não queria. Exigi escala 3X4.

Será que eu sou mesmo neurodivergente e não querem me contar?

“Você apresenta vários traços de autismo que são pouco percebidos devido ao processo sociocultural de subjetivação dos acanhados”. – (Doutor Penico Branco)

Na Paraíba, o Mobiliza (ex-PMN) ainda é um partido relativamente pequeno, então suas “maiores lideranças” são basicamente nomes ligados à direção estadual e a alguns quadros municipais.

O presidente é Eurípides Leal, que parece ser uma pessoa muito leal a Lídia Moura, a verdadeira líder do Mobiliza. Leal foi levar seu apoio ao governador Lucas Ribeiro.

Se não tinha certeza de sua reeleição, com o apoio do Mobiliza o governador Lucas Ribeiro já comprou o paletó da posse definitiva.

Orientado por Flavinho Rachadinha, o Partido Liberal sinaliza apoio à PEC 6x1, mas com redução de salário.

Esse é o PL dos bandidos vagabundos, dos pastores picaretas e das quadrilhas que desviam as emendas. Esgoto a céu aberto.

Flávio rachadinha declarou à Folha, que fará cortes na educação, saúde, assistência social e corrigir o salário mínimo pela informação.

O plano dele é tipo Robin Hood ao contrário: tirar dos pobres pra dar aos ricos.

Hoje tem sessão especial na Câmara dos Vereadores de João Pessoa para debater sobre o projeto do fim da escala de trabalho 6X1. Quem convoca é o vereador Marcos Henriques.

A palavra quizila vem de línguas africanas, especialmente do grupo bantu, como o kimbundu, falado em regiões de Angola.

O termo original está ligado a ideias de proibição. No Nordeste, quizila virou antipatia por alguém ou alguma coisa.

O termo quizumba significa algo “pesado” espiritualmente. Energia negativa. O Partido Liberal é uma quizumba.

Tenho forte quizila com esses ditos conservadores de fezes, hipócritas e aproveitadores da inocência e das ignorâncias populares.  

Existe algo em torno de 120 a 180 milhões de pessoas no mundo com artrose nos dois joelhos. Eu sou uma delas.

159.635 é o número de pessoas que morrerão no mesmo dia que você. Portanto, não se preocupe. Você não vai sozinho.

Desembargadora Eva do Amaral, do Tribunal de Justiça do Pará, disse que está quase passando fome, e chora pela perda de algumas gratificações. Em março, ela recebeu R$ 117 mil de salário.

Data vênia, a excelentíssima deveria cuidar da Vara dos Idosos, que é serviço maneiro.

A Vara Especializada em Pessoas Idosas é focada na proteção de pessoas acima de 60 anos, especialmente em vulnerabilidade, como maus-tratos e golpes financeiros.

Eu mesmo preciso de proteção contra o Banco Itaú, que é intermediário de um golpe financeiro contra este pobre velhinho aposentado.

Se você acha que bunda de tanajura assada no óleo é comida de gente, por favor, me exclua do seu Facebook.

O senhor ou a senhora teria um minuto para ouvir a palavra da Barata? A quizila é hoje, sexta-feira, às dez horas da manhã na www.radiodiariopb.com.br

Os Estados Unidos são uma nação fundada em valores cristãos. Quando os americanos matam pessoas nos países pobres, eles pensam no que diz o Deus da guerra: “Bendito seja o Senhor, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha”. – (Salmos 144: 1-2)

“Teimoso é o diabo, que todo dia é expulso da igreja, mas não falta a nenhum culto”. – (Atribuído a Bebé de Natércio)

Já na feira o cordel “Poeta cordelista perde a moral no embalo da Inteligência Artificial”, autoria de Antonio Xexéu, com auxílio do ChatGPT. Folheto pode ser encontrado na Galeria Armorial, de Josafá de Orós, em Campina Grande.

Dr. Penico Branco indica óleo de cannabis para esses casos. Remove o ácido úrico do sangue, trata a ansiedade, a artrite crônica e o reumatismo, e reduz o desejo de enganar o leitor.

