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quarta-feira, 22 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


O artista plástico Sandoval Fagundes está anunciando curso de pintura abstrata. Há vagas para apenas quatro pessoas. Um dia por semana para mexer com esse estilo que não representa a realidade concreta.


O investimento é de R$ 400 por mês. Fora da realidade? Talvez, se você não for das raras pessoas que têm cor, forma, linha e textura fora da curva.


​Insumos coletivos e experimentais inclusos; material individual e autoral por conta de cada participante. Cada um que se responsabilize com o que faz de sua liberdade de expressão.


Nota da Rádio Mundial FM, do Rio Grande do Norte: a governadora Fátima Bezerra parece que não é bem-vinda no próprio estado. Neste feriado, a pousada Estação Bananeiras, no brejo paraibano, apagou uma publicação nas redes sociais em que a dona do empreendimento aparecia ao lado de Fátima.

A exclusão ocorreu após uma série de comentários negativos feitos por internautas, que criticaram a presença da gestora no local. Na postagem original, seguidores reagiram de forma contrária à visita da petista. Entre as manifestações, houve ameaças de boicote ao estabelecimento, com usuários afirmando que deixariam de se hospedar na pousada após a presença de Fátima.


Diante da repercussão, os comentários passaram a ser ocultados. No entanto, as críticas continuaram a aparecer em outras publicações do perfil do empreendimento. O vídeo que registrava a presença da governadora acabou sendo excluído.


“A governadora do Rio Grande do Norte saiu pobre da Paraíba, foi morar no vizinho Estado, trabalhou, batalhou, se fez grande, virou política, foi senadora e governadora eleita e reeleita. Mas nunca abandonou o jeito de pobre. E foi isso que ela ostentou na pousada ao dar depoimento sobre sua passagem pela terra de Ramalho Leite”. – (Tião Lucena)


O que parece ter ocorrido chama-se homofobia. Isso é crime no Brasil. E preconceito contra quem sempre se colocou ao lado dos excluídos.


Em 2007, enquanto deputada federal, Fátima foi autora do Projeto de Lei 81/07, que instituiu o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.


Sérgio Ricardo Corvina, piloto da Rádio Barata no Ar, preparando o vômito da Barata pra essa galera homofóbica e misógina.


Pousada Estação de Bananeiras precisando de uma benzedeira pra espantar as energias ruins de certos elementos que ali se hospedam.


O Banco Morada teve sua falência decretada após intervenção do Banco Central em 2011. No ano 2009, esse banco fez um empréstimo em meu nome no valor de R$ 4.000. Sem olhar os extratos, paguei esse valor, consignado na minha aposentadoria. Só agora tive conhecimento do roubo.


Sistema financeiro, onde o roubo e a patifaria fizeram morada.


"A fotografia é a maior vitória humana sobre o tempo." – (Gugu Keller)


A repórter Eliz Santos, do jornal A União, está produzindo uma matéria sobre a resistência em Itabaiana durante o golpe de 1964, com destaque para a atuação de meu pai, Arnaud Costa, e do prefeito Hugo Saraiva.


Ela ligou pedindo detalhes sobre o assunto para a matéria. Leu nos Tijolinhos.


É muito bom quando seu texto passa a ser guia de trabalho de alguém. Principalmente em busca da preservação da História.


Tudo atualmente está sob a suspeita de ser IA. Tecnologia faz a gente desconfiar de um simples “bom dia”.


O Papa Leão condena guerra de Trump. Cristãos da extrema-direita atacam o Papa. Ateus defendem o líder religioso. Sinais dos tempos.


“Talvez eu nunca seja feliz. Nada é real, exceto o presente, e mesmo assim já sinto o peso dos séculos a me esmagar”. – (Sylvia Plath, poeta norte-americana, aos 18 anos)


Sindicato dos aposentados indicou a advogada Ana Carolina para assumir meu BO contra o Banco Itaú.