“A inteligência artificial não tem coração, não tem sentimento, não tem intuição, não tem alma. É um crime, dói no coração.” – (Poeta Antonio Barreto, de Salvador)

“Outro dia me mandaram um cordel feito por inteligência artificial e na primeira estrofe achei trinta e cinco erros” – (Antonio Barreto)

Humanos tijolinhos para o poeta Antonio Marcos Monteiro, de Itabaiana, leitor dos Tijolinhos.


VERSO DO DIA

A inteligência artificial cai
onde a linguagem deixa de obedecer:
no poema, a regra perde força,
o sentido escapa e a máquina descobre
tarde demais
que nunca aprendeu a ler o humano.
 

José Manuel Diogo

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


FOTO MEMÓRIA - Cartaz da peça “O banquete final”, de Fábio Mozart, pelo Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana, órgão da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz que comemora 50 anos de fundação.

Cida Ramos e Pollyana Weverton brigando pra ver quem fica com uma secretaria do Governo do Estado para facilitar eleição das ditas cujas. “Protagonismo feminino negativo”, resumiu Tião Lucena.

Meu livro “Artistas de Itabaiana” já se encontra na Amazon.

O TCB, Terceiro Comando da Barata, está solto na buraqueira amanhã às 10 horas na www.radiodiariopb.com.br

“Nas ruas de Jaguaribe, onde um dia corri menino, ainda escuto passos que já não existem. Nas esquinas antigas, reencontro vozes apagadas pelo tempo, risos de família, promessas juvenis, tardes infinitas de um mundo que parecia não conhecer despedidas.” – (Palmari Lucena)

Em homenagem a Tiradentes, enforcaram a segunda-feira.

"A vida é um conto narrado por um idiota e que não significa nada" (Shakespeare)

Frase do dia da Barata: a ovelha não deve se vingar do lobo, não é de sua natureza. Mas, pode mijar na carcaça do lobo mau assim que tiver chance.

Ciro Gomes pensa em abraçar Lula de novo. “Não xingue a mãe do jacaré antes de atravessar o rio”, diz o bom senso.

“O fato mais surpreendente é que a cultura, no sentido tradicionalmente dado a esse termo, está em nossos dias a ponto de desaparecer”. – Mario Vargas Llosa.

“Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica”. – (Fernando Sabino)

“Irmãos, vocês já podem usar o pix pra pagar o dízimo. Isso é a tecnologia a favor da sua salvação! Aleluia!" – (Pastor Pedânio)

"Nunca quero encontrar minha alma gêmea, pois, se ela for muito parecida comigo, quero distância". – (Ameba, o antibacteriano)

“Certas dores precisam de música para serem suportadas”. – (Palmari Lucena)

Na Rússia, as passeatas gays foram proibidas por cem anos. Os governantes de lá esperam que, nesse período, o homossexualismo tenha desaparecido da face da terra junto com a liberdade de expressão.

Sonsinho ensina que a lua é mais importante que o sol porque vem à noite, quando tá tudo escuro. Já o sol aparece de dia, quando tá tudo claro, ou seja, não tem utilidade nenhuma.

"Não sofro do fígado, o fígado é quem padece de mim". - (Ameba, o ébrio pensador)

Cúmulo da solidão e da carência: sentar na mão esquerda até ela ficar dormente o suficiente pra parecer que era outra pessoa enxugando suas lágrimas.

“Nunca vai dar certo no Brasil uma instituição que fique esperando a pessoa chegar para pedir um livro. Tem que colocar o livro na vida e no universo de todo mundo”. – (Juca Ferreira)

Em 21 de abril de 2013, o professor Ivaldo Gomes afirmou: "Programa Alô Comunidade continua fazendo a diferença no rádio paraibano. Deveria ser colocado no ar também pela Tabajara FM."

Atualmente o “Alô comunidade” está na Rádio Tabajara FM aos sábados, 11 horas.

Pessoas há que reclamam de mim por mandar os Tijolinhos de madrugada. Acordam com o sinal de chegada de mensagem no celular e ficam irritados.

O poeta José Sóter, de Brasília, me botou o apelido de “galo da madrugada”. Fez até uma arte na IA.

Na verdade, sou a barata da madrugada, porque sou um inseto caseiro noturno.

Cientista baratinado descobre o buraco branco e prova que o buraco é mais embaixo.

"Inútil seguir por outros caminhos, quando nas sextas-feiras a barata faz seu caminho” (Clarice Lispector)

“Jornalista que é jornalista tem que rezar a Oração de São Francisco de ponta-cabeça. “Onde houver a fé, que eu leve a dúvida; onde houver a união, que eu leve a discórdia”. – (Rubens Nóbrega)

Andava por entre os carros parados no sinal, gesticulando muito, dando ordens, xingando os motoristas que não arrancavam logo depois do sinal abrir. Sentava no meio fio e reclamava da ignorância dos condutores.

Não pedia nada. Apenas exigia rapidez no tráfego e educação, nada de buzina! Durante anos de sobrevivência no semáforo, o bêbado adquiriu o tempo exato, o time para vencer a rapidez das arrancadas.

Num domingo ao meio-dia, perdeu a corrida para um Fiat Uno. “Tá lá um corpo estendido no chão”, exibindo-se para as objetivas do jornal sensacionalista.

Antes de fechar os olhos, o bêbado, muito correto, mandou todo mundo acelerar. Na hora, passou um velho Passat com o pára-choque avisando: “Arma branca, só cachaça”.

“Você toca samba, bolero e valsa no meu coração apaixonado!”, exclama a senhora de meia idade no sinal de trânsito para o primeiro motorista que freia o carro no limite da faixa. Diz isso para todos.

É uma mulher exaustivamente feia. Os olhos de vesga, no entanto, derramam um “quê” de nobreza, uma figura de misteriosa doçura. Dizem que fica ali no ponto desde que um motorista a chamou de “bela”. Esperando mergulhada em seu sonho, entranhada, emprenhada pela força do elogio daquele desconhecido.

O pai de Raul Seixas era engenheiro ferroviário. Raul viajou muito de trem durante sua infância pelo interior da Bahia.

Em entrevista à Rádio Nacional, ele afirmou: “O trem ficou na minha cabeça, aquela cultura do interior. O dono da cidadezinha era o cara que tinha uma geladeira. Curti muito isso. Eu falo muito de trem na minha obra. O processo civilizatório bateu no teto, e sem liderança nenhuma o mundo está mudando...”

“A hora do trem passar” é uma das mais belas canções de Raul Seixas. Ele tinha um irmão maquinista. Carlos Seixas, o nome do irmão.

Tibjolinhos póstumos para meu amigo Jorge Blau, falecido na semana passada. Hoje é o dia de São Jorge.


VERSO DO DIA


Sim, curvo-me ante a beleza de ser
às vezes zombo de mim mesmo ao término de uma
inteligente e aguçada constatação.
Ermitão do insólito, poeta da dúvida
Entretanto duvido a dúvida por ser dúvida
fruto de uma premissa lógica
Mas nego, afirmo e não duvido de nada
Prisioneiro sem grade desse silêncio eterno.

Raul Seixas

 

TIJOLINHOS DO MOZART

 


O artista plástico Sandoval Fagundes está anunciando curso de pintura abstrata. Há vagas para apenas quatro pessoas. Um dia por semana para mexer com esse estilo que não representa a realidade concreta.


O investimento é de R$ 400 por mês. Fora da realidade? Talvez, se você não for das raras pessoas que têm cor, forma, linha e textura fora da curva.


​Insumos coletivos e experimentais inclusos; material individual e autoral por conta de cada participante. Cada um que se responsabilize com o que faz de sua liberdade de expressão.


Nota da Rádio Mundial FM, do Rio Grande do Norte: a governadora Fátima Bezerra parece que não é bem-vinda no próprio estado. Neste feriado, a pousada Estação Bananeiras, no brejo paraibano, apagou uma publicação nas redes sociais em que a dona do empreendimento aparecia ao lado de Fátima.