É mais fácil resolver o rolo do banco Master do que esse roubo do Itaú contra o pobre do aposentado, que sou eu.


Estou escrevendo minhas memórias. Lembro o momento em que fui preso pela Polícia Federal e autuado em flagrante por operar rádio comunitária sem licença oficial, um crime monstruoso levado às barras do tribunal, onde fui condenado a pagar dez cestas básicas para instituições beneficentes.


Ao ler a sentença, o Juiz pediu para que eu indicasse uma entidade a ser favorecida com o resultado do julgamento. “Prefiro que sejam doadas as cestas básicas para a AFPF. “O que vem a ser isso?”, perguntou o meritíssimo. “Trata-se da Associação dos Filhos Pobres de Fábio”, esclareci.


Sua Excelência mostrou-se muito irritado, ameaçando de prisão aquele indiciado petulante e atrevido. No caso, seria uma reprisão. Não tem essa palavra no dicionário, acabo de olhar. No fundo, bem lá no fundo, eu senti que sua excelência estava aberto, galhofando de meu gracejo.


O livro tem como título “Memorias memoriosas e rememoráveis”. Contém a história de vida de um sujeito que já viveu muitos anos e se encontra em estado de novo, mas devidamente etiquetado como elemento do grupo de risco dos idosos.


Convém registrar meu depoimento para facilitar o trabalho das pessoas que se ocuparem em falar mal de mim após meu despacho.


Deliberei espalhar essa narrativa no presente livreto pela ordem e progresso, a partir do meu aparecimento no mundo até a ordem de despejo, esperando não seja esta última autorização emitida antes de eu pingar o ponto final nessas minhas memórias memoriosas.


O locutor Fábio Mozart se destaca pela generosidade com que partilha méritos, distribui elogios aos colegas e não titubeia em enviar sinceros agradecimentos a todos ao seu redor. Ele, no caso, eu, sou uma pessoa muito generosa.


Domingo passado recordei os cinquenta anos de amizade com o poeta Sander Lee no podcast 10 Minutos no Confessionário. O “homenageado” não disse que sim nem que não. Preferiu guardar sua opinião para si mesmo.


Passarei a falar mal dos inimigos. Para não cometer nenhuma injustiça, a ordem será alfabética.


Confesso que eu tenho um consultor imaginário com quem me encontro todo domingo pela manhã às 10 horas. É psicólogo, historiador e eventualmente confidente.


Vez por outra é uma mulher madura, essa confidente. Ela costuma lembrar: o pior mentirosos é aquele que mente para si mesmo. O segundo pior é aquele que esquece a mentira contada.


Esses entes imaginários me fazem ciente do longo caminho que tenho para percorrer até chegar à excelência almejada: apagar a chama sem alarde e discretamente. Mas, antes, deixar para as traças meu relatório de vida perdida.


Portanto, aguardem mais esse crime literário, “Memorias memoriosas e rememoráveis”.

Tijolinhos para José Sóter de Brasília, que tolera esses tijolinhos madrugadores.


VERSO DO DIA


A arte acorda cedo

Enfrenta os desafios

Inventa um novo norte

A travessia é sem medo

 

Sandoval Fagundes

 

 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

O troféu Violeta Formiga, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, é criação de Sérgio Ricardo Santos e será entregue a Stela Maris Mariano, Djanira Meneses e Joelma Lins em 28 de maio na Academia Paraibana de Letras, no Pôr do Sol Literário.


O evento marca o cinquentenário da Sociedade Zé da Luz. Seu primeiro presidente, Zenito Oliveira, aos 90 anos promete estar presente.


Piloto de helicóptero que caiu em Campina Grande não tinha habilitação, afirma polícia. O piloto era Josevan Rodrigues Ferreira, que vai ser investigado pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.


O piloto foi preso por não ter carteira de motorista de aeronave. Caiu na blitz, literalmente.


O helicóptero não tinha plano de voo, diferente da libélula que, segundo a Bíblia, é lembrete da presença de Deus no mundo natural e seu plano.