A exclusão ocorreu após uma série de comentários negativos feitos por internautas, que criticaram a presença da gestora no local. Na postagem original, seguidores reagiram de forma contrária à visita da petista. Entre as manifestações, houve ameaças de boicote ao estabelecimento, com usuários afirmando que deixariam de se hospedar na pousada após a presença de Fátima.


Diante da repercussão, os comentários passaram a ser ocultados. No entanto, as críticas continuaram a aparecer em outras publicações do perfil do empreendimento. O vídeo que registrava a presença da governadora acabou sendo excluído.


“A governadora do Rio Grande do Norte saiu pobre da Paraíba, foi morar no vizinho Estado, trabalhou, batalhou, se fez grande, virou política, foi senadora e governadora eleita e reeleita. Mas nunca abandonou o jeito de pobre. E foi isso que ela ostentou na pousada ao dar depoimento sobre sua passagem pela terra de Ramalho Leite”. – (Tião Lucena)


O que parece ter ocorrido chama-se homofobia. Isso é crime no Brasil. E preconceito contra quem sempre se colocou ao lado dos excluídos.


Em 2007, enquanto deputada federal, Fátima foi autora do Projeto de Lei 81/07, que instituiu o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.


Sérgio Ricardo Corvina, piloto da Rádio Barata no Ar, preparando o vômito da Barata pra essa galera homofóbica e misógina.


Pousada Estação de Bananeiras precisando de uma benzedeira pra espantar as energias ruins de certos elementos que ali se hospedam.


O Banco Morada teve sua falência decretada após intervenção do Banco Central em 2011. No ano 2009, esse banco fez um empréstimo em meu nome no valor de R$ 4.000. Sem olhar os extratos, paguei esse valor, consignado na minha aposentadoria. Só agora tive conhecimento do roubo.


Sistema financeiro, onde o roubo e a patifaria fizeram morada.


"A fotografia é a maior vitória humana sobre o tempo." – (Gugu Keller)


A repórter Eliz Santos, do jornal A União, está produzindo uma matéria sobre a resistência em Itabaiana durante o golpe de 1964, com destaque para a atuação de meu pai, Arnaud Costa, e do prefeito Hugo Saraiva.


Ela ligou pedindo detalhes sobre o assunto para a matéria. Leu nos Tijolinhos.


É muito bom quando seu texto passa a ser guia de trabalho de alguém. Principalmente em busca da preservação da História.


Tudo atualmente está sob a suspeita de ser IA. Tecnologia faz a gente desconfiar de um simples “bom dia”.


O Papa Leão condena guerra de Trump. Cristãos da extrema-direita atacam o Papa. Ateus defendem o líder religioso. Sinais dos tempos.


“Talvez eu nunca seja feliz. Nada é real, exceto o presente, e mesmo assim já sinto o peso dos séculos a me esmagar”. – (Sylvia Plath, poeta norte-americana, aos 18 anos)


Sindicato dos aposentados indicou a advogada Ana Carolina para assumir meu BO contra o Banco Itaú.


É mais fácil resolver o rolo do banco Master do que esse roubo do Itaú contra o pobre do aposentado, que sou eu.


Estou escrevendo minhas memórias. Lembro o momento em que fui preso pela Polícia Federal e autuado em flagrante por operar rádio comunitária sem licença oficial, um crime monstruoso levado às barras do tribunal, onde fui condenado a pagar dez cestas básicas para instituições beneficentes.


Ao ler a sentença, o Juiz pediu para que eu indicasse uma entidade a ser favorecida com o resultado do julgamento. “Prefiro que sejam doadas as cestas básicas para a AFPF. “O que vem a ser isso?”, perguntou o meritíssimo. “Trata-se da Associação dos Filhos Pobres de Fábio”, esclareci.


Sua Excelência mostrou-se muito irritado, ameaçando de prisão aquele indiciado petulante e atrevido. No caso, seria uma reprisão. Não tem essa palavra no dicionário, acabo de olhar. No fundo, bem lá no fundo, eu senti que sua excelência estava aberto, galhofando de meu gracejo.


O livro tem como título “Memórias memoriosas e rememoráveis”. Contém a história de vida de um sujeito que já viveu muitos anos e se encontra em estado de novo, mas devidamente etiquetado como elemento do grupo de risco dos idosos.


Convém registrar meu depoimento para facilitar o trabalho das pessoas que se ocuparem em falar mal de mim após meu despacho.


Deliberei espalhar essa narrativa no presente livreto pela ordem e progresso, a partir do meu aparecimento no mundo até a ordem de despejo, esperando não seja esta última autorização emitida antes de eu pingar o ponto final nessas minhas memórias memoriosas.


O locutor Fábio Mozart se destaca pela generosidade com que partilha méritos, distribui elogios aos colegas e não titubeia em enviar sinceros agradecimentos a todos ao seu redor. Ele, no caso, eu, sou uma pessoa muito generosa.


Domingo passado recordei os cinquenta anos de amizade com o poeta Sander Lee no podcast 10 Minutos no Confessionário. O “homenageado” não disse que sim nem que não. Preferiu guardar sua opinião para si mesmo.


Passarei a falar mal dos inimigos. Para não cometer nenhuma injustiça, a ordem será alfabética.


Confesso que eu tenho um consultor imaginário com quem me encontro todo domingo pela manhã às 10 horas. É psicólogo, historiador e eventualmente confidente.


Vez por outra é uma mulher madura, essa confidente. Ela costuma lembrar: o pior mentiroso é aquele que mente para si mesmo. O segundo pior é aquele que esquece a mentira contada.


Esses entes imaginários me fazem ciente do longo caminho que tenho para percorrer até chegar à excelência almejada: apagar a chama sem alarde e discretamente. Mas, antes, deixar para as traças meu relatório de vida perdida.


Portanto, aguardem mais esse crime literário, “Memórias memoriosas e rememoráveis”.

Tijolinhos para José Sóter de Brasília, que tolera esses tijolinhos madrugadores.


VERSO DO DIA


A arte acorda cedo

Enfrenta os desafios

Inventa um novo norte

A travessia é sem medo

 

Sandoval Fagundes

 

 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

O troféu Violeta Formiga, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, é criação de Sérgio Ricardo Santos e será entregue a Stela Maris Mariano, Djanira Meneses e Joelma Lins em 28 de maio na Academia Paraibana de Letras, no Pôr do Sol Literário.


O evento marca o cinquentenário da Sociedade Zé da Luz. Seu primeiro presidente, Zenito Oliveira, aos 90 anos promete estar presente.


Piloto de helicóptero que caiu em Campina Grande não tinha habilitação, afirma polícia. O piloto era Josevan Rodrigues Ferreira, que vai ser investigado pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.


O piloto foi preso por não ter carteira de motorista de aeronave. Caiu na blitz, literalmente.


O helicóptero não tinha plano de voo, diferente da libélula que, segundo a Bíblia, é lembrete da presença de Deus no mundo natural e seu plano.


O bom piloto de helicóptero nunca se perde. Quando a situação fica confusa, ele só “paira” e pensa melhor.


Foi no Dia do Índio, em 19 de abril de 2014, que a cultura popular da Paraíba se vestiu de luto. Falecia no Hospital Edson Ramalho o mestre Carbureto, da Tribo Indígena Tupinambá de Mandacaru. Junto com Carbureto se foi uma biblioteca de conhecimento da cultura popular tradicional.


Quando eu morrer, se alguém me fizer homenagem produzida em IA, eu volto pra assombrar esse arrombado!


“Saiba o que abre e o que fecha no estreito de Ormuz neste feriado” – (Bluesky)


Meus passos cada vez mais imperfeitos. No entanto, conscientes ainda. Sei onde ir e porque ir. Não sei se conseguirei chegar.


Sou paraibano, sim senhor! Mas não sou paraibano da gema; sou da clara...