O bom piloto de helicóptero nunca se perde. Quando a situação fica confusa, ele só “paira” e pensa melhor.


Foi no Dia do Índio, em 19 de abril de 2014, que a cultura popular da Paraíba se vestiu de luto. Falecia no Hospital Edson Ramalho o mestre Carbureto, da Tribo Indígena Tupinambá de Mandacaru. Junto com Carbureto se foi uma biblioteca de conhecimento da cultura popular tradicional.


Quando eu morrer, se alguém me fizer homenagem produzida em IA, eu volto pra assombrar esse arrombado!


“Saiba o que abre e o que fecha no estreito de Ormuz neste feriado” – (Bluesky)


Meus passos cada vez mais imperfeitos. No entanto, conscientes ainda. Sei onde ir e porque ir. Não sei se conseguirei chegar.


Sou paraibano, sim senhor! Mas não sou paraibano da gema; sou da clara...


“É meio alimento transgênico, mas a Paraíba aceita com orgulho!” – (Zuma Nunes)


Vou montar uma peça de teatro chamada Dactilografia. Para o elenco, já convidei meu compadre Normando Reis que vai fazer o papel de escrivão, “batendo” numa Olivetti ao ritmo do humor, sarcasmo, poesia, terror diabólico e diálogos de empregadas domésticas. O descontínuo som das teclas da máquina de escrever evacuando medos e inconveniências da vida.


Madame Satã viveu no Carretel, cabaré da Rua Treze de Maio em Itabaiana nos anos 40, onde levou uma facada na coxa. Um romance que ainda espera para ser escrito.


Se continuar assim, daqui a pouco a Inteligência Artificial estará conversando com outra Inteligência Artificial, dispensando os intermediários, como aquele poeta de cordel que aumentou sua produção em 500%.


Para mim, ler era mais fascinante do que contar dinheiro. A internet tem me afastado dos livros tradicionais.  


Guimarães Rosa escreveu uma carta para seu amigo João Cabral de Melo Neto onde todas as palavras começam com a letra C.


Para os “patriotas” cabeça de vento, citando Bráulio Tavares: “Pátrias são ficções. São conceitos úteis, desde que não se transformem em símbolos absolutos”. 


Não creio no anjo da guarda do catolicismo nem nos espíritos mestres do espiritismo, mas bem que gostaria que esses seres fantásticos viessem sofrer minhas dores e me deixar dormir.


“Não existe bem ou mal nas reações nucleares que fazem brilhar as estrelas, nem na força da gravidade, nem nas aglomerações de matéria que produzem planetas, cometas etc.  O que existe ali é um cabo-de-guerra permanente entre a Ordem e a Desordem”. – (Bráulio Tavares)  


Quando estudante, fui apresentado ao professor de Língua Portuguesa. “Prefiro língua brasileira”, pensei. E abandonei a escola.


Fui aprender língua brasileira nordestina com os poetas violeiros na feira de Itabaiana, bebendo cachaça com tira gosto de inhambu-chororó.


O Governo da Paraíba, na gestão de João Azevêdo, teve 70% de aprovação dos eleitores, ocupando o sexto lugar no Brasil. Os três primeiros são governadores de direita: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Jorginho Melo.


Brasileiro cada vez mais conservador e quase extrema-direita. O filho do velho Bozó vai ganhar a eleição. Anotem.


“Até aqui na Paraíba tenho visto paraibano pé rapado que come feijão com rapadura se anunciando bolsonarista”. – (Tião Lucena)


Tião Lucena disse que fez exame do coração e descobriu que “tem placas, feito carro”. Eu também tou emplacado.


Certo dia, minha comadre Adriana Felizardo escreveu uma carta para a cantora e compositora paraibana Cátia de França, que achei interessante. Em tempo: Cátia tem um disco chamado “Itabaiana”, onde ela interpreta canção de sua autoria falando da minha cidade adotiva. Um primor de poema sobre a terra de Sivuca.