“É meio alimento transgênico, mas a Paraíba aceita com orgulho!” – (Zuma Nunes)


Vou montar uma peça de teatro chamada Dactilografia. Para o elenco, já convidei meu compadre Normando Reis que vai fazer o papel de escrivão, “batendo” numa Olivetti ao ritmo do humor, sarcasmo, poesia, terror diabólico e diálogos de empregadas domésticas. O descontínuo som das teclas da máquina de escrever evacuando medos e inconveniências da vida.


Madame Satã viveu no Carretel, cabaré da Rua Treze de Maio em Itabaiana nos anos 40, onde levou uma facada na coxa. Um romance que ainda espera para ser escrito.


Se continuar assim, daqui a pouco a Inteligência Artificial estará conversando com outra Inteligência Artificial, dispensando os intermediários, como aquele poeta de cordel que aumentou sua produção em 500%.


Para mim, ler era mais fascinante do que contar dinheiro. A internet tem me afastado dos livros tradicionais.  


Guimarães Rosa escreveu uma carta para seu amigo João Cabral de Melo Neto onde todas as palavras começam com a letra C.


Para os “patriotas” cabeça de vento, citando Bráulio Tavares: “Pátrias são ficções. São conceitos úteis, desde que não se transformem em símbolos absolutos”. 


Não creio no anjo da guarda do catolicismo nem nos espíritos mestres do espiritismo, mas bem que gostaria que esses seres fantásticos viessem sofrer minhas dores e me deixar dormir.


“Não existe bem ou mal nas reações nucleares que fazem brilhar as estrelas, nem na força da gravidade, nem nas aglomerações de matéria que produzem planetas, cometas etc.  O que existe ali é um cabo-de-guerra permanente entre a Ordem e a Desordem”. – (Bráulio Tavares)  


Quando estudante, fui apresentado ao professor de Língua Portuguesa. “Prefiro língua brasileira”, pensei. E abandonei a escola.


Fui aprender língua brasileira nordestina com os poetas violeiros na feira de Itabaiana, bebendo cachaça com tira gosto de inhambu-chororó.


O Governo da Paraíba, na gestão de João Azevêdo, teve 70% de aprovação dos eleitores, ocupando o sexto lugar no Brasil. Os três primeiros são governadores de direita: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Jorginho Melo.


Brasileiro cada vez mais conservador e quase extrema-direita. O filho do velho Bozó vai ganhar a eleição. Anotem.


“Até aqui na Paraíba tenho visto paraibano pé rapado que come feijão com rapadura se anunciando bolsonarista”. – (Tião Lucena)


Tião Lucena disse que fez exame do coração e descobriu que “tem placas, feito carro”. Eu também tou emplacado.


Certo dia, minha comadre Adriana Felizardo escreveu uma carta para a cantora e compositora paraibana Cátia de França, que achei interessante. Em tempo: Cátia tem um disco chamado “Itabaiana”, onde ela interpreta canção de sua autoria falando da minha cidade adotiva. Um primor de poema sobre a terra de Sivuca.


Na carta, Adriana dizia:Querida Cátia de França, tenho para mim que comecei a gostar de sua música muito cedo, não sei ao certo em que tempo. A princípio, a sua voz diferenciada, sua maneira de interpretar, e depois prestando atenção nas letras de suas músicas, de uma poesia ríspida, um versejar áspero e cortante como o vento nas quebradas do sertão no estio”.


“Cátia, antes da mediocridade da indústria cultural me alcançar, dei fé do seu canto na Rádio Tabajara. Procurei e achei o disco de vinil em um sebo, gravei, botei no CD e tá lá no cantinho das preciosidades”.


“Nesta carta vai meu agradecimento porque você ajudou a construir minha visão estética em música. Ouvi uma entrevista sua no rádio, tocando violão e cantando, gargalhando e debochando, sendo você mesma, uma figura alegre e sempre além do seu tempo”.


“Soube que você domina a percussão, a flauta, o piano e a sanfona. Com esses instrumentos e sua visão de poeta, desenhou as ‘vinte palavras em torno do sol’ que chegou a embeber em líquido sonoro os “cristais de sangue”.