Na carta, Adriana dizia:Querida Cátia de França, tenho para mim que comecei a gostar de sua música muito cedo, não sei ao certo em que tempo. A princípio, a sua voz diferenciada, sua maneira de interpretar, e depois prestando atenção nas letras de suas músicas, de uma poesia ríspida, um versejar áspero e cortante como o vento nas quebradas do sertão no estio”.


“Cátia, antes da mediocridade da indústria cultural me alcançar, dei fé do seu canto na Rádio Tabajara. Procurei e achei o disco de vinil em um sebo, gravei, botei no CD e tá lá no cantinho das preciosidades”.


“Nesta carta vai meu agradecimento porque você ajudou a construir minha visão estética em música. Ouvi uma entrevista sua no rádio, tocando violão e cantando, gargalhando e debochando, sendo você mesma, uma figura alegre e sempre além do seu tempo”.


“Soube que você domina a percussão, a flauta, o piano e a sanfona. Com esses instrumentos e sua visão de poeta, desenhou as ‘vinte palavras em torno do sol’ que chegou a embeber em líquido sonoro os “cristais de sangue”.


“Estou ‘Feliz demais’ por saber que lerá minha carta, de uma fã desde menina. ‘O bonde’ dessa toada catiana atrai ‘Quem vai, quem vem’ até no ‘Porto de Cabedelo’, metendo verso ‘Ensacado’ no porão do navio da poesia paraibana de qualidade”.


“Até em ‘Itabaiana’ se ouviu seu grito de ‘Kukucaia’ e seus gemidos no ‘Coito das araras’. ‘Os galos’, como dizia o poeta, não tecem sozinhos uma manhã, pois só com uma guerreira dessas se pode soltar o grito de resistência. “Sustenta a pisada”.


Feriado de 21 de abril, dia de Tiradentes, o dia em que marcaram consulta com o dentista e ele faltou. Estava ocupando sendo enforcado. Tijolinhos para o poeta Thiago Alves que também é Joaquim.


VERSO DO DIA


Não quero viver ao léu

Como cachorro sem dono

Ou solitário colono

De inóspito ilhéu

Mas levo como troféu

Amizade verdadeira

Porque sei que é besteira

Esperar o paraíso

Aqui mesmo é que eu preciso

Da benção do meu irmão

Contida na saudação

Que espiritualizo.

 

(Fábio Mozart)

 

domingo, 19 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 


Alberto Bezerra com meu livro Artistas de Itabaiana. Ele é filho de Armando Cezar Bezerra, nascido em 16 de novembro de 1923, em Itabaiana, Paraíba, e falecido aos 98 anos, em 26 de dezembro de 2021.


Herdeiro do talento musical de seu pai, o maestro Jovelino Cândido, Armando nutria um gosto sofisticado pela música, encantando-se com orquestras renomadas como Tabajara e artistas como Ray Conniff e André Rieu. Ele vivia a música intensamente, como quem dança com a alma ao som de cada acorde.


Escreveu o livro Maestro Jovelino Cândido Bezerra - Uma Biografia, onde oferece um retrato rico e detalhado do cenário musical da Paraíba, destacando a relevância das composições de seu pai para o fortalecimento das bandas filarmônicas em Itabaiana e outras cidades paraibanas.


Armando Cesar Bezerra está no meu livro Artistas de Itabaiana, à venda com o autor. E-mail: mozartpe@gmail.com


Olavo de Carvalho: "Quem destruiu o país foram os professores". Olavo era aquele guru do velho Biroliro e sua galera estranha.



Completando 51 anos de rádio. Mais de meio século com a boca no aparelho, brincando e compartilhando sonhos de democracia e liberdade.


“Começamos juntos na Rádio Difusora Nazaré. Sinto por você um carinho exclusivo e uma grande saudade. Antes que seja tarde, estaremos juntos para relembrar as aventuras radiofônicas.” – (Walter Florêncio)


“Fábio Mozart, velho lobo da radiofonia, da arte e da poesia.” – (Chico Mulungu)


"Meu soneto “Gaia insipiência”, que fará parte do livro “Obscuro óbvio”, foi premiado em segundo lugar num concurso em que apenas eu estava inscrito." - (Arturo Gouveia)


Tem coisa mais ridícula, provinciana, caricaturesca, degradante e aviltante do que político entregando peixe aos pobres na Semana Santa? Posam de “pais dos pobres”. Não sabem que depreciam e desrespeitam o cidadão submetido a esse ultraje.


O mesmo se pode pensar do político que transporta doente e posta fotos do paciente nas redes sociais.


“Fábio Mozart é esperto. Ele evita textos longos porque ninguém vai ler. Por isso inventou os Tijolinhos”. (Thiago Alves)


Em 2016, assim escreveu o jornalista Frutuoso Chaves: “Cinco, ou seis famílias apenas, decidem, nacionalmente, o que se vê na tevê, se ouve no rádio e se lê no jornalismo. Mesmo no auge da popularidade (quase 90% de aprovação pelo eleitorado) Lula não teve coragem de levar adiante o marco regulatório da mídia”.


Em 28 de maio, na Academia Paraibana de Letras, o projeto Pôr do Sol Literário vai dedicar sua edição do mês para homenagear a Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz pelos cinquenta anos de fundação.


Na ocasião, os escritores Evanio Teixeira, Thiago Alves e Chicco Mello irão lançar suas mais recentes obras. Será entregue o Troféu Violeta Formiga para Stela Maris Mariano, Joelma Lins e Djanira Meneses, com direito a exposição de quadros de Otto Cavalcanti.


Ontem (19) o Grupo de Teatro Circo Sem Pano apresentou a peça O diário da mamãe, texto e direção do nosso considerado confrade Bento Júnior, da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz. O espetáculo foi levado no Teatro Ednaldo do Egypto, em João Pessoa.


Infelizmente não foi possível chegar ao teatro para ver o trabalho de Bento Júnior porque estou com os joelhos desgastados e sem mobilidade. Sem cartilagem nos joelhos, estou prestes a me tornar usuário de cadeira de rodas. 


Caminho como quem negocia com o próprio corpo. Cada passo é um acordo frágil, um pacto silencioso entre a vontade de seguir e a dor que sussurra para parar. Sem cartilagem nos joelhos, meus ossos se encontram sem delicadeza, um ranger seco, íntimo, impossível de ignorar. São os pesos dos anos e das longas caminhadas, porque o mundo não desacelera pra ninguém.


“A dor da gente não sai no jornal”, conforme o cronista Humberto de Almeida. Mas sai nos Tijolinhos. Há três dias que não durmo com dor nos joelhos e quadris.


Minha vida não é um livro aberto, é um confessionário público. Nos Dez minutos no confessionário de ontem, falei do compadre Sander Lee e nossos desafios poéticos. Confira: https://www.radiodiariopb.com.br/desafio-de-viola-e.../


Uns camaradas meus tentaram entrar no link da Rádio Barata no Ar e surgiu a seguinte mensagem: “o que você tentou acessar parece conter material que foi julgado impróprio. Se você tiver alguma dúvida favor entrar em contato com a equipe de suporte de sua rede.”


Uma pessoa de São Paulo afirmou que meu sotaque nordestino na Rádio Barata no Ar é quase caricato. Mandei essa pessoa cagar no mato.


Preciso aprender a ser mais cortês e gentil ao tratar com os semelhantes e os dissemelhantes.


Geralmente somos pessoas extremamente emocionais e pouco racionais, desprovidos da capacidade de se colocar no lugar do outro, de medir as consequências dos seus atos e pensar a longo prazo. Isso é coisa pra gente madura e eu só tenho setenta anos.


É como nas crises do velho Bozó, os entupimentos ocasionais e os soluços. Não faço piada dessas coisas. Eu só gargalho internamente, que sou malvado, mas civilizado.