“Estou ‘Feliz demais’ por saber que lerá minha carta, de uma fã desde menina. ‘O bonde’ dessa toada catiana atrai ‘Quem vai, quem vem’ até no ‘Porto de Cabedelo’, metendo verso ‘Ensacado’ no porão do navio da poesia paraibana de qualidade”.


“Até em ‘Itabaiana’ se ouviu seu grito de ‘Kukucaia’ e seus gemidos no ‘Coito das araras’. ‘Os galos’, como dizia o poeta, não tecem sozinhos uma manhã, pois só com uma guerreira dessas se pode soltar o grito de resistência. “Sustenta a pisada”.


Feriado de 21 de abril, dia de Tiradentes, o dia em que marcaram consulta com o dentista e ele faltou. Estava ocupando sendo enforcado. Tijolinhos para o poeta Thiago Alves que também é Joaquim.


VERSO DO DIA


Não quero viver ao léu

Como cachorro sem dono

Ou solitário colono

De inóspito ilhéu

Mas levo como troféu

Amizade verdadeira

Porque sei que é besteira

Esperar o paraíso

Aqui mesmo é que eu preciso

Da benção do meu irmão

Contida na saudação

Que espiritualizo.

 

(Fábio Mozart)

 

domingo, 19 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


Alberto Bezerra com meu livro Artistas de Itabaiana. Ele é filho de Armando Cezar Bezerra, nascido em 16 de novembro de 1923, em Itabaiana, Paraíba, e falecido aos 98 anos, em 26 de dezembro de 2021.


Herdeiro do talento musical de seu pai, o maestro Jovelino Cândido, Armando nutria um gosto sofisticado pela música, encantando-se com orquestras renomadas como Tabajara e artistas como Ray Conniff e André Rieu. Ele vivia a música intensamente, como quem dança com a alma ao som de cada acorde.


Escreveu o livro Maestro Jovelino Cândido Bezerra - Uma Biografia, onde oferece um retrato rico e detalhado do cenário musical da Paraíba, destacando a relevância das composições de seu pai para o fortalecimento das bandas filarmônicas em Itabaiana e outras cidades paraibanas.


Armando Cesar Bezerra está no meu livro Artistas de Itabaiana, à venda com o autor. E-mail: mozartpe@gmail.com


Olavo de Carvalho: "Quem destruiu o país foram os professores". Olavo era aquele guru do velho Biroliro e sua galera estranha.



Completando 51 anos de rádio. Mais de meio século com a boca no aparelho, brincando e compartilhando sonhos de democracia e liberdade.


“Começamos juntos na Rádio Difusora Nazaré. Sinto por você um carinho exclusivo e uma grande saudade. Antes que seja tarde, estaremos juntos para relembrar as aventuras radiofônicas.” – (Walter Florêncio)


“Fábio Mozart, velho lobo da radiofonia, da arte e da poesia.” – (Chico Mulungu)


"Meu soneto “Gaia insipiência”, que fará parte do livro “Obscuro óbvio”, foi premiado em segundo lugar num concurso em que apenas eu estava inscrito." - (Arturo Gouveia)


Tem coisa mais ridícula, provinciana, caricaturesca, degradante e aviltante do que político entregando peixe aos pobres na Semana Santa? Posam de “pais dos pobres”. Não sabem que depreciam e desrespeitam o cidadão submetido a esse ultraje.


O mesmo se pode pensar do político que transporta doente e posta fotos do paciente nas redes sociais.


“Fábio Mozart é esperto. Ele evita textos longos porque ninguém vai ler. Por isso inventou os Tijolinhos”. (Thiago Alves)


Em 2016, assim escreveu o jornalista Frutuoso Chaves: “Cinco, ou seis famílias apenas, decidem, nacionalmente, o que se vê na tevê, se ouve no rádio e se lê no jornalismo. Mesmo no auge da popularidade (quase 90% de aprovação pelo eleitorado) Lula não teve coragem de levar adiante o marco regulatório da mídia”.