Recebi uma informação para postar na Barata Press: Solânea entra para o Guinness Book como a cidade com os homens mais fiéis do mundo. Preciso checar essa notícia. 


A notícia pegou todo mundo de surpresa, inclusive os próprios moradores. “Rapaz, eu soube disso hoje cedo, pela rádio. Pensei que era pegadinha”, disse um cidadão local enquanto apagava rapidamente notificações do celular.


“Aqui quem fala é Roberto Carlos, e eu quero dizer que minha música não toca na Rádio Barata no Ar”. 


É só isso por hoje. Havia mais alguma coisa a dizer, mas esqueci. É a idade...


Monaíza é uma jovem artista de Solânea que aniversariou no sábado passado (18), juntamente com nossa confreira Ednamay Cirilo. Para elas, nossos Tijolinhos atrasados, mas sinceros.


VERSO DO DIA


moinhos não movem ventos

partidas não são só lenços

saudades não são soluços

nem solução pra espera

nem salvação dos pecados

tristezas não lavam pratos

resguardam restos desejos

flores e frutos do mal

por isso muito cuidado

queime de febre e não dobre

não quebre nunca, não morra

não corra atrás do passado

 

Sérgio Natureza

sábado, 18 de abril de 2026

TIJOLINHOS DO MOZART

 

FOTO MEMÓRIA – Em 2014, eu com o comunicador Ernande Silva, de Itabaiana (Rádio Comunitária Rainha). Ele com meu livro “A Voz de Itabaiana e outras vozes”. Seu pai, Raminho, é locutor há cinquenta anos da Difusora A Voz de Itabaiana, que inspirou o título da obra.

Em 2018, Luiz Couto foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Ele próprio é uma minoria. Minoria minimória, como diria Jessier Quirino. Porque Luiz Couto é o único deputado daqui que dá expediente de segunda a sexta, nunca comeu bola, nunca fez conchavo, Luiz nunca votou em coisa ruim pro povo e sempre foi fiel às suas ideias. Luiz continua tendo meu voto.

Desolado, descubro que sou um inocente inútil.

“É melhor dever pro banco do que pro vizinho. Pelo menos o banco não fica falando de tu na rua”. (Falcão)

Eu só falo do Banco Itaú que me rouba todo mês.

Em 2021, deram 3 minutos pro Bozó falar na Cúpula do Clima. Ele só disse: "amanhã vai chover, tou sentindo umas pontadas na minha facada!"

"Neandertais eram bolsonaros toscos que dominaram a Europa até o homem sapiens aparecer." - Zé Simão

"Vou manter distância de mim mesmo. É pro meu próprio bem."  - (Ameba, o indefecável)

"O que você chama de fofoca, eu chamo de terceirização da verdade." - Dino Cantelli

Quarta-feira, dia 22, o Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, estará em João Pessoa, onde concederá entrevista exclusiva para o portal e rádio DiarioPB, de Sérgio Ricardo Santos. É o fraco! 

Em João Pessoa tem uma rua chamada Lenildo Correia (foto), educador itabaianense que se destacou como militante sindical e estudioso dos problemas da educação. Em sua terra natal, não é lembrado. Ele fundou a Associação dos Professores de Licenciatura Plena.

Em 18 de junho próximo, o programa radiofônico Alô Comunidade, veiculado pela Rádio Tabajara, vai inteirar quinze anos no ar. A iniciativa, sem fins lucrativos, instaurou novo paradigma no radialismo paraibano ao envolver numa parceria uma emissora pública e ativistas dos movimentos de rádios comunitárias e livres.

O programa enfoca especialmente assuntos relacionados ao direito à comunicação, à cultura popular, à promoção da igualdade racial e à democratização da comunicação, com ênfase no ativismo comunitário, com produção da Rádio DiarioPB e Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz.

Neste sábado o Alô Comunidade recebe o ator e poeta Chicco Mello, de Solânea. Rádio Tabajara, às 11 horas - https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/radio-fm

Ontem, 17 de abril, foi Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo. Minha homenagem ao saudoso seu Nilton, bravo guerreiro pela reforma agrária na região de Mari/Sapé, que morreu emboscado.

Salve as mulheres lutadoras do campo, do Assentamento Tiradentes em Mari. Salve Biu Pacatuba, primeiro presidente das Ligas Camponesas de Sapé, personagem do meu cordel que ganhou o Prêmio Patativa de Assaré do Ministério da Cultura.

Oscar Schmidt, o jogador de basquete falecido, era de direita. Antes de morrer, ele postou: “Votei em Bolsonaro. Pior erro da minha vida. Totalmente um despreparado. O filho é como o pai”.

Só 8% dos brasileiros interpretam um texto. E 29% dos adultos são analfabetos funcionais (não entendem o que está escrito, apesar de ler). Imagino o que a galera viaja nesses tijolinhos.

O déficit cognitivo da galera é a onda que a extrema-direita surfa na boa.

Em São Paulo, Yasmin Ferreira, estagiária da Polícia Militar, matou uma mulher com um tiro no peito, sem nenhuma necessidade. A mulher estava desarmada. Duas semanas depois foi promovida a soldado.

Aqui na Paraíba do Norte, eleição é o momento máximo da discórdia paroquial. Todo mundo contra todo mundo e que se lasque a mulher de seu Raimundo.

Brabo que só bode no escuro, meu compadre Ivaldo Gomes disse que só vota na esquerda radical.

O Banco de Brasília fez articulações políticas na Paraíba, resultando na na administração de contas de diversos órgãos públicos, consolidando rapidamente a instituição como um dos principais agentes financeiros locais.

Com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso por rolo com o Banco Master do picareta Daniel Vorcaro, paraibanos de alto coturno não dormem direito, temendo uma delação premiada.

Empréstimos não autorizados no Banco Itaú, frequentemente envolvendo consignados com descontos indevidos, configuram fraude e violação do Código de Defesa do Consumidor.

Mandei queixa para o Procon que até agora faz ouvidos de mercador.

“Trabalhador deve trabalhar até a exaustão”. (Pastor Magno Malta, o cachaceiro de Deus)

A Bíblia é barra pesada: “Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada”. (Gênesis 38:24)

O Memorial Augusto dos Anjos, em Sapé, promove em 29 de abril o “Diálogo entre Augusto dos Anjos e José Lins do Rego”. Será na Usina Santa Helena, zona rural.

Breve conto da vida real: a senhora foi ao psicanalista tratar de suas neuras e lá encontrou uma moça em pior estado de nervos. Trocaram confidências sobre os achaques comuns, ficaram amigas, uma reconfortando a outra.

A moça ligava sempre para a senhora, procurando apoio, lutando para se libertar do círculo maior da solidão. Família ausente, carência muita. Começou a ficar importuna. Ligava a toda hora do dia e da noite para pedir conselhos, implorar uma visita.

A senhora não suportou o incômodo e desligou o telefone fixo. Sem celular e, agora, sem o telefone residencial, a senhora fica pelos cantos das paredes, triste, pensando na mocinha que precisa de ajuda, sem forças para auxiliar aquela pobre criatura e tendo que se isolar para não agravar mais seu já precário estado de saúde.

O labirinto da solidão enredou aquelas duas criaturas com os fios do telefone. Um problema se impõe: como reativar o telefone, como restabelecer a normalidade comunicacional onde se instalou mais uma neurose?

Tijolinhos para o escritor Jairo Cesar, no Dia Nacional do Livro Infantil.

 

VERSO DO DIA

 

O nome da minha amada

Escrevi com emoção

Na palma da minha mão

No cabo da minha enxada

No batente da calçada

E no fundo da bacia

Na casca da melancia

Mais grossa do meu roçado

Pode ir lá que está gravado

O nome de Ana Maria.

 

(Manoel Xudu)