Em 28 de maio, na Academia Paraibana de Letras, o projeto Pôr do Sol Literário vai dedicar sua edição do mês para homenagear a Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz pelos cinquenta anos de fundação.


Na ocasião, os escritores Evanio Teixeira, Thiago Alves e Chicco Mello irão lançar suas mais recentes obras. Será entregue o Troféu Violeta Formiga para Stela Maris Mariano, Joelma Lins e Djanira Meneses, com direito a exposição de quadros de Otto Cavalcanti.


Ontem (19) o Grupo de Teatro Circo Sem Pano apresentou a peça O diário da mamãe, texto e direção do nosso considerado confrade Bento Júnior, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. O espetáculo foi levado no Teatro Ednaldo do Egypto, em João Pessoa.


Infelizmente não foi possível chegar ao teatro para ver o trabalho de Bento Júnior porque estou com os joelhos desgastados e sem mobilidade. Sem cartilagem nos joelhos, estou prestes a me tornar usuário de cadeira de rodas. 


Caminho como quem negocia com o próprio corpo. Cada passo é um acordo frágil, um pacto silencioso entre a vontade de seguir e a dor que sussurra para parar. Sem cartilagem nos joelhos, meus ossos se encontram sem delicadeza, um ranger seco, íntimo, impossível de ignorar. São os pesos dos anos e das longas caminhadas, porque o mundo não desacelera pra ninguém.


“A dor da gente não sai no jornal”, conforme o cronista Humberto de Almeida. Mas sai nos Tijolinhos. Há três dias que não durmo com dor nos joelhos e quadris.


Minha vida não é um livro aberto, é um confessionário público. Nos Dez minutos no confessionário de ontem, falei do compadre Sander Lee e nossos desafios poéticos. Confira: https://www.radiodiariopb.com.br/desafio-de-viola-e.../


Uns camaradas meus tentaram entrar no link da Rádio Barata no Ar e surgiu a seguinte mensagem: “o que você tentou acessar parece conter material que foi julgado impróprio. Se você tiver alguma dúvida favor entrar em contato com a equipe de suporte de sua rede.”


Uma pessoa de São Paulo afirmou que meu sotaque nordestino na Rádio Barata no Ar é quase caricato. Mandei essa pessoa cagar no mato.


Preciso aprender a ser mais cortês e gentil ao tratar com os semelhantes e os dissemelhantes.


Geralmente somos pessoas extremamente emocionais e pouco racionais, desprovidos da capacidade de se colocar no lugar do outro, de medir as consequências dos seus atos e pensar a longo prazo. Isso é coisa pra gente madura e eu só tenho setenta anos.


É como nas crises do velho Bozó, os entupimentos ocasionais e os soluços. Não faço piada dessas coisas. Eu só gargalho internamente, que sou malvado, mas civilizado.


Recebi uma informação para postar na Barata Press: Solânea entra para o Guinness Book como a cidade com os homens mais fiéis do mundo. Preciso checar essa notícia. 


A notícia pegou todo mundo de surpresa, inclusive os próprios moradores. “Rapaz, eu soube disso hoje cedo, pela rádio. Pensei que era pegadinha”, disse um cidadão local enquanto apagava rapidamente notificações do celular.


“Aqui quem fala é Roberto Carlos, e eu quero dizer que minha música não toca na Rádio Barata no Ar”. 


É só isso por hoje. Havia mais alguma coisa a dizer, mas esqueci. É a idade...


Monaíza é uma jovem artista de Solânea que aniversariou no sábado passado (18), juntamente com nossa confreira Ednamay Cirilo. Para elas, nossos Tijolinhos atrasados, mas sinceros.


VERSO DO DIA


moinhos não movem ventos

partidas não são só lenços

saudades não são soluços

nem solução pra espera

nem salvação dos pecados

tristezas não lavam pratos

resguardam restos desejos

flores e frutos do mal

por isso muito cuidado

queime de febre e não dobre

não quebre nunca, não morra

não corra atrás do passado

 

Sérgio Natureza